
O mesmo hatch de entrada vendido no Brasil custa mais de três vezes o equivalente oferecido na Índia, apesar de compartilhar a mesma origem de projeto.
O Renault Kwid renovado parte de R$ 82.790 no mercado brasileiro, enquanto a configuração indiana começa em Rs 4.53 lakh (R$ 24.700).
A atualização destinada à América do Sul representa a segunda grande reformulação do modelo desde sua estreia em 2016 e concentra mudanças principalmente no visual e interior.
A dianteira ganhou para-choque redesenhado, maior presença de revestimentos plásticos, entradas de refrigeração revistas, grade mais estreita e uma nova proteção inferior.
Os faróis divididos permanecem, mas os elementos atualizados aproximam o Kwid da identidade visual adotada atualmente pela Renault em seus lançamentos mais recentes.

Nas laterais e na traseira, as alterações são menores, embora as lanternas tenham nova assinatura visual e o teto agora receba uma antena tipo barbatana.
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A versão Outsider acrescenta barras de teto, proteções adicionais nas laterais da carroceria e rodas de liga leve de 14 polegadas com acabamento em dois tons.
A maior transformação aparece na cabine, onde as versões superiores recebem central multimídia de 10,1 polegadas combinada a um quadro de instrumentos digital de 7 polegadas.
As saídas de climatização também mudaram de posição, enquanto o volante passa a exibir o emblema mais recente da Renault usado em outros modelos da marca.
A configuração básica Evolution segue uma proposta mais simples e utiliza uma cobertura plástica no espaço destinado à central multimídia presente nas versões Techno e Outsider.


Apesar das mudanças visuais e digitais, a estrutura mecânica permanece praticamente intacta, mantendo uma base que já acumula vários anos de utilização internacional.
O Kwid brasileiro continua sobre a plataforma CMF-A, arquitetura apresentada em 2015 e compartilhada com modelos produzidos em diferentes mercados do grupo e de parceiros.
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Essa base também aparece no Dacia Spring produzido na China, no Dongfeng EV Nano Box e em produtos como Nissan Gravite, Magnite, Renault Kiger e Triber.
Debaixo do capô permanece o motor 1.0 de três cilindros aspirado e flex, sem alterações relevantes para acompanhar a atualização de estilo aplicada ao hatch.
Abastecido com gasolina, o propulsor entrega 69 cv, enquanto o uso de etanol eleva a potência para 72 cv nas especificações divulgadas.


A transmissão continua sendo exclusivamente manual de cinco marchas, responsável por enviar a potência para as rodas dianteiras nas configurações oferecidas no Brasil.
A produção brasileira acontece no Complexo Ayrton Senna, enquanto o Kwid comercializado na Índia é fabricado localmente em Chennai, característica importante na formação de preços.
A versão Evolution brasileira custa R$ 82.790, e a gama chega a R$ 91.890 na Outsider, posicionada como opção mais equipada do catálogo.
Na Índia, onde a atualização recebida neste ano foi mais discreta, os preços variam entre Rs 4.53 lakh e Rs 5.61 lakh (R$ 30.600).
Isso significa que o equivalente a 453.000 rúpias indianas custa cerca de R$ 24.700, enquanto 561.000 rúpias correspondem a aproximadamente R$ 30.600.
O contraste mostra que as diferenças entre os dois mercados vão muito além do nível de equipamentos, mesmo tratando-se de veículos construídos sobre a mesma concepção básica.






