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Por que o Brasil não permite a importação de carros usados mais novos?

beetle-2 Por que o Brasil não permite a importação de carros usados mais novos?

O ano era 1991. O Brasil estava vivendo um momento histórico, já que após longuíssimos 14 anos de fechamento de aduanas para carros e outros produtos importados, o país vivia a euforia dos carros que uma geração cresceu almejando em revistas, livros, vídeos e filmes. Agora, quem tinha dinheiro, poderia esquecer as velhas embaixadas de potentados estrangeiros para ter o direito de ter um carro fabricado em outro país. Na verdade, não em qualquer país, mas naqueles cujos mercados já estavam consolidados, embora houvesse exceções à regra, que não era uma obrigação.



Mas, lá nos bastidores do poder centralizado no planalto, o Ministério da Fazenda trabalhava para evitar algo que era considerado um perigo para a economia nacional, coisa que iria ferir o processo de abertura do país. Os carros novos estavam entrando mesmo com o hiper IPI para evitar uma inundação automotiva que o Brasil não estava preparado, mas o temor maior não era representado pelos modelos zero km que saíam dos navios nos portos abertos recentemente às nações amigas, mas os carros usados que existiam ao milhões nos países de primeiro mundo.

Evocando um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988, o Ministério da Fazenda passou sobre sua jurisdição normal para evitar a entrada de carros usados importados do estrangeiro. Hoje isso daria uma baita briga – como a recente com o Rota 2030 – com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas, naquela época, a Fazenda tinha sob sua subordinação o Departamento do Comércio Exterior, antigo DECEX, que era quem tinha poder para barrar importações se necessário.

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De volta à 1988, o artigo 237 da Constituição da República dava ao Ministério da Fazenda o poder de interferir no comércio exterior em defesa da causa fazendária. Ou seja, se houvesse uma ameaça à economia nacional, a pasta podia sim entrar no jogo e impedir a tal ameaça aos “interesses fazendários nacionais”. E foi isso que o MF fez com a Portaria nº 8/1991 do DECEX, impedindo a importação de veículos usados.

Mas a portaria foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), pois havia a acusação de que isso afrontava o princípio constitucional da isonomia, no caso em referência aos consumidores de baixo poder aquisitivo, que assim seriam excluídos do mercado. Porém, após análise do STF, este entendeu que o MF tinha sim direito de interferir e impedir a importação de carros usados, pois isso prejudicaria a economia.

A decisão a favor da Portaria nº 8/1991 se deu por conta de argumentos do DECEX sobre o problema da importação de carros usados. Em termos, quatro pontos foram considerados cruciais para que a proibição fosse levada a cabo. A primeira era que o carro importado novo tinha status de produto de qualidade superior e mesmo um equivalente usado, não seria diferente diante do consumidor.

Assim, sua valorização seria muito mais elevada que o preço de mercado em seu país de origem, enriquecendo o importador de forma irreal às custas da economia nacional. Em outras palavras, ganharia-se muito dinheiro vendendo bens que não valiam tudo isso. O problema ainda era acentuado por causa da falta de parâmetros para avaliação dos preços dos carros usados em seus mercados de origem.

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Como se sabe, a desvalorização é elevada em mercados consolidados, que não crescem mais em volume, mas promovem uma substituição acelerada da frota para manter suas indústrias automobilísticas, como no caso de EUA, Europa e Japão. Diferentemente dos países vizinhos, como Uruguai ou Paraguai, não havia tradição e experiência no Brasil com a importação de usados. Para termos uma ideia, existe até uma pequena “indústria” de modificação de carros de direção inglesa (asiáticos na maioria) na terra dos Guaranis. Por aqui, isso era coisa de outro mundo…

Por isso, a Fazenda queria evitar também subfaturamento ou superfaturamento na entrada desses carros usados no Brasil, pois os importadores simplesmente poderiam colocar o preço que quisessem para evitar o fisco. Foi nesse ponto que a pasta de economia centrou na tomada de decisão de impedir a importação de carros usados, pois isso iria contra o combate à evasão de dívidas naquela época.

