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O encontro de clássicos e relíquias em Aguas de Lindóia

Sábado, vinte e dois de abril, dez e meia da manhã. Algumas nuvens e muito sol na capital paulista, quase vazia devido ao feriado de Tiradentes. Um dia perfeito para pegar a estrada e visitar o maior encontro de carros clássicos do Brasil, na cidade de �?guas de Lindóia.

A rodovia dos Bandeirantes é o ponto inicial da viagem. No rádio toca de tudo, enquanto a freqüência vai se misturando aos quilômetros rodados. Desde MPB até algumas pitadas do bom e velho rock and roll. Afinal, ninguém é de ferro.

Na chegada a Lindóia, uma surpresa. Um engarrafamento típico de cidade grande. Porém, sem esquentar a cabeça, fomos seguindo em meio ao fluxo de veículos. O fato curioso da história, neste ponto, ficou a cargo de um maluco, que, com meio corpo pra fora da janela do seu carro, agitava uma bandeira dos confederados. Talvez ele estivesse esperando que Daisy Duke passasse por ali. Pode ser também uma clara manifestação do vírus da ferrugem, que ataca o organismo com a aproximação dos veículos antigos.

Após pegar uma rota alternativa – e uma estradinha com alguns buracos – chegamos ao nosso objetivo. Ronco de motor, carrocerias brilhantes e muita, mas muita gente. Agora sim, a festa estava completa.

Para quem nunca foi ao encontro, vale dizer, basicamente, que ele é realizado numa grande praça, enfeitada por um belo lago central, com direito a pedalinho e tudo mais. Segundo projeções oficiais, mais de setecentos carros embelezavam a cidade.

Após caminhar um pouco, chegamos ao estande do portal Autoclassic, onde recebemos as boas vindas de Teresa Gago. Wilson Saraiva – presidente do Veteran Car Club do Brasil (RJ) – também marcava presença por ali, assim como o Berek. Não podemos nos esquecer, contudo, do Fernando e da Roberta, com seu sorriso cativante.

O evento é um colírio para os olhos de quem gosta de antigomobilismo. Feira de peças, miniaturas, revistas, camisetas, produtos diversos e carros, centenas deles, espalhados por todos os cantos. Do lado de fora, um ônibus animava quem estava chegando, e os quarteirões em volta da praça passavam ao visitante uma idéia de pura nostalgia.

Voltando ao encontro, na subida que levava ao hotel Monte Real, vários caminhões – inclusive um exemplar utilizado pelo Corpo de Bombeiros – despertavam a atenção do visitante. Um Dodge Dart branco repousava defronte à rampa, soberano, lembrando os tempos em que o referido hotel se chamava Tamoio.

Próximo dali nos encontramos com Fernando Batista – da Batistinha Garage – que levou à feira três modelos de cair o queixo: Bel Air 1955, Mercedes-Benz 280 SL 1971 e um raríssimo Cadillac 1949 conversível, único exemplar em perfeito estado no País. Isso sem falar do Mustang Eleanor branco, montado com o que há de melhor no mercado. A competente assessora de imprensa Daniella Trindade preparou os releases antecipadamente e facilitou, mais uma vez, o trabalho dos colunistas de plantão.

Continuando o passeio, era a vez dos V8 mostrarem seu valor. Mais de dez Dodges – Dart, Charger R/T e o despojado SE – se espalhavam pelo gramado. O musculoso modelo Challenger também atraía o público presente, com três exemplares nota dez.

A Chevrolet, por sua vez, também fez bonito, com o Clube do Opala de São Paulo e vários Corvettes, que se espreguiçavam do outro lado da praça. A Ford esteve representada pelo Clube do Mustang, Thunderbird, Maverick – inclusive alguns de Curitiba – e Corcel. Galaxies e Landaus – entre eles um azul-marinho com 70.000 quilômetros originais – atraíam os clicks das máquinas fotográficas.

Um pouco mais acima, num grande centro, clássicos brasileiros para todos os gostos: VW SP-2, Uirapuru, Belcar e Vemaguete, Simca, MP Lafer, Karmann-Ghia, Willys-Interlagos, Puma e DKW-Malzoni. Vale destacar também a participação de Fuscas, Santa Matilde e de um Passat TS simplesmente impecável.

Por fim, Jaguar E-type, Porsche e uma Ferrari 250 GTO davam o tom que faltava para fechar a tarde com chave de ouro. Na volta para São Paulo – durante a noite – ainda vimos um Maverick GT na estrada, ronronando na faixa da direita. Depois disso tudo, chegamos à conclusão de que o cansaço e as horas de caminhada valeram a pena. Agora, só nos resta uma certeza: que venham os próximos eventos.

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