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Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Um dos carros esportivos mais emblemáticos do Brasil foi o chamado Passat Pointer, como ficou conhecida a versão GTS do fastback da Volkswagen, que foi produzido no país dos anos 70 até o fim dos anos 80.


O modelo ganhou fama de bom carro e fez sucesso nas pistas de corrida do Campeonato Brasileiro de Marcas.

No entanto, o Passat Pointer era o suprassumo de performance da VW na ocasião, embora tenha tido o Gol GT como rival no início de carreira, sendo este também convertido em GTS.

O modelo marcou uma época em que não haviam importações oficiais de automóveis, onde a criatividade ficava a cargo das montadoras.


Equipado com o bom motor AP 1.8, o Passat Pointer era um clássico já em sua época, visto que – além do Gol GT – havia o mais moderno Chevrolet Monza S/R.

Então, este carro, que ostentou a sigla GTS (em breve retornará, para ou não alegria dos entusiastas) tem agora sua história contada.

Passat Pointer

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Em 1984, a Volkswagen lançava no (isolado) mercado nacional o esportivo Passat Pointer, que ostentava um sobrenome na versão GTS, que surgira um ano antes, ainda na atualização anterior.

Caracterizado pela cor vermelho Flash, embora existem outros opcionais, como o preto Onyx, o fastback dos anos 70 empolgava.

No ano anterior, o Passat havia recebido um facelift que tirava os faróis duplos quadrados da segunda atualização e empregava quatro faróis quadrados em molduras cromadas.

O conjunto – um dos mais belos e harmônicos dos clássicos nacionais – tinha refletores laranjas nas laterais, mas os piscas ficavam no para-choque.

Como a nomenclatura havia mudado de TS para GTS em 1983, o para-choque do primeiro foi mantido, em cor preta e ainda com lâmina cromada, mas com spoiler bem destacado na parte inferior.

Atrás, a barra de proteção expunha a parte inferior da lataria. O escape era simples, mas com ponteira cromada.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

As rodas de liga leve, agora raiadas e de fundo preto, tinham aro 14 polegadas e pneus 185/60 R14, o melhor que se podia ter em medida de pneu para esportivos naqueles bons tempos.

O nome Pointer aparecia nos protetores laterais e na traseira.

Os retrovisores eram pretos e a grade ostentava um badge “1.8”. A sigla GTS só estava presente nas laterais do carro, diferente do modelo GTS anterior.

Por dentro, o Passat Pointer tinha o mesmo painel do anterior. O cluster era extremamente clássico e essencialmente alemão, hoje com equivalente em estilo apenas em alguns carros da BMW.

Tinha velocímetro, conta-giros em posição central e mostrador esquerdo com nível de combustível e temperatura da água, fora as poucas luzes-espia.

Havia ainda um indicador de marcha entre eles. O volante de quatro raios (com quatro botões de buzina) tinha o brasão heráldico do Castelo de Wolfsburg, que deu nome à cidade construída junto com a fábrica da VW.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Havia um console abaixo do painel, que ostentava três mostradores: voltímetro, pressão do óleo e relógio analógico. O câmbio era curto e com pomo convencional.

O painel era rudimentar e tinha comandos de ar condicionado (opcional) ainda por alavancas, além de sistema de áudio com toca-fitas.

Os bancos em tecido eram da Recaro e bem envolventes, tendo padronagem em dois tons.

O Passat Pointer tinha vidros verdes, para-brisa degradê, banco traseiro com apoio de braço central e até opção de teto solar manual sem persiana interna.

Com 4,290 m de comprimento, 1,600 m de largura, 1,355 m de altura e 2,470 m de entre eixos, o Passat Pointer tinha 362 litros no porta-malas.

Porta-malas esse cuja tampa era pequena (não existia mais o de tampa grande) e seu tanque tinha 60 litros, suficientes para mais de 600 km na estrada.

Foi vendido apenas com duas portas.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Pesando 980 kg, o Passat Pointer começou sua carreira ainda com o não menos famoso motor AP 1.8, herdado do Santana, ostentando assim 85 cavalos na versão com gasolina e 92,5 cavalos numa configuração para uso de álcool.

Com câmbio de quatro marchas longo, o esportivo perdia força, mesmo com 15,2 kgfm a 2.600 rpm.

Assim, fazia apenas 13,4 segundos de 0 a 100 km/h e tinha máxima de 166 km/h. O consumo era de 7,4 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada, com álcool.