Por fim, haveria o prejuízo para a indústria nacional, que não conseguiria concorrer com a entrada avassaladora de veículos de segunda mão, que poderiam ir de motos a caminhões ou máquinas de construção. Seria uma disputa desigual na visão do MF. E havia mais, nem tudo estava liberado para importação e áreas consideradas estratégicas poderiam sofrer pedidos de importação de usados com base no caso dos automóveis, criando assim uma bola de neve econômica, prejudicial à nação.

Exceção à regra

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Como visto acima, a Portaria nº 8/1991 impedia a entrada de qualquer carro usado importado. E isso figurou ao longo dos próximos 15 anos, até que surgiu uma exceção à regra. Não mais pertencente ao Ministério da Fazenda e agora parte integrante do nosso conhecido MDIC, o antigo DECEX mudou de nome, mas a atribuição continuou a mesma.

Para a alegria geral da nação de colecionadores de automóveis antigos do Brasil, em 7 de dezembro de 2006, a Portaria nº 235 do MDIC, no artigo 25, alínea “h”, liberava a importação de carros considerados antigos, com mais de 30 anos de fabricação, mas somente para fins culturais e de coleção. A partir de então, carros como Buick Riviera 1985, Chrysler Le Baron 1984, Lincoln Continental 1982, Austin Mini Clubman 1980, Volkswagen Scirocco 1981 ou Citroën Mehari 1979, por exemplo, já podiam ser comprados.

Até hoje, essa é a regra para a importação de carros usados no Brasil que, recentemente, ganhou nova atenção com uma Ideia Legislativa referente ao assunto, que pedia a redução do tempo de fabricação de carros usados importados de 30 anos para 10 anos. A alegação era de que os consumidores poderiam assim ter acesso a carros de alta qualidade por um preço mais em conta, criando assim um novo mercado no país.

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Mas, obviamente isso não é de interesse do governo e mesmo que vire um projeto de lei, dificilmente passaria pelos mesmos motivos alegados pela Fazenda em 1991, embora hoje em dia haja instrumentos mais eficazes para se verificar a desvalorização de tais carros nos mercados de origem, apesar de que a situação da desvalorização em nada mudou. Por exemplo, pode-se comprar nos EUA um Ford Fusion 2012 por US$ 4.200, um Chrysler 200 Limited 2013 por US$ 4.999 ou Chevrolet Cruze LT 2012 por US$ 3.999…

Em países onde não há indústria automobilística ou ela é tão pequena que não iria interferir muito na economia do país, os carros usados importados são até bem-vindos. Porém, existe uma questão muito importante, que foi levantada na época da Ideia Legislativa sobre o assunto, que é a questão de segurança, seja ela veicular propriamente dita como ambiental. Anda circulando nas redes sociais um vídeo que mostra um enorme cemitério de carros TDI recomprados pela Volkswagen em virtude do Dieselgate.

A informação diz que a montadora espera aprovação da EPA e do CARB para atualizar o sistema de controle de emissão do EA189 para que estes carros possam ser novamente revendidos ou até exportados. Neste último caso, o tribunal federal americano havia dito anteriormente que eles não poderiam ser enviados ao exterior, mas agora já se fala nisso. Os EUA possuem uma indústria paralela de exportação de carros usados (vide Miami), mas também importa carros usados de outros países, porém, em molde semelhante ao nosso. Nesse caso, a idade do veículo tem de ser no mínimo 25 anos.

 

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  • No_Name

    Acho que o mérito de prejuízo a indústria nacional talvez seja o menor dos problemas.
    Isso de importar usados é complicado por causa das diferentes legislações dos países no tocante aos veículos e também complicado porque em alguns ou muitos casos os carros podem custar mixarias porém suas peças são caras e permanecem caras por toda vida… E como somos um país pobre, isso só contribuiria para aumentar a quantidade de sucatas nas ruas.
    Funciona bem na Europa, por ser um continente integrado, mas mesmo assim há algumas restrições por parte dos países do bloco.

