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PSA: C4 e Cactus serão unificados enquanto Corsa vira elétrico em 2020

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A PSA confirmou duas novidades em compactos para os próximos anos. De acordo com Xavier Peugeot, que é gerente de produto do grupo francês, a empresa decidiu unificar os modelos C4 e C4 Cactus num mesmo produto para a próxima geração. O hatch médio já havia sido retirado de produção recentemente, enquanto o crossover foi atualizado de modo a se colocar numa posição mais elevada.



Porém, ambos ainda convivem dentro da gama Citroën, mas deverão ser um único modelo na próxima geração, sendo que o Cactus assumirá essa missão. A ordem teria partido de Carlos Tavares e Xavier reforça a ideia: “Precisamos reduzir nossa linha para oito modelo, então um desses produtos terá que ir. Os C4 Cactus e C4 estão convergindo para um”.

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Ainda assim, a Citroën poderia pecar por excesso, pois o C4 Cactus atualizado se porta mais como um crossover e potencial concorrente de outro carro da marca parisiense, o C3 Aircross. Este é mais um SUV compacto, mas o problema maior é o preço. A diferença entre eles é de mil euros na França, isso a favor do Aircross, pois o Cactus fica um pouco acima para se passar por um C4, embora em realidade ambos sejam feitos sobre a plataforma PF1. Aqui, o Cactus assumirá sozinho o posicionamento de crossover, provavelmente acima do atual Aircross.

Por conta disso, Xavier indica que o próximo C4 Cactus será menos crossover e mais hatchback, mas não poderá fugir muito de sua missão atual, visto que é isso que o cliente quer. Então, ele será um meio termo, já que a Citroën terá de fato apenas um hatch compacto na gama e esse continuará sendo o C3. A plataforma deverá ser a modular CMP.

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Enquanto a PSA arruma a casa na Peugeot, os trabalhos na Opel serão muito maiores nos próximos anos, mas a empresa já começa a definir o futuro do fabricante alemão. Oficialmente, a montadora anunciou que a próxima geração do Corsa será feita em Zaragoza, Espanha, cuja planta está passando por atualização milionária com esse objetivo.

No entanto, o hatch germânico não será um produto totalmente convencional. Além das versões comuns a gasolina e GNV (e quem sabe ainda com diesel), o Opel Corsa terá uma versão totalmente elétrica. O plano da marca alemã é ter nove lançamentos até 2020 e todos os modelos com uma opção elétrica até 2024.

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Feito com a plataforma modular eCMP, o hatch deve chegar com autonomia suficiente para brigar com o próximo Renault Zoe. Ou seja, algo acima de 400 km no padrão NEDC. O lado bom de não ser apenas elétrico é que assim o compacto tem chances de migrar para outros mercados fora da Europa com preço competitivo, embora a PSA tenha anunciado uma retirada momentânea da Opel do mercado australiano. Aqui, ainda se aguarda a chegada da marca.

[Fonte: Autocar/PSA]

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  • Pedro154

    Seria tão legal se o Corsa viesse para cá como concorrente de Argo e Polo…

    • Beto Sobral

      Fico imaginando, agora no Brasil Peugeot Corsa 2019 .
      ( sei que é Opel, mas fica a piada )

    • th!nk.t4nk

      Cara, infelizmente esse europeu atual (Corsa E) é considerado um fracasso. Ele vendeu 200 e poucas mil unidades/ano. Pra você ter ideia, os modelos anteriores (Corsas C e D) vendiam de 300 a 400 mil unidades/ano (e o antigão Corsa B, vendia mais de 500 mil/ano). Ele é considerado feinho perante os concorrentes e teve problemas mecânicos no início que queimaram sua imagem no mercado. É um produto envelhecido também, de 2014. O negócio é ver se a Opel vai se redimir na próxima geração. Tomara.

      • marc west

        Ainda assim foi o 5º carro mais vendido na Europa em 2017 e está no top 5 nos últimos anos. Realmente que é um carro antigo, comparado aos concorrentes. O E nada mais é que uma atualização pesada do D, de 2004.

        Também espero que a PSA/Opel capriche nessa nova geração. O Corsinha merece hehehe

        • th!nk.t4nk

          O Corsa ficou em 7 na união européia e em 11 no continente. Pra um compacto que chegou a ser líder de mercado, agora perde pra 208, Clio, Fiesta, etc. Concordo que ainda é uma posição razoável, mas pelo histórico do carrinho foi uma queda considerável. O Focus é outro que “tá bom mas tá ruim”, considerando as geraçoes passadas. Torço pra que ambos voltem com tudo em suas novas versoes!

    • Dudu Pimentel

      Seria realmente uma boa prá Opel e a PSA…mas devido ao preço do euro e os super impostos sobretaxados, essa ideia fica inviável…só nos resta sonhar, né?

  • Wise Old Man

    Esse C4 Cactus irá coadjuvar tanto quanto o Aircross.