O Passat Pointer tinha suspensão dianteira McPherson e traseira por eixo de torção quase entre as rodas traseiras.

Atualização

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

Em 1985, a VW decidiu dar um visual mais atual ao Passat Pointer, que foi a primeiro da marca alemã a ganhar para-choques envolventes, feitos de poliuretano e moldados de forma bem interessante.

Eram pretos e tinham os piscas dianteiros no lugar que seria dos faróis de neblina.

Faixas decorativas pretas foram adicionadas na parte inferior das laterais, enquanto as lanternas ganharam frisos pretos, realçando e escurecendo as lentes.

Por dentro, o Passat Pointer 85 vinha ainda com a maior novidade, um novo painel. O cluster analógico tinha uma cobertura mais moderna e com comandos próximos das mãos.

A instrumentação agora incluía relógio digital e vinha num layout com velocímetro e conta-giros dominando, este último com nível de combustível e temperatura da água.

As luzes-espia eram bem interessantes. O conjunto era emprestado do Santana, que deu ainda o volante de “quatro bolas”.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

A disposição dos comandos do ar condicionado e dos difusores permaneceu a mesma, enquanto o console recebeu instrumentos como voltímetro e pressão do óleo em display quadrados.

Além do rádio-toca fitas, existia ainda um porta-fitas mais abaixo. O câmbio tinha alavanca curta, mas com engates precisos e macios.

Aliás, o Passat Pointer 85 passou a ter cinco marchas, todas com velocidade, diferente do 4+E do Santana. A atualização reduziu o tamanho do carro para 4,262 m.

Mantendo os bancos Recaro e o layout bem contemporâneo (da época), o esportivo mantinha o motor AP 1.8 de 92,5 cavalos no álcool.

No derradeiro ano do Fusca e do Alfa Romeo 2300 Ti, o Brasil perdia, mas ganhava o Passat Pointer agora com (falsos) 99 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 3.600 rpm.

Era o AP-1800S, que deveria ter em torno de 105 cavalos em realidade. Culpa da carga tributária da época.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

O peso caiu 10 kg e com a nova relação, o fastback esportivo ia de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e com máxima de 170 km/h.

Entretanto, o consumo subiu para 6,3 km/l na cidade e 9,9 km/l na rodovia.

O Passat Pointer permaneceu dois anos com características únicas no layout e mais dois lutando em desvantagem com o Gol GTS.

Em 1988, a Volkswagen encerra a produção do Passat após 897.829 produzidos na Anchieta, em São Bernardo do Campo, e Taubaté.

Na ocasião, o Passat Pointer foi vendido ainda como linha 1989, ostentando filetes vermelhos e cores mais neutras.

Após quatro anos sem mudança, o modelo sai de cena ao mesmo tempo em que aparece nos show rooms o Gol GTI.

Era realmente a hora de dizer adeus…

Passat TS

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho

A história do Passat Pointer como um carro esportivo, começou em 1976, quando a VW lançou o Passat TS.

Com quatro faróis circulares (normalmente eram dois) e faixas laterais com a sigla TS, o fastback tinha para-choques com lâminas de aço cromadas.

A grade se fundia com o conjunto ótico, tendo acabamento cromado envolvente.

Interessantes eram as rodas de aço estampadas com protetor de ponteira (o copinho) e o volante de três raios de aço polido, bem como aro em couro e sigla “TS” ao centro.

Os instrumentos auxiliares eram outra sensação. Os bancos eram envolventes e o ambiente tinha até rádio toca-fitas.

Entretanto, o Passat Pointer tinha suas deficiências e uma delas era a falta de vidros elétricos nas portas.

Com sua saída, o sobrenome virou nome de produto em 1994, sendo este o hatch de quatro portas, derivado do Logus.

Passat Pointer: história, visual, anos, motor e desempenho
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Ⓜ️arcelo

    E as maracutaias sempre fizeram fazem parte da cultura da empresa alemã.

    “…mas ganhava o Passat Pointer agora com (falsos) 99 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 3.600 rpm.

    Era o AP-1800S, que deveria ter em torno de 105 cavalos em realidade. Culpa da carga tributária da época.”

