Lançamentos Peruas Peugeot

Veja a avaliação completa da nova Peugeot 206 SW Escapade

PERUA AVENTUREIRA
206 Escapade faz a Peugeot aderir à onda “off-road light?
Suspensão recalibrada deixa a versão a 24 cm do solo; motor é 1.6 de até 113 cv
por LU?S PEREZ
Peugeot 206 SW Escapade – Agora é a vez de a Peugeot transformar sua perua derivada de compacto em pseudo-“off-road?. Depois da Fiat (com a Palio Adventure) e da Volkswagen (com a Parati Track & Field), a marca francesa está lançando a 206 Escapade, baseada na SW, mas com suspensão recalibrada, que ficou mais alta 25 milímetros em relação à versão que a originou no Brasil e 45 milímetros se levado em conta o modelo europeu. Assim a versão fica com 24 centímetros de altura livre do solo, a maior da categoria – a de sua concorrente Palio Adventure tem 17,5 centímetros.

Pneus de uso misto foram elaborados especialmente para a nova versão
Revelada em primeira mão por Interpress Motor ainda no final de julho, a Escapade não tem apenas mudanças cosméticas, conforme já havia adiantado a este repórter o diretor-superintendente da Peugeot, Bruno Grundeler, durante evento anterior de lançamento. A engenharia da fábrica lançou mão de novos pontos de apoio no sistema de suspensão dianteira e traseira, que é totalmente independente nas quatro rodas, além de amortecedores recalibrados e com maior curso. À primeira vista, o modelo decepciona, sobretudo quem esperava um visual mais agressivo. Escapade vem do francês (então pronuncia-se “escapáde” e não “escapêide”) e tem o sentido de uma viagenzinha curta de um dia ou um fim de semana, por exemplo.

Peugeot 206 SW Escapade – Detalhe em cinza que dá toque “off-road” também adorna a traseira
Essa nova versão traz ainda pneus de uso misto (Pirelli Scorpion, na medida 175/70 R14), rodas de 14 polegadas e é o único a trazer de série freios com sistema eletrônico ABS (antitravamento), que previne a perda de controle em caso de freada brusca, coisa rara para automóveis desse porte, e protetor de cárter.

Detalhes em cinza na dianteira; traseira traz emblema
Para reforçar o caráter fora-de-estrada (a Peugeot batizou o modelo de “cross station?), chega com protetores pretos que “nascem? no pára-choque dianteiro e se prolongam pelas caixas de roda até o pára-choque traseiro.

À frente, um detalhe estético, em cinza, ajuda a compor o visual, completado por barras longitudinais no teto, capas dos retrovisores externos, maçanetas e pára-choques na cor da carroceria. O carro traz ainda faróis e lanterna de neblina. Seu maior objetivo, de acordo com a Peugeot, é transmitir idéia de valentia e robustez e ao mesmo tempo não perder as linhas harmônicas que marcam a família 206.

Amarelo Persépolis e vermelho Aden, cores exclusivas da 206 Escapade
Peugeot 206 SW Escapade – Por dentro o veículo incorpora uma série de detalhes cromados, como as saídas de ar. Há ainda detalhes de alumínio no painel de instrumentos, nas pedaleiras, nas soleiras das portas dianteiras, na manopla do câmbio e nas maçanetas internas das portas e do porta-luvas. Até o revestimento dos bancos vem em tecido exclusivo, que permite maior aderência do motorista com o assento.

Nova versão oferece ar-condicionado e freios com sistema ABS de série
Desenvolvido no Centro de Produção de Porto Real (RJ), o carro procura oferecer eficiência na condução em trechos urbanos e ser prazeroso a quem não dispensa uma estrada de terra. Não é difícil. O desempenho dos Peugeot costuma ser “nervoso? e propiciar esportividade na medida.

Para garanti-la, o motor que equipa a Escapade é o 1.6 16V Flex, com potência entre 110 cv (cavalos) e 113 cv, com gasolina e álcool, respectivamente. De acordo com números fornecidos pela fábrica, a Escapade acelera de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos e é capaz de atingir 194 km/h de velocidade máxima.

