Novo Audi A4 2023 manterá gasolina e diesel, mas eletrificados

Novo Audi A4 2023 manterá gasolina e diesel, mas eletrificados

A próxima geração do Audi A4 chegará em 2023 com a missão de manter o status de gasolina e diesel até o fim da década. O modelo médio da marca de luxo alemã ainda terá motores a combustão por muito tempo, porém, a eletrificação se fará presente na forma de sistema MHEV de 48 volts.


Além dos híbridos leves, a Audi recorrerá a híbrido plug-in para arrefecer as emissões diante de um Euro 7 implacável e não está descartada uma variante 100% elétrica até o final da década. Com vida útil de sete anos, a nova geração do A4 sairá de cena no momento em que as quatro argolas não queimarão mais gasolina e diesel puramente na Europa.

Mantendo a arquitetura MLB, o Audi A4 seguirá como um dos últimos puristas da marca de Ingolstadt e com a variante perua Avant, o que significa que a icônica RS4 Avant também terá seu lugar, ainda que possa vir bem eletrificada.

A experiência da Porsche com a hibridização de esportivos deve ajudar a Audi nesse caminho difícil, que será largar rapidamente os motores a combustão. Acredita-se que o EA888 2.0 TSI deverá ser o foco do A4 na próxima geração, mas possivelmente o V6 2.9 TFSI se manterá bem até 2030.

Novo Audi A4 2023 manterá gasolina e diesel, mas eletrificados

Contudo, Oliver Hoffman, adiantou que haverá ainda mais um desenvolvimento de motor. O diretor de desenvolvimento de produto da Audi disse: “O desenvolvimento da próxima geração do A4 está em andamento”.

Ele fala em um novo motor em 2025 e com vida útil até 2033, o que significa que a marca venderá esse produto em outras regiões do mundo e talvez ainda encontre algum espaço na Europa. Nesse caso, o que se espera é o uso de turbinas de geometria variável, assim como injeção de combustível de alta pressão.

O uso de baterias maiores nos híbridos plug-in, que devem usar o 1.5 TSI Gen3 de ciclo Miller, permitirá maior eficiência. A Audi até poderia desenvolver um motor de alta compressão homogênea, o HCCI, com 18:1 de compressão, como a Mazda, mas as regras da União Europeia impedem tal investimento.

[Fonte: Auto Express]

 

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.