Governamental/Legal Segurança

Projeto de lei: Carro enfrentará crash test antes da comercialização

Projeto de lei: Carro enfrentará crash test antes da comercialização

A segurança dos carros vendidos no Brasil é um assunto que vem ganhando cada vez mais importância nos últimos anos, especialmente após os testes feitos pelo Latin NCAP.


Na esfera política, muito se debate a proteção dos ocupantes em caso de impacto, mas até o momento, as regras no país ainda estão longe de mercados consolidados, como EUA e Europa, por exemplo.

Em Brasília, se discute no momento um projeto de lei que visa avaliar um modelo de automóvel a ser vendido no país, antes mesmo de sua chegada. Isso é o que diz o texto do Projeto de Lei do Senado (PLS) 152/2017, de do senador Elmano Férrer (Podemos-PI).

O PLS 152/2017 foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, mas ainda precisa passar por um turno suplementar para ser confirmado e então seguir adiante em outras comissões. Porém, o próprio texto do projeto de lei foi alterado por substitutivo elaborado pelo relator, senador Fabiano Contarato (Rede-ES).


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O motivo é que o PLS 152/2017 originalmente tornava obrigatório o teste de impacto veicular para eventual certificação de todos os veículos novos vendidos no Brasil. Porém, o senador Contarato modificou o texto para apenas carros de passeio, o que tiraria assim da lei os demais tipos de veículos.

Outra alteração na proposta é que a lei, caso sancionada, entre em vigor somente dois anos depois de sua vigência legal. Além disso, o substitutivo também alterou o original ao adicionar como forma de informação ao consumidor, um selo com tamanho, cor e classificação ainda por definição.

Originalmente, o PLS 152/2017 pretendia apenas as próprias montadoras divulgassem na mídia de forma geral, inclusive internet, os resultados dos testes de seus modelos. A exigência de divulgação por todos os meios também consta no substitutivo.

A obrigatoriedade do teste não será apenas dos carros nacionais, mas também dos importados, que só serão liberados mediante comprovação de testes de segurança feitos em seus países de origem, amparados aqui pelo Contran.

Os dois senadores avaliam que o projeto de lei reduzirá as mortes no trânsito e também o impacto no SUS e Previdência Social. Atualmente, os principais modelos lançados no mercado nacional já chegam com seus testes de segurança divulgados.

[Fonte: Senado]

 

Projeto de lei: Carro enfrentará crash test antes da comercialização
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Chris

    Seria bom que tivesse uma placa bem grande ao lado de cada veículo informando quantas estrelas ele possui. Ou um adesivo como o de consumo de combustível. Segurança sempre em primeiro lugar.

    • Dudu Pimentel

      O do consumo de combustível já tem…é feito pelo INMETRO e o design é semelhante as etiquetas de consumo de eletrodomésticos (tb tem nota de consumo do modelo e nota de consumo segundo a sua categoria, separados em A,B,C,D e E).

      • Wall André

        Ele sabe que já tem, apenas usou como exemplo.

    • Emanuel Schott

      Primeiro tem que organizar melhor os critérios.

      Estrelas são uma “sopa de estrelinhas”, coloca no mesmo balaio carros com nível de segurança bem diferentes porque não tem esse ou aquele item.

      Onix da geração anterior foi pior no crash test e não tem ESC em nenhuma versão. Mas nessa de estrelas, tem o mesmo nível do Argo que foi melhor nos testes de colisão e tem os equipamentos de série ou como opcional na maioria das versões.

    • Marco Correa

      Ou botar uma foto do carro depois do crash test para o consumidor ver como fica… :)
      O adesivo seria muito bom mesmo…

  • Chevalier

    Um absurdo! O Estado cada vez mais se metendo na vida das pessoas.

    • PPRoach

      Se o cara bate e tem ferimentos, quem gasta é o estado (SUS).

      • Cesar

        Tu acha mesmo que alguém fica internado em hospital público?
        Eu até gostaria, mas o trem está tão feio que nem na emergência consigo ser atendido.

        • Bruno Silva

          TODOS os que sofrem acidentes de trânsito vão para hospitais públicos, de lá são transferidos para particulares SE tiverem plano. Lembrando que dependendo do caso ainda, os primeiros atendimentos e conforme gravidade, nem se transfere para particular.

        • Gran RS 78

          Não fale besteira, pois na cidade que eu moro, o hospital público é de boa qualidade, inclusive a maioria dos acidentados são atendidos primeiro nesse hospital, para depois serem transportados para outros que tenham plano de saúde.

          • Cesar

            Diz ai onde é que eu vou mudar para aí. Aqui não tem um que funcione. Todo dia sai no jornal. É elevador que não funciona, caldeira, ar condicionado e por aí vai.

