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Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

A Peugeot 206 SW foi uma perua que a marca francesa vendeu no Brasil entre 2005 e 2008, tendo sido vendida com algumas versões, entre elas a famosa Escapade, que tinha apelo aventureiro.


Ela foi vendida nas versões Presence, Feline, Moonlight e Escapade, tendo aqui motores 1.4 8V e 1.6 16V, sendo este último com opção de transmissão automática.

A 206 SW tinha um estilo próprio e chamava atenção pelas formas, embora não tendo um porta-malas tão generoso quanto algumas concorrentes.

Diferente não só no visual, a Peugeot 206 SW – em relação aos modelos sedã e hatch – tinha suspensão traseira diferenciada, o que lhe dava mais conforto ao dirigir e estabilidade.


Foi um produto apreciado em sua época, embora a má fama dos franceses tenha vitimado a perua, especialmente por causa dos inúmeros defeitos e problemas do 206.

Peugeot 206 SW

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

A Peugeot 206 SW foi o segundos membro da família 206, já que após a chegada do hatch, nacionalizado em 2001, foi a vez da pequena station wagon, que deu ao mercado uma opção diferenciada no segmento.

Rival de VW Parati e Fiat Palio Weekend, a 206 em forma de perua podia ainda conquistar alguns clientes de minivans, que na época centravam-se nos modelos Fiat Idea e Chevrolet Meriva.

Com 4,028 m de comprimento, 1,664 m de largura, 1,460 m de altura, 2,442 m de entre eixos, a Peugeot 206 SW era na prática do tamanho da antiga perua Chevrolet Corsa Wagon, que nessa época era vendida apenas nos países vizinhos.

Tendo pouco espaço para bagagem, apenas 313 litros até a altura dos vidros, ela tinha pelo menos um estilo mais atual que suas rivais, nascidas na década anterior.

Estilo

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Charmosa, a Peugeot 206 SW tinha linhas fluidas, que apresentavam a marca do fabricante francês, sendo peculiar em seus desenhos. Com frente baixa e traseira truncada, ela não era tão esguia quanto Parati e Weekend.

A frente tinha grandes faróis duplos e esticados, que lembravam um olhar de felino. A grade diminuta ostentava o leão cromado da Peugeot, enquanto o para-choque era composto de moldura superior na cor do carro.

A parte inferior tinha faróis de neblina ovalados e uma boca grande para a refrigeração do motor. O protetor ainda tinha spoilers laterais que se harmonizavam com as bases laterais.

O capô chamava atenção pelas duas entradas de ar pretas, características do 206, que funcionavam para captação do ar para admissão. Era um dos charmes da 206 SW.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Com duas barras longitudinais no teto em cor preta, a Peugeot 206 SW chegou ainda com retrovisores parcialmente pretos. As colunas B e C também tinham o mesmo acabamento.

As portas envolventes tinham ainda protetores laterais arredondados e na cor da carroceria. As maçanetas das portas dianteiras eram quase embutidas, mas as traseiras se integravam ao desenho das colunas C.

Com colunas verticalizadas, o mesmo ocorria com as vigias laterais. Estas se fundiam com as lanternas traseiras, grandes e envolventes, que ladeavam a enorme vigia traseira, que ainda contava com defletor de ar superior em preto brilhante.

A antena no teto era bem pronunciada. O vidro traseiro era bem amplo e deixava a parte inferior da tampa com moldura sobre a placa, badge da Peugeot e nomenclatura do produto.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Essa tampa cortava o formato do para-choque, que mantinhas as molduras laterais como na frente, tendo a parte inferior rebaixada com luz de neblina central e dois refletores pequenos.

As rodas de liga leve aro 15 polegadas eram discretas e tinham pneus 185/65 R14. Por dentro, a Peugeot 206 SW vinha com um acabamento que aparentava qualidade e com tonalidade sóbria, com quase tudo preto.

Na versão Feline, o painel tinha instrumentação de fundo branco com velocímetro, conta-giros, nível de combustível e temperatura da água. Um pequeno display funcionava como hodômetro e tinha algumas funções de computador de bordo.

