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Por que carros ingleses tem volante do lado direito? (+43 países)

Por que carros ingleses tem volante do lado direito? (+43 países)

Veja a imagem acima e responda: o volante está do lado certo ou errado? Sua resposta obviamente depende do país onde você nasceu. A maioria dos leitores, que são brasileiros, provavelmente acharia bem difícil se acostumar a dirigir um carro com o volante do lado direito.


Dizer que o volante desse lado está certo ou errado é uma piada (às vezes até uma discussão) bem antiga entre britânicos e o resto do mundo. Afinal, quando pensamos em carros assim, e os imaginamos andando pelo lado esquerdo das ruas, logo nos lembramos do Reino Unido. Ou, se você assistia o ótimo Top Gear UK, provavelmente já viu Jeremy Clarkson se gabando de dirigir “do lado certo”.

Mas não são apenas os britânicos que contam com essa enorme diferença nos seus carros e no seu modo de dirigir. Veja abaixo a lista, separada por continentes, de todos os países que utilizam esse sentido de circulação:

Por que carros ingleses tem volante do lado direito? (+43 países)


África: África do Sul, Comores, Malauí, Moçambique, Namíbia, Quênia, Suazilândia, Tanzânia, Zimbábue, Uganda e  Ilhas Maurício.

América: Bahamas, Barbados, Granada, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Virgens Britânicas, Jamaica, Santa Lúcia, Trinidad e Tobago, Guiana, Ilhas Malvinas e Suriname.

Ásia: Brunei, Butão, Singapura, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Maldivas, Nepal, Paquistão, Tailândia e Timor-Leste.

Europa: Chipre, Irlanda, Malta e Reino Unido.

Oceania: Austrália, Ilhas Salomão, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné.

Afinal, por que os ingleses e outros são diferentes?

Por que carros ingleses tem volante do lado direito? (+43 países)

Cerca de 25% dos carros são dirigidos do lado esquerdo das ruas e estradas. Quando tudo isso começou? A maioria desses países são antigas colônias britânicas (com exceção de alguns, como o Japão), e adotam esse sistema por causa do método usado nesse império.

Até o final do século 18, era hábito para os cavaleiros e cocheiros viajarem pelo lado esquerdo das estradas. O motivo disso é bem simples: a maioria das pessoas era destra, usando sua espada com a mão direita. Para que ela ficasse livre e do lado certo para um eventual duelo (o que não era raro naquele tempo), era preciso andar desse lado. Se a pessoa viajasse do lado direito, seu lado esquerdo estaria totalmente exposto.

Existe ainda uma outra versão para explicar como surgiu a mão inglesa. Alguns dizem que se os cocheiros ficassem do lado direito das ruas e estradas, eles podiam acertar um pedestre na calçada quando açoitassem seus animais, o que geralmente também era feito com a mão direita. Mas a primeira versão é mais aceita (e tem mais sentido).

E como surgiu a “mão francesa”, usada na maioria dos países?

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A resposta a essa pergunta tem nome e sobrenome: Napoleão Bonaparte. Esse imperador era canhoto, por isso ele precisava ficar do lado direito duma via para estar preparado num duelo, já que empunhava sua espada com a mão esquerda.

Com isso, o imperador francês deu ordens para que todos se adequassem, passando a estabelecer o que chamamos de mão francesa, ou seja, andar pelo lado direito duma via (como fazemos aqui no Brasil). Mas como isso veio a influenciar tantas nações?

Isso foi acontecendo aos poucos. Na América, por exemplo, todos os colonizadores (além dos franceses, os holandeses, espanhóis e portugueses) foram dominados por Napoleão em algum período, não tendo outra opção a não ser adotar seu sistema. Quando dominaram outros países, o costume simplesmente foi passado adiante.

Outro fator que contribuiu fortemente para que a maioria tivesse carros com o volante do lado esquerdo, e trafegassem pelo lado direito, foi que a produção em massa de veículos começou nos Estados Unidos, um país que já havia adotado esse sistema. Qualquer outra nação que importava esses modelos acabava indo na mesma direção.

