
Restam poucas oportunidades para encontrar um Dodge Hornet novo nas concessionárias norte-americanas, pois o estoque oficial já caiu para apenas 88 unidades.
Os exemplares anunciados pela própria Dodge custam entre US$ 31.590 (R$ 161.700) e US$ 50.775 (R$ 259.800), antes de possíveis descontos adicionais.
Lojistas já aplicam reduções expressivas desde o início do ano para acelerar a saída dos últimos veículos disponíveis nos pátios.
O Cars.com apresenta um número diferente, com 129 unidades novas de diversos anos-modelo anunciadas em todo o país.
Parte desses anúncios provavelmente está desatualizada e pode incluir veículos já vendidos, explicando a diferença em relação ao inventário mantido pela Dodge.

A opção mais barata é um Hornet GT branco de 2024, reduzido de US$ 34.990 (R$ 179.100) para US$ 23.990 (R$ 122.800).
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Ao todo, 39 unidades aparecem abaixo de US$ 30.000 (R$ 153.500), faixa incomum para um crossover compacto de proposta mais sofisticada.
A produção já foi encerrada e, após a saída dos exemplares restantes, o Durango será o único utilitário elevado no catálogo da marca.
O SUV maior permanece em linha sem mudanças realmente profundas desde 2011 e divide as lojas com versões de duas e quatro portas do Charger.
Apresentado em agosto de 2022, o Hornet surgiu como uma interpretação levemente modificada do Alfa Romeo Tonale produzido na Itália.

A parceria teve duração limitada, e a Dodge decidiu retirar o modelo da linha em janeiro, citando mudanças no ambiente regulatório.
Naquele momento, o Hornet era o segundo produto mais recente da empresa, superado nesse aspecto apenas pelo novo Charger.
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A origem italiana teve peso importante na decisão, pois cada unidade produzida em Pomigliano d’Arco ficava sujeita às tarifas de importação norte-americanas.
Mudanças na estratégia de eletrificação da Stellantis também reduziram a importância do crossover dentro dos planos futuros da Dodge.
O Hornet havia sido apresentado como uma etapa relevante nessa transição, especialmente por meio da versão híbrida plug-in R/T.

Outro ponto desfavorável estava na arquitetura FCA Small Wide, compartilhada com o Tonale e com a geração anterior do Jeep Compass.
Essa base remonta a 2005 e já foi substituída pela plataforma STLA Medium em projetos mais recentes do grupo Stellantis.
A própria STLA Medium deverá posteriormente ceder espaço à STLA One, reforçando o distanciamento tecnológico em relação à estrutura usada pelo Hornet.
Relatos recentes indicam que a Stellantis também pretende encerrar a fabricação do Alfa Romeo Tonale em novembro de 2027.
A medida liberaria espaço na unidade de Pomigliano d’Arco para um EV mais acessível, alinhado às novas prioridades industriais do grupo.
Caso esse planejamento seja mantido, o Tonale deixará a linha após apenas cinco anos e meio de produção.
Esse encerramento concluirá antes do previsto a breve ligação entre Alfa Romeo e Dodge, criada para dividir custos e ampliar rapidamente seus respectivos catálogos.