Ao centro, com linhas arredondadas, o console tinha um display superior para o sistema de áudio e também temperatura externa. A Peugeot 206 SW tinha som integrado com CD player em formato 1din, o que tornava o equipamento menos visado.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Os comandos remotos ficavam em haste no lado direito da coluna de direção, que era ajustável em altura.

O volante tinha aparência limpa e vinha com airbag, assim como a moldura no lado do passageiro, que separava o porta-luvas (de bom tamanho) e um porta-objetos superior.

Próximo da alavanca de câmbio, ficavam os comandos do ar condicionado. As portas tinham acabamento em tecido e alto-falantes disfarçados nas molduras. Porém, não havia comandos dos vidros elétricos nelas.

Estes ficavam entre os bancos e junto do ajuste elétrico dos espelhos retrovisores, sendo uma péssima posição, pouco ergonômica, evidenciando redução de custo no projeto.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Com espaço atrás mediano, a Peugeot 206 SW tinha banco traseiro bipartido com dois apoios de cabeça e cinto central subabdominal. Este assento, quando rebatido, permitia ampliar o bagageiro de 313 litros para 1.136 litros.

No compartimento de bagagens, a perua ainda possuía rede e ganchos para amarração de bagagem. A tampa tinha acesso fácil, sendo leve no manuseio, sendo a única da categoria com o vidro da tampa basculante.

Isso facilitava o acesso às compras ou bagagem leve com o carro estacionado em uma vaga com pouco espaço para abrir a tampa completamente. A solução foi a mesma encontrada, por exemplo, pelo Hyundai Tucson.

Com direção hidráulica, a Peugeot 206 SW era um carro bem confortável ao dirigir, tendo um ambiente aconchegante e exterior realmente bonito.

Oferecida nas versões Presence (1.4 e 1.6 16V), Feline 1.6 16V, Moonlight 1.4 8V e Escapade 1.6 16V, a Peugeot 206 SW viveu pouco tempo até chegar a sucessora 207 SW, que era o mesmo carro, só que atualizado aqui.

Peugeot 206 SW Moonlight

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A Moonlight foi uma série especial com 3.600 unidades, que envolvia também o hatch. O diferencial da série era a introdução do teto solar elétrico, que tinha persiana manual interna.

Este equipado era um diferencial na categoria, pois, nenhuma outra tinha. Além disso, apenas ela oferecia o equipamento na gama da Peugeot 206 SW.

A 206 SW Moonlight tinha ainda rodas de liga leve “Tornade”, escape traseiro esportivo e cromado, antena curta, bocal do tanque em estilo aeronáutico e frisos laterais exclusivos.

Havia ainda capa dos retrovisores imitando fibra de carbono e padronagem exclusiva dos bancos em tecido. Baseada na versão Presence com motor 1.4 8V, a Peugeot 206 SW Moonlight tinha ainda som especial com CD, MP3 e auxiliar.

Além de ar condicionado e direção hidráulica, trazia ainda vidros dianteiros elétricos, travamento central elétrico, retrovisores elétricos, faróis de neblina e chave com controle remoto.

Peugeot 206 SW Escapade

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Algum tempo depois, a Peugeot 206 SW ganhou uma versão bem mais estilizada, mas sem teto solar elétrico. Esta era a 206 Escapade, uma proposta aventureira para a pequena francesa.

Com foco nas opções “fora de estrada” de Fiat Palio Weekend e VW Parati, fora a onda aventureira que tomou conta das marcas francesas, ela foi o primeiro modelo do tipo na Peugeot.

A Peugeot 206 Escapade tinha elementos pretos nas molduras dos para-choque, sendo a parte central dianteira nessa cor e tendo a inferior com acabamento preto nas laterais e cinza ao centro, criando a imagem de um protetor metálico.

O mesmo era visto no para-choque traseiro, que tinha igualmente um protetor em cinza. Os frisos laterais eram pretos, tal como as molduras que envolviam as saias de rodas e se conectavam às saias laterais. As rodas de liga leve aro 14 polegadas eram exclusivas.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Parte dos retrovisores e as barras no teto eram igualmente pretos. Um degrau emborrachado ficava sobre o para-choque traseiro. Por dentro, o painel da Peugeot 206 Escapade tinha a parte central em cinza.