    • th!nk.t4nk

      Na verdade qualquer carro que você meça a potência, vai dar diferenças pros valores divulgados. É assim com carro americano, japonês, coreano, etc. Imagina nessa época entao. Se a revista X mediu 105 cv, outra oficina poderia ter medido um valor menor, ou maior. Ainda estaria dentro da margem de erro pra potência divulgada, tranquilamente. Isso acontece até hoje.

      • Ⓜ️arcelo

        Sim, uma margem de erro “não proposital” que, por um acaso, acabou rendendo altos lucros para empresa. Mas você tem razão, nada premeditado, só coincidência que o carro tinha 99cv e a próxima faixa de carga tributária começava a partir dos 100cv.

        • th!nk.t4nk

          Sinceramente? Nesse caso culpo mais a política burra de amarrar o imposto a uma limitaçao de potência. Isso nao faz sentido nenhum. Que colocassem uma curva progressiva de taxa no preço do veículo, já que na época nao se tinha o referencial de consumo/emissoes. Ou como os japoneses fazem, pegar a área do veículo no chao (pra taxar pelo tamanho). Mas nao, quiseram usar a taxaçao mais burra possível, ferrando com toda a engenharia pra dar uma potência exata. Governo gênio.

          • TchauQueridos

            Assim como no Dieselgate, culpa da política burra de controle de emissões de poluentes.
            Ferraram toda a engenharia.

      • Breno Zanata

        Não é revista tal, são dados fornecidos pela fábrica, estilo dieselgate.

    • Verdades sobre o mercado

      Na verdade Chevrolet fazia o mesmo com Monza e Fiat com Tempra.

    • Paulo Lustosa

      Fiat, Ford e GM também faziam isso, sobretudo a Ford com o 2.3 OHC que girava 6500 RPM e tinha 120 cv mas somente possuía 99cv declarados para não ter sobretaxa e competir de forma menos desleal com o Opala 4Cil.

    • Ernesto

      Haters gonna hate!

  • Ricardo

    Sonho de consumo, um dia ainda terei um Passat GTS Pointer 1988 bordô, mas é praticamente inviável, inteiros conservados ou já restaurados estão absurdamente caros e comprar um detonado para restaurar também sai absurdamente caro, o negócio é tentar achar algum mais ou menos por aí e com preço justo. Gostaria de colocar injeção eletrônica e dar uma melhorada na suspensão, fazer o tal do Restomod.

    • meneghelli1972

      Aqui em Limeira sempre vejo um parado próximo a uma revenda de carros é igual esse que você procura na mesma cor e parece estar muito conservado.

      • Ricardo

        Então não vende ou vai querer pelo menos uns R$ 30.000.

        • meneghelli1972

          Não sei se esta a venda mas se tiver interesse 1934539700 Gijo multimarcas.

          • Ricardo

            Tem um amarelo no site, mas está muito carro de baiano! Haha

  • zarath rocha

    Por favor, alguém pode me explicar tecnicamente como um carro antigo em comparação com os de hoje (carburador, velas sem eficiência, entre outras coisas mais rústicas) podia fazer médias boas de consumo com álcool ??? “Assim, fazia apenas 13,4 segundos de 0 a 100 km/h e tinha máxima de 166 km/h. O consumo era de 7,4 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada, com álcool.”

    • Ricardo

      Combustível melhor e motores não flex, Hoje o combustível é uma M e os carros flex trabalham meia boca com etanol e meia boca com gasolina. Acredito que hoje, um motor 1.6 100% gasolina de alta octanagem faria fácil 15 km/l na cidade e 20 km/l na estrada.

      • nbj

        Teria consumo de carro europeu.

    • Alvarenga

      Um dos fatores é que o peso dos veiculos aumentou devido itens de segurança e conforto, alguns desses itens sendo consumidores diretos de energia, como Ar condicionado e Direção Assistida.. Outro é que o transito piorou muito.

      • Verdades sobre o mercado

        Tem também a questão do peso, os veículos atuais na média são mais pesados que os antigos em função de vários itens que os automóveis foram ganhando.

        • visanpai

          Ainda acrescentaria a ausência do catalisador.

        • 4lex5andro

          Os carros hoje estão, não só mais pesados, estão maiores e mais potentes.

          Compactos de hoje como Onix, ou Hb20, são praticamente do tamanho de um Monza hatch ou Escort (médios premium) daqueles tempos.

          E em potência, um motor 1,0 hoje rende 25 a 50% mais com a mesma emissão de gases de um Uno Mille.

