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Oligopólio é a origem do preço alto no Brasil, segundo economista

mercado-1 Oligopólio é a origem do preço alto no Brasil, segundo economista

De acordo com o economista Antônio Delfim Netto, a origem dos preços altos dos carros e demais produtos no Brasil é resultado do oligopólio e da ineficiência da economia.



Segundo o também ex-ministro, “é importante considerar que o Brasil é um país no qual o imposto em geral é a maior justificativa para as coisas custarem mais, mas quando você desce aos detalhes, vai que ver que existem realmente coisas que são muito mais caras no Brasil porque nós somos muito menos eficientes. Normalmente, a taxa de retorno é maior do que nos demais países, não nesses últimos meses, nesses últimos dois ou três anos, mas ela é seguramente maior do que no mundo.”

Delfim Netto continua: “Isso basicamente, se deve ao fato do Brasil ser uma economia oligopolizada. Não há competição, quando há competição, ela tem restrições muito grandes, de forma que você não tem realmente um processo competitivo funcionando como funciona em quase todas as economias do mundo.”

O economista explica que o Brasil é uma economia fechada, onde quem produz geralmente tem um monopólio. No setor automobilístico, por exemplo, foram criados mecanismos de proteção que impedem a competição, mesmo com novos fabricantes entrando no país.

Delfim diz ainda que as empresas sobrevivem neste cenário porque pedem ajuda ao governo, buscando redução de impostos ou processos para ajudar no aumento da produção e vendas. Até vendem a ideia da fabricação de novos carros nacionais com esse objetivo.

“São paliativos que não resolvem. Na verdade, essa indústria foi protegida desde o início. A proteção era correta, tanto é verdade que o país teve um sucesso enorme, ainda que ela tivesse bons lucros como continua tendo”, segundo Netto, que conclui:

“O correto seria submeter as empresas a um processo de competição, obviamente você tem uma capacidade muito superior à aquela que você pode consumir internamente e exportar. O Brasil detesta competição, só finge que compete, não há um setor no Brasil que seja autenticamente competitivo e isso significa que tem gente se apropriando de recursos.”

[Fonte: Auto Informe]

Agradecimentos ao Samuel de Oliveira Cursini.

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