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Novo Mercedes-Benz Actros é o caminhão mais próximo de um carro

Novo Mercedes-Benz Actros é o caminhão mais próximo de um carro

Ele tem partida por botão, duas telas configuráveis de 10,25 polegadas, multimídia com Android Auto e Apple Car Play, carregamento indutivo de smartphone e controle de cruzeiro mais avançado que o adaptativo padrão, entre outros. É da Mercedes-Benz, mas não é um Classe C, E ou S. Trata-se do novo caminhão Actros, que chega ao Brasil.


Ainda não no mesmo nível que o modelo alemão, que nem tem retrovisores com espelhos, mas bastante digitalizado, o Novo Mercedes-Benz Actros nacional surge com uma série de novidades para os transportadores nacionais. Mais aerodinâmico e leve (menos 400 kg), o cavalo-mecânico da Daimler agora tem potências de 450 e 480 cavalos, além de 510 cavalos já disponíveis no anterior.

Novo Mercedes-Benz Actros é o caminhão mais próximo de um carro

Bem mais sofisticado, traz ainda uma nova caixa automatizada com três modos de condução: Eco, Standard e Power, priorizando a eficiência energética. O Novo Mercedes-Benz Actros é oferecido nas configurações 2045 4×2, 2548 6×2 e 2648 6×4, bem como 2651 6×4 mais adiante.

Uma das novidades é o controle de cruzeiro preditivo, que ao contrário do adaptativo oferecido em carros de luxo, utiliza o GPS e mapas topográficos para ajustar velocidade, frenagem e troca de marchas de acordo com o trecho, antecipando subidas, curvas e descidas. Isso permite ao Novo Actros uma economia de 12% no consumo de combustível.

Novo Mercedes-Benz Actros é o caminhão mais próximo de um carro

Com a digitalização de componentes mecânicos e elétricos, o Novo Actros reduz em 50% o tempo de parada de manutenção e economia até R$ 6 mil por ano em revisão preventiva. O tempo de revisão cai em 15% também. O caminhão da Mercedes-Benz também ficou mais robusto com suspensão por feixe de molas mais leves e resistentes, assim como novo suspensor no 6×4.

Na cabine, o Novo Mercedes-Benz Actros traz um ambiente renovado com painel digital e multimídia como nos carros da marca de luxo, assim como cama de 2,20 m e altura interna de 1,84 m. Além disso, traz também uma série de aplicativos para gestão do caminhão e da frota.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Chap

    Com anos de atraso por aqui e capado em relação ao europeu. Scania e Volvo são melhores opções.

    • Raimundo A.

      Depende da referência dizer que está capado. O nosso mercado é atrasado com relação ao europeu e também pelas características, certas coisas evitam ou não consideram vantagem. Essa nova geração aqui é dita moderna para um produto que já existe há quatro, cinco anos na Europa. Se fosse lançado ao mesmo tempo, teríamos um produto bem além da concorrência.

      O que ocorre e a legislação de eficiência energética contribui é no exterior os produtos estarem a frente demorando a oferta aqui. Demora porque tem mais tecnologia tornando o produto mais caro. Traz um nível maior de eficiência cuja nossa legislação não obriga ainda.
      Assim, fica complicado manter uma alinhamento se as realidades não são iguais. A Scania, por exemplo, levou quase dois anos para ofertar os seus veículos aqui.
      Este ano foram feitos registros de modelos disfarçados da DAF, cabine Euro 6, do CF e XF. Talvez só surjam por aqui no próximo ano ou em 2021 para melhorar a competitividade com os novos Scania e agora MB.
      A Iveco mostrou recentemente a nova geração S-Way, natural sucessora da Hi-Way, mas não temos previsão se a teremos aqui.
      Esse novo Actros traz muito do atual europeu que ganhou facelift e já dispensa retrovisores por usar câmeras. Nós ainda não temos um nível de excelência para tanto e só deixaria o produto ainda mais caro.
      O Actros na Europa evoluiu para o atual e nós de alguma forma precisamos passar por isso.

