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PSA planeja Opel Corsa totalmente elétrico

Opel-Corsa-S-2017-2 PSA planeja Opel Corsa totalmente elétrico

A PSA está planejando um Opel Corsa totalmente elétrico, num plano de eletrificação da marca alemã e também de sua parceira inglesa, a Vauxhall, que começará em 2019 e será estendido até 2024. O movimento nessa direção faz parte do plano estratégico “PACE!” para tornar as duas marcas rentáveis nos próximos anos.



Já feito sobre a nova plataforma modular CMP, desenvolvida em parceria entre PSA e Dongfeng, o Novo Opel Corsa 2019 terá uma variante dessa base, chamada e-CMP. O grupo francês anunciou que não haverá uma variante híbrida plug-in, visto que a complexidade na montagem de motor a combustão e propulsor elétrico acarretaria custos extras, impossíveis na nova estratégia para as duas marcas.

A PSA prometeu nove modelos novos para Opel e Vauxhall em 2020, sendo três eletrificados. Além do Novo Corsa, haverá também o Grandland X híbrido plug-in, que tomará emprestado do DS 7 Crossback o conjunto propulsor, visto que o crossover premium da marca francesa aparecerá em 2018 nessa configuração ecológica.

Além disso, até 2024, a PSA pretende reduzir a gama de motores da Opel/Vauxhall de dez para quatro propulsores. “Alinhar famílias de arquitetura e powertrain irá reduzir substancialmente a complexidade de desenvolvimento e produção, permitindo efeitos de escala e sinergias, contribuindo para a rentabilidade global”, disse Michael Lohscheller, CEO da Opel / Vauxhall.

Para acelerar a sinergia, as marcas Opel e Vauxhall estão trabalhando rapidamente para integrar seus produtos às plataformas da PSA, de acordo com Mark Adams, designer-chefe das duas marcas. No caso da inglesa, Lohscheller afirma: “A Vauxhall continuará sendo uma verdadeira marca britânica”.

Em termos de estrutura dos produtos, Opel e Vauxhall terão apenas duas plataformas até 2024, sendo elas a CMP para carros compactos e a EMP2 para os modelos médios e grandes. Ou seja, o crossover Crossland X terá uma nova geração nesse período, visto que utiliza atualmente a base PF1 da PSA, a mesma dos atuais C3, 208 e Aircross. Aliás, todos esses modelos das marcas francesas também terão a CMP como sustentação nos próximos anos e ela será feita também na Argentina.

Michael Lohscheller também afirma que os novos produtos de Opel e Vauxhall serão desenvolvidos em Rüsselsheim, para que se mantenha o “DNA alemão”. Ele afirma que estes futuros carros não serão meramente cópias de Peugeot, Citroën ou DS. O executivo também aponta que a sede da Opel na Alemanha também deverá centrar o desenvolvimento de novas tecnologias, como condução autônoma e células de combustível.

Diante dos crescentes custos, especialmente no Reino Unido, Lohscheller assegurou que as plantas de Ellesmere Port e Luton continuarão funcionando dentro do PACE!, o que traz segurança para as operações da Vauxhall e mantém sua imagem de marca local diante do consumidor britânico, apesar da saída do país da União Europeia.

Para atuação no mercado, a Opel deverá alcançar pelo menos 20 novos países até 2022. Segundo o site Auto Express, estariam incluídos aí China e Brasil, além dos EUA.

[Fonte: Auto Express]

 

 

  • zekinha71

    A própria PSA dizendo que fazer um híbrido é jogar dinheiro fora, que é melhor ir direto pro elétrico, e aqui os caras inventando de fazer híbrido flex.

    • Fernando

      aqui é necessário o híbrido, pq não temos uma planta energética capaz de suportar a eletrificação dos automóveis. Basta ver que hoje pagamos bandeira vermelha+ na conta de luz. isso que o país está em recessão. Imagina se estivesse crescendo e tivéssemos que abastecer carros somente movidos a eletricidade. a conta de luz seria muito mais cara do que ja é. agora o tal de álcool q é uma m…. mas o “apoio” dos usineiros ao governo nos faz refém desse política.

      • Leonardo M. G.

        Acho que o melhor nesse sentido é aquele motor elétrico da Nissan que funciona com álcool hidratado (“movido a pinga”). Seria ideal pro Brasil.

        • Marcos

          Nissan Fuel Cell Ethanol é o nome da tecnologia, infelizmente esse é o passo necessário para o Brasil poder adotar a tecnologia elétrica ao invés de ir para o carro a bateria tradicional.