Não seria melhor se todos os países tivessem o mesmo sistema?

Toda vez que alguém viaja para um país com um sistema de circulação diferente, é uma aventura. Poucos conseguem se adaptar rapidamente, sendo que a maioria sente que está aprendendo a dirigir de novo. E se todos os países adotassem o mesmo sistema, não seria mais prático?

Pode até ser que sim, mas isso seria simplesmente inviável. É verdade que algumas nações já mudaram seu sistema, como Samoa, que em 2009 inverteu a circulação da direita para a esquerda. Mas isso é raro e bem complicado.

Consegue imaginar o custo e tempo envolvidos para que países como Inglaterra, Japão ou Austrália mudassem toda a sua sinalização de trânsito, adaptassem todos os carros (o que iria ocorrer lentamente com a entrada de novos modelos na frota) e, o mais difícil, educassem novamente todos os motoristas? Para desespero de quem viaja com frequência para esses países, essa diferença vai continuar existindo.

E o que acontece quando eu cruzo a fronteira entre dois países com sistemas diferentes? Isso pode ocorrer, por exemplo, na fronteira entre o Brasil (condução pela direita) e Guiana (condução pela esquerda).

Aí, em alguns casos, existe um sistema para que ninguém cause um acidente por dirigir na contramão sem perceber. É colocado um cruzamento em diagonal, para que o motorista seja obrigado a girar o volante 45º e mudar o sentido quando atravessa a fronteira. Parece confuso, mas é um sistema inteligente para evitar qualquer problema.

É permitido dirigir um veículo com o volante do lado inverso dos demais?

Na maioria dos países sim. Muitos acabam procurando esses veículos por serem mais baratos, afinal, poucas pessoas querem dirigir do lado “errado”, já que toda a sinalização e circulação é feita pensando num único sentido (seja mão inglesa ou francesa).

Por outro lado, existem vários países que colocam algumas restrições. Alguns, como Quênia e Índia, proíbem que a população em geral tenha veículos com o volante do lado esquerdo. A Nova Zelândia só permite se o modelo tiver mais de 20 anos, caracterizando um veículo de colecionador. Já nas Filipinas e no Camboja, que usam o sentido de circulação igual ao Brasil, veículos com volante na direita estão proibidos.

E o Brasil? Por aqui, uma resolução do Contran de 2015 proibiu o registro de licenciamento de veículos com o volante do lado direito. Essa regra só não afeta os modelos de colecionadores, que tenham mais de 30 anos e que sejam originais.

Em veículos com o volante do lado direito, a ordem dos pedais muda?

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Essa é uma dúvida que muitas pessoas tem. O que muda num veículo com a direção do lado direito? Uma coisa importante, que talvez seja a primeira a causar dificuldades em quem não está acostumado, é que o câmbio agora precisará ser operado com a mão esquerda. Se o veículo for manual, não vai ser fácil no começo.

Outra diferença é a posição de alguns comandos, como o botão que liga os faróis e as alavancas de seta ou do limpador de para-brisa. Mas em relação aos pedais, nada muda. Você continuará usando o pé esquerdo para a embreagem e o direito para frear e acelerar.

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95 Comentários

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    • Por incrível que pareça não é tão difícil assim se acostumar com a mudança. Quando fiquei a trabalho por algumas semanas no UK achei que seria impossível dirigir lá, mas no segundo dia já estava me sentindo bem mais tranquilo. Lógico que vira e mexe dá um nó na cabeça (rotatórias principalmente), mas com o passar dos dias vai se tornando normal.

      • Rapaz penso o mesmo, quando fui pra Malta, final do ano passado, me deparei com vários carros do lado “oposto ao nosso” logo na chegada da ilha, nem sabia que era mão inglesa, mas passado algumas horas a pessoa já começa meio que acostumar visualmente, mas para dirigir diria algumas semanas rs.

