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Peterbilt – Um madeireiro que resolveu seu grande problema

Peterbilt 334

Peterbilt 334

Theodore Alfred Peterman era um madeireiro da Costa Leste no começo do século 20. Ele tinha um grande problema para transportar as toras de madeira da região até os mercados consumidores, utilizando muitas vezes o rio para descer com o material ou mesmo tendo de modificar tratores para o transporte da carga.

Inicialmente, T.A. Peterman começou a modificar caminhões de outras marcas, a fim de resolver seu problema de logística. Com a experiência na modernização dos veículos, inclusive substituindo partidas à manivela por motores elétricos abastecidos por baterias, começou a almejar entrar no mercado de caminhões.

Peterbilt 358

Peterbilt 358

A Fageol Motors estava desde 1932 em processo de liquidação financeira e os ativos da empresa praticamente não valiam nada em 1938. Foi então que Peterman adquiriu a estrutura da falida montadora de caminhões – localizada em Denton, Texas – e passou a fabricar seus próprios veículos em 1939, fundando assim a Peterbilt.

Após a morte de Peterman, em 1944, sua esposa Ida vendeu a companhia para um grupo de apoiadores financeiros, mas apenas a fábrica foi vendida, o terreno ficou sob custódia da família. Os primeiros modelos foram os 260 e 334, desenvolvidos para transporte de carga em rodovias. Eles duraram até 1941, quando sugiram os 270 e 345.

Peterbilt 281

Peterbilt 281 1955 em cena do filme Encurralado

Paccar e o “temido” 281

Ainda em 1941, a Peterbilt avança para a Classe 8, a dos caminhões pesados com os modelos 354/355/364. Em 1949, estes são substituídos pelos populares “Iron Nose” 280/350. Cinco anos, surge o famoso 281/351. Este é o mesmo “temido” modelo usado por Steven Spielberg no filme “Encurralado”, produzido em 1971.

Em 1958, Ida Peterman vende o terreno da fábrica da Peterbilt para a Pacific Car & Foundry (Paccar desde 1971), que acaba adquirindo também a empresa. Ela já era dona da rival Kenworth desde 1944, mas deixou a nova aquisição como uma divisão separada. No ano seguinte, a fábrica ganhou um novo prédio para aumento da produção.

Peterbilt 379

Peterbilt 379 como Optimus Prime no filme Transformers

Durante os anos 60 e 70, a Peterbilt lançou vários modelos de caminhões e atualizou os mais antigos, sempre designado com o número “2” no começo, os modelos 6×2. No caso do “3”, era designado o veículo 6×4. A nomenclatura durou desta forma até 1981, com o último 362.

A partir de 1980, a Peterbilt expandiu sua produção para outras localidades, incluindo Quebec, no Canadá. Modelos como o 348 e o 387 duraram até meados dos anos 80. O 379 também teve destaque na linha da linha até 2003 e é o modelo usado no filme Transformers, no caso do personagem Optimus Prime.

peterbilt 372

Peterbilt 372

O 372 surpreendeu ao fazer 4,25 km/litro na estrada, pois era um Classe 8 de perfil exótico e aerodinâmico, descrito como tendo um olhar sinistro como de Darth Vader, bem como visual de “motor home” ou “capacete de futebol americano”. Foi feito de 1988 a 1993.

Como a Paccar adquiriu a holandesa DAF em 1996, a Peterbilt novamente passou a atuar no segmento COE, de caminhões menores com os modelos 210/220. Atualmente a empresa atua nos segmentos de Classe 5 (médios) e Classe 8 (pesados), tendo assim os modelos 220, 325, 330, 337 e 348 no segmento médio e 389, 579 e 587 como pesados. Há também modelos de utilização especial e ecológicos.

Peterbilt 265

Peterbilt 265 (Volkswagen 14-210)

Um brasileiro nos “states”

A Peterbilt nunca produziu caminhões no Brasil, nem mesmo a Kenworth e muito menos a Paccar. No entanto, a Volkswagen Caminhões começou a exportar para os EUA o modelo 14-210, rebatizado de Peterbilt 200/265. O modelo era feito no bairro do Ipiranga, São Paulo, e utilizava motor Cummins.

Atualmente, a Paccar usa no Brasil a holandesa DAF para atuar no segmento de caminhões, inclusive com uma moderna fábrica em Ponta Grossa, interior do Paraná, onde produz o modelo XF105.





  • Foxtrot

    Aposto que o caminhão da 3ª foto usa motor VW [trollface]

    • No_Name

      Kkkkk. Essa carreta fez muitas crianças que assistiram o filme a passarem a ter medo de caminhões por um bom tempo, inclusive eu.

  • Marcos Wild

    Essa cabine do 14-220 já foi da MAN na Europa, passou para a Volks no Brasil e depois virou Peterbilt nos EUA

    • Mazembe 2X0

      E continua no catálogo da Man Latin America como VW Worker e Delivery, um dinossauro.

      • Luis Burro

        Verdade! Assim como a Ford com o cargo 1119 pra baixo, reestilizacao de uma cabine da decada de 80.

        • Zetros1833

          Não só o 1119, mas, toda a linha Cargo. Essa cabine inclusive veio da Sterling, marca americana que pertencia à Ford, comprada pela Daimler e que encerrou suas atividades em 2010

      • Rafael Ribeiro

        Meu pai tem um 15.180 2011 com 12.000km rodados apenas e o caminhão é muito bom. No brasil inclusive o Worker vende bem mais que o moderno constellation. Geralmente a linha constellation só vende para caminhões exclusivamente rodoviários. Os que rodam em interior e estradas ruins são exclusivamente do modelo Worker. E eu acho bonito até

        • Zetros1833

          Depende do modelo. O Constelaltion foi e continua sendo o campeão de vendas da VW, principalmente o modelo 24.250 com motor Cummmins e agora o 24.280 com motor MAN D0836.

          O Constellation foi inclusive, o modelo responsável por desbancar a Mercedes da liderança do segmento de caminhões semipesados.

          Depois da chegada dos Constelaltion, os modelos Worker foram descontinuados, retornando em 2012 com motores Euro 5.

      • Renato Coletta

        não senhor 14-210 usa cummins 6 cilidros e 6 machas de 210 vc

    • jkpops

      No caso esse seria um equivalente ao nosso VW 7.110 mas na Alemanha utilizava motor MAN aliás MAN e VW há muito tempo caminham juntas dizem a MAN comprou a VW ônibus e caminhões mas pouca gente sabe que a Volkswagen é acionista majoritária da MAN..com mais de 30% sendo que os outros acionista tem poucas porcentagens na empresa quem tem direito de voto é a VW.

      • Zetros1833

        Sim, a VW AG é acionista majoritária da MAN com 30,5% das ações e fez uma proposta para aumentar para 55,9%, na época.

        Por outro lado, quem comprou a VW Caminhões e Ônibus do Brasil foi a MAN, mudando o nome par MAN Latin America.

        Já na Scania, a VW AG detém 98,1% das ações e 99% do direito de voto.

        • Marcos Wild

          A VW AG já possui 79% das ações da MAN

  • Bittencourt

    Matéria muito boa!
    Obrigado, NA!

  • Redpeak77

    esses caminhões americanos são bem peculiares…
    aí tentaram fazer um cara chata de europeu, virou essa coisa feia aí do 372…

  • Marq’s

    tenho um amigo que trabalha na fabrica da MAN em Resende/RJ e disse que esta cabine é uma mer** pra montar (controle de qualidade). Segundo ele a cabine é toda torta. kkkkkkk



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