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PureTech Turbo deve colocar eficiência energética da PSA em destaque no Brasil

Recentemente a PSA decidiu que seus dois sedãs médios – Citroën C4 Lounge e Peugeot 408 – passariam a ter somente motor 1.6 THP Flex. A medida vem ao encontro da meta de redução de consumo e emissão, proposta pelo Inovar-Auto.

Cada vez mais, carros brasileiros deverão utilizar-se de turbo e injeção direta de combustível para reduzir as emissões, ainda que utilizando a tecnologia Flex. Mas a PSA não tem apenas esse motor THP na manga, sendo já utilizado nos importados da DS, Peugeot e Citroën, bem como no crossover 2008 e no esportivo 208 GT.


O motor PureTech Turbo, que tem 1.2 litro e três cilindros, será a próxima cartada da PSA para reduzir ainda mais as emissões e tornar seus carros mais econômicos. O primeiro passo foi dado com a versão aspirada 1.2 (foto abaixo), que se destaca pelo baixo consumo, mesmo com etanol. Já no C3 e 208, o propulsor em breve terá a companhia da versão turbinada.

Se o 2.0 Flex foi alvo do mais eficiente e potente 1.6 THP, então o 1.6 Flex deverá ser a próxima vítima. Com até 122 cv no etanol, o propulsor ainda dá conta do recado para C3, Aircross, 208 e 2008. Mas em termos de eficiência energética, não faz mais do que os equivalentes de outras marcas e igualmente longe do ideal. Isso sem contarmos o 1.5 Flex em uso no Aircross, que deve seguir o mesmo caminho.

O PureTech Turbo já existe na Europa e China, entregando 110 ou 130 cv. A PSA diz que ele reduz as emissões em 18%, sendo 96 e 107 g/km de CO2 em média para compactos e médios. Só a versão de 110 cv oferece 20,8 kgfm, enquanto a mais potente chega bem perto da força do THP: 23,4 kgfm. O pequeno propulsor tem 95% do torque a partir de 1.500 rpm e a força toda aparece por volta de 2.000 rpm. A PSA revela que a autonomia fica acima de 1.000 km.


De acordo com a proposta dos modelos que utilizam o 1.6 Flex no Brasil, apenas a versão de 110 cv do PureTech Turbo já conseguiria entregar uma performance bem superior e com nível de consumo muito mais baixo que o apresentado atualmente. Como aqui a tecnologia Flex precisa estar a bordo, provavelmente a potência com etanol deve ficar entre 115 e 122 cv.

Aliado ao propulsor, uma caixa automática com seis velocidades, agora adaptada aos modelos compactos da plataforma PF1, que até agora usam câmbio de quatro marchas. Assim, de forma imediata, os modelos C3, Aircross, 208 e 2008 deverão ser beneficiados, assim como 308 atual e o futuro Cactus nacional.

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