    • Dica: QUALQUER coisa passa no STF se for para defender o desenvolvimento nacional. É um dos objetivos da República, escancarados na Constituição Federal, partindo-se do princípio que tudo deve ser aceito se for para preservar nossa indústria, serviços e empregos – inclusive pagar mais caro por produtos supostamente inferiores.

  • Pedro Henrique

    “ganharia-se muito dinheiro vendendo bens que não valiam tudo isso.”
    bom, proteger a economia nacional não mudou muito isso não é mesmo?

    • ObservadorCWB

      Bingo……… palavras ao vento esta frase….

  • Zé Mundico

    Acho que até as montadoras locais são contra a importação de carros usados, pois irão concorrer com os carros fabricados aqui, mesmo sendo da mesma marca.
    Outro ponto será a manutenção, pois muita pouca gente vai ter grana para manter esses carros e o que vamos ter de gambiarras e “adaptações” não vai estar no mapa. Mesmo que alguém importe as peças, elas pertencem a outro mercado e portanto serão vendiddas em dólar e portanto caras.
    Brasileiro mal tem grana para pagar ipva e emplacamento, muito menos para manter carro importado….

    • As pessoas deveriam ter o poder de decisão sobre isso.
      O mal do povo é querer que o papai Estado decida tudo por ele, em prol do “bem público”.

      • Erick Terto

        O problema é que as pessoas no nosso mercado não tem essa capacidade para escolher. Já é difícil conseguir bons carros usados vendidos novos no pais, imagina um importado. Pense como é difícil em comprar um Classe A da primeira geração ou um Audi A3 inteiros e com manutenção bem feita, isso porque foram fabricados aqui. Pense nos KIA e Hyundai antigos que quase não tem peças e são sucateados. Ai o cara importa um Vauxhall, Alfa Romeu ou Opel, como ele vai fazer a manutenção devida nesse carro? Lembrando que muitos já não fazem manutenção apropriada em Fiat’s, VW’s e Chevrolet’s da vida.

        • Pouco importa como o cara fará a manutenção. Isso é com ele.
          Esse é o princípio chamado LIBERDADE. Cada um faz o que quer com ela.
          Compra quem quer! Na hora que você tira essa possibilidade, está agindo de maneira tirânica, afirmando que a pessoa não tem consciência de suas ações.

          • celso

            Em qual país existe esta LIBERDADE, meu caro ?
            Dê-me um exemplo, e podemos nos alongar no assunto.

            • Não quero me alongar no assunto. O Paraguai é quem está se aproximando disso na América Latina. Não é porque um governo não permite um certo nível de liberdade que ela não seria possível. Talvez esse tipo de liberdade diminua tanto a interferência estatal, diminui tanto o poder do Estado sobre nossas vidas, que o governo a proíba!

              • celso

                Como você não quer se alongar no assunto, só posso fazer a seguinte indagação: seria uma liberdade “hecho en Paraguay” ?

              • Paraguai tem montadora de carros?

                • NYC_Man

                  Não.
                  E claro que por isso não precisa proteger as indústrias locais e os empregos.
                  Por isso a importação é facilitada.

            • salvibr

              Australia!!!

              • celso

                Ah, tá! Quer dizer que na Austrália não existe um Estado regulador. Cada um faz o que bem entende.

                • salvibr

                  Nao, quer dizer q na Australia vc pode importar carro usado de onde vc quiser!!! o mercado eh livre!!

          • Antonio_Brust

            Não é tão simples assim, meu amigo. Não podemos fazer com que o território urbano e rural sofra o risco de virar um imenso depósito de veículos importados parados ou prejudicando a mobilidade urbana e nem, tampouco, gerar mais gastos para a Administração Pública. A liberdade, apesar de constitucionalmente garantida, possui seus limites a partir do momento em que determinado comportamento possa prejudicar o coletivo.

