Nova Chevrolet Spin Premier 2025: Visual renovado e bom acabamento, mas nada de luxo

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Uma das últimas sobreviventes do segmento de minivans de 7 lugares (ou agora “SUV” de 7 lugares) a Spin já é veterana no mercado e sem grandes concorrentes à altura, além talvez do C3 Aircross.

A versão de topo, Premier 2025, vem recheada e já conta com o novo design do modelo.

Avaliamos uma unidade e trouxemos todos os detalhes para você.

Partindo de R$ 144.990,00, a Spin Premier 2025 vem de série com:

Faróis em LED, rodas de liga leve, ar-condicionado digital, carregamento de celular por indução, partida no botão, portas USB para carregamento de celular na primeira e segunda fileira, 7 lugares, alerta de ponto cego, alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, 6 airbags, cluster digital de 8”, central multimídia de 11”, freios ABS, controle de tração e estabilidade e mais.

Demais detalhes abaixo:

Motor robusto e velho conhecido, porém recalibrado

Tendo em vista o público que busca a minivan, a Chevrolet optou por mantê-la com a motorização já conhecida, o 1.8 aspirado, velho companheiro de jornada.

Com 111 cv de potência e 17,7 kgfm de torque, o motor 1.8, de 4 cilindros e 8 válvulas não surpreende ninguém no quesito desempenho, mas esse não é o foco do modelo mesmo.

Acoplado ao câmbio automático de 6 velocidades, tem aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 11 segundos, com velocidade máxima de pouco mais de 170 km/h.

Seu principal concorrente, C3 Aircross, na versão de topo 7 lugares custa R$ 136.590,00 e tem motor mais moderno.

Com o motor 3 cilindros 1.0 turbo, rende 130 cv e 20,4 kgfm de torque no etanol.

Com a transmissão automática CVT simulando 7 velocidades, faz o 0 a 100 km/h em pouco menos de 10s e tem velocidade máxima de 191 km/h, bem mais que a Spin.

No quesito consumo, a nova Spin faz 7,4 km/l na cidade e 9,3 km/l na rodovia, quando no etanol.

Na gasolina são 10,5 km/l e 13,4 km/l, respectivamente e se sai melhor que o rival.

O francês faz 7,4 km/l na cidade e 8,6 km/l na rodovia, com etanol, contra 10,6 km/l e 12,0 km/l com gasolina, números sensivelmente piores que a Spin na rodovia.

Visual renovado

A Spin recebeu a nova identidade visual da marca, lembrando a Montana, quando vista de frente.

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O conjunto óptico dividido, com DRL na porção superior, estreito e comprido dá a personalidade Chevrolet para a minivan.

Abaixo do DRL, os faróis com acabamento preto, ficam em um rebaixo, entalhados na lataria.

Um pouco mais pra baixo, um grande rebaixo abriga um acabamento preto, aumentando a complexidade da dianteira.

A região central possui basicamente 3 grades, uma estreita, acima do logo da montadora, dividido por um filete de lataria, na cor do veículo.

Logo abaixo a segunda parte da grade, também em preto brilhante, com fundo hexagonal e filetes cromados.

Ao fim dela, mais um pouco de lataria, um acabamento em chumbo quase fosco e, enfim, a última grade, mais simples.

O para-choque termina num acabamento em plástico preto.

O capô tem a região central bem plana, com um vinco na direção do começo do DRL, que sobe um pouco até quase o fim do capô.

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De lado, tem a região frontal mais uniforme e menos “caída”, com o para-brisas subindo levemente até alcançar o teto, que tem racks e é quase reto, com queda suave.

As rodas de fundo preto são totalmente diamantadas, visualmente bonitas, numa medida que não atrapalha o dia-a-dia nas nossas estradas.

O contorno da caixa de rodas, bem como a região inferior toda é acabada em plástico preto.

As lanternas são levemente visíveis de lado.

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Caminhando para a traseira, as lanternas se mostram grandes, se estendendo até boa porção da tampa do porta-malas.

Elas tem a região superior vermelha e inferior transparente, unidas por um friso cromado, que vara a tampa de ponta-a-ponta.

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Acima dele o logo da Chevrolet.

Na tampa ainda estão “Spin” cromado no canto inferior esquerdo e “Premier” no inferior direito.

O aerofólio fica visível, é um tanto quanto espesso, passando uma impressão um pouco estanha.

O para-choque possui acabamento em chumbo na região do meio, acima do acabamento estão abrigados os sensores de estacionamento.

Nas pontas do para-choque os refletores estão em um rebaixo.

Bom acabamento, mas nada de luxo

O acabamento da Spin Premier parece ter sido bem pensado, com alguns apliques de couro bem feitos.

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Na forração de porta, que é bem desenhada mas composta quase inteiramente de plástico, há uma região coberta por couro, com costuras bem feitas

Além dela, maçanetas cromadas e acabamento diferenciado nos puxadores dão um ar mais agradável para o acabamento.

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Os bancos não tem um desenho bonito, apesar do acabamento em couro com duas cores, detalhes em branco e costuras aparentes, poderia ter abas um pouco maiores para perder a cara de poltrona.

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O console central possui acabamento brilhante em chumbo e em preto, logo à frente está o carregador indutivo.

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O volante possui costuras em cor diferente, que o diferencia do da Spin de entrada, mas tem o mesmo formato.

Com botões multifuncionais, raios com acabamento prateado e base levemente reta.

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O cluster 100% digital fica abrigado por uma moldura em preto brilhante.

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A multimídia é gigantesca, com um acabamento que a faz parecer ainda mais comprida.

Logo abaixo os difusores de ar tem um acabamento prateado nas bordas e um mais escuro logo abaixo.

Esse acabamento se estende até o final do painel, sendo que em frente ao passageiro é texturizado e bem bonito.

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Na segunda fileira de bancos (a foto em questão é de uma unidade LT, que tem os bancos em tecido), possui espaço suficiente para viagens.

Na terceira fileira, um pouco mais apertado, porém ainda bom.

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Com a terceira fileira levantada, ainda existe porta-malas utilizável, que não esbanja espaço mas quebra um bom galho.

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Com a fileira abaixada, o espaço é amplo e deve atender até os mais exigentes.

Vende bem

Tendo em vista que a Spin tem um público bem específico, ela vende bem.

Foram 2.529 unidades emplacadas em maio de 2024, à frente por exemplo do Corolla, Virtus e 208.

Esse número garantiu a vigésima primeira colocação no ranking de emplacamentos de maio.

No acumulado do ano vai pior, na trigésima terceira posição, com 7.162 unidades emplacadas.

Em muito, os números podem ser explicados por consumidores represando suas compras no começo do ano, aguardando a versão 2025.

Teoricamente em segmentos diferentes, a Spin não concorre com o Aircross, mas na prática ocorre.

Classificado oficialmente como um SUV, o C3 Aircross emplacou apenas 845 unidades em maio, na vigésima terceira posição da categoria, considerando o acumulado até maio.

Enquanto a Spin é classificada como um “Grandcab”, lidera sozinha.

Com um motor mais conhecido, notoriamente robusto e agora mais econômico, a GM desbanca qualquer possível concorrente, mesmo que esse tenha um melhor desempenho.

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Autor: Luca Magnani

Engenheiro mecânico na indústria automotiva, pós graduado pela Universidade da Indústria do Paraná em Engenharia de veículos elétricos e híbridos.