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Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia

Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia

A Estônia é um dos três países bálticos que fizeram parte da antiga URSS. Sem tradição automotiva, o país eslavo chama atenção por uma campanha de crowndfunding que objetiva levantar US$ 1,2 milhão para execução de um projeto muito interessante, um carro elétrico de três rodas com estilo totalmente vintage, chamado Nobe 100.


Sem desempenho digno de nota e com alcance apenas suficiente, o Nobe 100 está atraindo a atenção da imprensa mundial e de muita gente pelo fato de ser um carro de estilo clássico, pequeno e atraente para entusiastas, mas que ao mesmo tempo traz consigo um o futuro da boa parte dos automóveis, que é a eletrificação.

Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia

De acordo com Roman Muljar, fundador da empresa Nobe, o carrinho terá velocidade limitada em 110 km/h e as baterias de íons de lítio garantirão autonomia de 220 km, suficientes para um uso urbano no dia a dia. Sem dar muitos detalhes técnicos sobre o projeto, Muljar apenas revelou que o Nobe 100 terá tração em suas três rodas. Além disso, as baterias podem ser recarregadas plenamente em apenas duas horas, o que é um feito muito bom.


Mas a performance parece ser o de menos no Nobe 100. A carroceria apresenta linhas bem suaves, arredondadas na parte traseira por conta de sua concepção de triciclo. Na frente, os faróis circulares saltam no conjunto, que tem grade falsa devidamente cromada e com abertura centeal quase triangular, lembrando as velhas táticas de estilo de algumas marcas para fazer sua identidade fluir no desenho. No capô, uma pequena estatueta em forma de cabeça com cabelo estilo rabo-de-cavalo chama atenção.

Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia

O para-brisa é bem vertical, mas envolvente, enquanto as colunas A e B são bem estreitas. Já as colunas C são igualmente envolventes, mas mais espessas e consistentes que as demais, sustentando um vidro traseiro em forma de bolha. Retrovisores circulares cromados e maçanetas com o mesmo acabamento reforçam a proposta vintage do Nobe 100. Com teto branco, o carro de quatro lugares tem ainda frisos laterais suaves e rodas integrais com calotas e pneus de banda branca. Na traseira, um toque moderno é o conjunto ótico em feixes de LED.

Por dentro, o ambiente não poderia ser mais agradável. Na cor da carroceria e sem os acabamentos plásticos de agora, que tentam nos enganar, o Nobe 100 traz dois lustrosos mostradores circulares, sendo um deles relógio, botões, manivelas e maçanetas cromadas, ajustes de ventilação e porta-luvas com chave.

Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia

Abaixo dele, uma mesinha retrátil que pode servir para pequenas refeições. Os bancos dianteiros são individuais, mas o traseiro é único e mais apertado. Há também espaço para bagagens e teto removível. Para desfilar com estilo e sem emissão de ruído ou poluição, este estoniano clássico e elétrico agradará muita gente quando começar a ser produzido. Por enquanto, 57% do valor já foi obtido, mas ainda faltam 34 dias para o encerramento.

Nobe 100 – Galeria de fotos

 

Nobe 100, um elétrico vintage que nasceu na Estônia
Nota média 5 de 4 votos

  • Daniel dos Santos

    Eu apoiaria sem sobra de duvida, se morasse la…

    • Uranium

      No Brasil, até mesmo ter carros com motor de combustão interna anda complicado. rsrs

    • th!nk.t4nk

      Idem. Digo mais: vou com frequência ao leste europeu, onde tenho amigos (locais e brasileiros também), e te digo que se o Brasil um dia chegar ao padrão de vida que esses caras têm, já estaria excelente. Eles não vivem com sobra de dinheiro, os salários são baixos, mas quando você coloca tudo na balança (educaçao e saúde universais de qualidade, baixíssima criminalidade, muita área verde, culinária boa pra caramba, acesso a produtos de toda a Europa, aluguéis baratos, etc) vê que é o suficiente pra qualquer um viver muito feliz. Minha visão sobre a regiao mudou completamente com o passar dos anos, e hoje eu me mudaria pra lá numa boa dependendo da oportunidade.

      • Cosi fan Tutti

        Eu tenho um amigo russo que me manda fotos de lugares proximos, como aqueles países com final “istão”, além destas regiões proximas de St Petersburgo. São lugares excepcionais, cidades futuristicas parecidas tiradas de ficção, misturam os predios da era comunista com construções modernas, é bem surreal, e bonito. As pessoas não parecem viver mal realmente.

      • leitor

        Com certeza são lugares muito interessantes. Pena que existe muita burocracia e um idioma que impedem pensar no assunto. Só se fosse de extrema necessidade.

        • Diego Carvalho Godinho

          a burocracia nem é tão grande assim, se comparar com outros países por exemplo, até mesmo nos EUA, se não tiver boa paciência, a viagem pode acabar no aeroporto mesmo, rs.

