Brasil Crossovers Longform Mercado SUVs

O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

audi-q1-esboço-700x460 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

O ano de 2015 terá o utilitário esportivo compacto como principal segmento de destaque no mercado nacional. O período verá a chegada de Honda HR-V, Jeep Renegade, Peugeot 2008 e JAC T5. Isso sem contar opções de crossover e SUV de porte médio e grande, tais como JAC T6, Ford Everest, Toyota Hilux SW4, entre outros.



Mas e para depois? Se o segmento de SUV compacto parece estar fadado ao êxito nos próximos anos, o que esperar depois de 2015? Sabemos bem que nem todos os fabricantes estão presentes nesse filão que se abre no Brasil e que cresce rapidamente em todo o mundo.

Então, com base no que já é conhecido, vamos mencionar algumas opções que poderão estar no mercado brasileiro nos próximos anos, começando por 2016. Antes disso, porém, temos que ter em mente a situação econômica atual do país e o que se espera do futuro a médio prazo.

A previsão, apesar das nuvens negras de hoje, é que as vendas de utilitários esportivos dobrem até 2020, o que já é um bom termômetro. Confira abaixo algumas opções de SUV compacto que podem chegar ao Brasil nos próximos anos:

audi-q12-700x406 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Audi Q1

Sabe-se que um Audi Q1 já está a caminho e com a política de preços da marca alemã no país, o crossover poderia levar o conceito premium para um nível na faixa de R$ 100.000. O Novo Q3 será nacional, mas sua faixa de preço e porte o levam para outro segmento. A base é a mesma MQB pelo que se comenta na Europa. Ou seja, poderia ser feito aqui. As conterrâneas de luxo não parecem dispostas a entrar nessa briga por aqui.

chevrolet-adra-2-700x465 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Chevrolet SUV

A GM reconheceu que errou na estratégia do Tracker e a Chevrolet agora só terá um novo utilitário esportivo para brigar de fato no segmento dos compactos em 2018. O modelo tem grandes chances de ser um projeto nacional, dado o tempo de desenvolvimento do anúncio até o lançamento. O projeto provavelmente já existia e só aguardava uma chance de ser executado. A base deverá ser a do próximo Onix.

c3-xr-11-700x445 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Citroën C3 XR

A PSA está trabalhando para mudar as coisas no Mercosul e a Citroën poderia se beneficiar com o C3 XR, lançado recentemente na China. No entanto, a marca aposta no Aircross como alternativa ao SUV compacto. A minivan aventureira vai enfrentar uma concorrência muito dura este ano. Será que ela resiste aos “jipinhos” que estão chegando? Caso não consiga, a marca francesa ao menos tem a opção de fazer o crossover aqui.

fiat-500x-black-tie-21-700x525 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Fiat CUV

A Fiat indiretamente está colocando todos os holofotes sobre o Renegade, mas os planos da FCA falam de um “CUV” para o Brasil a partir de 2016. O modelo não é o Fiat 500X (foto acima) e deverá compartilhar a plataforma B-Wide do Jeep. A ideia é a mesma que está dando muita discussão na Europa: O italiano terá foco maior no asfalto, enquanto seu irmãozinho aposta no off-road.

hyundai-ix25-china-oficial-1-700x492 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Hyundai ix25

Como um time pode estar no jogo e não querer jogar? A Hyundai tem o ix25 na China, mas de pés juntos a filial brasileira jura que ele não vem. Se não é ele, então outro virá. Afinal, o Tucson em breve dobrará o Cabo da Boa Esperança e um SUV compacto se faz necessário, ainda mais com a boa imagem da marca sul-coreana no mercado. Um utilitário esportivo com base no HB20 e uma providencial expansão fabril em Piracicaba/SP significariam boas vendas.

jac-refine-s2-700x525 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

JAC S2

A JAC Motors já deixou claro que a aposta esse ano será nos utilitários esportivos e logo de cara já tem dois players na competição. O T6 é um SUV médio, mas ela também tem o T5, que é de fato compacto. Mas ainda assim, em 2016 chega o S2, que será nacional e pode vir a ser chamado de T3 ou T4.

jeep-renegade-impressões-NA-70-700x466 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Jeep “Little Brother”