    • Daniel Albuquerque

      Norma de medição diferente pois hoje a NBR que se aplica dá uma diferenca minima de 30% sobre o divulgado pelas fabricas anteriormente, motores monocombustível com taxas de compressão e regulagens mais apropriadas ao álcool, diferença de peso médio devido às normas de segurança estruturais e os equipamentos, de consumidores elétricos, cambios com acerto usualmente mais longo 3+E/4+E…

    • Cristiano

      Nem precisa ser tão antigo, um amigo teve um Astra sedan 1.8 a álcool, comprado zero km creio que em 2003, no trajeto urbano diário dele fazia 8 km/l com ar-condicionado direto ligado, uns anos depois, de tanto a mulher encher, comprou uma Space Fox, flex, também zero, logo que foi lançada (2006 ou 2007), que fazia 6 km/l nas mesmas condições.

  • Alvarenga

    Foi o segundo sonho de consumo. O primeiro foi o charger RT.

  • zekinha71

    Quando eu ouço a palavra Pointer me vem a imagem do VW Pointer, pra mim o mais belo VW até hj, e quando ouço a palavra Passat me vem a imagem do Passat Pointer.
    Se uma pessoa me fala que tem um Passat nunca imagino que possa ser um zero km, mas um dos anos 70/80.

    • Eduardo 1981

      Eu tb!!

    • 4lex5andro

      Se for o Pointer, irmão do Logus e primo de Verona/Escort, em 93-96…

      Foi um erro da Volks em lançar um produto que nem bem era perua, e nem hatch esportivo.

      O Pointer foi um 2 1/2 volumes (noteback) esportivo de 5 portas (configuração do Escort Guarujá importado), quando o que se propunha naquele período para esportivos eram hatchback de 3 portas (Gol GTi, Uno Turbo, Kadett GSi).

      E do outro lado, entre os sedãs, a pegada eram modelos 4 portas (como o Vectra, Omega e o Tempra recém-lançados que só saiam assim, com exceção do raro e pouco vendido Stile Turbo) como o Ford Verona, e nisso o (belo) Logus 2 portas acabou perdendo espaço.

      Resumindo, o que se tem ao avaliar esses carros, é um verdadeiro estudo de caso que mostra que, na Autolatina, a Volks perdeu mais e a Ford é que acabou ganhando quando comparados seus modelos em comum.

  • CanalhaRS

    A lata apodrecia que era uma beleza…

    • Rogério R P Jessy

      kkkkkkkk verdade, a caixa das portas que o diga.

    • nbj

      Mal de todos os carros daquela época! Se não me falha a memória, lembro que a Ford, nos anos 80, foi a primeira fabricante a colocar toda a carroceria em um banho de imersão de produtos contra a corrosão, dando uma garantia maior contra a ferrugem.

  • Eu adorava os bancos da Recaro, principalmente os que vinham nos esportivos dos anos 90 (Gol GTi, Kadett GSi etc). Pena que nenhuma montadora os fornece mais.

    • Vitor

      O negócio é encomendar da recaro mesmo

  • Fernando Carvalho

    Já tive 4 Passats na seguinte ordem: GTS Pointer 85 (Vermelho) , LS79 (marron), Village 88 (marron metálico) e há 2 anos atrás consegui comprar um GTS Pointer 1986 também vermelho e com ar condicionado igual ao primeiro. Ele está na minha garagem e com placas pretas (é ígual a 1ª foto deste artigo). Posso assegurar que foram os 4 melhores carros que já tive, assim como é padrão de ex donos de Passat. Continuo afirmando isso mesmo tendo atualmente uma Outlander V6 e Corolla Altis.
    Este meu Pointer atual faz um bem para o ego que vocês não podem imaginar. Nem preciso ir em terapeutas kkkk!!! Sábado pela manhã é o dia que me divirto com o meu “brinquedo”. Não deve nada para carros modernos com 33 anos a menos!!!.

    Os bancos RECARO então consituem um capítulo a parte. Quem já fez uma viagem sentado nestes bancos sabe o que eu estou falando. Atualmente só se fala nos malditos bancos de couro (fervem no calor e paracem um freezer no frio além da camisa enrolar nas costas do passageiro)

    Infelizmente existem notícias que a VW vai lançar o Polo “fake” GTS que não vai agregar nada, pois terá desempenho similar ou pior que o Golf com motor 1.4 TSI. O Passat GTS Pointer quando foi lançado desafiou os “esportivos” da época que tinham motores 6 em linha (Opala 4.1) e V8 (Maverick 5.0). Procurem reportagens na internet sobre isso e irão se surpreender com o desempenho dele comparado aos esportivos dessa época.

