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Preço do lítio sobe com a ascensão do carro elétrico

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O lítio é considerado a nova gasolina pelo banco Goldman & Sachs, um dos mais importantes do mundo. A nova commodity representa o futuro do carro elétrico, mas está inflacionando seus preços nos últimos anos por conta do crescente aumento na produção deste tipo de veículo.

Com o crescimento nas vendas de carros elétricos, acelerada pelo Dieselgate envolvendo os motores diesel da Volkswagen e as suspeitas sobre a emissão exagerada de NOx em propulsores alimentados pelo óleo combustível em outros fabricantes, só fez aumentar o interesse do consumidor pelo carro elétrico ou híbrido plug-in.

A previsão é que 40% da produção mundial em 2025 será composta por veículos dos segmentos citados acima, o que representaria em números atuais, 40 milhões de veículos que portam uma bateria de lítio. Um fator para esse volume será a redução de custos, pois hoje um carro elétrico é 45% mais caro que um diesel, mas daqui há 10 anos, estima-se que caía para 5%.

O crescimento no consumo de lítio para o transporte crescerá 25% enquanto seu uso para aparelhos eletrônicos terá alta de somente 3% nos próximos 10 anos. Diante disso, o preço do lítio vem subindo no mercado global. Atualmente a tonelada do espodumênio – mineral de onde se extrai o lítio – custa US$ 480, cerca de US$ 100 a mais que em 2014.

Para alguns, o aumento dos preços do lítio é preocupante. Isso porque quem produz o carbonato de lítio – usado para fazer baterias e outras áreas da indústria – se resume a quatro empresas internacionais, que detêm 85% do mercado mundial de lítio. Os preços subiram 215% em apenas seis meses, recentemente, passando a custar US$ 19.000/tonelada.

O mineral é extraído de jazidas localizadas na Bolívia, Chile e Argentina, sendo o primeiro tem reservas de 22,7%, o que significaria 40 milhões de toneladas. Logo depois aparece o Chile com 18,9% e a Argentina com 16,4%. O país vizinho da região Centro-Oeste quer ser o maior exportador de lítio do mundo.

Rival? Por enquanto não. O lítio não tem rivais. Várias universidades e empresas pesquisam outros materiais para confecção de baterias para automóveis, mas até o momento, os projetos que deram certo são inviáveis financeiramente. Ou seja, o lítio vai continuar dominando a produção de baterias.

[Fonte: El Pais]

Agradecimentos ao Eike Bossato.







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