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Novo Jaguar XF: Detalhes e impressões ao dirigir

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O Novo Jaguar XF chega ao Brasil com uma proposta mais esportiva em relação à geração anterior. Além disso, o sedã britânico ficou 190 kg mais leve por conta da estrutura com 75% de alumínio, sendo o restante feito em aço para equilibrar o conjunto, de acordo com a marca. Para a empresa, o consumidor de segmento premium está buscando cada vez mais produtos com imagem jovial e esportiva.

Por isso, o Novo XF passa a focar mais nessas características, especialmente com a versão R-Sport, a intermediária, que custa altos R$ 288.600. Ela será responsável por 75% do mix de vendas do modelo. A versão Prestige custa R$ 264.700 e terá de 15% a 20% das vendas, enquanto a topo de linha S parte de R$ 381.100 e fica entre 5% e 10% do total.

Em termos de estilo, o Novo XF está mais para o XE, se comparado à geração anterior. Além disso, ele remete também ao F-Type em muitos detalhes, reforçando a ideia da esportividade. Destaque para os novos faróis Full LED com desenho diferenciado e LED contínuo de série na S e opção na R-Sport, embora o projetor duplo de xênon e com LEDs individuais ainda seja oferecido nas versões 2.0.

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O para-choque tem spoilers laterais proeminentes e a grade recebeu novos elementos internos. Entradas de ar laterais no frontal foram adicionadas para refrigerar os freios, enquanto as laterais são semelhantes às oferecidas no XE. O teto solar agora é panorâmico e a versão R-Sport tem frisos em preto brilhante, enquanto as demais vêm com cromados.

Na traseira, outra referência para o XE e também o F-Type são as lanternas em LED com formato retangular e dois semicírculos divididos pela tampa do porta-malas. A semelhança geral fica para o XE. Já as rodas de liga leve foram redesenhadas, variando as opções em estilo, tamanho e tonalidade. A R-Sport e a S vêm com pinças de freio vermelhas. O escape duplo é cromado.

Por dentro, o ambiente remete claramente ao XE. O painel com desenho envolvente na parte superior e integrando-se às portas, muito semelhante ao do irmão menor. Mesmo a posição da multimídia InControl, o ar condicionado dual zone em preto brilhante e o túnel central com botão de marchas e seletor transversal de modos de condução, são quase iguais aos do sedã de acesso.

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Isso significa que a Jaguar está criando uma nova identidade interna da família. Já o volante é esportivo e muito parecido com o do F-Type. O cluster foi atualizado e conta com display TFT inédito, cujo grafismo interno é circular. O quadro de instrumentos opcionalmente pode ser digital e configurável, tendo tela TFT de 12,3 polegadas. Chama atenção os difusores de ar laterais, que continuam escamoteáveis como no XF antigo.

Uma das novidades do Jaguar XF é o alerta de mudança de faixa. Assim como em outros carros com esse recurso, o sistema avisa o condutor distraído que o carro está saindo da pista. Nesse caso do inglês é feito por vibração no volante, mas também vai um pouco além. Confira mais abaixo nas impressões ao dirigir. Além de uma multimídia mais intuitiva (lembra o Windows 10) e agora com aplicativos (InControl Apps), o XF ganhou HUD colorido e SSD com 60GB de espaço, sendo 10GB para músicas.

Já o espaço interno foi levemente ampliado na parte traseira. O teto é revestido em Alcantara e couros perfurados de várias tonalidades reforçam a variedade de opções de ambiente desse Jaguar. Os assentos dianteiros possuem ajustes elétricos e há três memórias para o condutor, que também conta com a coluna de direção elétrica.

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Os bancos são esportivos no R-Sport, que ainda conta com pedais e soleiras de alumínio exclusivas. Assim como no XE, um joystick de marchas seria mais interessante nesta versão. Mudanças manuais só no volante. Já o sistema de som Meridian pode ter até 825 watts e 17 alto-falantes. O porta-malas ficou cinco litros maior, tendo agora 505 litros. Interessante é que o banco traseiro é dividido em três partes, ampliando o espaço para bagagens.

Na motorização, o propulsor 2.0 GTDI de 240 cv e 34,5 kgfm está mais presente no Novo XF em relação ao anterior, já que equipa as duas versões iniciais, enquanto a S vem com o V6 3.0 Supercharged de 380 cv e 45,7 kgfm. De 0 a 100 km/h, o 2.0 precisa de 7 segundos e o V6 faz o mesmo em 5,3 segundos. A máxima é limitada em 250 km/h.

