Peugeot 307 Sedan: saiba tudo sobre o modelo vendido no BR até 2012

Peugeot 307 Sedan: saiba tudo sobre o modelo vendido no BR até 2012

Lançado em 2006, o Peugeot 307 sedan foi vendido no mercado nacional até 2012, sendo substituído por completo pelo Peugeot 408.


O sedã médio da marca francesa chegou numa época onde a marca ainda vendia o Peugeot 607 como topo de linha e saiu de cena quando o Peugeot 508 já era o maior três volumes do fabricante europeu por aqui.

O Peugeot 307 sedan foi uma solução imprescindível para um hatch médio que nascera em 2002 com opção de uma versão perua, a Peugeot 307 SW, assim como do 307 CC, que era um conversível de teto rígido retrátil.

Vendido aqui nas versões Presence, Feline e Griffe, o sedã não ganhou atualização visual de meia vida, porque surgiu já na mudança do produto, em 2007, e manteve os dois motores que lhe foram designados.

Peugeot 307 Sedan: saiba tudo sobre o modelo vendido no BR até 2012

Embora não tivesse uma traseira com o melhor dos estilos, o Peugeot 307 sedan satisfazia pelo amplo porta-malas, assim como bom espaço interno (especialmente a altura) e desempenho.

Vários itens de conforto e segurança davam ao 307 Sedan um conjunto apreciável, ainda mais que a Peugeot sempre adicionava um “algo a mais” para atrair os consumidores.

Carro familiar, o Peugeot 307 sedan deixava para o irmão 607 o status de executivo, enquanto o Peugeot 206 Passion (Sedan) ficava na base de entrada. Teve vida prolongada na China, onde surgiu originalmente.

Peugeot 307 sedan

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O Peugeot 307 sedan era um sedã médio intermediário entre o Peugeot 206 Sedan (Passion) e o Peugeot 607, que fora substituído posteriormente pelo 508.

Surgido em 2006, ele surgiu pára ocupar uma lacuna que havia sido deixada pelo Peugeot 306 Sedan em 2002, quando deixou de ser importado da Argentina.

Nesse período, a marca francesa não teve de fato um sedã médio, tendo um compacto e um grande. Assim, após quatro anos de ausência, a Peugeot finalmente conseguiu atender a demanda com o 307 Sedan.

Apesar de ter sido feito na Argentina, o Peugeot 307 sedan na verdade era um projeto executado para a China, através da Dongfeng-Peugeot, sendo este lançado em 2004.

Peugeot 307 Sedan – Estilo

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O Peugeot 307 hatch não havia nascido como um sedã, na verdade, ele contemplava apenas essa carroceria e a perua SW, sendo ambos tradicionais no mercado europeu. O 307 CC era o terceiro elemento.

Apenas dois anos depois é que a Peugeot executou o projeto de sua variante sedã para a China e, posteriormente, ampliou sua produção para a Argentina.

De estilo elegante, o Peugeot 307 sedan era feito sobre a plataforma PF2, conhecida internamente na montadora como “mutante”, pois era bem volumosa e transformava o interior em um salão bem amplo.

A frente tinha capô curto e com aplique frontal onde ficava o logotipo do leão, que era vazado para prover entrada de ar adicional ao motor.

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A grade principal era única e ficava no pára-choque, tendo esta frisos cromados na versão Feline, assim como bumpers laterais na cor do carro.

Integrados a ela também ficavam os faróis de neblina circulares com acabamento de moldura cromado. Por conta da enorme boca de refrigeração do motor, o Peugeot 307 sedan tinha placa dianteira rebaixada, rente à base do carro.

O protetor frontal ainda tinha saliências nas laterais, enquanto os faróis eram enormes e prateados no fundo, tendo dupla parábola com lanternas e piscas integrados.

O olhar frontal buscava inspiração no felino que é símbolo da Peugeot há 200 anos. Os para-lamas dianteiros tinham repetidores de direção, enquanto as rodas de liga leve de seis raios eram vistosas e com aro 15 polegadas.

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Estas eram calçadas com pneus 195/65 R15 e tinham o inconveniente de serem fáceis de raspar nas guias de rua. Os retrovisores eram pequenos, enquanto as maçanetas eram na cor do carro na Presence e cromadas na Feline.

Tendo colunas pretas, o Peugeot 307 sedan chamava atenção mesmo era pelo para-brisa bem avançado, que tornava o interior bem iluminado, porém, este ainda contava com teto solar elétrico na versão topo de linha.

A Peugeot decidiu não incorporar o teto panorâmico ao sedã, que assim podia ter abertura do vidro superior e ainda manter certa discrição, sempre associada aos carros de três volumes, preferidos por pessoas de maior idade.