Se o Renegade (foto acima) já vai dar trabalho, então imagine um irmão menor. É esperado um SUV abaixo do Jeep nacional que nos próximos dias estará nas ruas. Caso venha a ser realmente feito em Goiana/PE, o modelo simplesmente levaria a batalha dos crossovers compactos para faixas de preços mais baixas, mas isto teria enormes implicações no segmento de entrada para o futuro. Disso vamos falar mais adiante.

kia-kx3-oficial-1-700x483 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Kia KX3

Ninguém disse nada, mas sabemos bem o porquê dele não vir para cá. O Kia KX3 certamente teria boas vendas no Brasil, mas a representante nacional não dispõe de fábrica para fazê-lo e isso significaria investir por conta própria, pois a empresa sul-coreana não aparenta disposição com o mercado nacional. Isso sem contar o caso Asia Motors, ainda não completamente resolvido. Realmente é uma pena ver este utilitário e o irmão ix25 fora da briga.

lifan-x50-11-700x525 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Lifan X50

Distante de problemas, tais como os citados acima, a Lifan agora está mais confortável no Brasil, especialmente depois de ter se separado da malfadada parceria com a Effa. O X60 está emplacando bem e em breve ela terá aqui o X50, um crossover compacto feito com base no 530. Se seguir os passos do irmão maior, fará sucesso entre os produtos chineses.

kicks-NA-1-700x525 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Nissan Kicks

Embora ainda seja um conceito, o Nissan Kicks foi feito para atender o mercado nacional e deverá chegar no ano que vem junto com as Olímpiadas do Rio de Janeiro, evento patrocinado pela marca. Feito em Resende/RJ, será um importante passo da empresa no país, onde começou a andar rápido com os novos March e Versa.

captur-signature-1-700x488 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Renault Captur

A Renault tem um belo utilitário compacto na Europa, mas não pode traze-lo abertamente por causa de seu romeno Duster. Mesmo com atualização visual, o modelo da Dacia ficará aquém do desejado para enfrentar os novos concorrentes. Já o Captur tem maiores chances de emplacar bem nesse novo ambiente e de quebra apresentar a marca com produtos de melhor qualidade.

ssangyong-tivoli-oficial-11-700x466 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

SsangYong Tivoli

O grupo Districar está construindo um complexo industrial no Espírito Santo e o recém-lançado SsangYong Tivoli seria uma boa opção para ser nacionalizado. Ele é o primeiro compacto da marca sul-coreana e tem boas chances de se dar bem por aqui.

novo-vitara-700x436 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Suzuki Vitara e Jimny

SX4 e Grand Vitara hoje são competitivos em preço, mas infelizmente eles não devem durar muito mais. O primeiro já teve a segunda geração revelada no Salão do Automóvel e o segundo ganhou o Novo Vitara. Este último tem condições de ser nacional e ainda poderia vir acompanhando do próximo Jimny, visto recentemente como o conceito iM4. Seria uma boa dupla de japoneses no mercado.

toyota-suv-compacto-700x525 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Toyota SUV

Rush e Urban Cruiser. A Toyota dispõe de duas opções nesse segmento, mas vai apostar em um novo modelo compacto para não ficar de fora do mercado global de SUV compacto. Comenta-se que será uma plataforma global e o meio combalido BRICS seria um alvo prioritário. Por aqui, com certeza vai demorar.

vw-t-roc-oficial-11-700x466 O que esperar do segmento de SUVs compactos depois de 2015?

Volkswagen T-Roc

A Volkswagen pareceu anestesiada nos últimos anos e observou sem reagir o surgimento desse novo segmento em nível global. E agora, o que fazer? O conceito T-Roc é uma boa resposta para um crossover de porte mais compacto, assim como o Taigun, que na Índia cai como uma luva. Mas no presente momento, não dá para imagina-los tão cedo nas ruas brasileiras.

COMPARTILHAR:
  • Citroen C4 Cactus, exotico demais kkkkkkk.

    • Léo Hung

      Esse carro ao vivo é estranho demais. Não sei se vingaria por aqui :P

    • Eduardo Campos

      Nossa, eu acho esse Cactus animal! Pra ficar perfeito só faltam vidros elétricos atrás, ao invés dos basculantes, e a tecnologia Hybrid Air.

