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Perodua é da Malásia, mas sua alma é japonesa

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Perodua Kancil

Apesar de ser um país pequeno e ainda dividido entre o continente asiático e o arquipélago malaio, a Malásia tem pelo menos dois importantes fabricantes de automóveis. O primeiro é a Proton e o segundo é a Perodua.

A Perodua (Perusahaan Otomobil Kedua Sendirian Berhad ou Segundo Fabricante de Automóveis Privado Limitada) foi fundada em 1992 e antes era conhecida como “M2”, devido ao anonimato do empreendimento.

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Perodua Kenari

Sediada na parte asiática da Malásia, a Perodua lançou seu primeiro automóvel em 1994, sendo chamado de Kancil. Durante a fundação da empresa, a japonesa Daihatsu entrou de sócia com 20% do negócio, mas já chegou a ter 35%.

Assim, o Kancil e todos os derivados posteriores tinham origem japonesa. Ele era uma versão local do Daihatsu Ceria e foi fabricado até 2009. Depois surgiu a minivan Rusa (Daihatsu Hijet Maxx) e o Kembara, que nada mais é do que o Terios I.

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Perodua Nautica

Desde o início, o foco da Perodua foi kei cars, hatches compactos, minivans, utilitários leves e SUV compacto. Evoluindo pouco em termos de produtos próprios, a marca malaia começou a remodelar levemente seus carros em meados dos anos 2000.

Um dos modelos de maior destaque é o Myvy, um Daihatsu Sirion. Outro produto importante é o Nautica, a segunda geração do Terios, pouco conhecido no ocidente. O mais recente produto é o Axia, derivado do homônimo da japonesa no mercado indonésio.

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Perodua Viva Elite

Apesar do foco no mercado interno, a Perodua exporta para vários países vizinhos, mas poucos carros chegam ao Reino Unido através de importadores independentes. Os números são baixos e as vendas são feitas por revendas Proton, a fim de preencher as lacunas da marca rival. Em casa, ela disputa a liderança no segmento de entrada. Recentemente ela apresentou o conceito Buddyz, um vislumbre do primeiro sedã da marca.

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Perodua Myvy

Brasil

Com exceção da Irlanda e Malta, assim como o Reino Unido, a Perodua não tem presença no resto da Europa. Nas Américas, nenhum mercado recebe a marca. Por aqui, a marca chamou a atenção há alguns anos atrás.

Um flagrante feito por um leitor do NA, revelou a presença do Perodua Myvy (muito semelhante ao Toyota Passo/Daihatsu Sirion) em São Bernardo do Campo/SP. Algum tempo depois, a Toyota lançou o Etios, sendo assim o malaio um estudo para o projeto.





  • Filipe Machado

    Pessoal torce nariz para Chinês por aqui, imaginem um carro Malaio…

    A Proton eu conhecia de nome desde garoto quando jogava o International Rally Championship nos idos de 1999 rsrsrsrs Tinha um modelo deles no jogo – Wira

    http://img514.imageshack.us/img514/3785/protonwira18exidohcpertyx6.jpg

  • José Eduardo Borba

    E o Brasil, morreu com a Gurgel. A esperança, esta nos comerciais semi-pesados da Agrale….

    • rafael morozini

      um pouco a troller …

      • Pedro Henrique

        e tem a tac, mas ainda é praticamente um embrião

        • rafael morozini

          verdade …

      • Matafuego

        A Troller já era. É da Ford.

        • Bruno Silva

          Então a Jeep já era, é italiana!

          • Matafuego

            Meu comentário foi comparado à Gurgel, uma montadora genuinamente brasileira. A Troller, como pertence à Ford, não tem autonomia para decidir seus rumos.

        • motstand01

          Então a Land Rover é indiana, assim como a Jaguar. Sem falar na chinesíssima Volvo, rs.

        • rafael morozini

          Tac já era é da Zotye

          • Pedro Henrique

            poisé, parece que os cara da zotye lê o NA e quando viram os comentários pensaram “compra agora vai vai”

            • rafael morozini

              kkk

  • C.A.

