Combustíveis Governamental/Legal Mercado

Outro projeto propõe fim de veículos a gasolina e diesel em 2060

Outro projeto propõe fim de veículos a gasolina e diesel em 2060

O futuro dos automóveis e demais veículos no Brasil está tramitando no Senado Federal, mas não apenas em um projeto de lei, como o PLS 304/2017, que está causando grande agitação no país.


Com limites bem próximos, como 2030 e 2040, o projeto acima assustou muita gente, embora ainda tenha um caminho longo a percorrer até virar lei, se isso acontecer um dia.

Contudo, existe outra proposta de mesmo teor, sendo ela o PLS 454/2017 de autoria do Senador Telmário Mota (PTB/RR). Este texto é bem diferente daquele do PLS 304/2017 e dá um prazo maior para restrição.

Essa proposta estabelece o fim da comercialização de veículos novos (sem definição de segmento) com motor a combustão em 1 de janeiro de 2060, excetuando-se os movidos exclusivamente por biocombustíveis, que seguiriam adiante.

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O interessante é que o PLS 454/2017 estabelece ainda uma meta com redução gradual na participação de veículos movidos por gasolina e diesel no mercado nacional a partir de 2030.

Nesse caso, a cota para 1 de janeiro de 2030 seria de 90%. Ou seja, o mercado nacional teria que dispor de 10% das vendas de veículos abastecidos apenas com combustíveis renováveis e ecológicos.

Para 1 de janeiro de 2040, a meta seria de 70%. Então, teríamos 30% para os biocombustíveis. Por fim, em 1 de janeiro de 2050, a cota seria de apenas 10% dos veículos vendidos, que poderiam ser abastecidos com gasolina (flex incluso) ou diesel.

Outro projeto propõe fim de veículos a gasolina e diesel em 2060

No texto, o Senador Telmário Mota cita o aumento da frota de 32 milhões em 2001 para 93 milhões em 2016, e argumenta:

“Diante desse crescimento acelerado da frota circulante que se deu nos últimos anos, faz-se necessário repensar a utilização de combustíveis fósseis. Precisamos estimular o uso tanto de veículos elétricos quanto de veículos movidos exclusivamente a biocombustíveis, cujo processo de combustão resulta em menos poluentes lançados na atmosfera.”

Mota reitera: “Restringir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis é uma das medidas necessárias para reduzir o aquecimento global causado pelas diversas atividades humanas. Ademais, contribuirá para a redução de doenças causadas pela poluição atmosférica, especialmente em crianças e idosos, nos grandes centros urbanos.”

O senador também é favorável à substituição desses combustíveis fósseis por eletricidade, visto que o país possui produção de energia relativamente limpa. O PLS 454/2017 está em tramitação na Comissão de Meio Ambiente (Secretaria de Apoio) com o relator Senador Jean Paul Prates. Confira o texto na íntegra nesse link.

[Fonte: Agência Senado]

Agradecimentos ao leitor “Alemão”.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • 4lex5andro

    Deveriam retirar a proibição do diesel. Que os (inúteis) estamentos burocráticos se ausentem e deixem o mercado decidir, simples.

    • Raul Cotrim de Mattos

      Foi-se o tempo…

    • Clementino Zelador

      se fôsse prá depender do mercado ainda estaríamos andando de carroça puxada a burro.

      • Holandês Louco

        “mercado ainda estaríamos andando de carroça puxada a burro.”

        Claro…
        Claro…
        toda revolução da informática dos últimos 40 anos não foi realizada pelo mercado [sarcasmo]… só pra comparar

        acho que você quis dizer que se dependesse do governo ainda estaríamos andando de carroça, melhor exemplo disso é o Trabant produzido pelo governo da Alemanha Oriental.

        • Toyo_Highlander fan

          Nem queira comparar o custo de produção de um veículo elétrico com um simples notebook. Por mais que a industria avance na produção de veículos elétricos e torne supostamente mais barato sua produção, JAMAIS eles se tornarão acessíveis no brasil.

      • Marcio Souza

        Concordo, pois teve que impor lei para itens de segurança. Com isso modelos ultrapassados como a Kombi não tiveram vez. Torço para que o governo adote o Latin NCAP para acabar com essas carroças 3 estrelas.

  • th!nk.t4nk

    Os usineiros devem estar comemorando muito esses projetos que permitem apenas motores a combustão com biocombustíveis. Vai ter Uno com escada no teto movido a etanol até 2100, olha que maravilha.

    • Tiago

      Densidade energética:
      Etanol 8.300 Wh/kg
      Bateria de ions de lítio 250 Wh/kg

      Não sei como será o mercado em 2100, mas hoje, e no futuro próximo, os BEV não são viáveis MUNDIALMENTE, mais nas ilhas de riqueza – noruega, california, holanda etc. Para o mundão precisaremos de todas as soluções para diminuir as emissões de co2

      • th!nk.t4nk

        Claro que num futuro próximo a viabilidade mundial pro mercado de eletromobilidade é limitada. Mas cá entre nós, você realmente acha que não tem dedo do lobby dos usineiros nestes projetos? Acha mesmo que estão pensando no meio-ambiente? Desculpe, mas não cola. Estes projetos têm grandes interesses por trás, não se engane.