          O padrão de vida das pessoas do leste europeu deve-se muito ao planejamento dos governos do passado, essa é a verdade, em transformarem saúde e educação (o que reflete diretamente na baixissima criminalidade), direitos universais à todos, os salários são baixos se você fizer a conversão em dólar, mas com o salário de lá e com os serviços que os Estados daqueles países oferecem, vive-se bem. E afinal, é o que todo mundo quer, ninguém precisa esbanjar dinheiro quando se tem educação, saúde e moradia disponíveis a um custo razoável.

          • leitor

            Quer dizer que um brasileiro pode viver lá normalmente?

            • Diego Carvalho Godinho

              Se levar em conta o baixo custo dos alugueis, o baixo preço dos principais produtos de subsistência e ainda, saúde e educação com acesso universal a todos, sim, vive-se normalmente.

              • leitor

                Levando em conta essas coisas nos EUA pode ser até mais interessante. Mas precisa de outras cositas mas… Na verdade a questão que falo é mais burocrática. Autorização para morar, trabalhar, estudar, acesso à saúde. Esses dois últimos, sendo universais, são para todos que vivem lá ou somente para cidadãos? As cositas mas que precisam se resolver antes.

          • “O padrão de vida das pessoas do leste europeu deve-se muito ao planejamento dos governos do passado, essa é a verdade…”

            Tá errada essa sua informação, colega. O padrão de vida desses países começou a melhorar depois que saíram do planejamento central soviético e abriram os seus mercados para o comércio internacional e investimentos estrangeiros.

            • Ubiratã Muniz Silva

              se pensarmos que o leste europeu tem um padrão de vida mais baixo que o do resto da Europa, podemos dizer sim que deve-se ao planejamento governamental. rsrsrsrs

              • Diego Carvalho Godinho

                Há mais moradores de rua dormindo em galerias de esgoto na França do que em toda Noruega, República Tcheca e Croácia juntas.

            • Diego Carvalho Godinho

              A única coisa que a população de lá teve, foi acesso a novos produtos e demais porcariadas ocidentais. O leste europeu desde a era soviética, sempre foi conhecido por ser uma região produtora de automóveis de qualidade (naquela época), quando digo qualidade, quero dizer duráveis, de baixa manutenção e etc, não somente a industria automobilistica era conhecida pela sua qualidade e capacidade de produção (por abastecer mais de 20 países daquela região), mas a industria naval, militar e petroquímica também, a “””abertura de mercado””””, que nada mais é do que a destruição da indústria nacional desses países em detrimento das indústrias estrangeiras do ocidente (pura ideologia), a mera inclusão de uma população na esfera de consumo de mercadorias produzidas de forma generalizada não é “melhorar as condições de vida”, então, a sua informação está errada. O padrão de vida desse povo diminuiu violentamente após o colapso da URSS, e só foi elevar-se após a promoção (continuidade( das políticas públicas desde aquela época, pelos governos dos Estados desses países.

              Se por “”abertura de mercado””” você quer dizer ser um escravo econômico da Alemanha (que é o país que verdadeiramente manda na União Européia) e não ter condições de promover uma indústria 100% nacional sem ser asfixiado economicamente por esse país (que pederá mercado), então, temos de fato, uma abertura de mercado.

              Ruim não deve ser, morar na Noruega né? Quem também fica no leste europeu.

              • Vá fazer propaganda comunista em Cuba ou na Coréia do Norte. Mentiras e falácias pra cima de mim não, “rapá”!

                • Diego Carvalho Godinho

                  kkkkkkkkkkkkkkk, falar a verdade agora é “propaganda comunista”. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

          • Observador

            Verdade! Vive-se lá feliz e sem sobressaltos.

  • Nicolas_RS

    Que coisa medonha, se tivesse pelo menos 4 rodas…

  • Eduardo Forneck

    Vindo diretamente do universo de Fallout

    • Henrique Gouveia

      Imaginei a mesma coisa!

  • 1 Raul

    Quem vê um carro de 3 rodas e lembra do Mr Bean?

    • Raul Cotrim de Mattos

      kkk foi a primeira coisa que pensei… Aquela cena que o carro vira de lado!

      • Ubiratã Muniz Silva

        a diferença é que o Reliant Robin só tem uma roda na frente, esse segue o esquema do Morgan Three-Wheeler, que a roda única é na traseira.

  • Observador

    Interessante o estilo. Além do mais, por ser um país muito pequeno e com cidades mínimas, deve ter uma autonomia suficiente.

  • zekinha71

    Um estilo retrô muito interessante.