        • Isso, é invertido. Essa é uma das partes problemáticas, já que pra dar sinal você precisa se acostumar a usar a mao direita. O resto é tranquilo, porque a maioria dos carros europeus têm sensores pra chuva, luz, etc.

          • Na verdade depende do carro, já aluguei um corsa em Londres que a seta era do lado esquerdo, igual a nossa.. Enquanto vi que os VW possuíam a seta do lado direito..

          • Eu dirigi o carro de um amigo na austrália, era uma mercedes, mas bem antiga, nem me recordo o modelo.
            Seta e limpadores posicionados exatamente igual pra nós aqui no BR, estranho…

        • A chave de ignição continua no mesmo lugar (à direita do volante) – mas as setas e limpadores variam (eu achava que não). Recentemente viajei para a África do Sul e aluguei um VW Polo – alavanca do limpador e seta estavam iguais à daqui, mas vi um Hyundai Accent onde estas estavam invertidas.

          No mais, pedais e posições das marchas, permanecem iguais tbm.

        • Na Austrália e NZ não tem regra. A Toyota emprega de um lado, a Holden de outro, a Ford depende do modelo… pra nós os bons são da Holden que mantem a seta do lado esquerdo e limpador do lado direito….

      • Acompamho os videos de um caminhoneiro que mora na Italia e ele viaja para a Inglaterra com o caminhão com o volante do esquerdo na pista com mão inglesa . Tenso pacas !!!!

      • A pessoa tem que ter em mente que o motorista precisa estar sempre próximo a linha que separa a pista. Se acontecer da linha estar bem distante do motorista, bah estás na contramão.

      • Foi o tempo que eu levei para acostumar também.
        Mas, no primeiro dia foi MUITO tempo pra mim… pensei que iria fazer M, diversas vezes.
        E por incrível que pareça, a minha dificuldade não foi com o transito (Australia – Brisbane) contrário, e sim com o carro em si.
        Mudar a chavinha do cérebro para ter a faixa direita como referência foi complicado…
        Quando percebia, estava comendo a faixa da esquerda…
        E a troca da seta com o limpador de parabrisa, era simplesmente todas as curvas! (bom sinal, pelo menos eu dou seta, rs)…

        Porém, é como você disse… no segundo dia já estava em casa, rs.

        []s

    • tem uma maneira fácil de se situar, o motorista sempre vai ta seguindo a faixa central…
      porque não é só a direção que muda é o sentido todo da via, então fica mais fácil você associar as coisas, o mais complicadinho fica pelo cambio manual e as alavancas no volante que são invertidas e como é um negócio automático você iria ter que perder essa mania de que tal mão aciona seta e tal mão limpador…

      • O cambio é exatamente igual, porém é trocado com a mão esquerda. Mas setado no lado direito, você engata a primeira pro lado esquerda e traz a quinta pro lado direito, nada muda.

  • Já loquei por algumas vezes este tipo de carro em viagens. Na primeira vez deu tudo errado, não lembrava da seta, comi faixa, subi em meio fio e em rotatorias. Mas depois vai se acostumando. É bom vc entrar e ficar uns 10 min mexendo em todas as funções, pra se habituar mais. Mas pra mim, a maior complicação é com relação as ruas mesmo.

    • Eu estava pensando nisto, deve ser pior em carro manual, pois comparando com os carros aqui do BR, seria como se tivéssemos que engatar a 5ª e 6ª marcha toda hora (1ª e 2ª), eu pelo menos acharia desconfortável já que estou acostumado a puxar a alavanca para o meu lado pra poder engatar a 1ª e 2ª, já nos carros com o volante do lado direito teria que empurrar a alavanca para o lado do passageiro e ainda fazer isso com a mão esquerda (sou destro), seria bem mais desconfortável hein…

      • Cara, o mais estranho é usar a mão esquerda. E ao invés de relar a mão na perna do(a) carona pra engatar a quinta, será toda vez que engatar a primeira HAHAHAH

    • Cara, por isso eu fiz questao de pedir por um automático na locadora. Já é chato demais ter que se preocupar com a mudança de lado na pista e com a maldita seta invertida :(

  • Pior foi em Okinawa, que depois da ocupação pelos EUA após a segunda guerra mudou do lado direito para o esquerdo, e após ser devolvido para o Japão teve sua mão invertida novamente em apenas 8 horas entre as 22:00 hs do dia 29/07/1978 a 06:00 hs do dia 30/07/1978, sendo que neste período conseguiram trocar todas as placas e sinalizações de pista.