        • Vitor Barcellos

          Sim, acredito que seja o mais viável aqui no Brasil. A Toyota importou uma unidade do Mirai para testar essa mesma tecnologia. O etanol sendo utilizado para gerar eletricidade para o motor elétrico

      • FrankTesl

        Com a autonomia atual dos elétricos (Renault Zoe, Nissan Leaf, GM Bolt) batendo e superando 300 km, e os Teslas nos 500 km, e considerando que parcela expressiva dos motoristas não roda isso por dia, muitos poderiam ser atendidos por carros elétricos sem depender de um sistema de carregamento espalhado por todo lugar. Bastaria a tomada de casa para recarregar o carro de noite.
        E isso ainda uma três vezes por semana, dia sim dia não… Sem risco de Itaipu secar. Se o motorista tiver um sistema grid-tie em casa, o impacto no consumo praticamente se anula.

        quem precisa viajar de carro de SP-RJ de uma tacada só sem parar todo dia (e não gosta de avião, nem ônibus) vai continuar usando carro flex por muito tempo ainda. O mesmo para quem viaja muito por estradas que nem pavimento têm, quanto mais a tal estrutura de recarga.
        Mas isso não pode ser desculpa para que existam carros elétricos para atender onde é possível, no caso, quem usa trechos urbanos ou rodoviários curtos dentro das autonomias permitidas hoje pelos carros elétricos.

        Aos poucos as grandes redes de postos de estrada/restaurantes/conveniência das grandes rodovias concessionadas (Dutra, Anhanguera, Bandeirantes, Imigrantes) começariam a instalar postos de recarga rápida, oferecendo apoio para elétricos em viagens rodoviárias mais longas.

        As estradinhas do sertão com certeza não teriam tais postos por algum tempo, mas quem sabe o progresso não chegue por lá…

        Até mesmo porque tal sistema de postos de recargas só seria construído se houvesse uma frota elétrica expressiva já rodando por aí, o que não existe hoje.

        E se ficar nessa de “esperar primeiro infraestrutura de recarga” para depois apoiar a eletrificação da frota, vamos ficar presos num eterno dilema de tostines:
        Não tem elétrico por falta de posto de recarga, não posto de recarga por falta de carro elétrico.

        Com isso não quero dizer que todos os carros terão que ser obrigatoriamente elétricos, mas que boa parcela do mercado já poderia ser eletrificada, mantendo os carros atuais à combustão para a outra parcela de mercado que não tem suas demandas atendidas por elétricos.

        O que não se pode é ficar eternamente esperando que 100% dos motoristas e 100% de suas demandas de uso sejam atendidas para só depois se pensar em implementar uma lenta e gradual eletrificação…

        • Fernando

          Tudo muito legal é bonito essa tal história de chegar em casa por o carro na tomada e pronto. Até conta de luz vir R$ 1 mil ou mais no mês pra esse pensamento mudar rapidinho

          • FrankTesl

            conheça a luz, estude sobre microgeração distribuída. Veja que é possível energia elétrica no telhado de sua casa. O custo se paga em menos de 7 anos se usado apenas com iluminação/eletrodomésticos; se for para abastecer um carro elétrico e deixar de gastar no posto de gasolina, o investimento se paga em menos de 3 anos.

            E para um motorista chegar a gastar R$1.000 por mês em eletricidade para recarregar um carro elétrico, deveria estar gastando uns R$7.000,00 de gasolina por mês nos postos de gasolina. Isso se fosse gasolina boa, não adulterada e sem bombas mutretadas que cobram a mais.

      • D136O

        O álcool não seria de todo ruim conseguindo um carro que tivesse uma eficiência energética melhor que o ciclo otto se teria um otimo produto “verde”, mas como vc disse tem muita politica na jogada.

      • FrankTesl

        Pode ser um carro com motorização elétrica, mas com um gerador a gasolina para funcionar como gerador para permitir extensão de autonomia, a exemplo do BMW i3.

        Um motor que seja somente gerador pode ser menor e menos complexo que um motor a combustão associado ao elétrico, como existe no Prius ou no Fusion Hibrido.

    • V12 for life

      A realidade da PSA na Europa, não é a mesma do mercado brasileiro, lá existe estrutura de recarga nas ruas, aqui o híbrido é o único caminho viável a curto prazo.

      • FrankTesl

        Esse seu ponto de vista parte do princípio de que todos os carros, dezenas de milhões deles, magicamente amanheceriam com motores elétricos e do nada, também magicamente, teria que ser construída uma rede de recargas, pois bastaria uma volta no quarteirão para cada desses milhões de carros precisar de uma demorada recarga completa de baterias.

        SE fosse apoiada a eletrificação dos carros (a começar pela correção do IPI insano de 25%), ela ocorreria aos poucos, e começaria por motoristas que teriam suas necessidades atendidas pelos carros elétricos. Os demais permaneceriam com os carros à combustão por vários anos.

        Os carros elétricos atuais já atendem autonomias de 300km, alguns chegam a até 500 km.
        Para a maioria que roda menos que isso por dia, a única infraestrutura de recarga que precisam é a tomada de casa, que só vai ser usada algumas horas dia sim, dia não, ou dependendo da situação, uma ou duas vezes por semana. Não vai ter apagão por ter motorista recarregando carro elétrico, até mesmo porque não surgiriam magicamente 10 milhões de carros elétricos do dia para a noite para sugar simultânea e vorazmente por horas cada kWh da rede elétrica.