        • Marcelo Nascimento

          Poderia se pensar na importação de veículos que foram fabricados aqui e que obrigatoriamente devem ter peças de reposição. Carros de pouco volume aqui por serem caros (como o Fusion 2012 da reportagem, com preço médio de 45K aqui, poderia chegar por 20, 25, já pagando as taxas de importação).

        • ObservadorCWB

          Pode importa DOIS…e canibalizar UM…ainda será MELHOR e MAIS BARATO.

      • Jorge Osório Cortese Magalhães

        Exatamente! O brasileiro está viciado em ter um Estado-babá. Temos que pensar de um jeito ‘novo’… Menos regulamentação!

      • Guedes

        brasileiro não sabe nem escovar os dentes, vai ter discernimento nisso?
        Nesse ponto uma política de não importar usados me parece benéfica. tinham é que rever taxas de importsção dos zero km, isso sim seria relevante

        • E meia dúzia de engravatado entende mais da sua vida do que você mesmo?
          Quem deve ter o poder de decisão, você ou eles?

      • Piston head

        E como as pessoas podem mudar isso na sua opinião?

        • Elegendo deputados e senadores à favor do livre mercado e menor regulação estatal, obviamente.

          • As classes D e E, grande maioria, não estão preocupadas com livre mercado e regulação estatal. Eles estão preocupados com o arroz, o feijão e o gás de cozinha. Quem promete esses três é eleito. Eu sei, o livre mercado e a regulação estatal contribuem para o preço dos ítens básicos mas a falta de conhecimento é uma arma nas mãos dos políticos profissionais.

            • Edu

              Excelente comentário.

          • Veja bem… ainda assim é difícil mudar o ordenamento constitucional. Não dá para eleger membros do MP e ministros do STF, só para ficar em dois exemplos de cargos nomeados que podem “ferrar” tudo isso.

      • Zé Mundico

        O Estado não precisa nem pode mandar em todo mundo, mas tem o direito e dever de impor regras e normatizar as relações entre as pessoas entre si ou dentro de um mercado consumidor . O nome disso é Governo.
        No caso de liberar importação de carro usado, fique certo que só virão os restos e refugos, para delícia dos otários e deslumbrados. Na primeira avaria começa o festival de gambiarras e o chororô pelo “direito” de ter carro usado importado. Já tem muito chorão nesse país e não precisamos mais desses….
        E país que importa carro usado ou lixo tecnológico não desenvolve indústria, não gera emprego, renda e nem atrai investimentos externos, ficando reduzido a mero depósito de rejeitos e lixo de marca.

        • Até pq o Brasil está na vanguarda da tecnologia automotiva e na criação de empregos né? Só temos produtos globais de primeira linha sendo vendidos aqui e vivemos a pleno emprego aparentemente….
          Para resolver a questão de sucatas e gambiarras, é mais fácil ter uma fiscalização EFETIVA dos carros que estão rodando, do que proibir a importação. O que não falta hoje é sucata rodando pelas ruas, e foram todas fabricadas no Brasil, ou importadas como 0km. Se vc cria uma lei que faz o cara pagar 3 vezes o valor da sucata dele em multa se não tiver o carro em ordem, e fiscalizar direito, isso acaba rapidinho.

        • Cosi fan Tutti

          Mas os carros vendidos aqui já sao assim kkk Qual diferença de um Nissan Versa americano usado que é completo desde a versão básica, pois lá é lei, e passou pelo crash-test obrigatório que tem la, e custa novo 11 mil dolares, usado deve custar metade depende o ano, de um nacional popular que custaria quase o mesmo, pelado, nota 0 no crash-test? Sem sombra de duvidas qualquer carro usado de algum país desenvolvido Japão, Eua ou países europeus é melhor que os feitos aqui em nível de equipamentos, segurança, carroceria etc… mesmo os de 10 anos atrás.

