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PSA: Opel deve focar em elétricos e Vauxhall pode ir para fora do Reino Unido

Vauxhall-Corsa-2015-2 PSA: Opel deve focar em elétricos e Vauxhall pode ir para fora do Reino Unido

Carlos Tavares, CEO da PSA, está preocupado com o crescimento acelerado dos carros elétricos e o banimento acentuado dos motores de combustão interna. O chefe português diz que nos próximos 20 ou 30 anos, os governos serão responsáveis pelo desemprego, segurança e saúde das pessoas em decorrência da mudança dramática que passa o setor automotivo.



Tavares defende que a mudança brusca no setor restringe a inovação e acarretará muitas demissões na indústria. Ainda assim, o chefe da PSA não pode excluir seu grupo do cenário atual. Ele cita a tecnologia HYbrid Air que, se tivesse seguido adiante, hoje estaria morta, justamente por não ser elétrico, que hoje é quase uma exigência do mercado.

Por conta disso, o foco é atuar nesse segmento conforme o mercado manda e a lucratividade também. Tavares já anunciou que se a Opel quiser seguir este caminho (o dos carros elétricos) terá de ser rentável. Antes disso, porém, a PSA já está prevendo corte de custos na montadora alemã, a fim de obter o lucro esperado após sua aquisição por 2,2 bilhões de euros.

Ainda não se sabe como isso ocorrerá. A Opel tem hoje um desejado time de 3 mil engenheiros que estavam sob a gestão da GM e agora podem contribuir com conhecimento para avançar o grupo como um todo. Além disso, existem 38 mil empregados nas operações germânicas e inglesas. A sinergia, por exemplo, deverá ser uma forma importante de corte de custos, assim como o melhor aproveitamento das plantas de produção.

opel-ampera-e-1 PSA: Opel deve focar em elétricos e Vauxhall pode ir para fora do Reino Unido

Mas, não só de olho no cenário europeu, a PSA já cogita liberar a Vauxhall de seu mercado doméstico, o Reino Unido. Da mesma forma que no caso da Opel, se a marca britânica se mostrar rentável, Carlos Tavares não vê objeções em vê-las fora de seu país de origem. Para o executivo, a questão principal é um custo de produção competitivo, que inclua alta qualidade aos produtos.

O líder do grupo francês disse que a PSA não está desenvolvendo um novo plano de mudanças radicais para Opel e Vauxhall, mas revelou que são as duas marcas que estão buscando essa alteração em seus rumos. Para Tavares, desde que os planos de negócios sejam sustentáveis financeiramente, através principalmente de custos baixos de produção, não há porque barrar qualquer iniciativa de exportação da marca inglesa.

Em outras palavras, se Opel e Vauxhall – que aparentemente estão buscando caminhos diferentes para se tornarem marcas lucrativas no futuro – tiverem sucesso em suas novas estratégias de negócios, a PSA apenas dará a benção, devendo apenas introduzir mais tecnologias para redução das emissões de CO2 nas duas marcas. Assim, a pergunta que fica é: quais seriam bons mercados para a Vauxhall? Aqui no Brasil, por exemplo, a Opel tem um apelo maior que a marca britânica.

[Fonte: Auto Express/Reuters]

 

  • carroair30

    A PSA nao esta indo bem nem nos motores a combustao ,agora quer se arriscar nos eletrico?!! O Tavares pede ums conselhos pro Carlos Ghons

    • Mr. Pug

      O 1.2 PureTech turbo ganhou o prêmio de motor do ano na Europa agora em 2017, o 1.2 aspirado do 208 e C3 nacionais é considerado referência em eficiência e consumo, o THP é super elogiado por todas as publicações europeias…se isso não é estar indo bem eu não imagino o que poderia ser. :)

      • carroair30

        Amigo , trofeu em cima de pratileira nao significa nada para saude financeira de nenhuma empresa

        • A PSA possui diversos modelos entre os mais vendidos da Europa. O volume de vendas da empresa no velho continente é invejável. Compensa dar uma checada nesta informação.

    • Vitor C

      Não sei onde você tirou essas informações. Melhor se atualizar e ver os últimos lançamentos do grupo Como o ds7 (hibrido com mais de 300cv), o citroen E mehari (elétrico), O grandland anunciado com conjunto hibrido essa semana, bem como todo acesso a tecnologia do ampera, que é uma das referências hoje.

    • João Cagnoni

      Não está indo bem aqui no BR, na Europa é outra história…

      • ale123

        PSA aqui no Brasil é piada. Se não me engano foi a única das que instalaram fábricas após a abertura de mercado que conseguiu perder mercado nos últimos anos (metade da participação que tinham na época do 206 ). Ainda não sei como não encerraram as operações aqui, vendendo as instalações a outros fabricantes.