  • Junoba

    Sobre a Ssangyong, não vejo com muita esperança da marca se dar bem. A fábrica em ES tinha sido cogitada, mas não tenho certeza se está sendo construida como no post informa. A Districar parece não estar dando importancia tanto para o grupo coreano, quanto para a Changan, grupo que eles representam.

    • Bruno Wendel Marcolino

      a Ssangyong tem ótimos produtos, pena não ter tanto marketing como deveria.

      • Junoba

        Tem ótimos produtos, mas a empresa está em um ritimo muito lento. Só um exemplo de interesse, eles deixaram o site da Ssangyong ficar fora do ar por falta de pagamento, e teve que um leitor aqui mesmo do N.A informar isso pra eles.

        • ricardo

          foi a districar representante deles ..
          tipo caoa da hyundai

      • Pedro Rocha

        A montagem da Actyon tanto nas versões picape (Sports) como SUV seria interessante para os coreanos, pois ficariam no meio-termo junto com Stradão e Oroch.
        Com fabricação nacional e uma rede de css razoável, já passariam à frente da Oroch por ser a diesel.

    • Gustavogm

      Essa fábrica aqui no ES não saiu. Nem terreno eles tem…

  • Bruno Wendel Marcolino

    Captur? Esqueçam. A Renault está certa em não traze-la, pois quando trouxe carros de marca própria, como Laguna e Megane, todos tiveram má fama, de manutenção cara e tudo mais.
    Brasil merece Duster mesmo…

    Mas pra ser sincero, esse é um segmento que pra mim não teria sentido. São carros Hatch altos. Por exemplo, a Ecosport, que é derivada do New Fiesta. Não tem espaço interno, não tem porta malas e não é econômica. Muitos falam que a posição de dirigir é muito boa e é confortável. Ok, quanto a posição de dirigir, realmente parece ser ótima, mas conforto para mim significa todos ocupantes confortáveis, pelo menos 4 tem que ter conforto.
    Na verdade, só quis exemplificar o que espero dos novos concorrentes, mais espaço interno, porta malas nem exijo muito porque é basicamente um hatch.

    Enfim, espero ver esse tipo de noticia referente a lançamentos de Peruas, essas sim são mais uteis e eficientes.
    Minha opinião.

    • Gustavo73

      A Captur por aqui só se o Clio IV visse. E a Renault disse que não vrm. Com a alta do dólar trazê-lo da Europa custaria muito.
      Mas o mercado dos altinhos cresce pelo mundo. MB e BMW tem até versões cupê deles. Já as peruas se tivermos um representante em cada categoria já será muito.

    • Rodrigo

      Bom, se o mundo está solicitando este tipo de veículo, é isso que vão oferecer.
      Dirija um e confirme se a posição de dirigir é melhor para você.
      Eu mesmo acho muito boa a posição de dirigir das SUV´s (ou crossovers, que seja) que temos no Brasil. Os carros são muitos bons mesmo para viajar ou no dia-a-dia.
      Muita gente não lota o carro, portanto para 4 ocupantes no máximo, esses carros vão muito bem oferecendo conforto sim!
      Eu não sei no que uma perua seria mais confotável. Só veria vantagem no quesito porta-malas.
      Na Europa SUV´s e peruas são bem vindos. Mas lá as montadoras tem dinheiro para investir, portanto acha-se todo tipo de modelo.
      Aqui, não. Ou faz perua, ou faz SUV.

      • Lá, elas tem dinheiro para investir dos lucros de onde? Daqui…

        • fschulz84

          Exato… E de onde vem a maior fatia dos lucros? Destes crossovers…

    • Gustavogm

      Depende do que vai ser as vendas do Duster. Se micar com a chegada da concorrência o Captur pode vir, ainda mais que a próxima geração do Duster, baseada na caminhonete Oroch, vai ser maior, mais “sofisticada” e com capacidade para 7 passageiros, elevando assim ela de patamar. Viraria praticamente um Suv médio.

      Abrindo assim espaço na linha para chegada da Captur, que tem mais qualidade para enfrentar a concorrência.

