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Quanto custa manter um popular: 80.000 km em um Renault Clio

Clio-1.0-16v-620x448 Quanto custa manter um popular: 80.000 km em um Renault Clio

O alto custo que envolve a aquisição e manutenção de um carro não é nenhuma novidade. Mas o que acontece é que a grande maioria deixa em segundo plano ou simplesmente ignora o fato de que um veículo pesa bastante no orçamento. Aqui você acompanha a jornada de 80.200 km em um Clio Campus 2009, o qual teve cada quilometro e cada centavo anotado. Vai descobrir que, mesmo na melhor das hipóteses, manter um carrinho sai caro.



No início de 2009, então aos 19 anos, tive as distâncias entre faculdade, casa e trabalho separados por quase 200 km. Diante disso, não me restou muita escolha senão cair na estrada, com previsão de rodar mais de 30 mil quilômetros logo no primeiro ano. O orçamento limitado e a falta de tempo fizeram com que eu visse num popular 0 km a melhor opção para fazer parte dessa rotina.

A princípio, procurei por carros que tratavam melhor o bolso. Celta, Mille e Gol G4 disputavam minha atenção. Mesmo para quem sempre foi atento ao mercado automotivo não era uma decisão fácil. Passaria quase três horas do meu dia ao volante e nenhum deles justificava a escolha. O Mille, por exemplo, era o mais barato e econômico, mas também, dono de um interior que já completava cinco anos antes mesmo de eu ter nascido.

O popular de entrada da Renault chamou atenção por aparentar não fazer parte daquele grupo de carros extremamente básicos e, de fato, não é! Mesmo depenado ele ainda herda algumas boas qualidades do carro que um dia competiu no mercado europeu e que por aqui disputou contra o Peugeot 206, Corsa e Fiesta.

Além da boa mecânica, acabamento e montagem superior, ainda restavam alguns equipamentos úteis: ar quente, regulagem interna dos retrovisores, faróis com duplo refletor óptico, frisos laterais, repetidor de seta lateral, regulagem de altura do sinto se segurança e rodas 14” com pneus 175/65 R14 eram de série. É uma lista de equipamentos acanhada, concordo, mas era lamentável saber que seus principais concorrentes não ofereciam sequer algum destes itens.

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Àquela época eu já fazia um controle de gastos pessoais e o carro passaria a fazer grande parte disso. Também tinha grande curiosidade de saber o custo dessa empreitada e, alias, precisava que fosse baixo.

Todos fazem uma ou outra medida de consumo, mas que muitas vezes fogem a realidade por serem muito otimistas. Dirigimos de forma moderada apenas durante o “teste”, ou o fazemos em situações favoráveis, como em viagens mais distantes. O mesmo acontece com os demais gastos que se somam de forma aleatória na nossa imaginação.

Por curiosidade e necessidade, resolvi fazer um controle detalhado, mas que fosse simples o bastante para ser seguido à risca. Fiz um pequeno bloco que funcionaria como um registro de bordo, contendo informações básicas que posteriormente seriam passadas para uma planilha. O único trabalho foi o compromisso de preencher o bloco e sempre completar o tanque, o que, para quem roda bastante não é problema.

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O intenso trânsito da capital mineira, um pequeno trecho duplicado da BR-040 e parte da sinuosa BR-356 formaram a maior parte da paisagem. Foram aproximadamente 75% em rodovias, muitas vezes com um ou mais passageiros. Depois de somados os principais gastos e 158 lançamentos na planilha, o resultado é uma porção de números, nos quais podemos fazer inúmeras observações.

Existem dois custos principais que todos devem levar em conta. Um deles é o custo em conseqüência do uso do veículo, que podemos chamar de custo operacional. O outro, chamado de custo fixo, se apresenta desvinculado ao uso, ou seja, você irá arcar independente de ter usado ou não o veículo.

A desvalorização é outro custo que apesar de “fixo”, é bem imprevisível, além de envolver o estado de conservação. Nesse caso, considerei o valor tabelado do veículo em 2009 e preço da tabela atual (Fipe). Muitos preferem ignorar a desvalorização, o que eu acho insensatez, pois cedo ou tarde você terá que arcar com essa conta que, como vocês podem notar, não é nada baixa.

Clio-1.0-16v-620x448 Quanto custa manter um popular: 80.000 km em um Renault Clio

 

Clio-1.0-16v-620x448 Quanto custa manter um popular: 80.000 km em um Renault Clio

Curiosidades

– Mesmo se o veículo fosse mantido parado na garagem, após quatro anos o valor da brincadeira seria de prováveis e assustadores R$ 15.729,15. Coincidentemente, o custo por rodar 80.200 km ficou bem próximo, foi de R$ 14.676,47.

– Considerando 4 anos e 80.200 km, chega-se no custo fixo mensal de R$ 327,69 e R$ 0,18 para cada quilometro rodado.