  • Nao lembro se foi a Suecia ou Noruega que trocou a mao inglesa pra francesa… Foi um caos na capital do país… É isso foi no pela década de 60… Havia muitos acidentes devido aos paises vizinhos terem mão francesa, e atravessarem a fronteira rotineiramente…

    • Idem
      Para quem, como eu, dirige a 30 anos pela direita, o risco de dar uma bobeira e provocar uma colisão frontal é enorme. Fui a Barbados e não tive coragem de alugar um carro para conhecer a ilha. O outro brasileiro que estava no hotel quase bateu 3 vezes no primeiro dia. No segundo estava um pouco melhor.

      • E claro… dependendo do País, o transporte público é tão bom que alugar carro é gastar dinheiro. Inglaterra é assim… tem metrô para todos os lados, da pra se virar sem alugar carro.

      • Cara, eu tinha exatamente esse receio, foi extremamente tranquilo. Os retrovisores te ajudam muito a se manter na faixa correta.

        Além disso nas rodovias e cidades há placas dizendo: Enter wide, exit tight, tipo curva pra direita aberta, curva pra esquerda fechada.
        Considere isso seu mantra e você não deverá ter problemas rs

  • 90% dos países do mundo utilizam a mão francesa! Quem está certo? acredito que também uns 90% da população mundial é destra e, convenhamos, trocar as marchas com a mão esquerda para um destro, não é tão fácil assim… Se com a mão mais habilidosa às vezes já arranhamos nos engates, imagine fazer isso com a menor coordenação motora da mão esquerda…

      • Pode até não existir certo ou errado, mas que se fosse tudo padronizado seria muito melhor, isso com certeza! E se fosse para padronizar, com certeza seria muito melhor alterar os 10% dos países do mundo que tem mão inglesa do que os outros 90%!

        • Padrão em tudo acaba com as particularidades de cada povo. Imagina se inventam de padronizar as línguas também? Questão cultural não se padroniza, na minha opinião, e o volante do lado direito, é sim uma questão cultural.

          • Acho meio exagerado esta comparação entre a língua e a mão de trânsito, mas ok, nem estou erguendo a bandeira de que deveria ser padronizado. Só quis dizer que se fosse para padronizar, que se tornasse tudo mão francesa, afinal de contas cerca de 90% dos países a utilizam!

            • Cara, não faz sentido. Não tem que mudar. Como se reeduca sei la quanto milhoes de motoristas só pra padronizar. É muito mais fácil as pessoas de cada uma que não se sentirem seguros não dirigirem nos países onde a mão é contrária.

    • Tem um fator muito importante que nao foi abordado no texto. Essa questão de impor a mão seja ela inglesa o francesa, faz parte da imposição cultural do pais dominante. Uma forma de se impor perante aos dominados é tambem impondo sua cultura, idioma e costumes.

    • Não existe certo. É o costume de cada país. E a coordenação motora não é tão ruim assim. Em 5 minutos vc ta mais que acostumado. Eu não errei engate por mão boba nenhuma vez. Mas peguei uma Hilux e aquele cambio horrendo me fez errar de segunda pra terceira e entrar a primeira umas 3x, e pra quinta umas duas… mas nada demais…. o engate da marcha que era ruim mesmo.