        • Lorenzo Frigerio

          E o Brasil que exige “transferência de tecnologia” também não desenvolve nada além de “jabuticabas”, como nós já sabemos, além de gastar mais dinheiro em tudo, vide os Gripen do Lula. Depois a culpa é do carro usado importado.
          Importa e tem dor de cabeça quem quer.

      • MMM

        Não é bem assim. A segurança automotiva, descarte de carros inutilizados, etc, afetam toda a sociedade, não só o individuo. O cara pode comprar uma fazenda enorme e fazer o que bem entender dentro dela, mas a partir do momento que vai utilizar um veículo em via pública, suas ações afetam a todos.

      • Vattt

        Mania de culpar as pessoas, são os políticos mesmo! Ladrões que assumiram o poder a muito tempo e soltam migalhas para acalmar o povo entupido de impostos.

      • Guilherme

        Concordo plenamente. Uma das coisas que me convenceu a respeito dos ideais liberais/libertários foi observar como os ideais coletivistas fracassam miseravelmente quando tentam criar proteções infantis e acolchoar o mundo para proteger as pessoas dos efeitos de sua própria liberdade de escolha.

        Praticamente todas as vezes em que tentam regulamentar algo para impedir um determinado efeito acabam no caso piorando esse efeito.

        Nesse caso o governo protege a “indústria nacional automotiva” para supostamente salvar os empregos no setor e evitar um suposto efeito financeiro prejudicial ao coletivo quando na verdade é o livre mercado que a longo prazo beneficia todos os indivíduos.

        O que acontece é que essa proteção na verdade evita a criação de outros novos empregos no setor de usados e torna as empresas mais poderosas de forma que elas possam usar e abusar do consumidor e também dos próprios funcionários já que quando alguma medida governamental desagrada o cartel automotivo logo as empresas fazem ameaças de demissões em massa e usam esses funcionários como reféns para pressionar o governo a prejudicar o coletivo em prol delas.

        Infelizmente muitas pessoas são autoritárias e por isso tem dificuldade de entender que quanto maior o controle, maior o potencial de corrupção.

        • Todo brasileiro traz, dentro de si, um ditador clamando por poder.

          • Guilherme

            Acho que na verdade todos temos esse lado negro dentro de nós. Mas quando não há autocrítica, como não há em boa parte da população brasileira, as pessoas não percebem o autoritarismo de suas ideias.

      • Hodney Fortuna

        Concordo inteiramente com você! Se o indivíduo quer um carro diferenciado, ele tem o total PODER de escolha para usar e manter! Mas parece que no brasil esse poder que mede o caráter individual do cidadão é questionado pelo sistema que tenta empurrar sua própria escolha a este cidadão! O brasil foge muito a regra de ser um país digamos democrático! Pelo menos ainda temos a liberdade de expressão, mesmo que seja vigiada!

    • leitor

      O que mais tem são produtos importados precisando ser taxados com impostos altos para estarem em certo ponto no preço do mercado aqui. Os produtos lá fora, mesmo em dólar são mais em conta. Existem relatos de gente que comprou bem mais barato fora do país e a maior surpresa foi ver na caixa a frase “Made in Brazil”.

  • Cincinato

    Se não houvessem tantos empregos envolvidos, isso seria uma boa para o país, principalmente para renovação da frota.

  • Fernando

    O que mais doi ao ler a matéria não é nem a proibição daqui, e sim ver um Cruze 2012 por 4 mil dólares (R$16 mil) e aqui ser R$50 mil .

    O dia que no Brasil carro deixar de ser visto como patrimônio e sim como um produto para uso os preços caiam relativamente… esperando esse dia chegar.