  • Cromo

    Achei muito interessante essas colunas A bem estreitas. Nos carros atuais elas estão muito largas e inclinadas, atrapalhando bastante a visibilidade qdo fazemos curvas pra esquerda. Lembro q meu antigo Gol caixinha tinha visibilidade bem melhor q os carros atuais. Este interior sem a profusão de plásticos dos atuais é show, se os botões e alavanquinhas de controle no painel forem de metal de verdade, aí sim é show. Volante com 2 raios é suficiente, os volantes com 3 ou 4 raios atrapalham nas manobras. Houve muitas modernizações q pioraram os carros.

    • th!nk.t4nk

      O problema é que pra ter alta absorçao de energia em impactos, normalmente você precisa recorrer a uma combinação de aços de ultra-alta resistência + colunas largas. Algumas montadoras dão um jeito de disfarçar melhor isso, mas é meio inevitável.

  • CanalhaRS

    A idéia de ser retrô eu achei legal, mas 3 rodas mata com o carro.

    • leitor

      Matar não. Mas deixa agonizando. kkkkk

  • Maycon Farias

    Quero um branco e um vermelho. Lindo demais.

  • Guilherme

    Quantas estrelas! Hahah
    Imagina, reclamam do Kwid com 3 parafusos, quem dirá 3 rodas.
    Carrinho legal, mas não vai decolar

  • Natán Barreto

    Muito legal a proposta. Eu teria com certeza um.
    Pelo menos é mais útil que o Smart. Que limita a 2 pessoas apenas.

    • Ubiratã Muniz Silva

      a utilidade dos assentos extras é algo muito relativo, eu não preciso dos bancos traseiros, meu carro com 2,60m de comprimento e dois lugares me atende MUITO bem. 90% do tempo eu ando sozinho, e os 10% restantes só com a minha esposa.

      se você ver bem a maior parte dos carros de cinco lugares andam praticamente o tempo todo com um único ocupante, o condutor.

      O Nobe me parece ser um tanto maior que o smart (não achei as especificações no site, aliás, a campanha de crowdfunding me parece algo que promete demais mas não parecem ter os meios para entregar), algo em torno de 3,40m de comprimento, necessário para que tenha os quatro lugares com o “capô” à frente. O porte deve ser próximo ao de um Fiat 500.

      Mas não nego que o visual retrô do carrinho ficou SENSACIONAL.

      • Natán Barreto

        Então, eu já vi uma moça sozinha no supermercado tentando enfiar tudo dentro de um Smart e tava bem complicado. Até concordo que os carros grandes andam sempre vazios, mas um Smart como único carro é complicado. Não se faz nada com ele.

        • Ubiratã Muniz Silva

          ops, no meu comentário anterior me enganei quanto à capacidade do porta-malas. Até o teto são 340 litros, 220 litros são até a altura do vidro. Na prática, então, é maior que o porta-malas de um Ka de primeira geração (140 litros se não me falha a memória)

    • Eduardo Campos

      Lá fora já tem há tempo uma nova geração do smart forfour, elétrico inclusive…

  • leitor

    Um milhãozinho e pouco de dólares é até pouco demais para uma fábrica automotiva. Isso me chamou mais atenção que o carro.

  • leitor

    Isso é um estilo retrô atual ou futurista dos anos 1950?

  • Só uma pequena correção: a Estônia não é um país eslavo. Ele é fínico, assim como os finlandeses.

  • Ubiratã Muniz Silva

    putz, que carrinho legal!

  • Ubiratã Muniz Silva

    também curto muito as conversões que estão sendo feitas (lá fora) nos VW “a ar”, especialmente Fuscas e Kombis corujinha.

    • Autofahrer!

      Sim verdade, tem uns muito bem feitos!

  • Marcus Vinicius

    Os chineses poderiam financiar o Projeto dos Estonos !

  • Julio Andraski

    Ótimo ver um projeto de design tão harmonioso e simpático (mesmo que não traga nada novo), diante de tantos carros atuais de estilo agressivo e imponente sem ter necessidade de ser, como os sub-compactos com “cara” (apenas cara, mesmo) de potentes e esportivos. O Mobi, por exemplo… carrancudo. O Panda é muito mais bem acertado.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Muito bonito. Teria um.
    Acho que a empresa conseguirá viabilizar este projeto por que, tal como o Morgan 3W, este veículo não será tecnicamente um carro, e sim uma motocicleta e por isto não estará sujeito às regras européias de segurança ativa, passiva e de proteção aos pedestres.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    A Piaggio é que poderia aproveitar a gama Ape para fazer uns brinquedos vintage deste tipo com motorização elétrica. Seriam brinquedos onipresentes na Capital Eterna.

  • Luccas Stringger

    Um vintage moderno.Interior perfeito para um automóvel.Deveria existir mais modelos num projeto semelhante de quatro rodas,fugindo de um interior moderno e futurista atual que enjoa rápido.Parabéns para o projetista.

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