  • Guest

    Pelo design, Captur e o Fiat são os que mais me chamam a atenção

  • Gustavo73

    Assim como a Q3, a nova geração da Tiguan pode ser feita aqui. Ou a T-rock que seria a versão de 5 passageiros. Deixando a Tiguan para 7 passageiros vir do México.
    Quanto ao modelo da Fiat o 500X já divide a pl7com o Renegade. Então poderia sim ser vendido aqui. E como deve ser mais leve, por não precisar dos reforços para o off-road. Não sofreria tanto na versão a gasolina. Sei que a Fiat nega, mas não vejo porque gastar dinheiro desenvolvendo algo que já existe. Sei que alguns mercados ele custa mais que o Renegade. Mas sabemos que isso não impede dele ser lançado aqui por menos. Já que terá menos equipamentos que a versão vendida lá fora.
    Gostando ou não esse é o momento dos altinhos aqui e no mundo. Isso já aconteceu em outras categorias. Uma pena é o Captur estar provavelmente fora do nosso alcance. Mas prefiro isso ao vê-lo adaptado sobre uma plataforma antiga como já foi aventado.
    Já o Ix25, disseram que a plataforma usada seria a mesma do Kia Soul. Logo se tivermos um altinho derivado do Hb20 seria algo local. Mas a Hyundai fez brm o trabalho no Hb20, logo poderia melhorar no seu altinho.
    #Edit

    • Thiago Maia

      Boa observação sobre a fiat. Hipóteses plausíveis para a fiat não fabricar o 500X seria: a construção de um modelo maior ( mais de 4,30 metros), algo já previsto de serlancado na europa após a nova geração do compass; a construção de um modelo ainda menor ( como o taigun), desta forma a fiat substituiria o idea ( e até o punto) por um crossover.

      Mas para construir um equivalente do 500X, por quê não trazê-lo?

      • Gustavo73

        Um modelo baseado no substituto do Compass seria maior no nível da Captiva. O 500L substitui tranquilamente a Idea, o X viria com uma pegada menos minivan. O Taigun é derivado do Up. Um modelo como ele estaria para o Uno e não Punto. O 500X está no tamanho do Punto. Por isso a questão. Se for nessa categoria traga o X ou o L.

        • ricardo

          eu digo que vem os 2 em 2016 ou 2017

    • ricardo

      ela pode dizer q n vai trazer para n destruir as vendas do renegade agora …
      acho q vao esperar o renegade vender bem e cair na graças do povo
      pq aki na fabrica em pernambuco o 500X estava em teste ele i o 500L mas levaram pra betim a uns dias atras ..

      • Gustavo73

        Vi o L na Argentina. Poderia vir para brigar com a Spin.

  • Bugrezilla

    Tirando o Q1, o ix25 e o Kicks, o resto não me interessou muito não.

  • Douglas

    O segmento de SUVs compactos 2016?

  • SAM15

    A Volks tem o Tiguan.

    • Doccar

      A VW continua dormindo no ponto. Tiguan não concorre com os atuais SUVs pois é muito mais caro. A VW deveria estar trabalhando num SUV mais barato pra concorrer com a Eco e cia. Mas, continua inerte.

      • Gustavo73

        A Tiguan concorre com os médios categoria a qual pertence. A nova geração será apentada em breve. E deve ser feita aqui junto com a Q3. Assim como virá uma do tamanho do Polo como a Q1. A Taigun parece que subiu no telhado. Provavelmente porque teria tamanho inferior aos altinhos compactos atuais. Talvez funcionasse na Índia pelo limite de 4 metros.

  • Gustavo73

    Essa C3 XR parece ser baseada no 2008.

  • Economy

    Todos querem produzir aqui, mas não observam a situação econômica cuja a solução a cada dia se torna utópica.
    Aterrizem, montadoras!

  • klaus

    um SUV robusto da VW com a frente da Amarok ficaria legal

  • ricardo

    uma coisa eu sei … vai ser briga grande nesse segmento
    espero pra ver

  • Boris

    Nenhuma me agradou.

    Golf Variant estou esperando voce ansiosamente!!

