Brasil Citroen Mercado Peugeot

PSA: 16 lançamentos para o Brasil até 2024

PSA: 16 lançamentos para o Brasil até 2024

A Peugeot-Citroën está preparando 16 lançamentos para o Brasil até 2024. O grupo francês continua batalhando para mudar a imagem da Peugeot e ampliar as vendas da Citroën, mas para isso precisa de novidades. Segundo o jornalista Fernando Calmon, no site UOL, a empresa começa com o C4 Cactus, que já roda sem camuflagem por diversos lugares sem a menor preocupação em esconder-se.


O Citroën C4 Cactus chegará muito em breve com opções de motor 1.6 Flex de até 118 cavalos com opção de câmbio automático EAT6 e opção manual, além do motor 1.6 THP Flex – confirmado oficialmente – com até 173 cavalos. Este também obrigatoriamente terá câmbio automático. O modelo sofreu alterações para o mercado brasileiro, em especial nas portas traseiras.

Em relação aos demais produtos, Calmon fala de sobre a plataforma modular CMP. De acordo com ele, os modelos 208, 2008, 308 (provavelmente o 408 também), C3 e C4 Lounge serão feitos sobre a nova arquitetura, que está em desenvolvimento com a chinesa Dongfeng. Essa plataforma estreará na DS através do DS 3 Crossback, que já foi revelado através de patente.

PSA: 16 lançamentos para o Brasil até 2024


A nova base será produzida em El Palomar, Argentina, mas provavelmente nos próximos anos, a planta de Porto Real-RJ deve abandonar completamente a PF1 dos modelos atuais para fazer a base única. Na Europa, o próximo 208 surgirá em Paris já com a CMP e dará uma noção de como ele será por aqui. O mesmo em relação ao 2008, mas ainda não se sabe se ganharão em entre-eixos.

O que se pode ver do DS 3 Crossback é a manutenção de medidas compactas, embora a China exija uma base alongada, como visto no C3 L Aircross. A dupla 208/2008 deverá também receber o motor 1.2 Puretech Turbo de 110 ou 130 cavalos (provavelmente a segunda opção), visto que o Rota 2030 exigirá mais 11% de média de redução nos próximos cinco anos. Até o 1.6 THP pode evoluir para sua versão Puretech vista no 508.

O que chama atenção é a dupla 308/408. Como se sabe, a base PF2 praticamente já não é feita na Europa e aqui não haverá a EMP2. Com a CMP, esta dupla pode ter uma nova vida, mas com o mercado cada vez mais hostil aos hatches médios, apenas um novo sedã  poderia surgir como alternativa junto com o sucessor do C4 Lounge. A receita provavelmente será repetida na China, embora 308/408 já sejam feitos sobre a EMP2, mas o Citroën ainda carrega a PF2 por lá.

Além disso, ainda existe o Aircross atual, que pode ser substituído por um crossover derivado do próximo C3, buscando exatamente disputar com semelhantes propostas no mercado nacional, ficando abaixo do C4 Cactus. Não se pode esquecer do C5 Aircross, devidamente importado da França.

PSA: 16 lançamentos para o Brasil até 2024

Por fim, a picape média da Peugeot deve chegar, mas não será aquela vista na África, oriunda de um clone da Nissan feito pela Dongfeng. A proposta pode passar pelo desenvolvimento de um novo produto com a chinesa ou associação com a Toyota. Haverá ainda as novas gerações das vans Boxer e Jumper, bem como das multivans Partner e Berlingo.

No final das contas, ficariam faltando três produtos e estes certamente serão preenchidos pela DS, que voltará ao mercado muito provavelmente com DS 3 Crossback, DS 7 Crossback e talvez um terceiro modelo.

[Fonte: Fernando Calmon/UOL]

PSA: 16 lançamentos para o Brasil até 2024
Nota média 4.6 de 5 votos

70 Comentários

Clique aqui para postar um comentário

  • Precisam colocar o turbo no 1.2 urgente, a empresa está com vendas magras e precisa ter um diferencial para aumentar as vendas… É capaz da Renault, que vende bem mais, trazer antes o 1.2 turbo. Esse segmento de Crossover e SUV’s vai estar inundado em pouco tempo e os que não forem melhores vão sucumbir.

