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Novo Golf: leitor que rodou 9.000 km fala sua experiência até agora

Novo Golf: leitor que rodou 9.000 km fala sua experiência até agora

Gostaria de aproveitar esse espaço do blog Notícias Automotivas para compartilhar as minhas impressões até o momento do meu carro. O carro em questão é o Golf 1.4 TSI DSG, com pacote Exclusive, ano 13/14, adquirido em outubro de 2013, no interior de São Paulo. Está com 9.732 km rodados e já fiz a primeira revisão. O carro está original, não fiz nenhuma alteração no motor ou na mecânica.


Conheci o Golf através de um evento da VW, Driving Experience, que aconteceu em Piracicaba em setembro de 2013. Um evento muito interessante onde apresentaram a nova geração do Golf, MK7, suas características, etc., sempre com o slogan: O melhor da VW em um só carro (mais para frente vou colocar que nem tudo é tão melhor assim). Depois conheci as tecnologias ACC e DLA, na prática com um piloto de testes. Também testei o Park Assist.

Depois o mais interessante: o test drive. Liberaram para eu dar quatro voltas no circuito. Fiz a primeira no 1.4 Manual, depois no 1.4 DSG e depois duas voltas no GTI. Nem é preciso dizer que o GTI é um monstro, mas foquei na versão 1.4, pois julgava ser a mais equilibrada para o meu uso x custo (aquisição, seguro e manutenção).

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Também tinham vários Golf em exposição no evento, analisei vários aspectos do carro com a minha esposa e filho, como espaço interno e itens de conforto. Após isso, fiz o pedido de um Golf 1.4 DSG Exclusive com teto e rodas pretas, na cor Azul Pacific (minha preferência era pelo branco até ver pessoalmente esse azul). Tinha preferência pelo câmbio manual, achei muito caro um câmbio automático aumentar R$ 7 mil no preço, mas não tinha nenhum carro na versão Exclusive Manual.

Também achei salgado o pacote Exclusive, R$ 15 mil, R$ 10 mil a mais que a Elegance, porém bancos em couro era um requisito obrigatório para mim, e os faróis em xenônio são ótimos e dão um visual bem legal ao carro. Para reduzir o peso na consciência, consegui um desconto de R$ 2,7 mil no preço de tabela da época, fechando por R$ 93 mil.

Bom, para balizar a minha avaliação é importante dizer que vim de um Cruze Sport6 LTZ automático 12/13 branco e de um Focus Hatch Titanium manual 11/12 branco. Também já tive Vectra GT-X, Astra hatch. Minha preferência sempre foi por hatches médios.

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Avaliação

Segurança: Fico mais tranquilo com minha esposa levando o meu filho à escola, médico, etc., e também em viagens. 5 estrelas na EuroNCAP. Segurança é o item mais importante em minha opinião.

Estabilidade: É um carro incrivelmente estável. Na minha experiência superou o Focus Hatch MK2 que tive. O carro não balança em curvas, não perde traseira, nem dianteira e faz curvas como nenhum outro que já dirigi. O ponto negativo vai para os pneus Pirelli P7 Cinturato, aquaplanam e tem pouca aderência.

Acabamento interior: Muito bem acabado, com ótimos materiais e tudo muito bem encaixado. Muitos podem dizer que ninguém vai ficar passando a mão ou apertando, por exemplo, o painel. Porém um acabamento assim dificulta o aparecimento dos famosos “grilos” no interior do carro, que tanto chateiam a maioria. A qualidade dos materiais é superior aos meus carros anteriores, inclusive a qualidade dos bancos em couro. Nas últimas semanas apareceu um “grilo” me parece que no porta óculos, que fica no teto junto com os controles da iluminação interna e do teto-solar.

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Design interior: Particularmente gosto muito do interior do Golf, nada muito chamativo, porém não é simples. O painel central voltado para o motorista, LEDs espalhados por toda a cabine (intensidade configurável pela central multimídia, podendo até desliga-los), painel de instrumentos de fácil leitura e ótima iluminação (o painel, durante o dia, tem sensor de luminosidade, ele regula a iluminação conforme o ambiente), apliques de black piano no painel. O ponto negativo vai justamente para o black piano, é bonito, mas tem que tomar muito cuidado para não risca-lo (ainda não tem riscos).

