Elétricos Esportivos Híbridos Porsche

Porsche define estratégia com modelos tradicionais, elétricos e híbridos plug-in

mission-e-1 Porsche define estratégia com modelos tradicionais, elétricos e híbridos plug-in

A Porsche já definiu sua estratégia para embarcar rumo aos carros elétricos e híbridos plug-in. A marca alemã continuará a fazer o que sempre fez bem, construir carros esportivos com potentes motores boxer movidos por gasolina. Eventualmente, os propulsores diesel para parte de sua gama estarão garantidos, pelo menos para a próxima década.



No entanto, a marca alemã vai mergulhar de cabeça no segmento de carros elétricos, mas sem deixar de lado os híbridos plug-in. Uwe Michael, chefe da divisão de eletrônica da Porsche, revelou que a empresa buscou soluções para alguns problemas dessa nova realidade, que de maneira nenhuma deve desapontar os clientes da marca.

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Com os olhos voltados ao projeto Mission-E, a Porsche diz ter encontrado a solução para a recarga. Afinal, se hoje é fácil e rápido (mas não tão barato…) reabastecer um 911 após umas “voltas rápidas”, o mesmo não ocorre com um carro elétrico, por mais high tech que ele possa ser. Mas, a engenharia da empresa alemã parece ter encontrado a saída para esse detalhe, reduzindo o tempo de recarga para apenas 20 minutos.

Segundo Michael, o futuro Porsche elétrico será recarregado em um sistema de 800 volts. Esse alimentador terá o dobro da tensão dos atuais carregadores de carros elétricos, o que reduzirá enormemente o tempo plugado. Mas, para que isso seja viável, a bateria a bordo do bólido também terá de ter a mesma tensão. Além disso, a Porsche optou por aumentar a tensão ao invés da corrente, visto que dessa forma, não necessita empregar um cabo mais espesso para suportar a carga maior, reduzindo assim o peso a bordo do carro.

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Com esse tempo de recarga, a Porsche deve garantir 400 km de autonomia extra para seu futuro esportivo elétrico, cujas baterias de 800 volts estão sendo desenvolvidas em parceria com LG Chem e Samsung. Nessa estação de recarga, até três carros poderão ser recarregados ao mesmo tempo sem que o dispositivo acesse a rede pública de energia elétrica, pois funcionará também como um acumulador. Isso permitirá que o mesmo se alimente de eletricidade em períodos de baixa demanda e tarifa mais barata, reduzindo os custos com energia.

Além disso, os clientes da Porsche terão ainda carregadores domésticos variáveis, que se ajustam à tensão do modelo plugado. Assim, o futuro 911 Plug-In Hybrid terá carregamento de 3,6 kW, enquanto o Mission-E terá saídas de energia de 11 kW ou 22 kW. Os novos modelos elétricos e híbridos serão totalmente integrados à rede e receberão atualizações online, bem como serviços diversos, incluindo compras e entregas a bordo.

[Fonte: Autoblog]

 

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  • Handlay P.B.

    Esses noveis carros ecológicos que a Porsche está engendrando deverão ser legais, deverão ter um desempenho auspicioso, apesar de acabar com muitas tradições atinentes a história dessa marca. De acordo com rumores, os futuros carros elétricos da Porsche poderão compartilhar diversos componentes com os automóveis a energia da Audi, talvez baterias, motores elétricos e plataformas. Resta saber se esses noveis elétricos terão uma dinâmica inferior, principalmente em estradas anfractuosas, visto que as baterias avultam muito o peso dos carros. Talvez daqui a algumas décadas, esses carros sobrepujem os automóveis movidos a suco de dinossauro e estes, já anacrônicos, acabem saindo de linha. Resta saber se a Porsche adotará a disruptiva tecnologia autônoma em seus veículos, o que pode acontecer com o Macan e Cayenne no futuro.

    • Raul Pereira

      Por curiosidade hoje estava almoçando e vendo supermáquinas no Discovery. O episódio era sobre o 918 e ele quebrou o recorde Nunburgring, onde a pista tem diferentes provações para o carro. Então teoricamente dinâmica não será problema, mas temos que contar que as soluções para isso custam caro e refletem no preço dos carros. Para superbólidos não faz diferença, mas para os populares de outras marcas, talvez.

  • Ⓜ️arcelo

    os carros elétricos são mais marketing do que ecologicamente corretos, pois a poluição gerada para se produzir baterias é muito maior do que a poluição gerada por veículos a combustão

    • TunAV

      Cuidado… Os fanáticos iludidos pelos media irão comer seu figado ao pequeno almoço…

      • th!nk.t4nk

        Desinformação. Sou engenheiro de P&D no setor automotivo na Europa, e afirmo que hoje temos tecnologia para reciclar completamente as baterias de lítio. O custo nao é baixo, mas tende a cair muito com a demanda futura. Os motores elétricos também são muito menos poluentes em sua produçao, mesmo com o uso de terras raras e tudo mais. As pessoas nao têm ideia da quantidade de minério e poluiçao necessária para fabricar um motor à combustao, com a complexidade de milhares de peças e ligas, envolvendo ainda diversos sistemas auxiliares que simplesmente desaparecem num carro elétrico. É incomparável. Some a isso a eficiência energética muito superior no motor elétrico, e a possibilidade de geraçao limpa. É um verdadeiro esculacho.