– Com o etanol custando R$ 1,27 o litro e um consumo de 11,87 km/l, foi possível rodar 100 km com apenas R$ 10,70. Àquela época, o transporte coletivo interurbano cobrava R$ 22,00 para transpor uma distância equivalente.

– As melhores médias obtidas foram de 13,2 km/l com etanol e surpreendentes 20,3 km/l com gasolina. Já as piores foram de exatos 10 km/l com etanol e 13,33 km/l com gasolina.

– Após 80200 km e 158 abastecimentos somando 6022,7 litros de combustível, a média geral foi de 13,3 km/l, com participação de 62% do etanol e 38% da gasolina.

– O rendimento médio com gasolina foi de 15,8 km/l. Com etanol o rendimento caiu para 11,6 km/l, 26% inferior.

– Em 2009 foi possível abastecer pagando R$ 1,26 pelo litro de etanol e R$ 2,24 o litro da gasolina. Após três anos esses valores subiram para R$ 1,99 e R$ 2,65. Um aumento de 58% (etanol) e 18% (gasolina).

– Sem bolhas, furos ou desgastes irregulares, o primeiro jogo de pneus (Firestone F590) rodou 50 mil quilômetros com apenas um alinhamento, balanceamento e rodízio (feitos na revisão de 30 mil km). A um custo de R$ 80,00 valeria a pena fazer esse serviço a cada 10 mil quilômetros?

– Com o tempo é bem provável que o custo operacional do veículo aumente consideravelmente, ao contrario de parte do custo fixo (desvalorização, seguro e IPVA) que fica cada vez mais baixo.

Com um monitoramento freqüente é normal que a preocupação com o consumo de combustível aumente. Mas a idéia não é dirigir em função de bons resultados, como fazem os “hypermilers”, e sim buscar um modo de condução eficiente sem comprometer a segurança ou o tempo gasto no trânsito. Para isso existem inúmeras técnicas que podem ser aplicadas em situações diversas. Mas as que eu considero mais eficazes são: atenção, previsão e bom senso.

Estando atento, você perceberá que os veículos adiante freiam e logo em seguida aceleram para recuperar a velocidade. Nessa situação, mantendo uma distância segura não é necessário nem mesmo diminuir o ritmo, ou bastará apenas aliviar o acelerador. O mesmo vale para grandes filas onde, observando os veículos mais à frente, é possível prever o comportamento dos demais.

Freando menos você também poupa mais. Ao invés de afundar o pé no acelerador nas retas e frear forte em cima da curva, é muito mais vantajoso trafegar numa velocidade intermediária, que seja o bastante para contornar curvas com segurança. É uma simples questão de não desperdiçar o movimento gerado pela queima do combustível. Sem falar no desgaste dos freios.

De um modo geral não dirijo em ritmo vagaroso, até me controlo para não exceder os limites de velocidade permitidos. Mas passei a perceber que tanto os apressados quanto os mais lentos sempre acabam juntos, logo atrás daquele caminhão lento. O fato é que com o tempo eu adotei todas essas medidas como meu modo de condução. Não sei ao certo o quanto essas atitudes influenciaram no consumo, mas dá para ter

Sem nenhum compromisso com o bolso, é bem provável que os resultados ficassem muitas vezes abaixo do pior obtido. A diferença entre a média geral e o pior resultado (ambos com gasolina) pode parecer pequena, mas imagine dois motoristas: um com o consumo médio de 13,33 km/l e o outro fazendo 15,8 km/l. É uma diferença tão gritante que após rodarem 80 mil quilômetros, com a gasolina no valor de R$ 2,75, o motorista mais econômico gastaria R$ 13.924,05 e o outro, R$ 16.504,12. Com a diferença de R$ 2.580,07 o motorista mais econômico poderia rodar quase 15 mil quilômetros a mais. Isso sem citar outros benefícios relacionados a desgastes do veículo.

Para saber realmente qual o custo de um veículo, é preciso ir além das despesas apresentadas. Juros de financiamento, custo de oportunidade, estacionamento, lavagens, pedágios, multas, e até trocados para flanelinhas são despesas que podem surgir ou já estão vinculadas ao veículo. No entanto deixei de fora por serem imprevisíveis e variarem muito de acordo com a situação de cada proprietário.

Após 80.200 km e um período arredondado de quatro anos, o Renault apresenta a conta no valor de R$ 30.405,62. Ainda tenho curiosidade de saber quanto os demais populares teriam cobrado diante desse mesmo cenário. Mas tenho a certeza de que mesmo se houvesse diferença, não seria o bastante para que eu me arrependesse da escolha.

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Caso você queira fazer esse mesmo controle, ou até mesmo verificar se o consumo no computador de bordo confere com o real, é só criar uma planilha. Vale lembrar que não é imprescindível completar o tanque a cada abastecimento. Basta considerar todo o intervalo entre dois abastecimentos completos.