        A adoção seria gradual, e muitos motoristas teriam, se possível, um kit fotovoltaico em suas casas, e o consumo de seus carros seria anulado pela energia solar que eles injetam no sistema elétrico.

        • RPM

          Até que enfim um ótimo comentário….sempre que tem matérias sobre elétricos,só vejo comentários negativistas….é o famoso mêdo do novo….incrível como o Brasileiro advoga contra ele próprio…

      • Airplane

        Vc está certo pois os híbridos “non plugin”, como o Fusion e o Prius, não necessitam de estrutura de recarga.

  • V12 for life

    Crossland, X Grandland X, a PSA devia aproveitar e abandonar esses nomes feios.

  • Erasmo Artur

    Os boatos começam a ganhar forma. Opel no Brasil é possibilidade.

    • Matafuego

      Já não sou mais um entusiasta desta ideia. Não há garantias de que o design dos carros da Opel se manterá atraente. E eu não gostaria de ter um carro “alemão” com mecânica francesa. Acho os carros da PSA bonitos, mas a tropicalização dos carros é sofrível.

      • Erasmo Artur

        Uma coisa que aprendi é que, com mercado diversificado todos ganham.
        Se tiver um chance de vir, torcerei pra que venha.

        • Matafuego

          Nem sempre. Todos ganham se o produto oferecido for bom. Nos últimos anos, muitos carros chineses chegaram ao mercado e nenhum conseguiu fazer diferença (a JAC até que deu uma forçada na Ford que baixou o preço do Fiesta Rocam, mas foi por pouco tempo). A Kia foi um caso interessante, mas o governo correu para salvar as velhas amigas.

          • Erasmo Artur

            Esqueceu do i30, que segurou por muito tempo o preço dos hatches médios na casa dos 60 mil. Depois que ele morreu os hatches medios dispararam.

            • Matafuego

              Bem lembrado.

      • oscar.fr

        Mecânica francesa é horrível mesmo. Os prêmios do THP 1.6 e das linhas aspirada e turbo do PureTech estão aí para comprovar.

        • Fabrício Sanches

          kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        • Matafuego

          Mas eu disse que os motores eram horríveis? Eu falei da tropicalização, que de fato, é ruim. Por exemplo, suspensões frágeis e peças caras.

  • FrankTesl

    Talvez não façam híbridos nos moldes do Prius ou Ford Fusion, mas talvez elétricos com extensores de autonomia, tal como o BMW i3: motorização elétrica, associado a um motor-gerador movidoa a gasolina ou outro combustível para ampliar a autonomia

    • Vitor Barcellos

      Sim, um motor gerador de eletricidade. E aqui podíamos usar um motor movido a etanol para a geração de energia no automóvel

    • João Cagnoni

      Motor-gerador é a maior gambiarra de todas.

      • FrankTesl

        Pelo menos serve para sossegar o facho de quem diz que carro elétrico não serve para nada, até que um dia a tal infraestrutura de recarga seja implementada.
        Para mim o melhor seria se fosse puramente elétrico, mas até o mundo ficar perfeito, um modelo que tenha como opção um gerador integrado serve para que as vozes de sempre digam que carro elétrico não serve para nada e tem que ser esquecido até que “surja uma rede de recarregadores em cada esquina”…

    • th!nk.t4nk

      O i3 é 100% elétrico em praticamente todos os mercados em que é vendido. Essa é a grande propaganda dele, inclusive. Acredito que você está se referindo a uma versão rara e pouco vendida (basicamente exclusiva dos EUA e Brasil), que possui um motor-gerador. Mas a realidade é que o i3 nunca foi concebido pra ter esse motor, é uma gambiarra específica pras Américas (apesar de até ter sido oferecida na Europa posteriormente, ninguém quis essa versão, simplesmente nao existe nas ruas).

      • FrankTesl

        sim, o i3 com gerador integrado foi oferecido ao mercado como uma espécie de “rivotril” para quem sofre de “range anxiety”.

        Se não me engano, aqui no Brasil esta é a única versão do BMW i3 que é vendida nos representantes oficiais da marca.

        Mas até a tal estrutura de recarga de baterias ser implementada aqui no Brasil, seria um bom motivo para afastar o mito de que carro elétrico fica parado no meio da rua ou da estrada.

        E se o gerador fosse a etanol puro ou pelo menos flex, serviria para não atrair a contrariedade do lobistas de usineiros e distribuidores de combustíveis, que sempre fazem de tudo para desmerecer a eletrificação.

  • Marcus Vinicius

    A opel/vauxhall foram libertadas da americana agora podem alcançar outros países inclusive nosso Brasil !

  • Luiz camurça neto

    boas noticias

  • Adriano Lius II

    Acha que vão deixar a Petrobrás falir? vão querer extorquir muito a gente ainda. Infelizmente nesse pais colonial poucos pensam em coisas boas para população.

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