        • Celso

          O 206 foi um fenômeno, um sucesso mundial, a Peugeot perdeu a mão com seus sucessores. Por isso, entre outras coisas, perdeu participação no mercado. Pra mim, o 206 (além de outros peugeot da época), tinham um design super clean, com seus característicos “olhos alongados”, grade bem estreita, sensualidade de linhas, um estilo delicado e harmônico que foi sucesso mundial e tem seu público. Partiu para um design mais cheio de linhas, os olhos ficaram grosseiramente “esbugalhados” (207 por exemplo), a região da grade ficou bem mais parruda, perdeu a sensualidade e fluidez das linhas, um estilo muito mais grosseiro, parrudo, que acho que desagradou seu público, perdeu sua alma.

          • carroair30

            …O 206 foi um fenomeno,um sucesso mundial……Menos né! o TRUMP tambem é um fenomeno,bom deixa pra la…

            • Celso

              Caro carroair30, sem educação nenhuma discussão vale a pena. Sim, chegou a ser o primeiro ou segundo carro mais vendido da Europa, na época li várias reportagens comentando seu sucesso.

              • carroair30

                Poxa entao seguindo sua linha de raciocinio podemos dizer que o ONIX (esse mesmo o nosso ZERO ESTRELA) é um FENOMENO,SUCESSO NACIONAL??? com os seguintes premios mais bizarros que existem como: CARRO DO ANO……OS ELEITOS……..MELHOR COMPRA…..o que fico mais perplexo e como tem gente que se encanta com esse tipo de bobagens

                • Vitor C

                  O onix pode ser uma porcaria de carro, mas é sim um sucesso comercial no Brasil.
                  Assim como o 206 foi um sucesso no mundo todo, não é por nada que o grupo PSA é o segundo maior grupo europeu e está em ascensão na China.

                • Bom, é o mais vendido do mercado nacional e até onde sei traz bons lucros para a GM. Independentemente de eu gostar ou não do carro, dele ser ou não um excelente produto, ele é um sucesso de mercado. Não há o que discutir.

            • Wellinton Portugal

              Cara vc pelo jeito nao entende bulhufas de carro. O 206 foi sim um fenomeno de sua epoca, vendeu muitooo por anos tanto na europa quanto america do sul, africa e alguns países asiaticos, se isso nao eh fenomeno, o gol que eh tsc tsc

        • carroair30

          Vc esta certo,eu ainda acrescento :é uma piada de mau gosto,peças caras,alta devalorizaçao,falta peças de reposiçao,durabilidade das peças baixissimas e rede de CCS PIFIA agora vou pra um lado mais romantico:nunca vi a PSA fazer um feirao no estacionamento do shopping tal….mau e porcamente vejo propaganda na tv ,muita pessoas que ate gostam de carros nem sabe o que é PSA,se vc fala de CITROEN acham quwe é importado e por ai vai

          • Mr. Pug

            Você já teve um PSA ou é tudo baseado no achismo?

        • João Cagnoni

          A PSA é um ótimo exemplo de como o marketing pode vencer a engenharia. Os carros são muito bem construídos, mas possuem um péssimo trabalho de marketing. Tudo isso em união ao fiasco do câmbio AL4 e a baixa altura do 206/C3 para as nossas ruas foram suficientes para dificultar a vida da marca aqui no BR, e é claro que as concorrentes souberam aproveitar. Outras marcas também possuem problemas crônicos, como o Powershift da Ford, os bicos injetores do Corolla e diversos outros defeitos, mas nenhuma marca foi tão atingida pela mídia como a PSA. Eu acho até covardia comparar um Ônix com um 208 ou C3, mas essa é a minha opinião do que vi ao dirigir esses carros, não consigo entender o nosso mercado.

          • Enquanto isso minha esposa está em um 208 com 50 mil km rodados e zero de qualquer problema. Nada mesmo. É o primeiro Peugeot que temos em casa. Até hoje sem sombra de dúvidas o melhor carro zero em termos de robustez que já passou por nossas garagens. E olha que eu já fui bem pé atrás com a Citroen e a Peugeot. Hoje temos um modelo de cada marca em casa, cada um com seus 50 mil km. Não há do que reclamar.