    • Handlay P.B.

      Os automóveis elétricos hodiernos podem ter esses óbices que tolhem sua viabilidade para as massas, porém, com os investimentos dos governos em geração de energia abnóxia ao meio ambiente, com os gastos de bilhões de dólares para engendrar carros elétricos cada vez melhores (e talvez até baterias com produção inócua a natureza) e com o afã dos engenheiros, os carros elétricos podem se tornar viáveis, sobrepujarem os carros movidos a suco de dinossauro e terem um futuro auspicioso no primeiro mundo. Já no terceiro mundo, creio que seria melhor os automóveis elétricos com geradores, visto que não dependem de energia elétrica (não avultando demasiado o consumo na infraestrutura energética precária desses países) e são extremamente parcos, como o Nissan Note e-Power cujo consumo é de 37,2 km/l.

      • Ⓜ️arcelo

        exatamente estes “talvez”, por enquanto, tornam-se uma realidade de futuro obscuro com relação a uma energia realmente limpa

    • Luis Burro

      Mas hj há a poluição pela produção de baterias e pela combustão,msmo q a de produção continue a de combustão vai diminuir muito,então já haverá um ganho ambiental.

    • Luis Burro

      É muito mais facil controlar a fonte do q os consumidores.E pra economizar o humano é capaz de qlqr coisa,msmo q isto vá matá-lo a longo prazo!

    • Raul Pereira

      É algo a se pensar, de fato. Entretanto, precisamos começar de algum lugar. Até porque a humanidade já produz muito mais lixo do que o planeta suporta.

      • Ⓜ️arcelo

        E as baterias são mais lixo. Quando as garrafas pets chegaram foi uma revolução, pois podiam ser 100% recicláveis e não colocariam em risco nenhum ao ambiente, porém a nossa realidade é totalmente ao contrário e hoje isso é um problemasso para o meio ambiente.
        Na minha opinião o rumo da motorização elétrica será o mesmo.

        • th!nk.t4nk

          BS. As garrafas de PET são sim 100% recicladas em dezenas de países. Se isso nao ocorre no Brasil, me desculpe, mas é um problema local e nao uma limitaçao da tecnologia do polímero. Idem para as baterias de lítio, já há tecnologia pra reciclá-las 100%.

          • Ⓜ️arcelo

            Provavelmente você nunca ouviu falar e nem viu a ilha de plastico acumulada no oceano pacifico com proporções de um continente, com certeza aquilo ali não foi só o problema no brasil amigo.
            Eu sei que existem tecnologia para recicla-las mas o problema final não é este

            • th!nk.t4nk

              Em primeiro lugar vamos esquecer um pouco o papo sobre meio-ambiente. No fundo todos nós sabemos (consumidores, fabricantes, engenheiros e etc) que isso é antes de mais nada uma desculpa pra verdadeira motivaçao (criar uma nova demanda no mercado). Mas o que realmente motiva as vendas é a perspectiva de baixar o custo por km rodado. Isso o carro elétrico nao faz hoje, ainda (afinal os elétricos sao mais caros). Mas é uma mera questao de um par de anos até o jogo virar. No fim todo mundo se beneficia, até mesmo o meio-ambiente (a longo prazo). A ilha de plástico no meio do oceano nao vai sumir, mas pelo menos teremos carros melhores e mais baratos pra manter, além de movimentar uma indústria importante.

              • Ⓜ️arcelo

                A ilha de plástico no meio do pacífico não vai sumir mesmo, isto é sinal de que não é e nunca foi auto suficiente a reciclagem dos pet e assemelhados, ela só aumenta, e um futuro obscuro no espera com o monte de lixo produzido pelas baterias que serão descartadas.

                • th!nk.t4nk

                  Sem garrafas de PET você iria gastar muito mais com transporte. O vidro é pesado demais. Além disso, repito: em dezenas de países o plástico é quase 100% reciclado (nao só o PET). O Brasil poderia ir pelo mesmo caminho, se tivesse administradores públicos minimamente preparados. A reciclagem gera emprego pra muita gente, além de fomentar processos de automaçao, de engenharia de materiais, etc. Nao é nenhum bicho de sete cabeças, basta competência e vontade pra mudar essa situaçao. Por fim, sem plástico estaríamos comprando comida na forma de grãos a granel até hoje, ou usando latas de aço cuja extraçao e processamento da matéria-prima é ainda mais danosa (fora que é muito mais difícil e custoso reciclar metais do que polímeros).

        • Raul Pereira

          Definitivamente é algo a se pensar e ficar atento, mesmo. Entretanto, precisamos começar a resolver o paradigma do combustível fóssil de algum lugar

  • impostoéroubo

    em q ano?

  • Luis Burro

    T o visual do conceito!Tomara q seja lançado ou a proxima geração de um modelo de produção.

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