Espaço interno: O espaço é satisfatório, superior ao do Cruze S6 e do Focus MK2 que tive. Esse é um dos primeiros itens que avalio quando entro num carro. Tenho 1,85 cm, minha esposa tem 1,75 e tenho um filho de três anos que usa cadeirinha. Ajusto o banco do motorista ao meu gosto e avalio o espaço que sobra no banco traseiro, cabe tranquilamente a minha esposa sem ficar encostando os joelhos nas costas do banco dianteiro. O espaço lateral também é bom, superior aos carros citados. Para a cabeça, tanto nos bancos dianteiros como nos traseiros, também tem um bom espaço. Ou seja, tem um espaço mais amplo em todos os sentidos comparando com os meus antigos carros, contudo não podemos dizer que é o ideal. O ponto negativo vai para o túnel no banco traseiro impede que um quinto passageiro viaje com conforto.

Ergonomia: Todos os comandos tem fácil acesso. O volante multifuncional é completo. Os bancos dianteiros (motorista e passageiro) têm regulagens de altura, distância e lombar. O volante tem regulagens de altura e profundidade. É bem fácil de encontrar a posição ideal para dirigir.

Itens de conforto: O A/C é dual zone de fácil operação, até por voz, com saídas para o banco traseiro e para os pés de quem vai atrás. Tem uma função bem interessante que é a recirculação automática quando detecta a presença de poluição exterior. Sensores de chuva e crepuscular, sendo que o sensor de chuva tem controle de sensibilidade. Piloto automático e limitador de velocidade funcionam muito bem e de fácil operação (no volante). O freio de estacionamento elétrico associado ao auto-hold é uma “mão na roda”, hoje sentiria muita falta desse recurso. O motorista não usa mais o freio de estacionamento, colocou o cinto, câmbio em D ou R e ao acelerar o freio de estacionamento desativa automaticamente, o mesmo em paradas, colocou em P e tirou o cinto o freio ativa automaticamente. O auto-hold segura o carro em paradas, freou o auto-hold ativa e o motorista pode soltar o freio, acelerou ele desativa.

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Conforto: O carro é bem confortável, ótimos bancos em couro com ótimo encaixe. O nível do ruído é mínimo, às vezes o motor parece estar desligado mesmo com os vidros abertos. Na estrada, a 120 km/h (2000 rpm), só se escuta o barulho de rodagem dos pneus, aqui outro ponto negativo do meu carro, os pneus Pirelli são ruidosos. O isolamento acústico me surpreendeu positivamente. A suspensão tem uma calibragem mais esportiva, por isso não filtra muito as imperfeições do piso. Nesse ponto o Focus tinha uma suspensão mais macia, porém o Cruze é nitidamente mais duro que o Golf em minha opinião. O comportamento do DSG também é impressionante, muito suave, sem trancos, as mudanças são imperceptíveis. O ponto negativo vai para o barulho das trocas em pisos irregulares, sendo percebido com os vidros abertos. Porém ainda não percebi o barulho de “lata” do DSG nesse tipo de piso. Fiz um vídeo registrando o comportamento do meu carro nesse tipo de piso.

Vídeo DSG Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=_u-zH0npcYM
Vídeo DSG Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=d1DCDgiwE5M
Vídeo DSG Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=-J6qMwz6NLo
Vídeo DSG Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=9fzifSCit90
Vídeo DSG Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=VJd-486oY6c

Design exterior: Um ponto subjetivo e muito discutido. Eu acho muito bonito o Golf, principalmente a traseira e as laterais. A dianteira realmente lembra os demais carros da montadora, porém tem detalhes que o diferencia dos demais, afinal é um novo modelo. Os faróis em xenônio melhoram ainda mais o design. O teto-solar, quase panorâmico, abrindo para fora é outro item que agrega ao design.