    Parece bons carros. Pena que a indústria nacional morreu na década de 90. Não apenas os automóveis, mas a indústria militar e da materiais ferroviários também.

    • Pedro Henrique

      diga-se de passagem o tanque osório da engesa superou todos os concorrentes mas não vendeu por pressão politica…
      bem que o governo brasileiro podia usar o projeto pra fabricar pro próprio exercito, seria mais barato que comprar os alemães usados…

  • jkpops

    Somente a Agrale para realizar essa façanha de termos um carro nacional de inicio um caminhãozinho tipo HR, bongo não seria difícil pois se usasse a mesma base do famoso TX1100 com um motor MWM 4 cilindros já seria um começo também poderia arriscar em um popular na faixa de 30 mil reais mas isso já acho mais difícil pois o povo brasileiro dá ibope pra Hyundai mas não incentiva uma montadora local é só ver os frotistas a grande maioria despreza a nossa única montadora 100% nacional se pelo menos 10% dos frotistas de ônibus e caminhões comprassem ônibus e caminhões da Agrale a mesma teria um projeto mais ousado de talvez montar um carro de passeio tupiniquim…..

    • Hox

      A Agrale poderia começar com um SUV, já que é o segmento queridinho dos brasileiros.

    • C.A.

      O que complica é o preço elevado dos produtos (civis) da Agrale. Os comerciais são bons, mas ainda estão aquém da concorrência. Além do mais, em termos de caminhões, a Agrale só produz veículos leves… Não sei quanto aos tratores.

      • jkpops

        Vc está enganado irmão a Agrale evoluiu muito de uns tempos pra cá deixou de ser apenas uma empresa de veículos leves foi precursora do seguimento midi- bus é líder no mercado argentino de ônibus tanto que já produz ônibus articulado na planta argentina tem o modelo 14000 trucado além de ter um chassi para ônibus com motor dianteiro na categoria mais disputada do mercado a de 17 toneladas e também é fornecedora de caminhões para o exercito brasileiro realmente falta entrar no seguimento de automóveis de passeio mas falta apoio desse nosso governo FDP e confiança dos brasileiros em investir em produtos dessa marca..

        • C.A.

          Estou enganado? A Agrale só produz caminhões leves e seus veículos civis são muito caros — quase 200K o Marruá. Ela pode produzir chassis, mas não a carroceria do ônibus (como na primeira foto, que é um Marcopolo). Por fim, que consumidor ”investe” no carro das empresas? Isso é ilusão! A empresa precisa cativar o consumidor e não o contrário.

          • jkpops

            mas quem hoje produz Marcopolo e retirou seus monoblocos de linha a HVR que produzia ônibus integrais e pertencia à Busscar encerrou as atividades hoje o consumidor está ferrado se for comprar um ônibus tem que comprar o chassi e depois procurar uma encarroçadora seja qual for a marca MB,VW,Scânia,Volvo Agrale,Iveco etc…

            • C.A.

              Acho que a Mascarello e Caio Induscar compram o chassi, fazem a carroceria e vendem o produto final completo. Não sou da área todavia para afirmar isso…

  • afonso200

    sonho de consumo, uahsuhaushas

  • Bittencourt

    Bem, pode até ser malaia, mas fabrica carros desenvolvidos por japoneses; ao contrário da Gurgel, que desenvolvia seus próprios veículos.
    Ps: essa Viva parece a versão minivan do Etios!

    • 0terceiro

      Há algum ‘demérito’ no fato de que a Gurgel desenvolvia seus próprios veículos?

      Ser uma empresa nacional que só fabrica veículos desenvolvidos por empresas de fora não torna uma empresa tão diferente daquelas que são ‘de fora’ e apenas montam seus veículos aqui.

      • Bittencourt

        Você entendeu errado, eu estava dando crédito à Gurgel, por desenvolver seus próprios veículos, ao contrário da malaia, que “importava” projetos.

  • edgar__rj

    MyVi = UP

  • gustavo

    Consegue ser mais feio que Volks UP !!!

  • Blessa

    Pensa em um carro bonito, pensa…



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