    • Qualquer coisa que a Citroen lançar no mercado brasileiro ira coadjuvar como o Aircross. Ao menos no médio prazo, nem se fosse feito de ouro o consumidor brasileiro compraria.
      Veja bem: reclamava-se do preço das revisões, veio o plano de R$365 por manutenção até os 3 primeiros anos, e nem um Citroen foi vendido a mais por isso. O câmbio de 4 marchas era motivo para não comprar Citroen? Veio o câmbio de 6 marchas, e nem um C3 ou Aircross me parece ter sido vendido a mais por isso. A assistência técnica da marca, se não a oitava maravilha do mundo, ao menos fica na média das tradicionais VW, Ford, Fiat ou GM, e nem por isso se vê mais carros com a marca do duplo chevron nas ruas. E o preço de aquisição pode não ser uma pechincha, mas a relação custo x benefício dos Citroen estão entre os melhores do mercado.
      Portanto, não há como esperar, ao menos no curto ou médio prazo, que as francesas da PSA vão conseguir mudar o panorama que possuem no nosso mercado. É perseverar, ir lançando produtos de boa qualidade e melhorando a rede, até que a maré mude.

      • Wise Old Man

        Sim, conquistar imagem e fama é difícil.

        A Honda, por ex., começou a conquistar fama com o declínio do Vectra, no início dos anos 2000, vindo a liderar o mercado posteriormente com o Civic.

        E ao mesmo tempo uma fama de longos anos pode ir por água abaixo, como se encontrava a VW até pouco tempo atrás, tendo que fazer altos investimentos e melhorar praticamente todos os carros à venda.

        Quem diria, o famoso Gol, depois de 27 anos, após um recall de 400 mil carros (2009), perdeu para Onix, Ka e um coreano… (HB20).

        A VW não conseguia vender o Jetta 1.4 Comfortline por mais de R$ 90 mil, mesmo o Corolla XEi custando R$ 105 mil e sendo mais defasado que aquele. Idem C4 1.6 THP.

        Eu acho que falta para as francesas a fidelização dos clientes estilo Toyota e Honda. Hoje as pessoas pagam mais que apenas um carro, elas querem comprar um pacote de segurança, com bom atendimento pós venda, revenda garantida, tranquilidade e pouca dor de cabeça com o carro. A vida contemporânea exige muito, e quanto menos coisas para incomodar o dia a dia, melhor.

      • Filipe Augustus

        As vezes tenho a impressão que se a Peugeot e a Citroën voltassem a trazer tudo importado de novo, elas fariam mais sucesso que agora e arriscassem em nacionalizar a Opel!

        • Repito: no atual panorama, só fariam sucesso no mercado brasileiro se trilhassem o caminho da Renault após a adoção dos modelos Dácia em lugar dos franceses próprios da marca.
          A PSA investe no mercado brasileiro no sentido de ser marca de nicho, com produtos mais sofisticados e, via de regra, com manutenção mais “chata”, por assim dizer. As peças de reposição são difíceis de serem encontradas no mercado paralelo, e mecânicos de “ponta de esquina” não tem preparo para lidar com veículos das marcas Peugeot e Citroen. Isso gera um marketing negativo do tipo “isso é tudo porcaria”, que vem exatamente dos mecânicos que não conseguem lidar com defeitos simples de carros das duas marcas. Isso causa um estrago em terras brasilis que acaba por complicar demais a penetração dos produtos do grupo.
          Só mesmo uma grande simplificação da gama da PSA para fazer com que suas vendas se tornem mais significativas em nosso mercado. Com o portfólio reduzido e mais “sofisticado” de hoje, impossível alçar voos maiores.

          • JOSE DO EGITO

            O “mercado” é implacavel com a PSA a ma fama “vestiu” a marca se mudar sera a longo prazo mas acho que isso nao muda mais,o mais provavel que aconteça é a saida da marca do Brasil

            • Quem entende razoavelmente do mercado automotivo em termos de América do Sul, sabe que a PSA não tem a menor pretensão de deixar o Brasil.
              As marcas francesas são muito fortes em outros mercados do Mercosul (em especial na Argentina), sendo despropositada comercialmente a ideia de deixar de atuar em qualquer dos países do bloco.
              Mesmo com as vendas modestas no Brasil, a operação do grupo parisiense na região é bem superavitária. O arranjo de produzir veículos na plataforma compacta em Porto Real e os de plataforma média na Argentina é muito interessante. Não há nada no horizonte apontando para a hipótese de saída dos franceses do Brasil.

          • Por simplificação entenda: trazer o 301?

            • Seria uma opção para começar a mudar o panorama. A Citroen poderia apostar no C-Elysee, que já é bem vendido na Argentina.

