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Polo e Golf com GNV ganham mais autonomia na Europa

Polo e Golf com GNV ganham mais autonomia na Europa

A Volkswagen está ampliando a autonomia de seus modelos equipados com motores TGI, uma variante TSI movida por GNV. A mudança é um esforço para promover a alternativa aos carros diesel antigos, mais poluentes, bem como reduzir a média de emissão de CO2 da montadora alemã.


As alterações atingem os modelos Polo TGI e Golf TGI. O primeiro uso o motor EA211 1.0 TGI e passa a adotar três tanques pressurizados de alta resistência, sendo dois grandes sob o porta-malas e um terceiro junto ao tanque de combustível, embaixo do banco traseiro.

Agora o Polo TGI pode levar 91,5 litros de gás natural veicular, que equivalem a 13,8 kg. Isso permite ao hatch compacto rodar até 368 km usando somente o GNV. O cálculo é com base no ciclo WLTP, que prevê testes em ruas e estradas. O outro modelo é o Golf TGI, mas este não compartilha as mesmas características técnicas do irmão menor.

Polo e Golf com GNV ganham mais autonomia na Europa


Seu propulsor é o EA211 1.5 TGI, que utiliza ciclo Miller e taxa de compressão de 12,5:1. Além disso, dispõe também de turbocompressor com turbina de geometria variável, algo visto normalmente em motores diesel. Isso garante mais potência em baixas rotações, resolvendo uma deficiência dos motores abastecidos com GNV.

Assim, o 1.5 TGI do Golf entrega 130 cavalos e 20,4 kgfm, números equivalentes aos do 1.5 TSI vendido na Europa e movido por gasolina. O câmbio é DSG de sete marchas e isso garante uma boa economia, com autonomia de 422 km, devido aos 115 litros ou 17,3 kg de gás comprimido em novos tanques pressurizados.

De acordo com a Volkswagen, o Golf TGI tem emissão de CO2 entre 95 e 98 g/km. A dupla ainda consegue reduzir a emissão de CO2 em 25% numa comparação com seus equivalente a gasolina, bem como níveis de monóxido de carbono e óxido nitroso mais baixos. A economia chega a 40% em relação à gasolina e 20% em comparação com o diesel.

 

Polo e Golf com GNV ganham mais autonomia na Europa
Nota média 5 de 3 votos

  • Nicolas

    VW aprimorando seus produtos para manter liderança na Europa. Golf #1, Polo #2 carros mais vendidos em 2018. Tiguan #5.

    • Dead Lock

      Porque não aumentaram a taxa de compressão?

  • th!nk.t4nk

    Carros a GNV são bem populares na Europa. São versoes de fábrica de alta qualidade. Nunca entendi por que no Brasil as montadoras não entraram de cabeça nesse segmento.

    • Louis

      Algumas até tentaram (ex.Siena tetrafuel), mas se pararam provavelmente não houve boa demanda.

      • Geraldo Xavier

        No rj tem muito Siena tetrafuel rodando. No rj tem incentivo ao uso do gnv e a maioria dos carros que rodam aqui tem gnv. Se no restante do pais tivesse mais incentivo e postos de abastecimento espalhados por todos os cantos como é no rj certamente as montadoras iriam investir mais no gnv. De fábrica já saíram o siena tetrafuel, o Astra multipower e o Santana que era álcool e gnv

        • Dp Som

          Faltou a Ranger GNV, duratec, q era gasol e gnv

          • Geraldo Xavier

            Dessa eu não sabia

        • Luis Burro

          Acho q aumentando muito a demanda seria ruim já q o gás vem da bolivia e qndo teve akela crise o RJ foi muito afetado pq tem muita indústria q utiliza o gás e nestes eventos ela é priorizada em relação aos automóveis.

          • Geraldo Xavier

            O pré sal tem gás em abundância e está próximo de entrar em operação. O gnv seria mais 1 alternativa já que o gnv não seria o único combustível nesses carros. Lembra a greve dos caminhoneiros que o país teve falta de combustível e o rj quase não sentiu essa falta?
            Então como a frota do rj é gigante de carro convertido pra gnv a falta da gasolina foi pouco sentida. No caso de faltar gás ésó abastecer com gasolina

      • Fernando Gabriel

        A questão sempre foi o custo. Um Siena TetraFuel era muito mais caro que um Siena Normal com Kit Instalado Fora, além da manutenção do Kit do TetraFuel ser muito mais cara do que o Instalado fora. Agora, o TetraFuel tinha muito mais qualidade de instalação e funcionamento, mas, o $$ acaba com estes argumentos no geral.

    • Ducar Carros

      Aqui não tem a capilaridade de distribuição de gás natural que tem na Europa e nos EUA. Como o carro usado aqui tem valor, uma versão gnv vai desvalorizar mais por não poder ser revendido para todo o país.

    • Yago G. Oliveira

      Outro fator também é a questão de por onde há postos. Geralmente gás só se concentra nas grandes cidade. Na europa, as pessoas não costumam dirigir para viajar.

      • th!nk.t4nk

        Na Europa viajam pra caramba de carro, até mais do que no Brasil viu. Mas de fato, tem posto com gás pra todo lado, como o Ducar acima comentou. No Brasil o mercado seria mais restrito, mas penso que se não fosse a crise ainda valeria a pena pras montadoras. Só precisa de mais volume mesmo.