            • João Cagnoni

              Também temos um modelo de cada marca aqui em casa, porém estão bem mais rodados. Um C4 Pallas Exclusive 2007 com 140 mil km e um 206 Feline 2004 com 200 mil km, sendo que o 206 está há pouco tempo, mas já foi bem revisado e não tivemos grandes surpresas. Não sou adepto de escolher uma marca e ficar nela pra sempre, no caso do 206 nós fomos atrás de dezenas de carros, porém como essas marcas são odiadas aqui no BR, é mais fácil encontrar um bom negócio. O C4 é difícil achar um substituto, estou pensando em um Passat 2.0t ou um Sonata 2.4 (além do próprio C4 Lounge), mas nenhum outro médio é tão completo em termos de tecnologia, mesmo após 10 anos de sua fabricação.

              • Eu sou entusiasta do consumidor trocar regularmente de modelo, de marca, experimentar um pouco de tudo nessa vida. O ideal é ir sempre atrás do melhor produto disponível no momento pela melhor condição possível. Isso é o que melhor regularia o mercado em termos de preços, acirrando a concorrência. Mas aqui no Brasil a clientela ainda é muito moldada pelos tempos de inflação absurda, onde carro era considerado investimento, aí criam-se os “efeitos manada” que tornam um produto aquém do ideal e caro um hit do mercado. O Gol reinou muito tempo nessas condições. Hoje temos outros exemplos claros por aí, dos quais não compensa citar nomes para não criar animosidades… rs.
                Eu mesmo estou muitíssimo satisfeito com os carros atuais lá de casa, mas não tenho nenhuma pretensão de trocá-los por outros idênticos. A mudança de marca é algo muito bom de se viver. As diferenças de funcionamento, de conceito, de ergonomia, de modelo de acabamento… tudo faz você viver muito mais a troca do que quanto se opta por um carro da mesma linhagem do anterior. Eu recomendo fortemente a variação regular de marca de um carro. Isso ainda auxilia para que nos tornemos críticos muito melhores quando o assunto é avaliar produtos do mercado automotivo.

                • João Cagnoni

                  Concordo totalmente com você, porém o preço acaba sendo um fator muito importante. Veja isso: 308 1.6 2013 29k, 308 2.0 2013 33k, Civic 1.8 2013 42k (geração anterior), Civic 2.0 2017 85k (geração atual), Corolla 1.8 2014 44k (geração anterior), Golf 1.6 2013 39k (geração anterior).

                  • É, para comprar usado a diferença é gritante demais. Acaba ficando complicado optar pelas vedetes do mercado pagando muito mais, e normalmente por carros com nível de equipamento muito menor.

        • A Peugeot abriu mão de um carro de volume (o 206 operava na faixa de entrada do mercado) para caminhar na direção de uma linha de produtos mais voltada para o mercado de maior status e mais lucrativo. A despeito de ter vendas bem menores que a alguns anos, os balanços financeiros da empresa estão razoavelmente bem.
          De toda forma, as marcas da PSA possuem boa penetração no mercado argentino e em outros países da América do Sul. Sua operação é pensada em termos do continente, e não somente do Brasil.

  • Handlay P.B.

    Será curioso saber qual será o rumo que a Vauxhall e a Opel tomarão no futuro e será legal se a primeira sair do Reino Unido e ter carros diferentes da Opel. Resta saber o que a PSA fará com a concorrência interna entre os carros da Opel e Peugeot (Corsa e 208, Astra e 308, Mokka X e 2008, Insignia e 508…).

    • Wellinton Portugal

      A unica coisa que sei eh que o opel corsa tem que voltar, e digo mais se a pug fosse boa de marketing ja repensava nas css e fazia tudo revenda PSA, colocava o logo da pug citroen e opel e oferecia um plano de fidelizacao e revenda. Ja penso entrar na css e ver pug 208, c3, corsa, 308 e astra, o peao fica louco.

  • cepereira2006

    Pura bobagem essa do português dizer que vão acabar com empregos. Imagina o quanto de trabalho que haverá para instalar centenas de milhares de cabos para alimentação de toda a frota mundial? Deve ser por isso que já molharam a mão do Temer para ir liberando as reservas brasileiras de cobre. Fora as turbinas eólicas para ajudar a alimentar a base de produção de energia. Vamos ter que encontrar cobre em marte ou desenvolver outros condutores mais baratos com as mesmas propriedades.

    • 4lex5andro

      O mito de que os empregos diminuirão com o avanço tecnológico chama-se ludismo, onde foi cunhado o termo “sabotagem”. Não por acaso, tal mito é tido com simpatia por partidários anti-capitalistas e de sindicatos.

  • pedro

    Manda a Vauxhall pra cá que eu não vou nem me importar com a ausência do raio da Opel fora dos carros.

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