A suspensão foi calibrada para proporcionar conforto também na terra
Peugeot 206 SW Escapade – Com previsão de início das vendas para 19 de outubro (coincidindo com o Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece de 19 a 29 do próximo mês, onde terá um espaço com temática aventureira), a 206 Escapade chega em uma versão única de acabamento, com um bom pacote de itens de série – inclui ar-condicionado, direção hidráulica, regulagem de altura do banco do motorista, entre outros itens. Seu preço será de R$ 49.850. A Peugeot espera vender 800 unidades por mês apenas da versão Escapade (outras 800 unidades mensais seriam distribuídas entre a SW 1.6, com 600 veículos, e a SW 1.4, com 200). Não deixa de ser otimista.

Início das vendas será em 19 de outubro, dia de abertura do Salão de SP
São opcionais itens como airbag para motorista e passageiro, ar-condicionado automático, toca-CDs (e seu comando no volante) e retrovisores com acionamento elétrico. Há duas novas cores, exclusivas para a versão: vermelho Aden e amarelo Persépolis (além do preto e de dois tons de cinza). A Peugeot também leva às revendas 56 acessórios para ajudar no figurino da Escapade – protetor do farol de neblina, soleira em PVC e grade para proteger a bagagem são alguns deles.

Interior vem com detalhes cromados, incluindo console central
Como era de esperar, a versão final da Escapade brasileira, que empresta o nome de um carro-conceito apresentado no Salão de Paris de 1998, é mais conservador do que o modelo apresentado à época pelos designers. Por conta disso o modelo não tem estepe integrado à tampa do porta-malas (soluções adotadas por Volkswagen CrossFox e Fiat Idea Adventure) ou quebra-mato (nem sequer estilizado, como nos modelos da Fiat). Mas promete fazer a Peugeot entrar num mercado em alta. No caso da Fiat, a linha aventureira responde por metade das Palio Weekend vendidas.

Peugeot 206 SW Escapade
FICHA TÉCNICA
Peugeot 206 Escapade
Motor: dianteiro, transversal,
quatro cilindros em linha, 16V,
flex, 1.587 cm³ de cilindrada
Potência: 110 cv (gasolina) a 113 cv (álcool) a 5.600 rpm
Torque: 14,2 kgfm (gasolina) a 15,5 kgfm (álcool) a 4.000 rpm
Direção: hidráulica
Câmbio: manual, de cinco velocidades
Suspensão: dianteira com rodas independentes, pseudo-McPherson, com amortecedores hidráulicos integrados; traseira com rodas indepdendentes, barras de torção transversais e barra estabilizadora
Freios: a disco nas quatro rodas, com ABS (antitravamento)
Dimensões: 4,04 m de comprimento; 1,65 m de largura; 1,52 m de altura; 2,44 m de entreeixos
Peso: 1.148 kg
Tanque: 50 litros
Porta-malas: 313 litros
Preço estimado: R$ 49.850
[Fonte: Interpress Motor]

Hatches Lançamentos Sedãs Volkswagen

Novo Polo 2007: Avaliação completa do compacto premium que agora está mais barato e reestilizado