        • Tiago

          Os lobbys têm a caraterística de se importar consigo mesmo, cabe a nós, de uma maneira geral, pará-los quando houver conflito de interesses. Agora, excluir o etanol de um planejamento sustentável eu não concordaria, com ou sem o lobby dos usineiros, que a gente sabe que existe.

      • Eduardo 1981

        Na tua conta não entra a evolução das baterias.

        • Tiago

          No futuro próximo não se espera muito além disso, incrementos de 10~15%, enquanto os motores a combustão devem aumentar a eficiência em mais uns 5%. Ou seja, esse GAP não dá sinais de que vai deixar de existir tão cedo.

          • Jr

            Creio que vc esta sendo pessimista demais, as baterias estão evoluindo e com as leis dos países ricos a tendência é que o investimentos nelas seja multiplicados por vários X, diferentemente dos carros a combustível fóssil, aliás as próprias montadoras estão diminuindo investimentos em carros movidos a combustível fóssil

  • Raul Cotrim de Mattos

    Até lá o próprio mercado já terá matado os veículos a combustão…

  • Racer

    Político financiado por usineiro…ou dono de usina…Esta corja não sabe nada, a não ser mamar em dinheiro público.

  • Piston head

    2030 parece perto. 2060 parece longe. 2045 seria o meio termo, mas até lá, como disseram acima, o próprio mercado o fará. Eu às vezes fico meio desolado com essa transmutação a qual está passando o automóvel. Parece que tudo o que entendo pelo assunto caminha para o fim, dando lugar a um gadget e o que conhecemos hoje será extremamente restrito e caro na próxima década (Ou ainda nessa).

    • Rodrigo Ultramari

      que o digam nossos avôs/bisavôs, que precisavam regular ponto no bigode atrás do volante, né!

  • NYC_Man

    Ainda bem que todo o restante já está resolvido.
    Aí só faltará resolver esse mesmo.

  • Wolfpack

    leiam este artigo e analisem o que ocorre na Europa hoje. Estão tentando entubar a todos com veículos EVs, mas parece que o consumidor não quer saber disso, então terão que obrigar via impostos, taxas e restrições. Viva a Europa e sua política de intromissão na vida das pessoas. Claro que vcs já sentiram que a pressão será grande sobre o Brasil, já observaram o cerco ao Brasil quanto a Amazônia, meio ambiente. Essa turma tira o foco deles e de suas usinas de carvão para colocar o holofote nos outros. Tire a calefação das casas na Suécia e verá o que acontece. Essa turma destruiu o meio ambiente até ontem e agora cobram dos paises como o Brasil que siga suas políticas restritivas, mas com uma grande diferença, eles acumularam dinheiro com a exploração ambiental, óleo, etc. como a Noruega, França, Suécia. Agora querem que esqueçamos isso e pedem ajuda para eles cumprirem o que prometeram a população nutela cuja última cria é Greta Thunberg. E a midia burra brasileira, como a Globo, CBN, Bandeirantes, Folha, compram isso bem barato. Daqui a pouco vão te impedir de comer carne, acredite.

  • julio cesar zancan

    Até lá, já morri!

    • kirig

      eu também

  • marcelo ortega batista

    Incentivar o Etanol, subindo preço da Gasolina e abaixando do Etanol.

    Eliminar veículos passeio a Diesel inclusive caminhonetes de shopping, renovar frota de caminhões , usar biodiesel.

  • zeh

    … acho que deveria ser proibido políticos se manifestarem com regras e leis que estrapolam tempo de mandado deles…o cara nem sabe como vai estar ano que vem… tanta coisa pode acontecer…. fica criando regras pra 2060…

  • Natán Barreto

    É ridículo com o mundo todo falando em 2030, 2040, vir esse senhor e sugerir até 2060 o monopólio dos combustíveis fósseis.
    É uma piada mesmo. O atraso não sai da gente de jeito nenhum

    • Jr

      Atra$$$$$$$o nada, muito lobby e intere$$$$$$$$e por tra$$$$$$$ di$$$$$$o

  • kirig

    Em seus devaneios, os políticos entendem que só fazer a lei basta, e ela deve ser cumprida. Sem pensar de onde virá a viabilidade.
    Havia um vereador em minha cidade nos anos 60 que queria revogar a lei da gravidade para resolver o problema de água.Mágico!
    Nem sabemos que tipo de tecnologia usar para movimentar automóveis, como saberemos como será com avião, navios, trens e caminhões que transportam tudo aquilo que é útil para a humanidade.
    A intenção é precipitada, e provavelmente não devemos estra usando o petróleo em 2050 como matriz principal.

  • RicardoVW

    Haha! No Brasil! Só quando acabar o petróleo!

  • Clementino Zelador

    até lá ninguem aqui tá vivo.kkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Toyo_Highlander fan

    Esse tem sido o papel fundamental do Congresso. Servir de capachos da NOM. Destruir o direito das pessoas de ir e vir e o direito de propriedade do veículo automotor. Querem empurrar a força goela abaixo o uso de bicicleta. Carro elétrico nem se fala pois, pelo preço cobrado hoje é impossível uma pessoa comum de classe média pagar 150 mil por um elétrico mais barato hoje vendido no mercado.

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