Desempenho: Só dirigi um carro até hoje com desempenho superior, foi um Golf GTI. O motor 1.4 tem fôlego desde a arrancada até em altas velocidades. As retomadas são impressionantes, o câmbio DSG faz um excelente trabalho junto ao motor. Fiz um vídeo registrando 0 a 100 km/h em menos de 8s, carro original e usando 40% de podium no tanque. O comportamento do carro é extremamente modificado através dos Modos de Condução. Ponto negativo vai para o turbo lag, pois até 1500rpm a turbina não ajuda, e passando de 1500rpm se pisar muito no acelerador o carro dá um “pulo”. Porém esse ponto negativo é minimizado ao usar os Modos Sport ou até mesmo o Normal.

Vídeo Desempenho: http://www.youtube.com/watch?v=5FnMRCTdQ3w

Dirigibilidade: A direção é extremamente direta, sinto o carro literalmente na mão. Tem direção elétrica, leve em manobras e com o peso certo na estrada por exemplo. E ainda é possível ajustar a direção para um modo mais esportivo, deixando-a nitidamente mais pesada. A suspensão faz bem o seu papel, independente nas 4 rodas, Multilink atrás, dá o apoio ideal em curvas sem balançar o carro.

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Equipamentos: A lista é extensa. Vou destacar o start-stop, modos de condução, faróis em xenônio, computador de bordo e central multimídia.

1 – Start-stop: No começo eu não achei muito interessante, pois não sabia usá-lo da maneira correta. Ele sempre desligava o carro em paradas em semáforo por exemplo, cruzamentos ou em manobras, e isso me irritava as vez, pois era uma parada rápida e desligar o motor não era o ideal. Comecei a desligar o start-stop toda vez que ligava o carro, através de um botão no console. Porém, através de um fórum de proprietários do Golf, aprendi que o carro só desliga se pisar no freio e segurar até ele desligar. Com o auto-hold habilitado, é só pisar no freio e soltar, assim o motor não desliga mesmo com o start-stop ligado. Dessa forma não tenho mais surpresas com funcionamento do start-stop, ele só desliga o motor quando eu quero.

2 – Modos de condução: No início não achava que faria tanta diferença. O Focus que tive tinha modos de direção Conforto, Normal e Esportiva, porém nunca senti a diferença de uma para outra, cheguei até a reclamar disso numa das revisões do Focus, contudo o consultor disse que a diferença era mínima mesmo. Então eu não tinha grandes expectativas com esses modos de condução do Golf. Porém, no Golf, eles mudam completamente o comportamento do carro: Direção, Motor, Câmbio, Ar Condicionado e Iluminação. Não vou me estender explicando os modos, mas colocar qual utilizo mais. Na estrada gosto de usar o modo Eco, pois apenas nesse modo em o recurso do “Roda Livre”, a famosa “banguela”, tirou o pé do acelerador entra o Roda Livre, o que melhora sensivelmente o consumo. Na cidade uso o modo Normal ou Sport, gosto mais do comportamento do carro nesses modos. Mas já dirigi na estrada no modo Sport, o que aumenta sensivelmente o consumo, e na cidade no modo Eco, porém não senti diferença no consumo entre esse modo e o modo Normal.

3 – Faróis em xenônio: Ótima iluminação e deixa o carro com um design mais bonito e agressivo. Eles são bi-xenônio (farol baixo e alto), são direcionais, tem regulagem automática de altura e uma luz auxiliar para curvas feitas em baixa velocidade (conversões). Os modos de condução mudam o comportamento direcional dos faróis e da luz auxiliar, no modo Sport eles têm uma reação bem mais rápida que no modo Normal, já no modo Eco deixam de ser direcionais. Também em baixas velocidades (percebo que abaixo de 20 km/h) os faróis deixam de ser direcionais e passa a funcionar a luz auxiliar em curvas, onde uma lâmpada dentro do farol liga do lado correspondente à curva.