  • Thiago Maia

    Esse Citroën é sem sal. Poderia ser o cactus, apesar de ser um hatch/crossover. Seria mais barato que esse SUV chinês, e poderia se chamar aircross

  • Curioso são marcas como VW sem crossover compacto e Ford sem crossover médio. E creio que o tiro no pé seja maior da Ford que tem o kuga e não o traz, deixando uma lacuna gritante entre EcoSport e Edge

    • Thiago Maia

      O kuga ou escape só viria se fosse fabricada no México ou argentina. Dos EUA, não

  • fschulz84

    Saudades dos tempos que eu ficava até com ansiedade de ver os novos lançamentos… Desde que essa modinha estúpida dos crossovers começou a imperar, todo ano perco um pouco de interesse nos novos lançamentos…

  • Diggo

    Se lançarem metade do que estão prometendo o segmento vai ficar super congestionado. Feliz foi a Ford que fez isso a quase treze anos e reinou sozinha por muito tempo.

  • Rude Voleur

    Eu sei o que não esperar: comprar um.

  • Andre Cupertino

    Vem Taigun!

  • Gustavogm

    Desses todos aí acho que só chegam o da Fiat (que vai ser o 500x, eles vão acabar dando o braço a torcer…), o da Nissan e o da Hyundai (acho que isso de o ix25 não vir é história pra boi dormir….). Além deles o da Jac, Lifan.

    O da Volks vem, mas vai demorar mais. E dependendo das vendas do Duster com a nova concorrência, o Captur pode vir.

  • sigma7777777

    Sendo realista, parece que o Kicks será o melhor custo x benefício do mercado brasileiro e torço para que seja lançado com câmbio automático. Parecia distante, mas agora acho que um ano “passa rápido”.

  • Claudio Abreu

    Me perdoem lançar uma treta aqui, a título de reflexão. Que valha meu manifesto.
    Antes de mais nada: sou contra SUVs e todos esses falsos esportivos, falsos jipes – nicho inventado, espertamente inventado.
    Quando eu era menino, se me pediam pra desenhar ‘um carro’, eu desenhava um Opala, um Voyage, mesmo um fusca. Hoje, peça pra uma criança desenhar um ‘carro’: ela vai te mostrar um ‘suv’. Ver todas as essas marcas, hoje, apresentando suas soluções pra essa demanda, fica claro que essa bagaça veio pra ficar. Eu acho lamentável que o automóvel tenha se reduzido a isso, chegado a esse ponto.
    E por que não gosto?
    Porque, tecnicamente falando, o advento dos suvs representa uma farsa. Todos eles surgem a partir de um modelo, do qual são invariavelmente piores em um ou outro aspecto. Não têm o espaço de uma perua, o consumo de um hatch, a classe de um sedan, a racionalidade de uma mini-van. História parecida com o advento do flex, não? O pior vendido como melhor. Coincidência? O que isso nos diz como consumidores?
    Não gosto de suvs porque representam o ápice (espero!) do desvirtuosismo da máquina em favor de falsos atributos, sensações – sensação de estar no ‘comando’ do trânsito ao redor, imune ao respeito alheio; sensação de ‘mais valia’ (Adventures que o digam), de poder ostentar que ‘conseguiu pegar o mais caro’. Me digam se não sentem esse pouco de vergonha alheia ao deparar com a cena? Somos aqui todos apaixonados por essa máquina genial; vergonha é o que eu sinto ao ver alguém exibindo seu suv, besta, como a criança alegre que conseguiu ‘sentar na janelinha’. Talvez eu não entenda ou não consiga dar valor a esse ‘quê’ pelo que o cara tenha pago a mais..
    Eticamente falando, não gosto de suvs pela sua falsidade. Falsa sensação de segurança; falso desempenho esportivo; falso desempenho off-road; falsa otimização do ‘artefato’ chamado automóvel. Burrice – não vejo outra palavra. Dirão que um suv é muito inteligente, enquanto um ‘tudo em um’, uma síntese do automóvel dos nossos tempos.
    Essa praga está acabando com as peruas, com as minivans, e já ameaçando os verdadeiros jipes. Passamos décadas otimizando cada um deles – peruas e minivans com interiores cada vez mais versáteis; jipes cada vez sendo mais dóceis e eficientes. É uma pena ver isso tudo indo pelo ralo.
    Não gosto de suvs, principalmente, por tudo isso junto: porque ‘tomam’ o lugar de alguma coisa reconhecida como ‘carro’; porque dão ao seu condutor o reconhecimento do que se entende como ‘motorista’ (em tempos em que o carro é vilão, pior pra quem gosta de carro, porque é essa ‘anta’ que nos representa); porque representam um retrocesso técnico (desperdício, caro hoje em dia) a título de ‘adequação aos tempos’; porque, junto com a ‘livre ostentação’, vem junto o desrespeito no trânsito, o ‘paguei, e daí?’, enfim, a barbaridade.
    Afinal, qual seria a razão pra alguém ‘escolher’ um suv?
    Lá no começo, disse que esse nicho foi espertamente criado (afinal a indústria procura entender o que o mercado quer). Porque isso tudo diz sobre os ‘valores’ que prezamos hoje. Ostentação, arbitrariedade, falta de respeito, de ética, de senso. Qualquer marca hoje percebe a tendência emburrecida desses nossos tempos, que confunde ‘valor’ com ‘preço’, ‘folga’ com ‘espaço’, ‘agressividade’ com ‘velocidade’. Sempre gostei de carros brancos – são mais frescos. Acho que poucos entendem a nova onda do carro branco: dão destaque no cinza da cidade, sim. Mas principalmente (e opticamente falando): faz um carro parecer maior do que é. E é exatamente isso que interessa aqui: parecer, mais do que ser.
    Meu pai sempre diz: enquanto tiver otário no mundo, malandro não passa fome. Ou: todo dia, um otário e um malandro saem de casa e vão acabar se encontrando.
    Dá um prêmio aí pra esse cara que inventou essa bagaça. Que sucesso, hein?
    Sejamos felizes.

