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Peugeot também já considera reduzir bateria e preço do e-208

Peugeot também já considera reduzir bateria e preço do e-208

A busca por preços menores para carros elétricos está fazendo com que alguns projetos venham a ser adaptados para atingir mais clientes no mercado europeu, especialmente num momento de mudança no continente.


A Peugeot vem obtendo bons resultados na Europa com seu compacto e-208, que deve chegar ao Brasil, importado de lá. Mesmo com 25% das encomendas para essa variante, a marca francesa ainda não está contente.

O motivo não é que o preço de seu hatch compacto ainda esteja alto, já que atende aos desejos de muitos consumidores no momento, mas a Peugeot vê uma necessidade mais adiante e considera criar uma versão mais em conta do e-208, segundo o site britânico Auto Express.

A publicação fala em preço abaixo de £ 22.000, o que dá € 24,7 mil, um preço ainda aceitável para o continente, assim como no Reino Unido.

Anne-Lise Richards, gerente da Peugeot para carros elétricos, disse: “Quanto mais clientes confortáveis ​​ficarem com os veículos elétricos, menos precisaremos tranquilizá-los sobre o alcance.”

Peugeot também já considera reduzir bateria e preço do e-208

Ela explica: “Atualmente, os clientes não estão dizendo que o e-208 é muito caro, mas, a certa altura, talvez precisemos de uma opção mais acessível e sempre conseguimos uma bateria menor. A única coisa é introduzir diversidade nas plantas e precisamos ter certeza de que há uma necessidade dos clientes. ”

Nesse caso, se fala em uma célula de energia com 37 kWh, que permitirá ao e-208 ter alcance em torno de 240 km, bem abaixo dos atuais 350 km, usando a bateria padrão de 50 kWh. Sobre a “diversidade nas plantas”, a Peugeot praticamente padronizou seus elétricos com essa bateria e motor elétrico de 136 cavalos.

Na Opel, por exemplo, a van média Vivaro-e usa o mesmo propulsor e bateria, chegando a 230 km de autonomia, mas a PSA já dispõe de uma célula de 75 kWh para seus comerciais leves, ampliando o alcance deste último para 330 km.

Além disso, uma bateria de 37 kWh permitirá que a Citroën tenha uma opção mais acessível no mercado que a Peugeot, já que o foco da parisiense é dispor de uma gama mais em conta. Isso pode contribuir mais adiante também na Índia. Ainda não se sabe se o e-2008 também terá essa opção.

[Fonte: Auto Express]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Tiago

    Densidade energética da bateria de íon de lítio = 250 Wh/kg
    Densidade energética do gás natural = 14.500 Wh/kg

    Solução = bateria pequena 2 kWh + turbina a gás como carregador da bateria (eficiência de 40%)
    Com 20 quilogramas de gás natural dá para fornecer [(20* 14,5 kWh) x 40/100] = 116 kWh para a bateria.

    Digamos que o Peugeot 208 use 25 kWh para rodar 160 Quilômetros, daria uma autonomia de 700 Quilômetros de autonomia com 20 kg de gás natural.

    • Dead Lock

      Mas, aí vc precisaria do equivalente a quase 5 cilindros de gás, faltaria porta-malas.

      • Davi

        Mas se vc não tem tanque de combustível… o impossível já começa a ficar viável…

        • Dead Lock

          Se tivéssemos o carro exclusivamente à gás seria viável, poderíamos ter motores mais eficientes (taxa de compressão na faixa de 18:1), a autonomia poderia passar dos 1.000 km e o desempenho seria espetacular, mas a rede de distribuição do gás é limitada aos grandes centros e não haveria economia de escala para tornar viável . Nem sei se a Petrobrás daria conta do aumento da demanda. Hoje, praticamente, apenas taxistas e motoristas de aplicativos usam o gás combustível.

          • Joao Victor

            Aqui no RJ quase metade dos carros usam gnv

            • Dead Lock

              De onde vc tirou isso? Fora que o Rio é uma percentagem pequena do Brasil.

  • Walter

    Sonho chegasse com um valor acessível no Brasil, 240Km de autonomia já seria o suficiente para usar dentro da cidade e para viagens curtas, sonho de consumo que meu próximo carro fosse elétrico.

    • Dead Lock

      Também tenho esse sonho, o único empecilho é o preço, aqui vai custar mais de 150k.

      • th!nk.t4nk

        Acho muito caro pra um carro semi-popular, mas seria interessante num esquema de leasing. No exterior é comum o governo dar um cashback que é abatido das parcelas, trazendo a mensalidade pro patamar da versão à combustão. Com isso quem roda muito tem um benefício real no custo por km. O Brasil precisa de táticas semelhantes caso queira incentivar a eletromobilidade, caso contrário continuará sendo uma compra exótica, inacessível pra classe média.

  • RicardoVW

    Se quiserem, baixam muito!

    • Daniel dos Santos

      Com o cambio a BRL6, esquece abaixo de 180

  • delvane sousa

    Pra termos elétricos por aqui precisamos de nacionalizar a produção. O Dolar só vai subir, não dúvido nada que chege aos 10BRL ou mais até outubro. Qualquer coisa que dependa de importação vai ficar dificil de prosperar no mercado nacional. Há ainda de se considerar que a venda de conbustíveis é uma das mais importantes fontes de renda dos governos e eles não abrem mão disso jeito nenhum.

  • Avigan Favipiravir

    Eu ja li essa materia em outro site kkkkkkkkkkkkk

  • Espero que os engenheiros apresentem o mais rápido possível soluções para diminuir os custos de fabricação dos veículos elétricos para que os preços finais aos consumidores sejam os mais baratos possíveis!

  • Juan

    Se chegasse o 1.2T já estava bom… mas nem isso… estão falando de carro novo e motor antigo

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