Condução autônoma EUA Mercado Segurança

Pesquisa revela que motoristas mais velhos não confiam na condução autônoma

AVA-Image-media-1 Pesquisa revela que motoristas mais velhos não confiam na condução autônoma







A data está se aproximando: 2020. Esse é o ano em que a maioria dos fabricantes querem estar com parte de suas gamas de produtos equipadas com a tão aguardada condução autônoma. O que era ficção há 30 anos, agora está bem perto de virar realidade.

Nos EUA, a tecnologia que permite ao carro “enxergar” o mundo e guiar-se sem a ajuda do condutor deve mudar muito o mercado automotivo, já que tira do condutor a principal função a bordo dos automóveis, convertendo-o em passageiro por boa parte do tempo. Mas, se alguns esfregam as mãos ansiosos pelo carro que dirige sozinho outros, porém, não compartilham da mesma visão.

Uma pesquisa feita pela consultoria J.D. Power com 8,5 mil pessoas que adquiriram carros nos últimos cinco anos nos EUA, realizada entre janeiro e fevereiro, apontou que 81% da geração dos Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), estão receosos quanto à condução autônoma.

Ao contrário de grupo, que reúne motoristas de uma faixa etária bem alta, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2004) tem apenas 22% dos entrevistados que não confiariam em um carro que dirige sozinho, embora essa seja a geração que mais aprecia conectividade e infoentretenimento a bordo dos automóveis. Na pesquisa anterior, os Baby Boomers que recusaram a condução autônoma somavam 77%, elevação de 4%.

Porém, na Geração Z, o número de pessoas que não confiam na condução autônoma dobrou em relação ao resultado anterior, onde esse grupo representava 11%. Dessa geração, 23% disseram que não confiam na tecnologia que permite ao veículo dispensar o condutor. A J.D.Power analisa que o movimento é o contrário do que geralmente acontece com novas tecnologias.

Lidar-Puck-1 Pesquisa revela que motoristas mais velhos não confiam na condução autônoma

Quanto mais próxima da realidade, mas rapidamente cresce a curiosidade e a aceitação. Porém, devido à complexidade da condução autônoma, os consumidores estejam mais receosos em relação ao seu funcionamento, tal como do radar laser LIDAR (foto acima). A consultoria diz que a familiarização com a tecnologia é necessária e que os fabricantes devem investir mais em marketing e na divulgação da novidade.

Mas, como já sabemos, dependendo das leis locais, nem sempre isso funciona. Mais de um fabricante já teve que refazer seu material publicitário por conta de características de condução automática de seus produtos. Não se trata da condução plena, mas de sistemas que permitem ao veículo ter – em certas circunstâncias – autonomia na direção durante a condução.

Proprietários de modelos da Tesla, ouvidos na pesquisa, por exemplo, demonstram maior interesse na tecnologia do que outros, pois o fabricante californiano decidiu introduzir a condução semiautônoma em seus carros, aproveitando a experiência de cada motorista para aperfeiçoar a tecnologia, contrariando o que normalmente ocorre na indústria automotiva. Mas, provavelmente serão os primeiros a confiar plenamente nos carros que andam sozinhos.

No entanto, a pesquisa revelou que, se Baby Boomers e a Geração Z estão receosos sobre a condução autônoma, a confiança em tecnologias periféricas que fazem parte do grupo de sistemas dos carros que andam sozinhos, cresceu. Controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, entre outros, já estão entre as preferências de muitos consumidores ouvidos. No geral, recursos que aumentam a segurança são bem-vindos para a maioria, exceto a Geração Z, que foca mais atenção na conectividade.

[Fonte: Automotive Business]

Leia avaliações, notícias sobre carros e compare modelos em NoticiasAutomotivas.com.br.




Send this to a friend