
0,307 é o número que a Chery escolheu para carimbar o facelift 2027 do Omoda C9, tentando vender eficiência aerodinâmica num segmento que virou vitrine de ego.
Batizado de Yaoguang na China sob a submarca Exeed, o SUV médio estreia a linha renovada com motor 2,0 turbo a combustão ou opção PHEV 1,5 turbo.
O preço começa em 124,900 yuan (R$ 92.200) e vai até 139,900 yuan (R$ 103.300), num intervalo que mira volume e reforça a tese de exportação.
A reestilização é discreta no conjunto, mas a marca insiste no coeficiente aerodinâmico de 0,307, mesmo ficando atrás do 0,245 do Xiaomi YU7 e do 0,220 do Tesla Model Y Juniper.
A grande novidade visual, na prática, é a Night Edition para as versões a gasolina, com pneus Michelin, pinças de freio com destaque vermelho e forro do teto em suede preto.

As rodas também ganham acabamento preto “fumê”, fechando um pacote que tenta entregar aparência mais esportiva sem prometer mudanças profundas de arquitetura.
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Na cabine, a Chery diz ter melhorado a qualidade do ar e compara o interior a um “bar de oxigênio de floresta”, com a promessa dos “quatro zeros”.
Segundo a fabricante, o C9 atende a zero formaldeído, zero odores, zero alérgenos e zero benzeno, componentes associados aos VOCs e ao famoso “cheiro de carro novo”.
No capítulo de segurança, o discurso vem com números, já que a marca afirma que mais de 85% do chassi agora usa aço de alta resistência.
A Chery também declara que o teto suporta até 10 toneladas, reforçando a intenção de vender mais proteção em colisões e impactos com veículos pesados.

No PHEV C9 (Yaoguang) C-DM, a bateria vira destaque com o pack LFP “Rhino Cleaver”, classificado para mais de 5000 ciclos e descrito como resistente a perfurações e deformações.
A marca afirma que o conjunto ainda consegue descarregar normalmente mesmo após danos e submersão, um tipo de promessa feita para reduzir medo de uso extremo.
O C9 mede 4.781 mm de comprimento, 1.920 mm de largura e 1.671 mm de altura, com entre-eixos de 2.815 mm e suspensão McPherson na frente e multibraço atrás.
Nos modelos 2027 chineses, saem de cena as opções de tração integral e de suspensão ajustável, deixando o pacote mais simples do que antes.
A versão a gasolina usa um 2,0 turbo de cerca de 261 cv com câmbio automatizado de dupla embreagem e 7 marchas, enquanto o PHEV combina 157 cv do 1,5 turbo com motor dianteiro de 204 cv, somando 360 cv.
A bateria LFP de 19,5 kWh sustenta 120 km de autonomia elétrica no ciclo CLTC, e a recarga rápida em corrente contínua promete ir de 30% a 80% em 17 minutos.
O problema é de marca: a China EV Datatracker aponta que a Exeed entregou só 1.504 unidades na China em abril de 2026 e somou apenas 53.056 carros em 2025.
Com quedas anuais consistentes de 60% a 70% nas vendas mensais, o facelift do C9 vira base para a expansão externa da Chery, mas ainda precisa provar que freia a espiral da Exeed.
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