    Enfim o Passat Pointer GTS marcou uma época que mais de 30 anos após ainda é lembrada e agora vão colocar a sigla GTS no Polo que daqui uns 3 anos ninguém mais vai lembrar. Coisas de marketing.

    • Vitor

      Até pouco tempo atrás os bancos de couro eram “desejados”, quando se tornaram mais comuns, muitos começaram a pedir a volta dos bancos em tecido.
      Sei que parte dos consumidores de carros tem suas preferências, independentes de modismos ou contextos mementâneos e respeito isso, e também acho bancos em tecidos interessantes, desde que de boa qualidade e durabilidade.
      Mas que a opinião da maioria dos consumidores brasileiros é extremamente volátil, isso é. Ao menos na minha opinião.

    • Eduardo 1981

      Sempre fui fã dos bancos de veludo. Aquilo sim é confortável. A Fiat tinha bons bancos assim nos Tempra´s e Marea´s. Até alguns Palio´s o tiveram. Os Vectra´s de 2ª geração aqui no Brasil também os “ostentaram”. Na verdade, até Monza/Kadett GLS os tinham também.

      Alguém saberia informar algum carro atual com essa padronagem de tecidos? Ainda tem?

      • Racer

        Os bancos dos Monza/Kadett eram ótimos.

      • Paulo Lustosa

        Cobalt LTZ até 2015 vinha com bancos em veludo

        • Eduardo 1981

          Bah tchê, realmente, os GM ainda andavam vindo com bancos de veludo. Acho que algumas Spin tinham também.

      • Luis Fernando Pozas

        Eu TB acho… Bem mais confortáveis… Verona GLX e Versailles são uma boa referência de carros confortáveis com revestimento em veludo

    • RPM

      Rapaz….parabéns pelo passatão,ele foi um divisor de águas na indústria automobilística mesmo….e esses bancos recaro eram excelentes mesmo,tive um vota-te Sport e adorava…..

    • Julio Alvarez

      Veja, tive um Gol GTS que adorava, andava muito. Mas um Polo com motor 1.4 TSI tem 150 cavalos de potência, bem mais que o AP 1.8 da ėpoca. Também acho que esse Polo será esquecido rapidamente, os carros mais antigos tem uma aura que os atuais não tem, porem não é porque é antigo é que são melhores que os atuais. Se fosse assim, se tivesse demanda ,fabricariam o Passat até hoje.

    • Lorenzo Frigerio

      O Passat exemplifica bem por que o brasileiro tinha preferência por carros de DUAS portas, opção essa que a indústria carroçomobilísta do mercado fechado nos tolheu para lucrar mais. Lembrando que o Passat LSE, hoje esquecido por todos que escrevem sobre o Passat, era um autêntico TS de 4 portas.

      • Eduardo 1981

        Esse modelo LSE, que muitos o chamavam de “iraquiano”, foi o melhor passat de todos os tempos!

        • Lorenzo Frigerio

          O LSE já existia desde 1977 ou 1978, muito antes do rolo dos Iraques.

          • Fernando Gabriel

            Mas o LSE de 77 e 78, não tem as mudanças estruturais e conforto do 86/87 que ia para o “Iraque”.Apesar do Motor antigo, vulgo MD270 ante ao moderno AP1800, o LSE Iraquiano tinha como item de série AC, ganchos na dianteira e traseira, radiador de cobre, reforço estrutural, tecidos vermelho e cinza estilo veludo e tapeçaria mais densa.

            • Lorenzo Frigerio

              Meu pai teve um desses. Era muito bom de guiar. Os Passats de 83 em diante são mais macios.
              Chegaram a sair uns Passats 1.8 sem ser Pointer, como o Plus, mas os Iraque ainda são 1.6.

              • Ernesto

                Passat Village, Padock, Pointer e, se não me engano, tinha um outro.

  • Racer

    O Pointer vermelho era meu sonho de criança…..

    • Eduardo 1981

      Criança, adolescente e adulto…

    • Fabão Rocky

      Meu sonho de criança era o Kadett GSi.

      • Racer

        Outro carro top.

