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Peugeot Landtrek tem versão com cabine simples em patente nacional

Peugeot Landtrek tem versão com cabine simples em patente nacional

A PSA fez dois registros de desenhos industriais no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – conforme visto na revista da instituição de patentes no Brasil. As duas são referentes à picape média Peugeot Landtrek, que chega ao mercado brasileiro em 2021.


Em um dos registros, a PSA adicionou a imagem da Landtrek em versão de cabine simples, indicando que a marca francesa vai explorar bem o potencial da picape no mercado nacional, acrescentando uma configuração focada no trabalho, o que ajudará muito nas vendas do produto por aqui.

Peugeot Landtrek tem versão com cabine simples em patente nacional

Na imagem, a Peugeot Landtrek CS tem para-choque preto e faróis duplos. Também pode-se notar as rodas de aço sem calotas, reforçando a ideia de um produto totalmente para o trabalho.

A caçamba segue o “estilo” das picapes chinesas, onde as guias com ganchos para amarração de carga são externos, diferente de projetos mais recentes no Ocidente. As colunas B são largas e apoios para pés nas laterais e retrovisores com aspecto aerodinâmico com repetidores de direção.

Peugeot Landtrek tem versão com cabine simples em patente nacional

A Landtrek CS terá ainda uma grade mais simples, diferente da versão topo de linha com cabine dupla, que está no segundo registro do INPI, onde ela aparece com acabamento diferenciado, assim como a frente com faróis de LED.

Na cor do carro, o para-choque dianteiro vem ainda com faróis de neblina, bem como protetor inferior. Rodas de liga leve estilizadas e retrovisores com câmeras do sistema de monitoramento em 360 graus, já divulgado pela Peugeot.

Peugeot Landtrek tem versão com cabine simples em patente nacional

Atrás, o para-choque é cromado e as lanternas em LED. Rack no teto e santantônio estão incluídos nessa opção. A Landtrek será fabricada em Montevidéu, exportada assim para Argentina e Brasil.

Apresentada mundialmente no dia 20 de fevereiro, a Peugeot Landtrek tem 5,33 m de comprimento e capacidade de carga de uma tonelada, já que sua motorização diesel é praticamente certa. Contudo, não se sabe qual propulsor será empregado.

Peugeot Landtrek – Galeria de fotos

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • O nome não ficou bom. Se a pronúncia for “abrasileirada”, como deve prevalecer no país, vai resultar em cacofonia entre o “d” e o “tr”: landi-tréqui.

    • Darlon Anacleto

      Bem isso. E aí a chacota já começará pelo nome.

    • Diego Lip

      “Landi-treco”

    • Pablo Henrique

      E como seria a pronúncia correta?

      • Algo como “lendtréc”, com “d” mudo e sotaque do interiorrrrrrrrrrr. Nada de lenditréqui.

  • Paulo Lustosa

    Seria bacana se ao invés da adoção do 2.0 HDi Biturbo, a Peugeot fechasse parceria com alguma empresa grande de motores diesel (MWM International ou Cummins) para usar os motores dela não só pra facilitar logística como também para adicionar robustez e conquistar rapidamente os clientes.

    • Gabriel Camilo

      O Cummins ISF 2.8 daria conta do recado.

      • Paulo Lustosa

        Sim, exatamente. Tanto o ISF 2.8 quanto a modernização do MWM Sprint 4.07 daria conta tranquilamente, são motores bastante robustos que iria ter uma fama enorme em cima dessa picape da Peugeot.

    • Fabio Marquez

      Tem que ver o que a Fiat vai querer com ela aqui… Tem o motor 2.3 da familia Multijet usado pela linha Ducato que se bem preparado seria algo viável para a ambas as marcas.

      • Paulo Lustosa

        O 2.3 por incrível que pareça é da Iveco, que pertence a outro grupo. Fora que o VM A428 da S10 tem metade do projeto dela com a Chrysler, ou seja, pode também parar em outro carro.

  • Joao Victor

    Acho essa changan f70 muito bonita, provavelmente vai vir com o motor 2.4 turbodiesel (Mitsubishi), e/ou o 1.9 isuzu (que já equipa a changan), se vier com um preço bem competitivo acho que pode ter sucesso

    E como é um projeto muito especial pra Peugeot, ela só será vendida na América latina e na África subsaariana…

  • Tosca16

    O problema é o pós vendas da marca, entretanto entre comerciais tanto ela quanto sua irmã Citroen, tem se saído bem. Me lembro da 504, que acho que vinha da Argentina, já era obsoleta quanto veio pra cá entretanto não era uma picape ruim, aliás, com peças de reposição poderia ter durado até o início dos anos 2000. Vejo uma senhora com uma aqui até hoje, indo pro sítio, carregando capim e leite; brinco que é a “Bandeirantes” francesa.

    • oscar.fr

      Bom, o problema do pós-vendas já foi solucionado pela PSA no Brasil. O que persiste – e o grupo não tem muito o que fazer, pois é algo mais cultural que qualquer outra coisa – é a desvalorização dos seus produtos. Num país naufragado em crise(s) econômica(s) como o Brasil, isso se torna um empecilho enorme ao sucesso dos modelos do grupo, independente de terem resolvido os antigos problemas de confiabilidade e do pós-venda.

  • Gabriel Camilo

    Sinceramente, se vender picapes “para passeio” (as cabine dupla mais completas) será um desafio para a Peugeot, vender as versões focadas no trabalho será um desafio ainda maior, pois se trata de um mercado bastante conservador. Além disso, quem usa essas picapes para o trabalho pesado não atura erros e problemas, como aconteceu com as primeiras Amaroks, que ficaram muito queimadas pelos seus problemas iniciais. Acho difícil um sujeito deixar de comprar uma S10 ou Hilux CS para ir numa Peugeot, para levá-la para as distantes regiões agrárias do Centro-Oeste e Norte (sem muita rede autorizada), deixá-la na mão dos peões e logo a mesma lhe dar dores de cabeça.

  • Haggard

    Não sei por que esperar tanto tempo pra lançar o carro… até 2021 já vai ter facelift lá fora se bobear, pra seguir a filosofia visual da marca, e ainda não foi lançado aqui.

  • Felipe S. Rangel

    hoggarzona vai ser fiasco também. Não vai vender nada. Queimando recursos em um carro sem futuro. Invista no 208 pra realmente ser um produto competitivo.

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