Polestar pretende ter primeiro carro de carbono neutro até 2030

Polestar pretende ter primeiro carro de carbono neutro até 2030

Até agora a eletrificação tem gerado inúmeras ações no sentido de não apenas integrar baterias de lítio, motores elétricos e softwares que fusionem não apenas os sistemas do carro, mas que o conecte ao mundo, usando inteligência artificial e condução autônoma de nível elevado.


Ainda assim, a questão ecológica não parece estar na cena principal em muitos casos, fazendo a eletrificação parecer mais uma tendência de mercado que uma questão de reação diante de distúrbios ambientais presentes. Na Polestar, a marca sino-sueca quer virar o jogo e antecipar o chamado carbono neutro em 20 anos.

Como se sabe, indústria e alguns países buscam a neutralidade das emissões em 2050, mas a Polestar pretende ter o primeiro carro que atende essa regra. Nesse caso, o Polestar 0 Project quer alcançar a “transparência sem precedentes na indústria”, conforme diz a marca.

No teaser divulgado pela marca, é descrito “tCO2e”, o que significa que o conteúdo de dióxido de carbono equivalente por tonelada é igual a zero. Isso significa que todo o processo produtivo do veículo, desde a matéria-prima até o fim da linha não terá impacto no meio-ambiente.

Contudo, o maior desafio são as células de energia, que usam o cobalto. Ainda assim, a Polestar precisa da ajuda dos consumidores para rastrear as emissões de CO2 e o destino de materiais perigosos da bateria.

Polestar pretende ter primeiro carro de carbono neutro até 2030

Thomas Ingenlath, CEO da Polestar, disse: “Todas as emissões compensatórias, como plantar árvores, são desculpas. Somos forçados a ir além do que é possível hoje. Precisamos questionar tudo, inovar e explorar tecnologias exponenciais”.

Fredrika Claren, diretora de sustentabilidade da Polestar, completou: “Devemos aproveitar este momento histórico para ousar e tornar realidade o sonho de carros lindos, recicláveis ​​e neutros para o clima”.

Ainda não se sabe como a Polestar alcançará isso, especialmente porque na China a produção de energia é na maioria, obtida por meio do carvão.

Acredita-se que uma fábrica totalmente sustentável (em energia e recursos hídricos) e células de energia sem uso de cobalto farão parte da cadeia. O atual Polestar 2, 100% elétrico, gera 26,2 toneladas de CO2, por exemplo.

Mas, aparentemente ela já estava indo nessa direção ao apresentar o conceito Precept, que considera uma redução drástica na emissão de carbono em seu processo produtivo.

Ricardo de Oliveira
Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.