    • Fernando Oliveira

      Meu xará, ao invés de esperar, comece por você… Realmente estaria disposto a vender seu usado pelo valor praticado nos EUA???? Se a resposta for NÃO, só posso lhe recomendar que espere deitado, pq sentado ainda corre o risco de cansar…

      • Fernando

        Eu venderia, porém, QUERO comprar o meu próximo carro na mesma condiçao. Se achar algo assim, faria hoje mesmo rs…

    • assim o ipva sobre valor do carro usado seria menor, não pode acontecer…

  • Fanjos

    O governo considera o Huezeiro como sendo um chimpanzé que mal sabe montar um quebra cabeça infantil e o pior é que a maioria dos huezeiros aceitam serem tratados assim.
    Aos poucos que não aceitam, resta chorar e espernear em desespero, enquanto o gado pula Carnaval e briga por futebol.

    • zekinha71

      E o huezeiro adora o coitadismo, é sempre esse é coitado, aquele outro é coitado, aqui mesmo na matéria sobre reciclagem de sucatas, veio um reclamar que os coitados tem que ter uma sucata pra viver, independente que coloquem a vida de outros em perigo.

  • zekinha71

    Na teoria se pudesse importar carros usados, na imaginação seria Mustang, Corvette, trio alemão e outras beldades, mas na realidade o que ia chegar ia ser todo tipo de lixo de carros vagabundos, aquele monte de vans asiáticas, monte de carros curtos indianos, sucatas do leste europeu.

    • A principio sim, como os primeiros importados 0km foram Ladas….
      Ainda vende Lada novo? Não, pq ninguém compra.

    • Guilherme Batista

      Brasileiro não compra nem chinês que é fabricado aqui, você acha mesmo que vai comprar sucata do leste euroupeu.
      Até os franceses continuam sofrendo preconceito por aqui..
      Isso jamais ia acontecer

      • zekinha71

        Se nos anos 90 quando liberaram as importações brasileiro comprou bateria usada e pneus usados que não se sabia de onde vinham, imagina se não vai comprar um carro importado de uns 10K.
        O chinês fabricado aqui não compravam pois ninguém sabia que existia, sem ccs e sem propaganda e com preço não muito diferente da concorrência não vai vender mesmo.
        Só essa semana vi mais propaganda da CAOA do que todo o tempo que Chery chegou aqui importada.

  • Rodrigo Santos

    Imagina só comprar uma F150 ecoboost e encher o tanque com gasolina e27 brasileira! Quanto tempo ia durar?

    • 4 litros por KM.

      • Dionei Morestoni

        Na estrada a 60km/h sem ar

    • Luciano RC

      Seria um problema em durabilidade

  • seria como na Albânia e países similares aonde todo mundo anda de bmw mercedes e audi
    um amigo meu na Itália acabou de trocar um audi a6 3.0 2008 que vai ser despachado para a Albânia e vendido a preço de banana…

  • Maycon Farias

    Só vim aqui pra dar um chute que pode ser culpa do cartel.

    • RTEC30

      + políticos caciques disputando a arrecadação e a venda do Estado o mais rápido possível

      Ai a conta fecha

  • Emanuel Schott

    É um negócio extremamente complicado de se mudar.

    Se autorizar a importação de carros usados, quebra a indústria automotiva brasileira. Viramos basicamente uma Bolívia da vida que vive de importar usados do Brasil e da Argentina. Pra que isso não aconteça, teria que vir junto de um corte substancial nos impostos. Porém pra se cortar impostos, é necessário reduzir gastos estatais. O governo tenta cortar gastos simplesmente para adequar os gastos a atual arrecadação e não consegue porque sofre pressão de grupos de interesse pra todo lado. Imagine cortar profundamente com o intuito de reduzir a carga tributária brasileira. É impossível, mesmo porque a atual Constituição amarra obrigatoriamente uma cacetada de gastos ao orçamento.

    Infelizmente é uma escolha que a população teve. É difícil mudar isso, a começar por colocar na cabeça de todos que nenhum serviço público é gratuito. Aumentar esse ou aquele serviço demanda aumentar a arrecadação e, como o Brasil não tem tantos ricos assim pra sustentar a conta (como a esquerda imagina ter), acaba sobrando pro seu Zé da Esquina que não tem dinheiro nem pra comparar comida direito.