      • Chap

        Esse Actros existe desde 2011, então acho que era mais do que obrigação a MB o trazer totalmente atualizado e completo, e não o fez.
        Os modelos da Scania e Volvo ofertados por aqui são praticamente idênticos aos feitos na Europa e espero que continuem assim, não tenham o exemplo da Mercedes para balizar [para baixo] seus produtos. Essas atitudes (como a da MB) é ruim para o mercado, porque o consumidor brasileiro tende a aceitar isso.
        A Mercedes quando começou a vender o Actros por aqui o trazia da Alemanha, deveriam ter continuado assim, tendo somente nacionalizado peças junto aos autopartistas para o mercado de reposição.

        • Rodrigo Alves

          vcs balizam a sua opiniões em carro baixo, os actros só voltou a ser opção quando voltou a ser simples, não adianta colocar o modelo alemão como ela tentou aqui no Brasil com freio a disco em todas as rodas e suspensão a ar e cheio de sensores para tudo, pq se der um problema lá no interior já era, vai ter que buscar para levar para alguma concessionária pq mecânico nenhum de beira de estrada sabe arrumar e caminhão parado é muito prejuízo.. Só quero ver um caminhão deste na rota Nordeste ou na famosa Br163 e precisar de manutenção.

        • 4lex5andro

          Clientes de caminhão são empresas e não cpf, fora os preços de partida, isso dá muita diferença no critério de compra de carro e caminhão.

    • Filipe Augustus

      Não sei se no mercado de caminhões o fato dele ser capado e ter menos tecnologia é ruim! Acho que ele ser um pouco mais rústico aqui, acaba sendo uma boa qualidade no quesito manutenção! Mas não sei, não sou caminhoneiro, mas pra trabalhar e rodar pelas estradas se eu fosse, eu preferia algo menos tecnológico!

  • th!nk.t4nk

    Só adicionando: o ACC preditivo está presente nos carros de luxo sim. Foi justamente deles que o Actros herdou, inclusive. Meu carro freia antecipadamente em curvas e reduz marcha antes de uma subida forte, usando os dados de topografia (e tenho certeza de que não dirijo um caminhão haha). Sobre essas telas da Mercedes, tem uma coisa muito legal: dá pra deixar o mapa do veículo carregado em uma, e o Waze na outra. Pra caminheiros isso deve ser muito útil, já que pode comparar 2 navegadores sem esforço algum.

  • Matheus Rozante

    Só é uma pena ver esse grandão e outros atolando na Transamazonica.

    • Tem um trecho não pavimentado da Transamazônica que o governo vai incluir num plano de privatização. Aquele trecho da BR-163 em que todo ano se formava um verdadeiro atoleiro na época da colheira de soja já foi asfaltado pelo Exército. Um pesadelo que agora é passado.

      • Matheus Rozante

        Bacana, não sabia. Obrigado pela informação.

  • RicLuthor

    Só faltou mencionar os preços das versões.

  • CanalhaRS

    Sugestão a Mercedes: adotem esse painel nos carros da marca, anos-luz mais bonito…

    • V12 for life

      Esse é o Mbux já usado em quase toda a linha de carros, a diferença é que as duas telas são separadas no caminhão.

  • Nelson

    Ja nasce morto, falta potencia… Volvo fh-540 rei das estradas!

  • Ale Kohler

    As pessoas discutem caminhão como se estivessem indo a concessionária comprar um carro. Um caminhão é um bem de capital, tem que dar retorno financeiro, tanto para quem produz, quanto para quem compra. Cada mercado tem as suas próprias características e necessidades. O mercado brasileiro é muito peculiar. Já disse uma vez o presidente da Volvo do Brasil. Um caminhão para ser competitivo por aqui, precisa ser resistente e econômico. A primeira geração do Actros patinou muito até conseguir emplacar. Tentaram por muito tempo com o eixo com redução nos cubos, indestrutível, mas aumentava muito o consumo. Bem como o freio a disco, que se demonstrou impraticável em nossas estradas. O transporte rodoviário de cargas brasileiro, é muito competitivo. Na Europa a Scania vende o V8 com 520 cv, aqui tiveram que lançar o 13 litros de 540 cv, com seis cilindros em linha, pois o v8 aumenta a tara e o preço do caminhão. Pegar simplesmente um caminhão europeu e jogar nas nossas estradas não dá certo. Aqui precisa ser mais resistente e econômico, tanto na aquisição quanto na operação.

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