    • leitor

      O Brasil bem que poderia ter uma lei para que as garantias dos motores adaptados fossem mantidas. Logo as fábricas teriam que providenciar. Isso não é nenhuma inovação tecnológica que gere dúvidas porque é algo que já existe pela Europa.

  • vicegag

    Lá mais autonomia, aqui mais preço.

  • Pedro Henrique

    como será que funciona isso, motor turbo movido por gnv???

    • Geraldo Xavier

      Gnv pra melhor eficiência o motor tem que trabalhar com taxa de compressão perto de 15. Lá não é adaptado e sim tudo gerenciado pela central do carro. Já existe adaptação pra carro turbo rodar com gnv. De fábrica é mais fácil

      • Pedro Henrique

        mas no caso a injeção é indireta então né?
        não consigo imaginar injeção direta de gás, ainda mais trabalhando em conjunto com combustível liquido

        • Fernando Gabriel

          Aqui já existe o Gnv de sexta geração, que é injeção direta.

        • Geraldo Xavier

          Kit gnv 6 geração para esses carros turbo com injeção direta

          • Pedro Henrique

            legal, não sabia que era possível isso, mas no caso do carro com injeção direta, se retira os injetores originais e põe os a gás? mas então é possível andar no combustível liquido ou só a gás?

            bom, certamente não teria mais o problema/necessidade de lubrificar as válvulas já que injeção direta também não as lubrifica…

            • Geraldo Xavier

              Eu sei que existe. Como é o funcionamento eu não sei, mas tem uns vídeos no YouTube mostrando o carro funcionando.

            • Samluzbh

              Tem uma convertedora aqui na cidade que instalou o Kit 6 geração em um UP Tsi, ficou mega econômico, e quase não perdeu potencia, me explicaram que o combustível liquido fica sempre injetando, e central vai diminuindo a gasolina/alcool e aumentando o gás, mas sempre injeta os dois.

              • Pedro Henrique

                pelo mesmo bico injetor? wtf

                • Samluzbh

                  Me falaram que usam os bicos originais.

              • Everaldo Junior

                Se injeta os dois combustiveis pelo menos aqui no RJ se perde o grande trunfo de se usar GNV. Só precisar usar o combustível líquido no momento da partida do veículo. Consumindo os dois você terá é maior despesa pois terá que está sempre abastecendo gasolina/etanol e o GNV. Sendo que hoje a pessoas que enchem o tanque do carro uma única vez do mês e rodando no GNV esse tanque dura o mês todo.

    • José Castro Neto

      Funciona e a Audi tem seu A5 como representante do uso de GNV e combustível fóssil com excelente performance e economia.

  • Vae Victis

    Eles deveriam ter imitado a configuração dos tanques do Fiat Panda.
    VW Polo – 3 tanques – 13.8Kg
    Fiat Panda – 2 tanques – 13.1Kg

  • Luis Burro

    Eu gosto bastante do GNV mas tenho uma certa preocupação com sua segurança pq ñ é incomum encontrar notícias de explosões e o gás tem sempre este risco!
    Qual o risco dele em caso de colisão?

    • Pedro Henrique

      explosões acontecem por gambiarras, cilindros não inspecionados pelo inmetro, conversão mal feita(por empresa não homologada), relaxo na manutenção.
      o risco em caso de colisão é quase zero, esses cilindros são a prova de balas de calibres pequenos e em uma colisão o gás se dispersa rapidamente na atmosfera por ser leve.

    • leitor

      Pelo que já me disseram, em caso de colisão, a gasolina tem menos segurança que o gás. O cilindro é bem mais resistente que o tanque de combustível.

    • Everaldo Junior

      Como o amigo falou a cima, o risco do GNV é em caso de falta de manutenção e baixa qualidade dos matérias usados na conversão e conversão mal feita. Fora isso é raríssimo ocorrer alguma explosão ou algo do tipo, mesmo em colisão. E um exemplo de falta de manutenção a diversos carros velhos rodando pelo RJ sem fazer manutenção e vazando gás(dá pra sentir de longe o cheiro do gás) e mesmo assim não explode.

  • Chap

    Aqui os BR instalam deliberadamente em carros que os motores não possuem o menor preparo para receber gás como combustível. O motor precisa de peças com materiais diferentes e muito mais resistentes para suportar o gás natural comprimido. E se não me engano o país é o 4° mercado do mundo consumidor disso.
    Passou da hora dos fabricantes oferecerem soluções de fábrica por aqui. Assim há garantias na parte mecânica e o chassi do carro (suspensão, direção, transmissão) recebe ajustes específicos para lidar com o acréscimo de peso.

  • Samluzbh

    Alguns países da Europa usam GLP, que não precisa de cilindro reforçado, no Dacia sandero á GLP usam o espaço do estepe para o tanque GLP.

  • Fernando Gabriel

    O mais incrível, é que o GNV há muito tempo atrás era simplesmente descartado e hoje em dia, é uma opção para economia frente ao Etanol e Gasolina.

  • cepereira2006

    É triste ver a diferença de nível dos produtos desta montadora na Europa e aqui. Dá para ficar revoltado, até.

  • Ricardo

    Outro mundo! Aqui só temos uma opção, M do flex!

  • Gutemberg Ferreira

    Pq a reportagem se refere à capacidade dos tanques de GNV em litros, ao invés de M3 ?

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