      • Eduardo 1981

        E o Monza S/R e o XR3 !!!!! No Kadett GSi eu já era adolescente. Mas me lembro do Kadett GS, ainda carburado, só saiu no ano de 1990. Era nave também!

        • Fabão Rocky

          Cara, qdo eu era garoto eu era aficcionado nos esportivos dakela época. Kadet GSi, Escort XR3, Monza S/R, Chevette S/R, Gol GTi, Passat Pointer, Uno Turbo, Corsa GSi, carros assim não fazem mais! Gostava mto dos notchbacks e dos carros de 2 portas. Hj em dia só se vê nas ruas hatches cada vez mais feios e mais quadrados.

      • 4lex5andro

        O trio testado na praia pela QR em 1986: Gol GT/Passat Pointer/Monza SR. Good times…

  • Bikudin

    Sinto muito mas não da pra acreditar q esse AP 1800 tinha só 92,5 cv e 14,9 de torque, com certeza era muito mais, lembro muito bem o quanto andava e o quanto tinha de força esse Pointer…afff.

  • Ananias Anacleto

    “Aliás, o Passat Pointer 85 passou a ter cinco marchas, todas com velocidade, diferente do 4+E do Santana.”

    Uma revisão de texto antes de publicar não faria mal ……. uma vírgula fora de lugar muda todo o sentido da frase (ou deixa sem sentido).

  • Aqui em Goiânia tinha um vermelho lindão com rodas Orbit, isso no início dos anos 2000. Nunca mais vi o carro.

  • Fabão Rocky

    Saudades desses carros! Por um mundo c/ mais carros c/ carrocerias assim. Hj n vemos mais nenhum fastback e nenhum notchback nas ruas. Cada dia q passa me inventam carrocerias mais feias c/ recorte de 90º na traseira, como por exemplo Fox, Polo (2002), Uno, Mobi, Up, etc. Não é à toa q este último tem o apelido de pote de sorvete.

  • Meu padrinho de batismo, levou meu presente de casamento num pointer, o último que recebera na concessionária que gerenciava.
    Lindo, preto metálico, completíssimo.
    Quase deixo minha festa pra depois.
    Fase áurea da VW, mandava no mercado e tinha sempre um extra.
    Hoje decaiu tanto, corre atrás do rabo, parece cachorro que caiu da mudança.

    • Lorenzo Frigerio

      “Preto Ônix”.

  • Lorenzo Frigerio

    Um “velhinho”, hoje, no supermercado:

    • Lorenzo Frigerio

      Parece que não dá para colocar fotos aqui; triste.

  • Iran Borges

    Minha mãe comprou um branco ts 1981 há uns 10 anos por 3000 reais. Como ela não dirige, eu e meu irmão é que dirigíamos. Botei o carro perfeito mecânica e esteticamente, repintei e fiz tudo q precisava, e nem gastei muito. O bicho andava muito, até hoje fico impressionado com o desempenho dele. Subia a serra de Nova Friburgo igual um canhão dando pau em carros modernos. Infelizmente um dia meu irmão pegou ele, bebeu, foi dirigir e praticamente deu pt. Ficou abandonado na rua de casa por uns 5 anos até o ano passado, em q ele trocou por uma smart tv de 32″ para minha mãe. A tv não durou 6 meses, pois caiu no chão e quebrou a tela, e não vale a pena consertar. O cara q comprou o passat botou o carro pra funcionar e tá rodando feliz.

  • 4lex5andro

    Sonhos de consumo na época, foi a segunda revista QR que comprara em 1986 com o teste comparativo de Gol GT, Monza S/R e esse Passat Pointer.

  • Fernando Gabriel

    Tive três passat’s, um LS 78, um 86 Village e um 87 LSE Iraque.DE todos, o Iraque era o mais robusto e mais bem acabado.É um carro que no auge, muitos queriam ter, mas que continue na lembrança, pois não há como comparar com os de hoje em dia.Pra começar, ferrugem por todos os lados. Sem segurança (AirBag, Abs, etc) pois a época não prezava por isso.AC só em pouquíssimas unidades ou no LSE Iraque, ou quando algum proprietário inventava de colocar um Ar de Santana ou da Refricentro (kkk), resumindo, bons tempos, mas que hoje, seriam sofrimento.

  • Breno Zanata

    Aprimorei muito da minha direção em um Passat TS branco, aos 13 anos, parte do tempo escondido do meu pai. Hj tenho 37, naquela época ele já era clássico.

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