    • A PSA precisa mesmo é de acelerar sua estratégia de mudança de imagem de pós-venda, em conjunto com uma gama de produtos mais adequada ao que o mercado procura.
      Hoje o lineup das duas marcas é muito limitado, contendo apenas produtos de nicho e de baixo volume de comercialização.
      Claro que o motor 1.2 turbo seria positivo, mas trazê-lo para colocar nesta mesma gama de modelos que temos hoje não vai melhorar em praticamente nada as vendas do grupo. É mais ou menos como aquela conversa do “precisa urgentemente de colocar o câmbio de 6 marchas”. Colocou e o impacto em vendas foi quase que zero.
      Veja o que temos a venda hoje nas duas marcas:
      – Peugeot: praticamente só 208 e 2008 nacionais, já que 308 e 408 trazidos da Argentina praticamente já não estão disponíveis para venda (somente com encomenda e paciência para comprar um deles). Temos ainda Boxer (exclusiva para serviços) e o 3008 importado, o qual tem potencial bem reduzido de vendas pela barreira natural do preço elevado.
      – Citroen: C4 Lounge, C3, Aircross e Jumper.
      Com essa linha de produtos alguém acredita que dá para ampliar mercado? Pode colocar a inovação técnica que for que não vai vender mais do que vende atualmente. Só mesmo uma profunda renovação da linha a PSA pode almejar um ganho efetivo de participação no mercado brasileiro.
      Vejamos o exemplo do 2008: carro excelente em termos de custo x benefício, muito bem equipado. Mas é uma perua querendo se passar por SUV, não é o que o mercado quer, e é por isso que não vende. No fundo mesmo é uma perua do 208 com alguns centímetros de elevação da suspensão. Não tem como concorrer com Os H-RV, Creta, Renegade e companhia. O Aricross é a mesma coisa: carro bom de guiar, espaçoso, honesto em sua oferta de equipamentos levando-se em consideração o preço cobrado, mas é uma mini-van tentando se passar por SUV compacto, não é o que o mercado quer.
      Portanto, vejamos a que vem o Cactus. E que a renovação da linha continue e traga novos ares para a dupla francesa.

      • É verdade, se uma empresa, capengando do jeito que está, não trata bem nem seus próprios clientes, como pode querer que outros consumidores adquiram seus produtos? Será que não tem administrador nesse negócio? Depois falam que é preconceito… Lembro que a Honda proibia as concessionárias de cobrar ágio na HR-V, mesmo com demanda de 6 meses a entregar.

        • Creio que em termos de atendimento a cliente, a Peugeot já melhorou bastante, inclusive com o programa que eles tem de Pós Vendas. Já a Citroën, só o fato de ter se “separado” do grupo SHC já é uma boa noticia. Acho que agora eles devem começar a abrir novas revendas. De qualquer maneira, outro dia vi um video do ADG, falando que credenciaram a High Torque de Manaus para ser assistencia autorizada Peugeot. Se for isso é um bom caminho também, ter revendas nas cidades maiores e um ponto de assistencia nas cidades menores.

          • O problema da PSA era o Grupo SHC, que comandava todas as concessionárias da marca e punha o preço que queriam tanto nos carros como nas revisões. Pós venda pra lá de péssimo.

            Fui vítima do famoso AL4 na época que a garantia era de apenas 1 anos. Cheguei na CSS e eles me disseram que não havia solução para o problema. Mesmo se eu pagasse pelo reparo, não havia garantia que o problema seria solucionado. Um completo absurdo.

            Na PUG eu não sei se eles atuam, mas na Citroen todas desse grupo mudaram para JAC Motors. Tenho conversado com alguns proprietários e o nível melhorou muito, ao ponto de terem revisão preço fixo e controle de qualidade nas revendas.

            O problema é a reputação que ficou.

        • Tenho um 408 THP e estou muito satisfeito com o carro e o atendido na css .. ontem mesmo dei uma passada na css pq o painel sinalizou que o óleo estava baixo, mesmo sem marcar a visita fui atendido na hora, o atendente foi muito cordial, esperamos o motor esfriar um pouco e ele chamou o mecânico que me explicou que é normal uma baixa no THP até os 10 mil Km e que depois estabiliza, e completaram com meio litro de óleo e aproveitaram para completar o fluido do radiador e não paguei nada !!! Ótimo atendimento, pessoal simpático e rápido ..

