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Novo Chery Tiggo 2014 com câmbio automático – confira impressões

Novo Chery Tiggo 2014 com câmbio automático - confira impressões

Atendendo pedidos dos consumidores e do mercado brasileiro, a Chery lançou o Novo Tiggo agora equipado com câmbio automático. Desde o lançamento, em 2009, o Chery Tiggo tem como marca o pioneirismo entre os veículos de origem chinesa no Brasil.


A novidade do modelo é a transmissão automática QR425AHA, desenvolvida pela Chery em conjunto com a divisão de motores ACTECO. É um sistema de quatro velocidades com opção de trocas manuais e modo anti-patinação. O câmbio automático do Novo Tiggo é simples e fácil de operar.

Operação do câmbio automático

Após dar a partida no motor, basta mover a alavanca para a posição D (Drive) e acelerar suavemente para o veículo se movimentar. Nesta posição, as marchas são trocadas automaticamente, da primeira à quarta e vice-versa, de acordo com a aceleração e frenagem do veículo impostas pelo motorista.


Para dar marcha-à-ré, basta mover a alavanca do câmbio para a posição R (Reverse), com o veículo totalmente parado. Tanto em D quanto em R, a partida do motor é bloqueada por motivo de segurança. Ao estacionar, é recomendável posicionar a alavanca do câmbio em P (Park). Esta posição possui um sistema de travamento mecânico nas rodas motrizes, o que aumenta a segurança por meio da imobilização efetiva do veículo.

Novo Chery Tiggo 2014 com câmbio automático - confira impressões

Já a posição N (Neutral) libera as engrenagens do sistema para movimentação do veículo com o motor desligado. Por motivos de segurança, não é recomendado manter a alavanca em N com o motor ligado, pois há risco de acidentes. Tanto em P quanto em N é possível dar a partida do motor.

Acionar o modo manual do Novo Tiggo AT também é muito simples. Com a alavanca na posição D, empurre-a para a direita. Neste momento, o visor no painel de instrumentos indica a marcha que está engatada e, para cambiar, basta dar toques curtos na alavanca para cima (aumentar a marcha) e para baixo (reduzir).

“O objetivo do modo manual é permitir que o motorista tenha maior controle sobre o desempenho do carro e dar a ele uma sensação mais parecida com a de dirigir um veículo de transmissão manual, porém mantendo o conforto da transmissão automática”, afirma Maurício Buzetto, gerente de Pós Vendas da Chery Brasil, ao lembrar que esse modo poder ser usado em descidas, pois ao reduzir as marchas manualmente se obtém melhor resultado do freio motor.

Modo anti-patinação

O modo anti-patinação, é um recurso do câmbio automático do Novo Tiggo é o que deve ser utilizado para arrancar com o veículo em pisos de baixa aderência. Para acionar o sistema, é preciso posicionar a alavanca em D (Drive) e apertar o botão com o símbolo de um floco de neve. Nesta condição o veículo sempre entrará em movimento em 2ª marcha, para evitar que as rodas patinem. A palavra WIN aparecerá no painel, indicando que o sistema está ativo.

Juntamente com o câmbio automático, o Novo Tiggo AT vem equipado com sistema de piloto automático, com comandos no volante. O piloto automático permite ao motorista manter o veículo em velocidade constante mesmo sem pisar no pedal de acelerador.

Novo Chery Tiggo 2014 com câmbio automático - confira impressões

Dimensões, capacidades e motorização

As dimensões do Novo Tiggo AT são de 4.390 mm de comprimento e 2.510 mm de entre-eixos e possui espaço interno generoso e acomoda até cinco pessoas com conforto. O porta-malas tem fácil acesso, devido ao para-choque traseiro alinhado à carroceria, e tem capacidade para 435 litros (494 litros, sem a cobertura de separação do compartimento, 818 litros, com bancos rebatidos). Já o tanque de combustível tem capacidade para 55 litros.

Com ângulo de ataque e saída de 28° e 29°, respectivamente, e distância do solo de 182mm, o Novo Tiggo tem posição de dirigir agradável e ótima visibilidade. Assim como o modelo manual, lançado no mercado no segundo semestre de 2013, o Novo Tiggo AT conta com tração dianteira, motor 2.0 16V ACTECO a gasolina, que desenvolve potência máxima de 138 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 18,2 kgfm a 4.300 rpm, o que permite atingir velocidade máxima de 170 km/h.