  • Claudio Abreu

    Me perdoem lançar uma treta aqui, a título de reflexão. Que valha meu manifesto.
    Antes de mais nada: sou contra SUVs e todos esses falsos esportivos, falsos jipes – nicho inventado, espertamente inventado.
    Quando eu era menino, se me pediam pra desenhar ‘um carro’, eu desenhava um Opala, um Voyage, mesmo um fusca. Hoje, peça pra uma criança desenhar um ‘carro’: ela vai te mostrar um ‘suv’. Ver todas as essas marcas, hoje, apresentando suas soluções pra essa demanda, fica claro que essa bagaça veio pra ficar. Eu acho lamentável que o automóvel tenha se reduzido a isso, chegado a esse ponto.
    E por que não gosto?
    Porque, tecnicamente falando, o advento dos suvs representa uma farsa. Todos eles surgem a partir de um modelo, do qual são invariavelmente piores em um ou outro aspecto. Não têm o espaço de uma perua, o consumo de um hatch, a classe de um sedan, a racionalidade de uma mini-van. História parecida com o advento do flex, não? O pior vendido como melhor. Coincidência? O que isso nos diz como consumidores?
    Não gosto de suvs porque representam o ápice (espero!) do desvirtuosismo da máquina em favor de falsos atributos, sensações – sensação de estar no ‘comando’ do trânsito ao redor, imune ao respeito alheio; sensação de ‘mais valia’ (Adventures que o digam), de poder ostentar que ‘conseguiu pegar o mais caro’. Me digam se não sentem esse pouco de vergonha alheia ao deparar com a cena? Somos aqui todos apaixonados por essa máquina genial; vergonha é o que eu sinto ao ver alguém exibindo seu suv, besta, como a criança alegre que conseguiu ‘sentar na janelinha’. Talvez eu não entenda ou não consiga dar valor a esse ‘quê’ pelo que o cara tenha pago a mais..
    Eticamente falando, não gosto de suvs pela sua falsidade. Falsa sensação de segurança; falso desempenho esportivo; falso desempenho off-road; falsa otimização do ‘artefato’ chamado automóvel. Burrice – não vejo outra palavra. Dirão que um suv é muito inteligente, enquanto um ‘tudo em um’, uma síntese do automóvel dos nossos tempos.
    Essa praga está acabando com as peruas, com as minivans, e já ameaçando os verdadeiros jipes. Passamos décadas otimizando cada um deles – peruas e minivans com interiores cada vez mais versáteis; jipes cada vez sendo mais dóceis e eficientes. É uma pena ver isso tudo indo pelo ralo.
    Não gosto de suvs, principalmente, por tudo isso junto: porque ‘tomam’ o lugar de alguma coisa reconhecida como ‘carro’; porque dão ao seu condutor o reconhecimento do que se entende como ‘motorista’ (em tempos em que o carro é vilão, pior pra quem gosta de carro, porque é essa ‘anta’ que nos representa); porque representam um retrocesso técnico (desperdício, caro hoje em dia) a título de ‘adequação aos tempos’; porque, junto com a ‘livre ostentação’, vem junto o desrespeito no trânsito, o ‘paguei, e daí?’, enfim, a barbaridade.
    Afinal, qual seria a razão pra alguém ‘escolher’ um suv?
    Lá no começo, disse que esse nicho foi espertamente criado (afinal a indústria procura entender o que o mercado quer). Porque isso tudo diz sobre os ‘valores’ que prezamos hoje. Ostentação, arbitrariedade, falta de respeito, de ética, de senso. Qualquer marca hoje percebe a tendência emburrecida desses nossos tempos, que confunde ‘valor’ com ‘preço’, ‘folga’ com ‘espaço’, ‘agressividade’ com ‘velocidade’. Sempre gostei de carros brancos – são mais frescos. Acho que poucos entendem a nova onda do carro branco: dão destaque no cinza da cidade, sim. Mas principalmente (e opticamente falando): faz um carro parecer maior do que é. E é exatamente isso que interessa aqui: parecer, mais do que ser.
    Meu pai sempre diz: enquanto tiver otário no mundo, malandro não passa fome. Ou: todo dia, um otário e um malandro saem de casa e vão acabar se encontrando.
    Dá um prêmio aí pra esse cara que inventou essa bagaça. Que sucesso, hein?
    Sejamos felizes.