Em abril de 2005, o mundo conheceu o novo Polo, cujo estilo passava a seguir as diretrizes da marca na Europa. Na época, a montadora afirmava que, no Brasil, o modelo não passaria pelas mesmas atualizações. Mais de um ano depois, eis que a nossa versão, lançada em 2002, surge com ar europeu. E este novo Polo, que começa a ser vendido por aqui no fim do mês, será também uma das atrações do estande da VW no Salão do Automóvel, entre os dias 19 e 29 de outubro, em São Paulo (SP).
A aparência do modelo, que continua disponível nas versões hatch e sedã – esta inexistente na Europa –, melhorou. Perdeu os belos faróis com conjunto duplo, mas ganhou uma chamativa grade do radiador. Se o estilo do hatch já era conhecido, o do sedã é novidade; apesar da mesma dianteira do monovolume, ele conta com desenho traseiro novo e mais envolvente. Suas lanternas são inspiradas nas da perua Spacefox, produzida na Argentina.
Fora a reestilização, a VW efetuou o reposicionamento de preços na linha e incluiu mais itens de série no carro. Com isso, pretende aumentar as vendas da família. Todavia, na parte mecânica nada muda: mesmos motores, mesmo câmbio. Tudo o que existia no antigo Polo está ali. Mas isso não é um problema para o carro, que sempre teve virtudes no rodar. Na avaliação, realizada entre a capital paulista e ?guas de São Pedro, no interior paulista, o Polo reafirmou suas aptidões: boa dirigibilidade e estabilidade em curvas.
ESTILO
O detalhe marcante na dianteira do Polo é a grade do radiador. Ela tem formato trapezoidal, e as linhas de seu contorno seguem até o pára-choque, fazendo um desenho em V. Os faróis, embora mantenham estrutura redonda, perderam o conjunto duplo. De qualquer maneira, o novo desenho deixou a parte da frente do carro mais contemporânea. Na traseira do hatch, o vidro vigia também termina sutilmente em V, dando ao veículo aspecto dinâmico.
As lanternas redesenhadas passam a vir com elemento circular no centro. Este detalhe, embora marcante, parece um pouco grande para as dimensões do hatch. Já no sedã, com dois elementos circulares no meio de lanternas retangulares, há mais harmonia na traseira. Além disso, a tampa do porta-malas ficou mais alta, quadrada e ganhou um pequeno spoiler, o que deixou o Polo Sedan com visual mais imponente que o carro comercializado até agora.
Segundo a Volkswagen, a traseira do Polo Sedan foi desenvolvida pela subsidiária brasileira em parceria com a matriz, na Alemanha. É diferente do hatch, com desenho concebido, primeiramente, para o mercado europeu. A lateral não passou por mudanças. Todavia, suas rodas de liga leve – ou calotas, dependendo da versão de acabamento – passam a contar com novas características.
O interior traz poucas novidades: agora, o banco é revestido com novo tecido. Além disso, o rádio, item opcional, conta com desenho renovado. A lista de equipamentos de série foi mantida: há ar-condicionado, direção hidráulica, desembaçador traseiro, volante com regulagem de altura, entre outros. Mas agora o modelo vem também com sensor de estacionamento. Outro destaque fica por conta do “Tilt Down”, que inclina o retrovisor direito em manobras de estacionamento. Entretanto, estes últimos dois itens podem ser retirados da lista de equipamentos de série do carro, para atender a frotistas e pedidos especiais.
DESEMPENHO
Na parte mecânica do Polo, tudo continua como antes. São oferecidas duas versões de motorização, 1.6 bicombustível e 2.0 a gasolina, a segunda disponível apenas no sedã. Avaliamos o hatch e o sedã equipados com o propulsor mais fraco, que responde por cerca de 95% do volume de vendas da família. O teste foi realizado em um percurso de quase 200 quilômetros, marcado por curvas, ondulações na pista e vias de trânsito rápido. Nos trechos, notou-se que os atributos do Polo continuam chamando a atenção: estabilidade, boa posição de dirigir e visibilidade.
Entretanto, os 103 cavalos e 14,5 kgfm a 3.250 rpm, com álcool, são números que deixam a desejar, especialmente no sedã. Nas retas e descidas, ele vai bem, auxiliado pelo câmbio de engates precisos. Porém, é preciso efetuar repetidas reduções de marchas na subida, condição em que o modelo de três volumes sofre demasiadamente. Segundo a VW, ele acelera de 0 a 100 km/h em 11,2 segundos e atinge velocidade máxima de 175 km/h. Se usar gasolina, a potência do motor cai para 74 cv e o torque para 14,3 kgfm, também a 3.250 rpm.
Embora a Volkswagen divulgue que o hatch também acelera de 0 a 100 km/h em 11,2 segundos, a impressão é de que o carro é bem mais esperto que o sedã. Ele não deixa de sofrer nas subidas, mas não na mesma proporção de seu irmão de três volumes. Segundo o fabricante, a velocidade máxima atingida pela versão monovolume é 189 km/h. Não avaliamos o modelo equipado com motor 2.0, importado da Alemanha. Mas de acordo com a VW, ele rende 116 cv e 17,3 kgfm a 2.400 rpm, levando o Polo da imobilidade a 100 km/h em 10,3 segundos e atingindo 201 km/h de velocidade máxima.
MERCADO
Além do estilo renovado, a outra boa novidade do Polo é o preço. Para o sedã, a Volkswagen manteve os R$ 39.990, mas inclui os itens já citados, sensor de estacionamento e “Tilt Down”. No sedã, houve redução de R$ 1.184, ficando o valor final em R$ 41.990, com os mesmos novos equipamentos de série do hatch. Segundo Berthold Krueger, vice-presidente de Marketing e Vendas da VW do Brasil, a expectativa é aumentar o atual volume de vendas do carro em 30%.
Em 2005, foram vendidas 20.832 unidades do modelo. Neste ano, de janeiro a agosto, a VW comercializou 6.776 hatches e 8.261 sedãs, números referentes à versão com motor 1.6. No caso da primeira configuração, o objetivo é ultrapassar o líder entre os hatches equipados com motor 1.6 e 1.8, o Ford Fiesta. Para a versão de três volumes, espera-se apenas reduzir a diferença para o primeiro colocado, o mesmo Fiesta.
Das unidades vendidas, o sedã 2.0 representa entre 4% e 5% do total, e a montadora não pretende alterar este mix. O Polo hatch é oferecido nas versões 1.6 e Sportline. Já o sedã está disponível na 1.6, Comfortline 1.6 e Comfortline 2.0. Além dos opcionais já citados, a carro pode ainda ser equipado com freios ABS, airbags, bancos e volante revestidos de couro, rodas de liga leve, entre outros.
Ficha técnica    VW Polo 1.6 hatch    VW Polo 1.6 Sedan
Motor    Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro
Cilindrada (cm³)    1.599    1.599
Potência (cv)    101 a 5.750 rpm (G) 103 a 5.750 (A)
Torque (kgfm)    14,3 a 3.250 rpm (G) 14,5 a 3.250 rpm (A)
Câmbio    Manual de cinco marchas
Comprimento (m)    3,91    4,19
Largura (m)    1,65    1,65
Altura (m)    1,50    1,50
Entre-eixo (m)    2,46    2,46
Porta-malas(l)    250    435
Peso (kg)    1.105    1.126
Suspensão    Independente, tipo McPherson, com mola helicoidal integrada e barra estabilizadora na dianteira; interdependente, com braço longitudinal e barra helicoidal na traseira
Freios    Dianteiros a disco e traseiros a tambor
Tanque (l)    45
Preço    a partir de R$ 39.990    a partir de R$ 41.990
[Fonte: UOL]

