
A Porsche decidiu que o 911 ainda é território sagrado e não pretende transformá-lo em um esportivo 100% elétrico no futuro previsível.
A marca vai manter o modelo que define sua identidade grudado na combustão e ao sistema híbrido, enquanto a experimentação com bateria fica para outros carros.
O plano é que a nova geração dos 718 Cayman e Boxster siga para a eletrificação total, mesmo após revisões internas e atrasos de programa ameaçarem o roteiro.
A estratégia prevê que Cayman e Boxster sejam vendidos como EVs, convivendo com variantes a combustão posicionadas mais acima na gama.
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Daniel Schmollinger, CEO da Porsche Cars Australia, disse ao CarSales que o 718 elétrico será o primeiro esportivo de duas portas elétrico da marca.
Schmollinger acrescentou que, por enquanto, “o 911 fica como é” e que a tecnologia T-hybrid mostra o que dá para fazer sem depender de uma bateria gigante.

Na visão da Porsche, o 911 sempre foi o último bastião da combustão, mesmo em um cenário em que o restante da linha migrasse para a eletrificação.
O contexto, porém, mudou, já que uma demanda por EVs mais fraca obrigou Zuffenhausen a recalibrar o cronograma e empurrou um 911 elétrico para o campo do hipotético.
O sistema T-hybrid aplicado nos 911 GTS e Turbo S da geração 992.2 usa eletrificação para elevar desempenho sem o peso típico de um conjunto totalmente elétrico.
A expectativa é que a Porsche repita esse raciocínio em outras versões, enquanto preserva soluções sem híbrido para ícones como o GT3 RS.
No caso do Macan EV, Schmollinger reconhece que os volumes iniciais ainda não chegam perto dos do antecessor a gasolina, já envelhecido, mas historicamente forte.
Esse Macan a combustão deve sair de cena na Alemanha em breve, e a Porsche está estocando unidades para atender demandas específicas de alguns mercados.
Para o executivo, a resistência ao Macan elétrico tem mais a ver com prontidão do consumidor do que com o produto, e ele diz que isso é “totalmente ok”.
A resposta da marca é oferecer de tudo ao mesmo tempo, como no Cayenne, que já combina gasolina, híbrido plug-in e versões totalmente elétricas.
Ao mesmo tempo, uma versão híbrida do próximo Macan está em desenvolvimento para coexistir com o EV, formando um portfólio que absorve qualquer direção do mercado.
O outro “botão” que a Porsche insiste em apertar é o combustível sintético, embora Schmollinger admita que a tecnologia ainda está longe de virar algo mainstream.
Ele diz que dirige um EV e que a adoção elétrica sempre avançaria em ritmos diferentes, dependendo de recarga, políticas públicas e apetite do público.
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