  • Raimundo M.

    Jeep menor que Renegade tá difícil e ficaria só num estudo. Criticam o Renegade pelo espaço diminuto do porta-malas, isso porque usa sistema de suspensão traseira multibraço e o estepe rouba espaço para bagagens. Sendo Jeep, a tração 4WD terá que está presente e o estepe pendurado não é bem visto em outros mercados, além de ser um nicho de mercado, pois suvs subcompactos só há aos montes na Ásia.

    O B-CUV da Fiat pode ser um produto exclusivo nosso, mas chamo a atenção conciliar um veículo mesmo de apelo urbano, pode ser mais simples que 500X e Renegade, só que na teoria não deverá interferir na meta da FCA tornar o Renegade líder ou está entre os primeiros no ranking.

    ix25 e KX3 são incógnitas, mas há outros pontos como preço. Será que o ix25 teria preço competitivo com a saída do Tucson antigo, isso se a CAOA assumisse essa operação? A Kia ou grupo local cobram uma fortuna pelo Soul, tanto que é uma raridade ver a nova geração nas ruas , diferente da geração anterior que vendia que nem água. O KX3 sugere ter preço superior ao Soul, então aqui seria outro produto que não teria preço interessante.

    Captur aqui? Não sei se a Renault apostaria nele mesmo tendo testado aqui. A Dacia estaria desenvolvendo a futura geração do Duster que irá crescer mais para poder levar sete passageiros e com isso, dizem, abririam espaço para um suv menor, no caso menor que o atual Duster. A depender do desenvolvimento desses produtos, a Renault aqui pode continuar com a ideia de ofertar veículos de baixo custo, só que com a legislação de segurança mais forte no exterior, a presença de mais air bags deve sugir como opcional, bem como mecânica mais eficiente.
    Nessa ótica, a Renault aqui evitaria o Captur que precisa de uma linha de montagem dedicada por usar plataforma diferente, além de outros investimentos como oferta de motores mais potentes, ajuste com câmbios mais eficientes tipo o EDC, etc. Num futuro não muito distante, a Renault aqui teria Oroch e vou chamar de Grand Duster o suv de sete lugares, a priori, inédito na categoria, e abaixo, um suv menor, diga-se com porte similar aos concorrentes, garantindo, ambos, custo/benefício.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Notícias por email