4 – Computador de bordo: Muito completo, ainda mais que vendo do Cruze que só tinha velocidade média, consumo médio e autonomia. O computador de bordo do Golf, que inclusive é personalizável podendo selecionar o que quer ver, tem as opções de visualização e controle do: Estado do Veículo, Dados de Viagem, Mídia, Telefone, Rádio e Navegação. Estado do Veículo apresenta qualquer anormalidade do carro, como baixo nível de combustível, perda de pressão de um ou vários pneus, revisões, entre outros, sempre com o complemento na Central Multimídia. Dados de Viagem apresenta o Consumo Instantâneo, Consumo médio (modos: Desde a Partida, Desde o Abastecimento e Longo Prazo), Velocidade média (nos três modos), Tempo de Viagem (nos três modos), Autonomia, Velocidade Digital, Temperatura do Óleo e Alerta de Velocidade. Em Mídia, Telefone e Rádio permite o controle pelos comandos do volante e visualização no próprio computador de bordo. Navegação mostra uma bússola, posição atual (endereço) e permite acessar os últimos destinos ou destinos favoritos do GPS sem precisar usar a Central Multimídia, só pelo volante. Ou seja, é realmente um computador de bordo, com muitas configurações, opções e fácil operação pelo volante.

5 – Central Multimídia: Completa. Quero destacar que a operação é fácil, até por comandos de voz (ultimamente estou usando mais, tentando me entender com a “moça” da Central). O que me chama mais a atenção é a quantidade de opções para configuração do carro, como iluminação, sensores de estacionamento, abertura e fechamento, etc. Também tem uma tela de Estado do Veículo que apresenta qualquer anormalidade do carro, mostrando visualmente (tem a imagem do carro) onde está o problema destacando na cor laranja o lugar. O ponto negativo vai para a lentidão do processamento da Central, à vezes você seleciona uma opção e demora um pouco o processamento (minha central é a de 5,8”, dizem que a de 8”, que tem um HD de 60GB, não tem esse problema).

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Porta-malas: É pequeno, ainda mais comparando com o Cruze S6 que é da mesma categoria. Porém ainda não tive dificuldades com isso. Minha família é pequena, minha esposa e meu filho de 3 anos. Já viajei e levamos todas as malas no porta-malas e algumas bolsas no banco traseiro. No Cruze cabia tudo no porta malas, com isso daria para levar mais uma pessoa (ou ter mais um filho). Acho que para uma família com 4 pessoas o porta-malas do Golf pode ser um impeditivo. Vale destacar o belo acabamento do porta-malas com alguns detalhes bem interessante, como indicado nas fotos.

Garantia: Já utilizei uma vez, para trocar o quebra-sol do passageiro por causa da luz de cortesia. Demorei a perceber o problema: abaixando o quebra-sol a luz não acende, somente quando de abre o espelho, isso é o normal. Porém na do passageiro a luz acendia independente do espelho estar fechado ou aberto, claramente um problema no sensor do quebra-sol. Levei à CCS num sábado e fui atendido na hora, o consultor viu o problema e já requisitou a peça. Em quatro dias me ligaram avisando que chegou a peça e agendando a troca para o próximo sábado. Acompanhei a troca, o mecânico nunca tinha trocado isso no novo Golf. A dificuldade era para tirar o quebra-sol, como eu acompanhei vi que era difícil mesmo. Ele acessou através do computador um passo-a-passo da VW com fotos ensinando como trocar, aí ficou mais fácil. Demorou uma hora e meia, se ele tivesse olhado o passo-a-passo primeiro teria sido mais rápido.

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Concessionária: Como comprei o carro no evento, a entrega já foi direcionada para uma concessionária da minha preferência e para um vendedor aleatório. Esse vendedor me posicionava sobre a previsão de chegada do carro, que demorou 1 mês para chegar após o evento. A entrega do carro foi muito boa, o vendedor conhecia bem o carro. Não tive os problemas típicos: falta do cartão SD do GPS; falta do extintor; pressão dos pneus; não zerar os avisos de troca de óleo e revisão. Ligaram da concessionária perguntando como foi a entrega.

