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PSA busca sócio para voltar ao mercado americano

ds-7-crossback-2018-3 PSA busca sócio para voltar ao mercado americano

Já não é segredo que o grupo PSA – Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall – quer voltar aos EUA. Os franceses decidiram retornar ao mercado americano pois acreditam que a conectividade, a inovação e a automação trarão vantagens para a empresa. Tanto é que a montadora começou a se aproximar novamente dos norte-americanos com o serviço de compartilhamento de veículos Free2Move, que é executado em parceria com a empresa TravelCar.



Mas, a PSA quer dar um passo bem maior com a introdução oficial de um ou mais marcas no mercado americano tradicional, porém, será necessário um sócio para que o empreendimento vá para a frente. Larry Dominique, que é o responsável pela atuação da empresa nos EUA, diz que investir em uma rede de revendedores custaria bilhões de dólares. Por conta disso, o grupo francês está buscando “sócios progressistas, inovadores e com mentalidade digital”.

A empresa pretende focar na tecnologia para aumentar a rapidez na resposta ao mercado e reduzir custos. Até agora não se sabe qual ou quais marcas serão introduzidas nos EUA, mas a DS aparece com chances maiores que as demais. Embora a automação seja um dos pontos abordados pela PSA, dificilmente veremos carros autônomos do grupo em circulação por lá inicialmente. A empresa pretende iniciar com passos lentos no processo e só deve ter produtos com nível 4 ou 5 em 2025.

Mas, o ponto que pode dar alguma vantagem no processo de reentrada na atmosfera americana é o compartilhamento que, se ocorrer no mesmo molde de outras marcas locais, dará ao grupo a chance de estar em evidência num ambiente onde o uso do carro se sobrepõe à propriedade. Marcas como a Lynk & Co – atualmente sofrendo processo da Ford por causa da semelhança com a Lincoln – querem vender carros, mas também serviços, onde quem não é cliente, vira usuário de seus produtos.

Provavelmente esse cenário beneficiará a DS, já que a marca premium da PSA está ganhando mais importância dentro do grupo e precisa se solidificar, ainda mais após a chegada das anglo-saxônicas Opel e Vauxhall. Estas, por sinal, têm poucas chances de aparecer no mercado americano devido a similaridade de produtos com as marcas da GM, da qual faziam parte. Citroën e Peugeot já estiveram no país e uma reconstrução das marcas poderia ser necessária para reverter a impressão deixada no passado. As novas ações em conectividade e compartilhamento podem ajudar na mudança de opinião do consumidor americano.

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