  • aprende-se bem rápido…. no começo quase atropelei um ciclista, mas após 1h dirigindo, já estava ok, isso num carro de cambio manual. Atenção especial é de que não existe regra quanto à posição das alavancas de pisca e de limpador. O que percebi é que em carros de origem europeia, as alavancas continuam na mesma posição que nos carros com volante do lado esquerdo (mão direita pra limpador, mão esquerda pra pisca) e que em carros de origem asiática, as alavancas se invertem (pisca com mão direita, limpador com mão esquerda)

      • É igual aqui. Mas ao invés de ir pra esquerda você vai pra direita e o carro no sentido oposto estará vindo pela sua direita… nao é nada que uns minutos não te acostumem. Negocio é usar a faixa lateral direita como ponto de guia. Se você estiver proximo a ela, estará no lugar certo…

        • É que me referi a visibilidade do fluxo contrário. Talvez dando uma distância maior com o veículo da frente ajudaria? Ou então levar um passageiro esperto e responsável para ser “olheiro”.

    • Exato!! Recentemente viajei para a África do Sul e aluguei um VW Polo – alavanca do limpador e seta estavam iguais à daqui, mas vi um Hyundai Accent onde estas estavam invertidas…

      • Alguns carros têm suas diferenças aqui também. Pra ligar o limpador em alguns carros coloca a alavanca pra cima, outros pra baixo, outros num botão do painel. E pra esguinchar água no para-brisas em uns se gira a ponta, outros aperta a ponta ou botão no painel também.

  • Em setembro estive na China e desembarquei em Hong Kong. Curioso que lá em HK a mão é inglesa, mas alguns carros de lá podem circular na China (principalmente vans e táxis) então o trânsito mistura todo com carros com volantes dos dois lados. Achei bem curioso e na loucura de lá, eles parecem “se entender”.

  • Ruim é dirigir nas Bahamas. Lá a direção é inglesa, mas a maioria dos carros são americanos, assim temos que dirigir com o volante do lado certo (brasileiro), mas no sentido contrário da via. Muito esquisito. Outro lugar ruim é qdo vamos da China continental para Hong Kong. China tudo normal, mas em Hong Kong a mão é invertida.

  • Interessante,nunca tinha pensado desta maneira! Até achava q era pra ser diferente do resto do mundo por capricho Inglês.
    Só não entendo no Japão,e nesta época teve a padronização europeia de medidas,tbm por isto a maioria é da direita.

  • dirigi na nova zelandia e posso dizer: foi bem mais dificil dirigir quando eu voltei pro brasil.
    A cabeça já pensava com a mão inglesa e até acostumar com a daqui de novo levou um tempo.

  • Na verdade e bem fácil se acostumar eu morei no Japão e a dica pra se acostumar é sempre o lado do motorista tem que está virado para o lado da faixa da pista assim como no Brasil se vc por isso na cabeça vc nunca erra!!!

  • Precisamos de boa vontade para o mundo adotar padrões mundiais. É possível, viável e inteligente q os países de mão inglesa mudem. Mas não só. Devemos também adotar o sistema internacional de medidas, acabando com polegadas, jardas, graus fahrenheit, libras, etc. Também seria interessante q todas as línguas adotassem o mesmo alfabeto, e no futuro distante a mesma língua. Tudo isso geraria absurdas economias globais. Mas não só: o mesmo sistema de leis, de legislações (de poluição, de produtos químicos aceitáveis,…). Há muitas padronizações a fazer, contribuindo para um futuro estado mundial.

  • “Não seria melhor se todos os países tivessem o mesmo sistema?” Sim, principalmente para quem fabrica e exporta carros para os dois tipos de mercado rsrsrs

  • Uma dúvida que eu tinha era se a Holden tinha utilizado o painel do Opel Omega nos Commodore exportados para o Brasil ou se tinha desenhado um painel para nós, mas logo depois descobri que o volume de Commodores exportados com mão francesa para o Oriente Médio como Chevrolet Lumina era muito maior e eles já faziam isso antes de exportar para cá.

    • Última frase:
      “Mas em relação aos pedais, nada muda. Você continuará usando o pé esquerdo para a embreagem e o direito para frear e acelerar.”