          • Estão aprendendo, cliente satisfeito é cliente que volta sempre, e isso já vem de muito tempo. Porém, depois do estrago leva muito tempo para reconquistar a confiança da maioria, mesmo porque eles já podem estar satisfeitos com outra marca.

          • O atendimento foi ótimo, agora ser normal baixar meio litro de óleo com menos de 10.000 Km? Por essas e outras que a marca não ganha confiança no Brasil.

            • Sim, isso é normal, não é vazamento !! é só vc pesquisar na net que vai descobrir que pode sim abaixar, …. no 408 toda vez que vc liga o carro ele verifica o óleo e mostra no painel se está OK, nem precisa ver pela vareta, em outros carros isso não é feito e se o óleo abaixa um pouco a gente nem fica sabendo.e na revisão trocam e completam e passa batido !!

                    • Sim é normal não é falha de projeto, todo motor consome um pouco de óleo, consulte na net que vai ver !!! Talvez o motor turbo consuma um pouco mais que os aspirados pois trabalha em alta pressão e por isso o carro faz a leitura toda vez que se liga e exibe a msg ” OIL OK” ou se estiver um pouco baixo avisa para completar !!! Esse é o meu primeiro carro com motor turbo então ainda estou aprendendo sobre ele e tb o primeiro que informa sobre o óleo dessa maneira então para mim está tudo normal ..

        • Levo o 408 da minha esposa para revisão e o carro volta de banho lavado. Além de quem me levam e buscam no meu trabalho. Tenho carro da GM, o carro volta da revisão do mesmo jeito q entrou e não tem leva/traz. Sinceramente não vejo onde a peugeot trata mal os seus clientes….. revisões tabeladas em ambos sem empurroterapia.

        • Quanto ao “capengando”, é algo muito relativo. O grupo PSA tem volume baixo de vendas no Brasil, mas sua operação na América do Sul é bem superavitária financeiramente, o que no final das contas é o que importa para uma empresa privada: lucro, e não número de vendas.
          Mas ao que me parece, a empresa mira elevar sua participação no mercado, aí não tem jeito, só seguindo forte na melhoria da imagem arranhada pelos seus primeiros anos de pós venda ruim e aumentando seu portfólio, lançando produtos mais adequados ao que o mercado anseia atualmente.

  • Eu acredito mais em algo como:
    Peugeot
    Novo 208, novo 301, 1008 , novo 2008 e nova picape média ( só falam de lançamentos e o 3008 / 5008 não mudariam, no máximo uma reestilização)

    Citröen
    Novo C3 e C3 Aircross, que pulariam a geração lançada a pouco na Europa e já seriam lançados na nova base, C4 Cactus (poderia ser usado como um médio com suspensão levantada ao estilo Focus Active) e C5 Aircross e talvez mas pouco provável um novo C4 lounge

    OPEL
    Novo Corsa, Astra e Insignia, Corsa X (crossover baseado neste), Mokka X ou Crossland X (não sei se teria espaço para os dois já que o porte é parecido) e Grandland X

    Apesar de ter colocado a pick-up como peugeot eu a ofereceria como OPEL , pois acho que teria mais chances de venda

      • Faz parte da nova política de pós vendas da PSA o fechamento de css deficitárias e a criação do Total Care que engloba revisões com preço fixo e outros compromissos com o cliente..