    • salvibr

      Nao existe industria automotiva brasileira!! existe empresas multinacionais que fazem lobby pra bloquear qq coisa fora da venda deles, existe um governo gigante e corrupto que nao tem como se pagar!!! o que precisamos eh de governo pequeno, o minimo, e livre mercado, pra tudo, inclusive nesse caminho acredito q ainda exportaríamos muito, pois nosso mercado eh grande e teriamos uma mao de obra boa e barata!!! co os salarios e impostos desonerados!!! Constituicao deveria ser queimada e comecar uma nova!!

      • Emanuel Schott

        Como não existe? Então as dezenas de fábricas instaladas no país são apenas de faz de conta?

        E concordo que Estado tem que ser minimo. Então que tal apoiar a reforma da previdência por exemplo? Só de deficit, ela consome todo ano o equivalente a 15 (sim, QUINZE) anos de orçamento do Congresso inteiro e o DOBRO do rombo que foi deixado na Petrobrás com o Petrolão. Não adianta achar que cortar isso ou aquilo de político ou acabar (de alguma forma mágica) com a corrupção vai resolver alguma coisa (não, não to dizendo que isso não precisaria ser cortado também). É preciso cortar muita coisa que a galera chama de “direitos”.

        Se acha que o Estado é obrigado a pagar desde o seu nascimento, passando pelo seu estudo até o seu caixão, então não reclame dos impostos altos.

        • salvibr

          nao existe industria automotiva brasileira, existem uma serie de multinacionais!! sobre mercado livre eu tb concordo, gosto do sistema de previdencia da australia, que cada um decide onde por o dinheiro que recebe da previdencia, e quando chega na idade a pessoa tem a escolhe de fazer o que quiser.
          Normalmente eh de 9 a 14% de previdência que as empresas pagam do valor do salário, e a pessoa escolhe em qual banco ele vai deixar, e em que tipo fundo e ou investimento, inclusive podendo mudar!! O governo em todo lugar en ineficiente, a diferenca eh que o nosso governo eh gigante a trapalha, nos outros paises que tem estado minimo o governa nao atrapalha entao as coisas andam!!

          • Emanuel Schott

            Então por não serem marcas brasileiras você diz que pode acabar com tudo envolvido com a produção e venda de automóveis no Brasil sem consequências?

            • salvibr

              Nada Disso, muito pelo contrario, eu acho q tem q desonerar muito, diminuir impostos, ter o estado minimo( vender todas as estatais, acabar com garantias, diminuir o estado pro basico do basico; o estado proveem educacao, saude e seguranca, sendo saude e educacao adm por iniciativa privada, e com impostos baixos e desburocraticacao, ai sim abrir o mercado!

  • Vattt

    “ganharia-se muito dinheiro vendendo bens que não valiam tudo isso” Ué, mas o mercado brasileiro é assim!!!! O que ferra o brasil é político empresário, que move o jogo unicamente a seu favor!!! Carros americanos de 20 anos atrás são superiores aos nossos nacionais 0km.

  • Cosi fan Tutti

    O governo é criminoso pois permite que se venda carros zero estrelas no crash-test, sem itens de segurança a preços exorbitantes, nos quais mais de 30% são impostos. Eu ja vi acidentes com estas carroças, pessoas perdem a cabeça, literalmente, em acidentes banais, por causa da falta de itens básicos e de crash-test oficial pra comprovar que os carros nacionais prestam. Por isso, deveriam liberar sim a importação de carros usados de países com legislação comprovadamente mais rígida, e que tenham crash-test, pois mesmo carros de 10 anos atrás destes países são mais seguros que os fabricados aqui.