            • Gran RS 78

              Serra Negra, interior de São Paulo. Hospital Santa Rosa de Lima.

    • Jonas

      Sarcasmo?

      • Chevalier

        Claro que não. Faço parte do grupo que pede menos Brasília e mais Fusca.

    • Rafael Alves Dos Santos

      Realmente um absurdo, coisa de países comunistas como os EUA!
      (absolutamente irônico)

    • Lucas de Lucca

      Cara não é nenhum absurdo. Pelo que entendi um resultado ruim não impedirá o produto de ser vendido então não está afetando em nada a liberdade do cidadão de comprar o que quer, visa apenas informar que aquele carro é inseguro. Se o comprador quiser comprar mesmo assim problema e direito dele.

    • Pedro Henrique

      sugere então oque? que a mão “invisível” do mercado regule e o consumidor que faça suas escolhas? como tava sendo na época do celta, classic, gol, palio? aquelas latas de sardinha mortais que nem air bag tinha?
      pois agradeça a intervenção do estado por você ter estepe, retrovisor, cinto de segurança, air bag, abs…

    • Dafomg

      Não existe Estado zero jovem. Regulamentações vão e precisam sempre existir e sempre vão partir do estado.

    • IPZ.4

      Se isso for sarcasmo, foi uma excelente jogada que derrubou um monte de distraído hahahaha

  • Eduardo T. Küll

    Que é como deveria ser e, como alguém aqui já disse, com uma placa sobre o seu desempenho no crash test.

  • carnero

    Até que enfim começaram a falar sobre isso…
    Todavia, acredito que o melhor órgão para implementar essas diretrizes é um órgão técnico como o Inmetro ou Denatran e não o senado, que não tem base para especificar o que deve ser avaliado em um crash test

    • Cesar

      Na verdade, seria a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. De maneira a se estabelecer os critérios.

  • Pipo pipo

    Excelente notícia, porém o primeiro a se interessar deve ser o consumidor. Se ainda não fez o crash test não compre.

    • Pedro Henrique

      esse é o ponto da lei, não vende enquanto não fizer o teste (mesmo que se saia mal).

  • Paulo Jr.

    É louvável essa atitude, porém acho anti-ético restringir essa obrigatoriedade apenas aos carros de passeio, independente do tipo de veículo, temos que lembrar que são vidas em jogo, nenhuma tem menos importância que a outra!

  • Eng Turbo

    Ótima iniciativa!! Nada mais justo.
    Aproveitem que tirem da gaveta a politica de renovação de frota (Não quero acabar com carros antigos, apenas tirar de circulação as sucatas ambulantes).
    As duas coisas deveriam trabalhar juntas,intensificar a segurança dos carros novos, assim como retirar de circulação os veiculos com baixo indice de proteção/condições de rodar.

    Mantive contato com pessoas influentes do setor, e a ideia inicial era ÓTIMA!
    – A renovação seria realizada de trás pra frente, ou seja, veiculos com mais de 30 anos (Exemplo) seriam sucateados, e os proprietários teriam incentivos (verdadeiros) pra trocar por um carro zero, o qual ja atende dos niveis de segurança, emissões, etc.
    Na sequencia a regra se aplicaria a veiculos com +20 anos….e assim até atingir um nivel de +-10 anos médio da frota.
    Seguindo essa logica, as montadores, sistemistas, cadeia, etc….teriam tempo pra se planejar, produzir e entregar, sem resultar em “inflação” por demanda.

    • Fabio Leite

      Primeiro para essa reciclagem de carros primeiro deve-se retirar a ideia que carro é patrimônio e cobrar imposto baseado em seu valor. Eu mesmo tenho um carro mais antigo, que é muito bom mas para comprar um novo equivalente, alem de altíssimo valor(+100k) ainda tem o IPVA de 3% por ano do carro só porque o tenho. Quando mudar isso, vai ser possível essa atualização.

  • leandro

    Eu ouvi um amém? 🙏

  • RKK

    Era o mínimo que se esperava…

  • Benedict Benedito

    Aleluia :)

  • RicardoVW

    Aqui no Brasil carros são testados pelos clientes e depois de uns 5 anos resolvem os problemas, as vezes nunca!

  • Comentarista

    Mas os veículos vendidos no Brasil já passam por crash-tests para poder vender no país…

    que estranho essa notícia…

  • João Carlos Ribeiro Previdi

    Tem também que tirar de circulação as jambiracas que põem em risco as pessoas que estão de carro

  • Sino Weibo

    Isso ja existe nos EUA desde os anos 80, e na Europa. Ate a China tem e é oficial. Brasil é leeento.

  • ideia interessante.. mas que tal também liberar a motorização a diesel para qualquer veículo!?

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