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Nova política automotiva deve beneficiar “Indústria 4.0”

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A Anfavea defende a evolução do setor automotivo em direção à chamada “Indústria 4.0” ou “Internet Industrial”. Esse conceito abrange conectividade, automação, uso de rede de dados e internet das coisas (IoT) para aumentar a eficiência das plantas de produção.

Para Antônio Megali, presidente da Anfavea, “a tecnologia industrial avança globalmente e precisamos garantir que evolua também no Brasil, senão teremos fábricas e produção defasadas”. A medida tem o apoio da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), que também vê a necessidade do país ser inserido no contexto da Indústria 4.0.

O conceito de Indústria 4.0 propõe fábricas com melhor produtividade através de processos mais modernos, como os já citados, que reduzem custos e tornam as linhas de produção mais eficientes, que exigem também mão de obra mais especializada para acompanhar a evolução tecnológica no processo produtivo, tarefa essa que deve ser apoiada e ministrada pelos sindicatos.

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No entanto, ambas defendem que haja uma nova política industrial para o setor, para que o Brasil possa ser competitivo novamente. A Anfavea que já está trabalhando com o governo no sentido de um programa automotivo de longo prazo para substituir o Inovar-Auto, que é considerado protecionista pela OMC e prejudica a imagem do país no cenário internacional.

Junto com a Indústria 4.0, Anfavea e AEA defendem mais ajuda ao setor de autopeças, incentivos à engenharia local, novas metas de eficiência energética e apoio à pesquisa e desenvolvimento, que deverão ser pontos atendidos pelo novo programa automotivo. O setor automotivo quer um plano industrial para pelo menos 10 anos, mas que seja atualizado gradativamente ao invés de surgir como um pacote fechado, assim como o Inovar-Auto, segundo a AEA.

Com uma política de longo prazo mais clara e que esteja em conformidade com as regras da OMC, o Brasil garante ao setor automotivo a confiança para investimentos de longo prazo e garantias para que a Indústria 4.0 seja um conceito definitivo para o processo produtivo nacional, tornando o país mais competitivo no cenário internacional, defendem as entidades.

[Fonte: Automotive Business]

Agradecimentos ao Érike Rossi.




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