Antigos Clássicos Comprando e Vendendo Mercado

Carros antigos: um mercado sem preços de tabela

Dá para imaginar um mercado que não tem valores definidos para seus produtos? Essa é a situação com a qual se depara quem pensa em comprar um carro antigo. Muitas vezes, um modelo com preço estipulado em cerca de 10 mil reais, por exemplo, pode chegar a custar o dobro disso, ou até mais. É que o sentimento do proprietário em relação a esses automóveis geralmente acaba falando mais alto.
Para ser considerado antigo, o carro precisa ter sido fabricado há mais de 30 anos, e os itens dele têm de ser todos originais. Para receber a placa preta do Detran, identificando o modelo como um clássico de coleção, o veículo passa por uma avaliação feita por clubes particulares. “Se alguém quiser ter seu Fusca reconhecido como antigo, tem de levá-lo a um grupo organizado de colecionadores do carro”, explica Romeu Siciliano, proprietário da loja e oficina RS Automóveis Antigos.
Já a definição do preço é bem mais subjetiva. Vale muito mais um modelo que está com pintura e estofamento originais, por exemplo. E algumas vezes não adianta gastar muito dinheiro com restauração. “Acontece sempre de a pessoa colocar 40 mil reais em um carro, e o valor dele continuar sendo de 20 mil”, conta Romeu.