  • Ingleses têm a mania de serem diferentes, isolados do mundo como uma ilha que é o país. Até hoje não mudaram as unidades para o sistema internacional de medidas (sistema métrico) e insistem na mão inglesa alegando uso de espadas ou chicotes.

    Toda mudança incomoda, mas manter-se diferente da maioria o tempo todo é bem pior.

    • No meu ponto de vista não tem diferença nenhuma. No Japão eles comem com palito e se viram muito bem assim. Na Australia tem canguru, cobra e altos bixos mortais no meio da rua, e eles se viram muito bem com isso. Sistema de medidas é algo que da demais pra se virar e eles aprenderam assim, não tem como mudar agora.

  • Suécia até os anos 70-80 era mão inglesa….na época o governo suéco fez uma campanha nacional para a troca do sentido, onde o grupo ABBA iniciou uma turnê para capilarizar a notícia.

  • Na verdade, isso que foi falado de que eram colônias inglesas não faz muito sentido pois muitos países europeus usavam a mão inglesa. A Alemanha, a Holanda, a Suécia… A Suécia decidiu mudar a sua mão numa quarta-feira ao meio dia. Pensa numa confusão…

  • O lado asiático da Rússia e a Mongólia também tem volantes ao lado direito, não há regras, é comum ver carros com volantes de ambos os lados. Deve-se ao fato da importação de carros proveniente do Japão e não há legislação no mercado. Marcas como Volkswagem, Audi e BMW tem volante no lado esquerdo e são muito presentes em Moscou e São Petersburgo. Já a Toyota vende bastante para Vladivostok, Ulan Ude e Ulan Bator (capital da Mongólia) e regiões com volante do lado direito.

  • Dirigir na mão inglesa é bem estranho de começo. A gente acaba comendo faixa o tempo inteiro e a terceira, teima em entrar onde é a primeira pq não estamos acostumados a usar a mão esquerda para as trocas e as posiçoes de marcha, são exatamente as mesmas (nesse caso, pra engatar a primeira, jogamos a alavanca contrária ao corpo e trazemos a quinta em direçao a coxa da perna esquerda). Na Austrália e na Nova Zelândia, que foi onde dirigi ainda tinha outro problema: os acionadores de seta e limpador não tinham um padrão. Os carros da Holden (chevrolet aqui) utilizavam do lado contrário dos outros carros, e a Ford tinha tanto de um lado quanto do outro, variando de acordo com o modelo. A maior vantagem que percebi é que como os pedais são na mesma ordem daqui, há apoios generosos pro pé esquerdo na maioria dos carros, já que não há necessidade de aproveitar as caixas de roda pro mesmo. Mas o costume vem em uns 20 min dirigindo. Nada que nenhum motorista habilidoso ou consciente não pegue rápido. E de todos os problemas, esse é menor. Cada país tem sua lei de transito e quando se viaja pros EUA por exemplo, vemos o tanto que o Brasileiro em geral é sem educação e como o nosso código de transito é falho. Sempre tem preferência quem já está na rotatória, e NUNCA a preferência é de quem está na direita em cruzamentos e sim de quem chegou primeiro e isso é MUITO respeitado nesses países. Aqui seria um caos. Perdi as contas de quantas vezes fui parado nos EUA por fazer barbeiragens bobas como ficar mudando de faixa, não utilizar os faróis acesos ou não seguir o fluxo dos outros carros na estrada – SIM, o limite de velocidade é estabelecido pela velocidade média geral. Se todos andarem a 180, multado será quem estiver a menos de 90.

  • eu ja dirigi um WRX Sti e a primeira vez foi beeem estranho, ja que o cambio manual continua com a mesma escalonação, so que a primeira e a segunda eh uma leve empurrada pra esquerda ao invés de puxar. Em carro automatico eh mais suave, mas mesmo assim as primeiras vezes da uma impressao muito estranha. Acho que eh questao de costume, mas as poucas vezes que dirigi e intervalos longos de tempo entre uma e outra, foi bem engraçado.

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