A primeira revisão foi feita em outra concessionária. Nessa com uma surpresa inesperada: Não tinham o óleo recomendado para o Golf conforme o manual. Na realidade eu previ esse problema e liguei antes na concessionária perguntando se tinham o óleo para o novo Golf, e foi informado que sim. Insisti e perguntei se a especificação era a API-SN, aí a surpresa, fui informado que o óleo usado era o API-SL. Não discuti o assunto com o funcionário e fui pessoalmente à concessionária um dia antes da revisão agendada.

Conversei com o chefe da oficina, e ele informou que usavam o óleo recomendado pela fábrica, 5W40 Castrol Magnatec Professional MF, que atende as normas VW 502 00 e 505 00. Até aí tudo certo, é esse óleo que consta no manual, 5W40 VW 502 00 e 505 00. Porém no manual também menciona a classificação americana API-SN (quem tem o manual está na página 316). E o óleo disponível na concessionária era o API-SL. Para quem conhece essa classificação sabe que API-SN é uma evolução da SM e por sua vez da SL. Se no manual pede para usar API-SL, pode-se usar a SM ou a SN que estará usando um óleo com qualidade acima da recomendada, porém o contrário não é recomendado.

Com isso, o chefe da oficina concordou que eu fornecesse o óleo para a revisão. Comprei o óleo Castrol Magnatec 5W40 API-SN, que atende a norma VW 502 00 e 505 00, ou seja, é o mesmo óleo da concessionária, porém API-SN. Tirando isso a revisão foi boa, acompanhei tudo, verificaram todos os itens constantes no manual, trocaram o óleo, filtro de óleo, parafuso e anel do cárter. O mecânico se enrolou um pouco com o computador para zerar os avisos da revisão e troca de óleo, chegou a ter três mecânicos no meu carro para tentar zerar os avisos. A revisão ficou em R$ 51,34, paguei R$ 167,60 nos 4 litros do óleo, totalizando R$ 218,94, abaixo dos R$ 236,00 informados no site da VW. Ofereceram a lavagem do carro, não autorizei. Hora agendada 9:20, a revisão começou às 10:00 e terminou às 11:15.

Em resumo, achei um erro não terem óleo especificado no manual, porém gostei da postura do chefe da oficina permitindo que eu levasse o óleo sem grandes restrições, só pedindo que eu fornecesse o óleo certo com a nota fiscal do óleo para constar na revisão e não perder a garantia de três anos.

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Som: Não sou amante das modificações em som, sempre deixei o som original de fábrica nos meus carros. Fiquei positivamente surpreso com a qualidade do som do Golf comparando com o som dos carros que tive, Cruze S6 LTZ (versão que tem um som premium) e Focus Titanium.

Consumo: Carro bem econômico ao andar moderadamente. Nesse assunto posso contribuir bastante, pois sempre testei o consumo dos meus carros nas mesmas condições. Trabalho e moro em Paulínia, interior de SP, há mais de 10 anos, meus pais e os pais da minha esposa moram em Sorocaba, também interior de SP. Por isso faço muitas viagens entre essas cidades. Um percurso de 95 km, com subidas e descidas, com pedágios, trânsito moderado e boa qualidade do asfalto.

1 – Estrada: Minha melhor média na estrada com o Golf foi obtida recentemente, após a revisão, fazendo 19,6 km/l no modo Eco, com o AC desligado e sozinho no carro. Tanque com 40% de Podium e 60% de Aditivada, média de velocidade de 89 km/h, mas andando no máximo a 110 km/h, porém com o trânsito e pedágios a média de velocidade fica mais baixa. Mas geralmente, às vezes com o carro carregado, com a família, AC ligado, o meu consumo fica entre 16 e 17,5 km/l. Como comparação, minha melhor marca com o Cruze foi de 14,6 km/l, nas mesmas condições, e de 13,4 km/l com o Focus, ambos com gasolina.
Mas já fiz a mesma viagem, nas mesas condições, porém no modo Sport com média de velocidade de 113 km/h, e o consumo ficou em 12,6 km/l. Ou seja, se pisar o consumo aumenta bastante.