            • Eu tive boa experiência até ano passado. Carro bom, pós-venda bom, não tinha do que reclamar, mas isso já acontecia com outro modelo da Peugeot que minha irmã teve antes, por isso sempre bati na tecla que o pós-venda terrível, e principalmente, os carros de baixa qualidade que diziam que a marca tinha era um exagero dos haters. Até que em fevereiro a concessionária daqui de NATAL/RN fechou e deixou todos os donos de Peugeot na mão, ligando no SAC da marca a resposta era “caso precise de assistência o Sr. pode levar seu carro em qualquer concessionária Peugeot mais próxima”…no caso, em João Pessoa, Recife ou Fortaleza, a mais perto distante mais de 200km. Se o carro desse uma pane e precisasse ser guinchado, com o carro ainda em garantia e com o tal Total Care, a PSA cobriria a remoção? A resposta foi um sonoro “NÃO” e nas entrelinhas um “se vira, otá*io”. Ao meu ver essa tal “nova política” da marca é só uma conversa para boi dormir e justificar que estão fechando concessionárias porque os carros vendem cada vez menos e não porque não cumprem as novas diretrizes. Respeito ao consumidor seria se ela, fechando concessionária em determinada localidade, e sabendo que outra mais próxima fica distante algumas centenas de quilômetros, deixasse uma boa oficina credenciada para atender a quem apostou na marca, como as chinesas JAC e Chery fizeram aqui. Mas não, preferem tirar o corpo fora. Em Manaus foi que, depois de dois anos, fizeram um convênio com a High Torque para a partir de agora dar suporte aos modelos da marca que estavam se sucateando na cidade, e só para a parte mecânica, precisou de uma peça de acabamento, azar o do sujeito. Já em outros lugares, nem isso. Sobram reclamações de donos de Peugeot Brasil a fora.
              Em SP tem trocentas concessionárias Peugeot que prestam serviços porcos há anos e continuam a mesma porcaria de sempre, segundo relatos de proprietários.
              Espero que continue satisfeito com seu carro e que nunca seja vítima da falácia que é a Peugeot do Brasil. Porque a decepção é grande.

              • Aqui em SP tb foram fechadas algumas css, mas as que eu fui tive um ótimo atendido … não sei em quais esses que relataram mal atendimento foram, talvez eu esteja com sorte …

  • A Citroen nunca vai mudar a imagem se não passar a respeitar e se comprometer com seus clientes. Fiz todo o processo de isenções para compra de veículo PCD e na etapa final, após ter solicitado o anexo 2 na concessionária, fui comunicado do cancelamento das vendas do C4 Lounge. O que mais me surpreendeu é que havia todo um marketing para esse público, porém com o aumento das vendas houve uma mudança de planos, o que fez com que eu perdesse 2 meses do processo, assim como muitos outros clientes. Este desrespeito só reforça a má fama das montadoras francesas.

  • Se analisarmos, serão 16 lançamentos (o que se divide entre modelos e versões novas) para 2 fabricantes (Peugeot e Citroën) em 6 anos. Dividindo igualmente, dá 8 lançamentos para cada, em 6 anos. Isso analisando a partir de 2019! Mas como sabemos que a Citroën lançará o C4 Cactus este ano, assim como a Peugeot lançará o 2008 restilizado, teremos mais 14 “lançamentos” até 2024, o que dá 7, se dividirmos igualmente entre ambas. Se tirarmos a reestilização do 208 e a nova geração do C3, novo C3 Aircross, novos Partner e Berlingo e novo motor pra Expert e Jumpy, sobrarão 7 lançamentos. Põe ai novo motor para 208 e C3 (1.2 turbo) e só restarão 5. E versões especiais de 208, C3 e mais algum, então restarão mais 3. Não exatamente nessa ordem, e nem exatamente assim, mas não deve ser muito diferente.

  • Acho que a PSA vai abrir mão dos sedãs, que nunca venderam bem aqui, e fazer suas marcas apostarem nos SUVs/Crossovers.
    É interessante o foco do empresa em veículos comerciais, iniciando com a dupla Expert/Jumpy e que deverá ter continuidade com os pequenos Berlingo/Rifter, pois os multivans são importantes na Argentina, e com a misteriosa picape média.

  • Aqui no Rio só tem 3 ccs, 1 no Recreio, 1 Tijuca e 1 no Centro. VW e Fiat por exemplo tem mais de 16 cada uma. Não dá pra confiar na PSA, parece que a qualquer momento podem deixar o Brasil.

  • Se paramos pra pensar, 16 lançamentos em 6 anos com 2 montadoras generalistas, é pouquíssimo. 8 modelos novos em 6 anos??? Isso só prova que a PSA vai continuar requentando modelo e deixando as moscas no mercado.
    Outras marcas estão anunciando até 20 ou mais lançamentos até 2022 em marca única.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email