Outro diferencial era o pomo da alavanca de câmbio cromado. Os bancos tinham padronagem em tecido com costuras aparentes. Nos demais elementos do habitáculo, pedais de alumínio, maçanetas cromadas e soleiras exclusivas.

Porém, a Peugeot 206 SW Escapade tinha outros diferenciais, como a suspensão elevada em 25 mm, que trazia ainda pneus de uso misto 175/70 R14.

A altura livre do solo chegou a 240 mm e para alcançar isso, os semi-eixos do câmbio foram ampliados. Além disso, o protetor de cárter era mais robusto que nas demais versões.

A Escapade era equipada somente com motor 1.6 16V e transmissão manual de cinco marchas.

Motores

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

A Peugeot 206 SW foi oferecida no mercado com duas opções de motor, sendo elas 1.4 8V e 1.6 16V. O primeiro era um modelo que surgiu no fim dos anos 90, tendo quatro cilindros com bloco e cabeçote em alumínio.

O cabeçote tinha comando único de válvulas, tendo assim duas por cilindro e oito no total. O propulsor evoluiu mais parte para um 1.5, usado até pouco tempo na PSA, substituído em parte pelo Puretech 1.2.

Ele tinha 1.360 cm3 e taxa de compressão de 10,5:1, tendo 75 cavalos de potência a 5.500 rpm e 12,0 kgfm a 2.800 rpm. Ele recebeu tecnologia flex depois, passando a ter 80 cavalos na gasolina e 82 cavalos no etanol, obtidos a 5.250 rpm.

O torque era de 12,8 kgfm a 3.250 rpm, tanto com o derivado de petróleo quanto com o combustível vegetal. Já no caso do motor 1.6 16V, este também não chegou flex na Peugeot 206 SW.

Peugeot 206 SW: história, detalhes, equipamentos e versões especiais

Com cabeçote de duplo comando de válvulas, o propulsor de 1.587 cm3 e 10,5:1 de taxa de compressão, tinha 110 cavalos e 15,0 kgfm, obtidos a 5.750 rpm e 4.000 rpm, respectivamente.

No flex, ele passou a ter também 113 cavalos e 15,5 kgfm, ambos no etanol e obtidos a 5.600 e 4.000 rpm, respectivamente. O torque na gasolina caiu para 14,2 kgfm, mas a potência anterior se manteve.

O câmbio automático tinha quatro marchas e conversor de torque com modos Inverno e Sport, tendo ainda opção de trocas manuais na alavanca.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • João Senff

    Linda perua . Aliás dava um banho na Parati em qualidade e empatava com o Palio weekend em suar versões mais caras . Pena o porta malas sem pequeno para uma perua.

  • Lucas Durães

    A Escapade é, em minha opinião, a perua metida a aventureira mais bonita vendida no Brasil.

    • Yuri Lima

      Tambem acho, mas a Parati Crossover também é linda. Uma preta ou vinho são as mais legais. Além disso tinha opção com motor AP 2.0.
      Pena que a maioria hoje está na mão de tuneiros que colocam roda aro 19 e rebaixam o carro. Nada a ver com a proposta original.

    • Marcus Vinicius

      tão metida quanto a primeira montana

  • Marcus Vinicius

    O Sucessor foi vendido na Europa como 207 SW

  • oscar.fr

    O Peugeot nacional mais bonito que já tivemos no Brasil. Continua lindo até hoje.

  • MarcosGojira

    Esse carro era muito feio, destoava bastante do 206 e 206cc que eram lindos.

  • Daniel Deichmann

    Tive uma dessas, versão Feline, 2008 com todos os frufrus possíveis, inclusive a/c digital. Carro que mais me deixou saudades. Tive por vários anos, nunca me incomodou em nada. Era confortável mesmo usando 17″. O porta malas era menor que os concorrentes mas não era pequeno. O 1.6 16v mantendo na casa dos 90km/h era MUITO econômico e se apertasse o pedal do acelerador com vontade ela não fazia feio. Dos 14mil km até os quase 100mil km rodados foi só alegria.

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