Com vigias nas colunas C, estas eram mais estreitas que no hatch, enquanto as portas dianteiras e traseiras eram as mesmas do 307 normal e da versão perua.

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As portas tinham ainda frisos laterais na cor do carro. Já a traseira tinha porta-malas curto, mas de desenho pouco harmônico em relação ao restante da carroceria.

Isso era um mal que acometia alguns projetos de sedãs derivados de hatches, como a segunda geração do Ford Focus, por exemplo. A tampa era alta e abria até o para-choque, ocultando um imenso bagageiro de 520 litros.

As lanternas triangulares eram bem grandes e de lentes totalmente vermelhas, mesmo nas de ré, embora estas fossem mais claras. O para-choque tinha um bumper que envolvia o protetor por completo.

Logotipia cromada e antena no teto completavam o belo visual do Peugeot 307 sedan por fora. Na versão Presence, que era de entrada, o sedã tinha visual mais simples.

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A grade dianteira não tinha frisos cromados, enquanto os bumpers frontais eram pretos como a grelha. Nas laterais, as saliências na cor do carro da Feline eram pretas.

Da mesma forma, os frisos das portas (protetores) eram pretos também. Na traseira, o para-choque tinha o bumper envolvente na cor preta, o que caracterizava a versão de acesso.

Esta ainda vinha com rodas de liga leve aro 15 polegadas de desenho mais simples, parecendo calotas integrais. Por dentro, o ambiente do Peugeot 307 sedan era ainda mais aconchegante e bem montado.

Bem amplo, o interior do 307 Sedan vinha na versão Feline com detalhes cromados, muito couro e diversos itens de conforto a bordo.

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O painel tinha cluster analógico de fundo branco com visual muito elegante e chamativo, que atraía o olhar. Além disso, vinha ainda com um computador de bordo com grafismos vermelhos.

Com acabamento soft no conjunto frontal, o Peugeot 307 sedan tinha ainda difusores de ar e console central com acabamento cinza claro, com alavanca de câmbio automático tinha acabamento cromado, inclusive na base do seletor.

O volante em couro tinha coluna de direção ajustável em altura e profundidade, tendo ainda duas hastes auxiliares, sendo uma para o controle de cruzeiro com limitador e a outra para controle de mídia e telefonia.

As hastes principais eram para piscas e faróis, enquanto a outra era para limpadores e computador de bordo. No alto do painel, um display digital em cor vermelha apresentava temperatura externa e informações do sistema de áudio.

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Ele também apresentava os dados do sensor de estacionamento traseiro. Mais abaixo, os difusores de ar e então, aparecia o sistema de áudio 1din com CD player e Bluetooth.

Na versão Griffe, uma disqueteira com mais cinco CDs da marca Blaupunkt era oferecida de série. Logo abaixo, nessa versão, o ar condicionado já era automático com duas zonas de climatização.

Os pedais eram de alumínio na versão Griffe, que ainda vinha com teto solar elétrico e persiana retrátil manual. O Peugeot 307 sedan em sua versão mais completa tinha ainda sensor de chuva e crepuscular.

Além disso, vinha com vidros elétricos nas quatro portas com acionamento pela chave canivete, tendo ainda retrovisores com ajustes elétricos e rebatimento automático.

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A Peugeot oferecia ainda direção eletro-hidráulica, ar condicionado manual na versão Presence (a Feline era automático dual zone), apoios de braços centrais e escamoteáveis para motorista e passageiro, mas sem apoio de braço traseiro.

O Peugeot 307 sedan também oferecia regulagem elétrica da altura dos faróis e para-sóis com espelhos iluminados, bem como alerta de nível de óleo, próxima revisão e cintos com apoios de cabeça completos para os cinco passageiros.

O retrovisor interno eletrocrômico era outro item que aparecia a partir do Feline, enquanto a Griffe acrescentava uma tela no vidro traseiro para reduzir os efeitos da luz solar sobre os que estavam sentados atrás.

Na segurança, o Peugeot 307 sedan vinha basicamente com airbag duplo, freios ABS com EDB e sistema auxiliar de frenagem de emergência.

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O sedã vinha com freios a disco nas quatro rodas, além de suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. O Peugeot 307 sedan media 4,479 m de comprimento, 1,762 m de largura, 1,528 m de altura e 2,612 m de entre eixos.

Em 2010, o Peugeot 307 sedan ganhou pequenas alterações e uma delas foi a chegada de novas rodas de liga leve aro 16 polegadas com pneus 205/55 R16 nas versões Feline e Griffe, ficando a Presence com liga leve aro 15 polegadas.