Segundo o empresário, a maioria dos proprietários de automóveis antigos só vende um item de sua coleção quando precisa muito de dinheiro. “É por isso que não dá para ter uma tabela de referência de preços, acaba sendo uma negociação livre.”
Mesmo desconsiderando o valor sentimental, o preço desses carros também varia muito. ?cones dos anos 70, como o Landau, podem custar de 15 mil a 30 mil reais, se estiverem em excelente estado de conservação. Já a Variant e a Kombi, da mesma década, chegam a valer até 15 mil reais. No entanto, “é preciso ter em conta que esses não são carros difíceis de se encontrar”, afirma Romeu. “Eles não podem ser comparados a um clássico dos anos 40.”
Quanto mais velho for o carro, mais vai aumentando a diferença de preço entre um modelo conservado e um mais “batido”. Um Impala conversível, assim como um Ford sedã, ambos fabricados na década de 60, podem custar de 50 mil a 100 mil reais.
E qual será o carro considerado caro? “Aquele que a pessoa não pode comprar”, responde Romeu. “Se tiver condições e vontade de gastar, o cliente vai achar até barato.” O vendedor conta que alguns fregueses procuram modelos até mesmo pela placa, por eles terem pertencido a seu pai ou avô. Neste caso, muitos não medem esforços para satisfazer a vontade de ter aquele automóvel de estimação de volta às mãos da família.

Eduardo Toledo, diretor administrativo de uma empresa de cobrança, comprou na semana passada um Landau ano 1983. Por ter apenas 23 anos, o carro ainda não é considerado antigo, mas já tem história suficiente para ser um item de coleção. Ele foi fabricado a pedido do então presidente do Brasil, João Baptista Figueiredo, com diversos itens personalizados. O brasão da República está estampado ao lado do vidro lateral traseiro, e os bancos dianteiros são divididos em dois, e não inteiriços, como no modelo original.
Na negociação, Eduardo colocou seu Puma GTS de 1980 como parte de pagamento e deu mais 15 mil reais.Valeu a pena? “Claro, eu já estava procurando um carro desse tipo e, com essa história que ele tem, fiquei encantado.” No entanto, o modelo não está conservado como seu novo proprietário gostaria. O estofamento do carro já está um pouco deteriorado.

Eduardo considera-se um apaixonado por automóveis antigos, mas não um colecionador. “Tenho apenas meia dúzia de carros na garagem.” Entre eles, um Fusca 1976, que foi de seu pai, um Jeep Willys 1951, uma picape do exército, de 1953, e um outro Puma, este de 1974. Todos estão com placas pretas. Além de seu mais recente investimento, ele tem uma Belina ano 1980 ainda sem a placa que identifica o carro como antigo. “Mas já está quase lá, faltam apenas quatro anos.”
O próximo carro do executivo deve ser um Karmann Ghia. “Mas eu ainda não estou procurando, porque senão eu vou achar e não vou ter condições de comprar.” Segundo ele, gastar dinheiro com carros antigos é uma doença, “quando você começa, não pára mais”.
Na garagem da loja, localizada no bairro do Sacomã, normalmente ficam expostos cerca de 80 carros. Somados aos que estão à mostra no show room, na avenida dos Bandeirantes, a coleção ultrapassa os 100 modelos.

Uma vez por mês, Romeu também abre as portas do Museu do Automóvel de São Paulo, que foi fundado por ele há sete anos e fica no Ipiranga. “O papel do museu é cultivar o público que vai comprar carros antigos daqui a 20 anos”, explica Mônica Siciliano, filha de Romeu e diretora da entidade. Com mais de meia década de existência, a casa já tem mostrado alguns frutos. “Hoje muitas crianças vão até lá e ficam impressionadas, pois acham que esses veículos não existem, só aparecem em filmes.”
Mesmo assim, para Mônica, muita gente ainda não respeita a história desses automóveis. “Pessoas chegam aqui e acham um absurdo pagar por um carro antigo o mesmo que investiriam em uma Cherokee.”
De acordo com a administradora, o importante é que, de dez anos para cá, mais gente tem dado atenção a esse mercado. “Empresários e artistas estão procurando bastante esses carros”, conta. A expansão tem feito com que os automóveis não fiquem apenas nas mãos dos velhos colecionadores. “Essa é a evolução pela qual estamos trabalhando.”
Marco Aurélio Zanni, da Agência AutoInforme
*Todas as fotos da matéria são de carros expostos para venda na RS Automóveis Antigos.
Serviço:
RS Automóveis Antigos
Show Room: Avenida dos Bandeirantes nº 5051 – Planalto Paulista
Fone: (11) 5533-0877
Loja e Oficina: Av. Almirante Delamare nº 85 – Sacomã
Fone: (11) 6914-7357

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Rua 1822 nº 1.472 – Ipiranga
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