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Em ambos, a transmissão é ZF 8HP de oito marchas com modos Sport e Dinâmico para alta performance, além de Eco, priorizando a economia. Há também Start&Stop e modos Normal e Inverno. A tração continua sendo traseira e, por enquanto, não há opção de tração AWD.

Com 4,95 m de comprimento e 2,96 m de entre-eixos, o Novo XF ficou mais curto, porém, com entre-eixos maior, assim também mais largo e baixo. A aerodinâmica foi melhorada e passa a ser de 0,26 cx. A suspensão foi substituída por um novo conjunto, sendo Double Wishbone na frente (semelhante à do F-Type) e Integral Link atrás.

Mais leve, o sedã apresenta distribuição de peso 50:50 e alguns recursos novos, tais como torque vetorial por frenagem, direção elétrica adaptativa e All Surface Progress Control (ASPC), evitando assim patinar em superfícies de pouca aderência. O ACC (controle de cruzeiro adaptativo) é de série no S e opcional no R-Sport.

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Impressões ao dirigir

O Novo Jaguar XF foi apresentado no test drive promovido pela marca, no interior de São Paulo, apenas na versão R-Sport, que tem motor 2.0 GTDI de 240 cv e 34,5 kgfm. Mesmo pesando 1.590 kg, o sedã tem uma excelente performance com quatro cilindros turbo. Como já é conhecido, ele entrega disposição e muita força em baixas rotações.

Mesmo no modo Drive, o XF responde muito bem, mas é realmente nos modos Sport e Dinâmico (que são ativados de forma separada) que o novo sedã da Jaguar revela performance melhor que o da geração anterior. O giro sobe rapidamente para perto da faixa vermelha, onde é cortado a 6.500 rpm no automático.

As trocas manuais permitem ao condutor sentir mais o carro e ir um pouco além. As retomadas também são boas, assim como as trocas de marchas, imperceptíveis como em uma caixa de dupla embreagem. Rodando a 110 km/h, o ponteiro marca 1.900 rpm, o mesmo do XE. Mesmo com o bom desempenho, o XF continua frugal. Fizemos média de 13,4 km/litro na estrada, mas com grande variação de velocidade.

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O nível de ruído interno é muito bom, ouvindo-se mais a turbulência do vento nas colunas A. A direção elétrica é mais eficiente que a anterior, hidráulica. Não é extremamente leve, mas oferece mais conforto em manobras. A suspensão tem ajuste firme e gosta mesmo é de asfalto bom, sofrendo nas imperfeições e buraqueiras. O conjunto é bem equilibrado e as curvas rápidas são feitas sem medo de perder a traseira. O controle vetorial de torque ajuda muito nisso.

Uma novidade muito interessante é o alerta de mudanças de faixa. Se o sistema perceber que o condutor não obedeceu ao aviso, ele assume o comando da direção e corrige a trajetória de forma imediata. Embora não seja uma condução semi-autônoma, percebe-se que até mesmo em curvas, a tecnologia mantém o XF em seu curso.

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Inicialmente chega a ser estranho ver o volante mover-se sozinho e de forma sutil, mas surpreende quando ele o faz de forma rápida, se a situação exigir. Em conjunto com o ACC, a dupla dá uma leve noção de como serão os carros autônomos nos próximos anos. Por enquanto, o sistema é feito apenas para corrigir distrações do condutor, que ainda tem alerta de fadiga para monitora-lo.

Na pista, a Jaguar ofereceu o Novo XF na versão topo de linha S, que tem motor V6 3.0 Supercharged de 380 cv e 45,7 kgfm. São 40 cv a mais que o modelo anterior. O sedã inglês foi testado na pista do autódromo Vello Cittá, em Mogi Guaçu/SP.

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Como esperado, a performance do Novo XF S é condizente com sua proposta. O V6 entrega muita força em qualquer regime e com os modos Sport e Dinâmico ativados, obtêm-se o máximo do conjunto, realçado por mudanças nos paddle shifts e o desligamento dos controles de tração e estabilidade. No último caso, o condutor tem que ter saber exatamente o que está fazendo.

Ainda assim, mesmo com 4,95 m e 1.710 kg, o Jaguar XF S é bem equilibrado nas curvas, graças à distribuição de peso 50:50, à estrutura de alumínio com 190 kg a menos, carroceria 28% mais rígida e ao novo conjunto de suspensão, voltado para a performance. Mantém um bom controle nas frenagens fortes e vigor nas acelerações. Mais para frente, a Jaguar deve lançar as versões mais poderosas: XF-R e XF-RS.