  • gustavo

    Interessante é que não vejo marcas como Citroen, peugeot, marcas chinesas de automovel vendendo muitos carros, o Brasileiro é um dos consumidores mais conservadores, pois sempre compram coisas padrão, os anuncios de carros usados da citroen e demais marcas francesas estão sempre parados por muito tempo sem ninguem comprar, as vezes até tem carro que foi fabricado aqui, porem mesmo assim o Brasileiro não compra, ainda mais se for gastão, Eu defendo a liberação, mas somente para carros no máximo com 5 anos de uso, pois ainda dá pra aproveitar bastante o veiculo e acaba saindo no preço “convertido” de um Kwid de entrada, nos EUA tem otimos carros sem ser os Crysler, tem muito VW passat, jetta, muitos chevrolet, ford e demais carros Japoneses que são ótimos veiculos, eu acredito que o único fator que pese contra, é o combustivel e asfalto Brasileiro, porque do resto da pra levar um bom usado americano.

  • gustavo

    se os carros importados forem no maximo com 5 anos de uso, um Jetta 2013, Passat 2013, Camaro 2013, Focus 2014, um Corola 2014, Golf Europeu ou Scirocco no preço de um Mobi novo, duvido que alguem aqui nos comentarios não pensariam pelo menos 2 vezes em comprar um usado americano ou Europeu semi-novo. Procurem em sites de vendas de automoveis americanos e se surpreendam com os preços desses veiculos, Lembrando que empresas, locadoras de automoveis, e governo nunca se arriscariam em comprar estes usados, portanto a venda de veiculos nacionais não deixaria de existir. se o carro for com mais de dez anos, eu confesso que realmente não valhe a pena, É importante diferenciar SEMI-NOVO usado, e usado VELHO.

  • pedro

    Tudo no Brasil se dá um “jeitinho”. Não queremos enfrentar o problemas, mas apenas deixá-lo de lado, criando barreiras e tirando liberdades. E assim a nossa vida segue sendo uma merd*.

  • yurieu

    Acho que não ia mudar muita coisa. Afinal, tanto carro usado bom e o povo comprando Onix.

  • leitor

    Acabaria com as montadoras aqui. Poderia abrir espaço para fábricas de peças de manutenção. Em compensação poderíamos ter carros bem melhores. Um colega soube que em Cabo Verde (África) tem carros na média bem melhores que os daqui.

  • Viniking07

    Só vejo pelo meu ponto de vista que se a pessoa tem grana para importar um veiculo arcando com todos os custos ela tem grana para manter esse veiculo pessoas de uma classe mais inferior “que deixariam o veiculo sucatear em ruas” nao tem grana para arcar com a importação de um veiculo sendo que na situação que estamos tem GE te que não esta conseguindo nem comprar o que comer aqui e o Brasil e quem tem meios importa sim mesmo que por baixo dos panos vivemos em um pais onde leis não valem para todos principalmente se você for um politico ou alguém muito próximo de um .

  • Hodney Fortuna

    Desculpa vazia! Iria prejudicar as montadoras locais e isso colocaria em risco ainda maior aos lucros! O brasil não é um país verdadeiramente democrático no quesito de livre escolha do cidadão! Aqui só funciona a coisa através de influência e conchavos políticos! A outra desculpa é criar no importador a narrativa de ser “inimigo social” por ñão apenas não contribuir com mais impostos e burocracia e sim devido a tais lucros mais altos por unidade importada vendida segundo eles! Tenho 44 anos de idade e sei como foi entre 1991 a 1994 quando esse mercado foi aberto! Uma Lumina APV ano 1993 era mais barata que um Omega 2.0 ano 1993. Um Chevrolet Cavalier ano 1992 era mais barato que um Gol GL 94, um modelo que vinha com uma série de equipamentos sofisticados e muito mais seguros que o modelo fabricado no brasil. Enfim foi a melhor época para quem queria comprar um carro da forma que queria sem ficar preso a ditadura da ANFAVEA! Mas acordos políticos escusos entre os elementos dessa classe grotesca e montadoras por fim tirou o direito do cidadão e consumidor o direito de possuir um carro a sua escolha e por um preço amigável! Enfim a importação de carros usados é praticado em alguns países próximos e africanos!

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