
A próxima geração do BYD Dolphin Mini muda profundamente sua arquitetura, abandonando a tração dianteira para adotar motor traseiro e liberar espaço para um porta-malas dianteiro.
Conhecido também como Great Seagull, o novo modelo apareceu na China após registros no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e antecipações visuais divulgadas anteriormente.
A principal mudança mecânica está na transferência do conjunto de propulsão para o eixo traseiro, alterando uma característica fundamental presente desde a primeira geração do Seagull.
O modelo atual utiliza motor dianteiro de aproximadamente 75 cv, enquanto a nova unidade TZ164XYB, fabricada pela Zhengzhou BYD Auto, entrega cerca de 129 cv.
Esse aumento de potência também eleva a velocidade máxima declarada para 150 km/h, acompanhando o crescimento das dimensões e a proposta mais sofisticada da nova geração.

Outra evolução importante acontece na suspensão traseira, que abandona o eixo de torção para receber um sistema independente do tipo multilink.
Os pneus também ficam mais largos, passando para 205/60 R16 sobre rodas de liga leve de 16 polegadas, diante das larguras anteriores de 16,5 cm e 17,5 cm.
A nova disposição mecânica cria ainda espaço sob o capô dianteiro para um compartimento de bagagem adicional, solução pouco comum entre EVs pequenos nessa faixa de preço.
A BYD ainda não revelou a capacidade oficial desse porta-malas dianteiro, mas sua presença amplia a praticidade de um modelo que também cresceu significativamente por fora.

O novo Seagull mede 4,21 metros de comprimento e possui distância entre-eixos de 2,65 metros, tornando-se consideravelmente maior que seu antecessor.
Por dentro, o hatch abandona o quadro de instrumentos tradicional e adota volante multifuncional de dois raios com base achatada e uma tela central independente.
O console redesenhado mantém comandos físicos do tipo alavanca abaixo das saídas de ventilação, além de carregador sem fio para celular e dois porta-copos posicionados verticalmente.
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Externamente, maçanetas mecânicas parcialmente embutidas substituem elementos retráteis, enquanto a traseira recebe lanternas divididas, grande aerofólio superior e difusor integrado ao para-choque.

Protótipos vistos anteriormente na China também mostraram um LiDAR instalado no teto, associado ao pacote de assistência DiPilot 300, conhecido localmente como God’s Eye B.
Fotos recentes realizadas durante uma sessão promocional também levantaram a possibilidade de versões superiores receberem a Blade Battery de segunda geração e o sistema Flash Charging.
A fabricante, entretanto, ainda não confirmou oficialmente potência ou tempo de recarga para o modelo, deixando essas especificações pendentes antes da apresentação comercial.

A nova configuração também aproxima o Seagull do Geely EX2, chamado Xingyuan na China, já que ambos utilizam tração traseira, suspensão independente e porta-malas dianteiro.
Os dois ainda compartilham exatamente 2,65 metros de distância entre-eixos, embora o BYD tenha 4,21 metros e seja 7 centímetros mais comprido que o rival.
Essa transformação acontece em um segmento chinês cada vez mais competitivo, no qual o atual Seagull registrou 10.103 emplacamentos no varejo durante agosto.

O Geely Xingyuan alcançou 39.651 unidades no varejo durante o mesmo período e somou 60.955 unidades nas entregas consideradas pelo atacado.
Outro diferencial poderá ser justamente o porta-malas dianteiro, ainda incomum entre pequenos EVs chineses posicionados abaixo da faixa de 100.000 yuans.
Preço oficial e data de lançamento da segunda geração do Seagull ainda não foram divulgados pela BYD, apesar da crescente quantidade de informações técnicas já reveladas.