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Para agora, a Jaguar adota uma nova política de pós-venda para o Novo XF, assim como em outros modelos. Com três anos de garantia, o cliente pode optar por cobertura extra de mais um ano por R$ 5.200 e dois anos por R$ 10.800. Os valores são bem salgados.

Mas essa cobrança adicional é excluída se a opção for financiar o Novo Jaguar XF com entrada de 20% e 23 parcelas mensais. O saldo de 50% fica para o final e com garantia de recompra. O seguro padrão é de R$ 6.655.

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O Novo XF quer bater mais forte no trio alemão Audi A6/BMW Série 5/Mercedes-Benz Classe E. A Jaguar abertamente declara que o sedã quer buscar a liderança de mercado nesse segmento. Em 2015, o XF representou 28% do mix do segmento, que teve 1.083 unidades vendidas.

Anteriormente, a versão 2.0 – vendida por menos de R$ 200.000 – ajudou muito nos emplacamentos do sedã, mas agora a diferença de preço é muito maior por conta do dólar alto e da mudança de produto. Resta acompanhar essa briga ao longo do ano e ver qual será o resultado.

Galeria de fotos do Novo Jaguar XF:

Viagem a convite da Jaguar.





  • Rbs

    Se tirar alguns botões do volante fica parecendo painel de VW.

    • arzanette

      tais de brication uifi mi ……..

  • kravmaga

    O carro é lindo, mas comprar o Jagua de entrada ou intermediário com motor 2.0 de Fusion por mais de 260 mil reais eu acho demais.

    Acho que só vale a versão V6 para combinar com o visual de fama de carro esportivo que a Jaguar tem..

    • Roger Bersch

      Eu não vejo nada demais, ele é um carro de luxo, mesmo o fusion mais completo custa 30 a 40% a menos do que o jaguar básico. E o fusion vem importado do méxico, por isso a diferença é um pouco maior de preço. Mas ainda assim não da para comparar equipamentos, porte, câmbio, é diferente, acabamento. O Evoque usa o mesmo motor também.

    • !Marcelo Surf!

      O novo com motor velho.

    • LSM300C

      Concordo, mudou pouco para subir mais de 60k e diferir pouco do XE.

    • Alexandre Monteiro

      Não vejo como demérito da Jaguar a utilização desse motor, na verdade vejo como mérito do Fusion a utilização desse motor que é muto bom, tanto é que Jaguar, Land Rover, Volvo e Lincoln já utilizaram ou utilizam esse motor. Esse seu comentário é a cara de comentário de fanboy da VW e hater da Ford.

      • kravmaga

        Eu não sou hater da Ford não. Acho o Fusion 2.0 ecoboost um tremendo carro e com ótimo custo-benefício.

        Eu estava falando é que o Jaguar com esse mesmo motor, por ser bem mais caro, já não creio que compense. Vai pagar mais por ser premium.

    • T1000

      eu vejo vantagem de manutenção mais barata deste motor. Se precisar de peça é só bater um telefone numa css ford, vai consegui -la pela metade do preço de uma css da jaguar. Isso já acontece com quem tem volvo, vejo positivamente esta mecânica compartilhada.

  • Bispo

    “gordinho” ..bombado…rs

  • FFSB

    Visto muito da Jaguar, e este carro é visualmente elegante e certamente tem ampla qualidade. Mas me decepcionei com está nova geração, que foi simplesmente evolutiva. As linhas do painel apanham dos concorrentes, e o motor de entrada já deu… Igual ao Fusion? Pode ser bom, mas o preço é
    mais do que o dobro. Mais Vale o XE.

  • Testem o mais bonito de todos: Jaguar XJ! <3

  • Héber Cristiano

    Coisa linda!

  • CharlesAle

    Interessantes à aqueles que “enjoaram” de carros Alemães!!

  • Ken

    Tem uma avalização de ninguem menos que Jeremy Clarkson detonando esse carro e o motor, só dá uma googada…. inclusive saiu em portugues na QR

    • Ken

      Não sei se é do xe ou xj

  • GPE

    A Jaguar regrediu no interior desse carro. O anterior tinha mt mais personalidade. O carro ficou mt bonito, mas ficou igual ao XE, o que é ruim pra quem compra um carro mais caro e não quer ser confundido na rua. O preço da versão de entrada tbm subiu muito.

    No mais, mostra-se um excelente carro. Acabamento e beleza de alto padrão, com requinte de esportividade de BMW. Se o preço baixar pelo menos uns 15 – 18mil no valor real de venda, vai fazer sucesso.



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