2 – Cidade: Média por volta de 9 a 11 km/l. Geralmente com AC ligado, e às vezes com bastante trânsito. Minha esposa comenta que às vezes fica até 30 minutos num trânsito ao deixar meu filho na escola. Como comparação, já cheguei a ver média no meu Cruze de 5,5 km/l.

3 – Média Geral: No começo, quando o uso do carro era 70% estrada e 30% cidade, ficava em torno de 14,5 km/l. Porém recentemente, com o início das aulas e minha esposa usando mais o carro na cidade, a média do último tanque foi de 13 km/l, em mais ou menos 40% estrada e 60% cidade. Julgo o consumo muito bom, ainda mais comparando com o Cruze e Focus que não faziam mais que 10 km/l com gasolina.
Seguro: Fechei o meu seguro pela Porto Seguros, melhor cotação, por R$ 2.383,72, sem cartão porto (teria mais 5% de desconto). 110% da FIPE, franquia reduzida de R$ 1.700,00, 100 mil para terceiros, cobertura total para vidros, lanternas, faróis e retrovisores. Perfil: 33 anos, casado, bônus 2, CEP interior de SP (Paulínia), não trabalho ou uso o carro para estudos. Como comparativo, a renovação do Cruze ficaria por volta de R$ 1.800,00 (Azul Seguros), e do Focus eu pagava por volta de R$ 2.200,00 (Azul seguros também).

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Resumo

Até o momento estou muito satisfeito com o carro e com o atendimento da VW, mesmo com o contratempo do óleo. Destaco a segurança, espaço interno, acabamento interno, motor, câmbio e os equipamentos.
O funcionamento do DSG, em conjunto ao motor, é ótimo.

A ressalva vai para o barulho do DSG nas trocas das marchas em pisos irregulares, percebido em baixas velocidades com os vidros abertos, porém não verifiquei o barulho de “lata” em pisos irregulares, assistindo aos vídeos é possível avaliar isso. Também não verifiquei retenções em marchas nesses mais de 9 mil km rodados, também abordado nos mesmos vídeos, porém conheço pessoas que tem esses problemas incômodos das retenções e do barulho de “lata” do DSG. Importante também ressaltar que o comportamento do câmbio DSG hoje é o mesmo de quando o tirei 0km, ou seja, ainda tem um funcionamento excelente, sem problemas.

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Minha esposa, que dirige muito o carro, elogia bastante o carro também, principalmente o câmbio, direção, silêncio, auto-hold e os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. Ela não aprovava a compra no início, mas hoje ela apoia a minha escolha.

Resumo Pontos Positivos

– Segurança;
– Acabamento e design interno;
– Itens de conforto e equipamentos;
– Dirigibilidade, ergonomia, conforto acústico e do interior;
– Ótimo desempenho e consumo do motor 1.4 TSI;
– Suavidade, rapidez e precisão do câmbio DSG;
– Som;
– Concessionária e Garantia.

Resumo Pontos Negativos / Ocorrências até o momento

– Barulho do DSG nas trocas de marchas em pisos irregulares, sendo percebido em velocidades baixas com os vidros abertos;
– Barulho de rodagem e pouca aderência dos pneus Pirelli (mas não tive problemas de desgaste irregular ou bolhas);
– Suspensão traseira não filtra todas as imperfeições do piso, poderia ser mais macia;
– Lentidão percebida, às vezes, da Central Multimídia de 5,8”;
– Turbo lag, percebido principalmente no modo ECO;
– Porta-malas reduzido;
– Túnel central no banco traseiro, impede que um quinto adulto viaje confortavelmente;
– Acabamento black piano do painel, tem uma ótima aparência mas tem que ter cuidados extras para mantê-lo sem riscos;
– “Grilo” recente no porta-óculos localizado no teto;
– Quebra-sol do passageiro com defeito no sensor, trocado na garantia.

Por Edson Menezes

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