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Próximos Peugeot 2008 e Citroën C3 devem crescer com plataforma chinesa

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A PSA tinha um plano de compartilhar a plataforma modular EMP2 também para os modelos compactos que hoje utilizam a base PF1, tais como C3, 208, 2008, C4 Cactus, entre outros. A PF2 – dos 308 e 408 vendidos aqui – está sendo substituída pela modular de origem francesa.

No entanto, para reduzir custos de produção envolvendo a PF1, utilizar a EMP2 resultaria em um investimento enorme, que a PSA não pode fazer no momento. A base modular nesse caso seria chamada de EMP1 e seria uma concorrente direta da MQB-A0 da Volkswagen e da CMF-A da Renault-Nissan.

Porém, com os custos mandatórios nesse caso, a PSA decidiu unir o útil ao agradável. Com a recomposição societária da Peugeot-Citroën, onde o controle acionário foi dividido em três partes iguais de 12% entre governo francês, família Peugeot e a chinesa Dongfeng, a empresa partiu para algo maior com a última.

psa-platform

CMP

Assim, nasceu o projeto CMP ou Complex Modular Platform. Ela será a alternativa à EMP1 e dará corpo aos futuros compactos da Peugeot, Citroën e DS, além da própria Dongfeng e suas marcas associadas. Por conta dessa mudança de estratégia, semelhante à utilizada pela Geely e Volvo, os lançamentos do grupo terão um atraso de geração.

A previsão é que a CMP irá emplacar o primeiro carro em 2019. Até lá, a PF1 continuará sustentando os carros compactos do grupo francês. Também é por esse motivo, além das perdas na região, que o Novo C3 europeu não virá, sendo aqui substituído por um equivalente de projeto chinês.

Essa manobra não é novidade na PSA Mercosul – apesar de muita gente ainda achar o contrário – pois desde o Citroën C4 Pallas, que a filial regional se abastece de projetos oriundas da PSA-Dongfeng. Atualmente, o Peugeot 408 e o Citroën C4 Lounge compartilham seus DNAs com os chineses.

De acordo com o site UOL, Carlos Gomes, presidente da PSA Mercosul, disse que o C3 atual está alinhado com a gama de produtos local e a empresa seguirá atualizando seus produtos até 2021.

Realmente é um tempo longo para uma renovação completa, mas a região anda dando prejuízo para os franceses e com a crise atual no mercado, qualquer renovação mais profunda se torna a primeira coisa a ser cortada.

Peugeot-208-HYbrid-Air

Então, o que virá?

Como alguns modelos de outras marcas presentes no país, os atuais Citroën C3 e Peugeot 208, por exemplo, deverão ficar bem mais tempo sobre a PF1 e sofrendo facelifts nos próximos cinco anos, pelo menos aqui, segundo o chefe regional da PSA.

Mas em termos globais – lê-se Europa e China – os compactos da PSA deverão aparecer com a CMP já em 2019, o que significa que o Novo C3 deve usar a nova base por volta de 2020. Provavelmente antes dele, o Peugeot 208 embarque na base modular e com ele o 2008. Um Novo DS 3 ou sucessor em forma de crossover também deverá surgir dessa forma.

A CMP trará aos compactos da PSA novas tecnologias e a capacidade de carregar baterias de lítio, ganhando assim versões elétricas ou híbridas plug-in que totalizaram 11 modelos no grupo até 2021. O foco será tanto a China quanto a Europa, onde o segmento deverá crescer bastante na próxima década. Maior tamanho e espaço interno, assim como o visto no Novo C3, serão algumas das vantagens da arquitetura franco-chinesa.

Aqui, podemos esperar por um Novo C3 e quem sabe um Novo Cactus, além dos Novos 208 e 2008. O C3 Aircross pode dar lugar ao global Novo Aircross, que deve se transformar em breve num SUV de porte médio, intermediário entre os Novos 3008 e 5008. Este provavelmente será feito sobre a EMP2 e, assim, importado.

[Fonte: UOL/Auto Express/Auto Home]







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