Nessa mesma época, a versão Presence passa a dispor de uma segunda opção, a Presence Pack com motor 1.6 manual ou 2.0 automático. A topo de linha Griffe já não existia, ficando assim a Feline como mais completa e apenas automática.

Peugeot 307 Sedan: saiba tudo sobre o modelo vendido no BR até 2012

O Peugeot 307 sedan Presence Pack era uma versão simples, mas tinha alguns itens de destaque, como o teto solar elétrico, apesar dos bancos em tecido.

Contudo, não tinha piloto automático e nem sensor crepuscular, que eram itens apenas da versão Feline. Em 2011, essa era a composição das versões do 307 Sedan, que se despedia do mercado para a chegada de um modelo maior.

Enquanto durou, foi uma opção saudável para a Peugeot, que assim preparou bem a chegada do 408, porém, errando em ainda manter o defeituoso AL4 e o gastão 2.0 16V, vindo a corrigir posteriormente com o EAT6 e o 1.6 THP.

Motores

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O Peugeot 307 sedan chegou ao mercado nacional com duas opções de motor, sendo uma opção de acesso com 1.6 litros e outra para versões mais completas com 2.0 litros.

O primeiro era o propulsor 1.6 16V EC5 já atualizado com a tecnologia flex, tendo 1.587 cm3 e duplo comando de válvulas no cabeçote, sendo estes acionados por correia dentada.

Este motor de aspiração natural e injeção eletrônica multiponto serviu apenas à versão Presence, tendo com ele transmissão manual de cinco marchas.

Esse 1.6 16V entregava 110 cavalos na gasolina e 113 cavalos no etanol, ambos obtidos a 5.600 rpm. Já os torques eram de 14,2 kgfm no derivado de petróleo, enquanto com o combustível vegetal, fazia 15,5 kgfm.

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Trabalhando com etanol e pesando em torno de 1.350 kg, o Peugeot 307 sedan 1.6 ia de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e tinha máxima de 190 km/h. Na gasolina, o tempo de aceleração caía para 12,6 segundos.

O consumo na cidade era alto com etanol, fazendo este 6 km/l, enquanto na gasolina, obtinha-se 9,1 km/l. Na estrada, bebendo álcool, o Peugeot 307 sedan 1.6 fazia somente 7,4 km/l. Ele conseguia 11,8 km/l na gasolina.

Com desempenho mediano, o 307 Sedan na versão Presence era uma opção mais em conta, porém, com desempenho bem inferior aos demais. Tendo tanque de 60 litros, podia em teoria rodar até 708 km.

O Peugeot 307 sedan ainda tinha outro motor, o 2.0 16V padrão da PSA, que na época do lançamento só estava disponível com gasolina. De aspiração natural, ele tinha duplo comando de válvulas no cabeçote.

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Assim como o 1.6, não havia variador de abertura e fechamento de válvulas. Tendo 1.997 cm3, o 2.0 aspirado entregava 143 cavalos a 6.000 rpm e bons 20 kgfm a 4.000 rpm.

Com injeção eletrônica sequencial, o 2.0 16V – 4 válvulas por cilindro – permitia ao Peugeot 307 sedan ir de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e atingir 204 km/h de velocidade final.

Ele era equipado com transmissão manual de cinco marchas ou automática com quatro velocidades e conversor de torque, sendo esta caixa com opção dos modos Inverno e Sport, além de mudanças manuais em sequência na alavanca.

Conhecido como AL4, esse câmbio deu muita dor de cabeça para alguns donos, devido a falhas em diversos componentes, como as eletro-válvulas e no sistema de lubrificação, por exemplo.

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O consumo era condizente com o tamanho do motor, fazendo o Peugeot 307 sedan 2.0 AT4 7,8 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada. Nas versões Feline e Griffe, o sedã podia rodar teoricamente quase 700 km na rodovia.

Em 2010, o Peugeot 307 sedan ganhou motor 2.0 16V com tecnologia flex, que permitiu ao propulsor ter maior versatilidade no funcionamento com os dois combustíveis.

Na gasolina, esse motor mantinha os 143 cavalos anteriores a 6.000 rpm, mas no álcool, a cavalaria subia para 151 ginetes. Além disso, o torque também subia bastante, pulando para 22 kgfm contra 20 kgfm, também aos 4.000 rpm.

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Nesse caso, ainda com o câmbio automático AL4 e sem a opção manual, o Peugeot 307 sedan alcançava 206 km/h com aceleração de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos.

O consumo com etanol era muito alto, fazendo 5,5 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada, tal como o 1.6 manual. Na estrada com gasolina, o Peugeot 307 sedan 2.0 AT4 fazia 11,2 km/l e na cidade, obtinha 8,1 km/l.

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.