Veja também nossas impressões do Novo Tiggo, quando ele chegou ao Brasil em junho de 2013

A suspensão é independente nas quatro rodas, sendo do tipo McPherson na dianteira e Multilink na traseira, ambas com molas helicoidais, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora. As rodas são de liga leve, de 16 polegadas, calçadas com pneus 235/60 R16. Os freios contam com sistema antitravamento das rodas (ABS) e distribuição de frenagem (EBD), discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. O Novo Tiggo AT é 25 kg mais pesado do que a versão manual, com 1.400 kg.

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Visual do modelo

Por fora, apresenta capô mais curto e para-choque ampliado, que se funde à carroceria com linhas harmônicas e contornando o conjunto ótico. Os novos faróis, alongados e com iluminação mais eficiente, remetem a um diamante lapidado e trazem luzes diurnas de LED, tendência mundial.

Além disso, a carroceria recebeu componentes pretos alternados com cromados, a grade frontal ficou mais estreita, com detalhe prata ao redor do logo Chery, e a entrada de ar está mais ampla. As luzes auxiliares agora são arredondadas, também com molduras escuras, e as portas passaram a contar com frisos de proteção na cor do carro em toda sua extensão.

A traseira segue a mesma linha das demais alterações e mantém o conceito. São inéditas as lanternas, com lente do tipo cristal e iluminação por LEDs, a capa do estepe, que ganhou uma parte preta e a inscrição “Chery”, e os refletores nas extremidades do para-choque, em formato retangular.Com aspecto mais dinâmico, as rodas de liga leve aro 16” possuem sete raios e são calçadas com pneus 235/60R16.

Novo Chery Tiggo 2014 com câmbio automático - confira impressões

O interior conta com novo painel, console central, volante, manopla de câmbio, bancos e revestimento. Entre as tecnologias de destaque estão as novas luzes diurnas com LED, display com bússola, altitude e pressão atmosférica no espelho retrovisor, sensor de ré com display de distância e controle de áudio no volante e piloto automático – exclusivo para a versão AT.

O pacote de conveniência e conforto ainda abrange abertura interna da tampa de combustível, air-bag, ajuste elétrico de altura dos faróis, apoio de braço central com porta-objetos, ar-condicionado, CD player com entrada USB, direção hidráulica e regulagem de altura no volante.

É importante destacar o pioneirismo da Chery no mercado brasileiro: além de o Novo Tiggo AT ser o primeiro carro com transmissão automática de uma montadora de origem chinesa no País, a companhia também lidera a construção de uma fábrica de veículos em solo nacional. Localizada em Jacareí, no interior de São Paulo, a planta fabril tem investimento total de US$ 530 milhões, que inclui uma fábrica de motores, e terá capacidade de produzir 150 mil veículos anualmente. O Novo Tiggo AT é importado do Uruguai e tem preço sugerido de R$ 57.990.

Impressões ao dirigir

Durante o curto test-drive promovido a imprensa – apenas 21 km de percurso – o Novo Chery Tiggo AT perdeu um pouco do desempenho em relação ao seu irmão mais velho equipado com câmbio mecânico. O SUV chinês tem acelerações e retomadas lentas, seja em uso urbano, seja em trechos de subida com curvas. Mesmo as trocas de marcha feitas em modo manual são um tanto demoradas.

Outro fator que chamou a atenção foi o consumo elevado. O ponteiro que marca combustível baixou rapidamente. Obviamente que o ar-condicionado estava ligado na potência máxima e o trecho era de muitas subidas e descidas, além de urbano. Tal fato pode ter causado consumo elevado.

Segundo a Chery, o desenvolvimento e homologação do carro automático para o Brasil incluiu a adequação dos componentes ao combustível vendido aqui e também ajuste na curva de torque do motor, mas as relações de marcha são as mesmas do carro para os chineses.

A marca ainda garante que o Novo Tiggo AT atinge velocidade máxima de 170 km, faz 8 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. As suspensões são macias, mas não molengas como ocorre muitas vezes com modelos concebidos ou montados na China, o que torna seu rodar macio.

Por Joka Finardi

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