            • DiMais

              se o Logan foi o ponto de virada para a Renault no Brasil, o 301 que tem a mesma proposta (porém menos espartano) poderia fazer o mesmo serviço pela Peugeot no Brasil.
              resta saber se o posicionamento local vai seguir o mesmo do europeu, que tem na Peugeot uma marca de melhor qualidade que a Citroën, aí ao invés do 301 teríamos o C-Elysee.

              • Citroen, no Brasil, é uma marca mais elitizada do que a Peugeot. Se eles trouxessem o 301 e o C-Elysee, um deles teria que ser reposicionado para atingir um público de maior poder aquisitivo – certamente o sedan do duplo chevron.

                O problema é que, pelo visto, os dois carros tem um jeitão meio “pé de boi”. Melhorá-los certamente custaria caro, e eu não creio que a PSA gostaria de gastar dinheiro à toa sem certeza de retorno.

                • DiMais

                  Citroën foi mais elitizada no Brasil no início das operações (até porque o brasileiro fica com essa imagem de produto premium quando uma marca tem a linha quase toda importada), mas com os lançamentos recentes de ambas as marcas percebe-se o esforço da PSA em alinhar a imagem delas com o que ocorre na Europa até porque a oferta de produtos atual da PSA não é desenvolvida exclusivamente para o mercado local.

                  enquanto a Citroën oferece versões ‘Start’ do C3 e Aircross a Peugeot dá maior destaque aos 3008 e 5008 (ao invés de versões básicas dos seus equivalentes 208 e 2008), além disso ela possui mais modelos mais alinhados com o que o mercado deseja (SUV’s da Peugeot contra Vans na Citroën).

    • Duh

      Aircross declinou, assim como o C3, por abandono da PSA. Quando chegaram venderam bem, não iria vender mais que um Volks ou GM pelo tamanho da rede e preconceito, mas venderam muito bem, só que largaram os carros, deram mudanças muito pequenas, o Aircross continua beberrão e o C3 não nega a idade.

  • Duh

    Tenho interesse no Cactus, só que a PSA não pode trata-lo como carro premium aqui, afinal é um modelo feito para ser simples lá, então não pode simplifica-lo ainda mais e cobrar muito. O interior da para trazer o msm sem empobrecer o acabamento.

    • Luciano RC

      Ela tem que trazer ele com toda tecnologia que tiver, motor 1.6 Turbo com AT6 e preço na média do HR-V e Creta. Muito marketing e pronta entrega em todas as versões.

    • DiMais

      ele é um crossover montado em plataforma de carro compacto, mesma receita de sucesso dos queridinhos HR-V, Renegade e Kicks… outra fonte de inspiração para Citroën seria a conterrânea Renault com a dupla Duster/Captur fazendo o mesmo tipo de jogada com a dupla Aircross/Cactus.

  • celso

    Mais um texto primoroso…com pérolas do tipo “Precisamos reduzir nossa linha para oito modelo, então um desses produtos terá que ir”

  • Eskarmory .

    Só consigo me lembrar do Snorlax vendo essa traseira do C4 Cactus!

    • Rodrigo

      Do “Cactus” sobrou apenas o NOME as proteções emborrachadas SUMIRAM.

      • Com aquelas proteções o carro ficaria “caro” e não venderia por aqui.

  • Razzo

    “A ordem teria partido de Carlos Tavares e Xavier reforça a ideia: “Precisamos reduzir nossa linha para oito modelo, então um desses produtos terá que ir.”

    –> o futuro da Opel é fúnebre…

  • Leandro

    E mais um Hatch médio se despede do mundo.

  • th!nk.t4nk

    Lembrando que o C4 “normal” vendia muito mais que o C4 Cactus atual. Isso prova que o consumidor não engole qualquer coisa só pra ter um crossover, ao contrário do que muita gente prega. A PSA aprendeu e agora vai voltar a fazer um modelo mais normal, sem esse monte de apetrechos plásticos que o mercado reprovou. Ah e outra, a altura enorme do solo detonou com o comportamento dinâmico desse carro, a imprensa caiu matando e isso refletiu nas vendas também.

  • Luciano RC

    PSA… manda o Opel pra cá como marca independente. Deixa ela ganhar mercado.

  • DiMais

    por mais esforços que sejam feitos talvez o consumidor não consiga desmembrar a imagem da marca DS como sendo uma linha ‘Citroën Premium’, e com esse cenário em mente fica difícil manter DS4 e C4 em linha ainda mais tendo que dividir espaço no grupo com o 308 (mais bem aceito pelo mercado) e agora o Astra (que vai desempenhar papel importante para o grupo na Alemanha e Reino Unido), com o mercado comprando mais crossovers é certo que isso tenha pesado na decisão da PSA de manter o Cactus na próxima geração.

  • Erivelton Freitas

    C4 Cactus é maravilhoso! Se eu tivesse a mínima inclinação para hatches, sem dúvida seria uma opção a se considerar!

  • Jefferson

    E nada de notícias sobre a DS começar a operar no Brasil, uma pena. O DS5 é um sonho de carro, na minha opinião.

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