Convivência com o Clio

Mesmo injustiçado e um tanto esquecido pelo mercado, o Clio é um carro bastante pautado em noticias e nos comentários do fórum, principalmente quando o assunto “carro popular” vem à tona. Há inclusive uma excelente matéria na sessão “carro da semana, opinião de dono“. Portanto serei breve com meu relato.

Ainda hoje o Clio carrega a fama de produto importado, mas a versão nacional já circula entre nós desde 1999. Outra – agora boa – fama que ele carrega é a de cativar seus donos, foi inclusive premiado durante vários anos pela pesquisa promovida pela revista 4 Rodas, chamada de “Os Eleitos”, onde é levado em conta o grau de satisfação dos proprietários.

O interior do Clio também agrada bastante. O painel em dois tons e o acabamento que se faz presente em toda a cabine é algo raro de encontrar em carros dessa categoria. A Renault não poderia ter feito bancos melhores. Em formato de concha, apóiam tão bem o corpo que nem precisavam ser tão macios. Atrás a conversa muda. Pouco espaço, assoalho irregular e um assento medíocre.

Ao volante, irá se surpreender quem o julgar pelo visual sem graça. A posição de dirigir é ótima, com volantes, pedais e câmbio bem posicionados. A suspensão é firme e absorve bem as irregularidades. O motor multiválvulas casa perfeitamente com a caixa de relações curtas. Em ultrapassagens o Clio ganha fôlego à medida que o giro sobe, até chegar ao ponto em que você passa a duvidar de se tratar mesmo de um carro mil. É quando a injeção aparece para cortar a festa. Alias, deve-se ficar atento para mudanças de marcha no meio de ultrapassagens.

Outro fator que contribui para o bom desempenho é o baixo peso. Com 880 kg ele pesa ainda menos que um pequenino Chery QQ. Divida isso pela potencia de 77cv e irá encontrar um resultado mais satisfatório que o de um Golf 1.6. Com o carro cheio e pesado esse encanto é todo abatido e o Clio passa a se arrastar como qualquer outro carro mil. Mas você não vai querer andar com a família e bagagens. Isso porque o espaço traseiro é limitado e o porta-malas não é dos maiores.

O Clio também não é o carro ideal para andar em auto-estradas. Ele até consegue manter altas velocidades com disposição e estabilidade, mas faz isso com o giro alto demais. Em última marcha, a 120 km/h, o motor estará girando a 4.250 rpm, o que aumenta o ruído e prejudica o consumo. Prova disso está na melhor média obtida, 20,3 km/l. Foi em uma viagem, onde rodei mais de 800 km sem nem ascender a luz da reserva. Isso só foi possível porque viajei sob chuva constante e, por isso, mantive a velocidade sempre abaixo de 100 km/h.

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Mas nem foi o consumo que me surpreendeu. Fiquei satisfeito com robustez e custo de manutenção no geral. As primeiras revisões foram feitas na concessionária, onde fui sempre muito bem atendido, Mas ainda assim não fiquei isento da “impurroterapia”. Na revisão dos 20 mil km, feita em Belo Horizonte na concessionária Valence (onde retirei o veículo), me disseram que eu teria que retornar para trocar as pastilhas de freio que, segundo o consultor, não duraria até os 30 mil km. Seguro de que não passava de uma alegação de má-fé, segui até a próxima parada, esta feita na concessionária Minas France. Lá fui igualmente bem recebido e pedi que verificassem o estado das pastilhas, resultado: informaram-me que a peça ainda estava com mais da metade da vida útil. Também me avisaram que a correia dentada estava contaminada (suja de poeira/minério) e que seria trocada na garantia.

Por sorte ou excesso de zelo, o único defeito apresentado foi o jogo de vela que começou a falhar e coincidiu com a revisão dos 60 mil km. Fora isso, nem mesmo um pneu furado. Aliás, as pastilhas condenadas pelo consultor continuam lá, trabalhando firmes!

Depois de rodar mais de 80 mil quilômetros o Clio continua bem integro. Não apresenta a mesma firmeza de quando novo, também não exibe mais aquele ruído interno abafado de um carro zero. Mas ainda passa muita confiança.

Já faz tempo que as versões mais caras do Clio foram removidas para dar lugar ao Sandero. Hoje ele se apresenta um tanto defasado, jogado em uma categoria a qual não pertence. Foi desacreditado pela marca, o que é irônico, pois é o único carro de origem francesa que restou no portfólio que a marca apresenta por aqui. Para quem possui, fica uma sensação de injustiça com o carro que tem como o maior trunfo, superar as expectativas de quem espera apenas por um automóvel barato.

Por Rodrigo Passos

4.0

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  • zemarreta

    Parabéns camarada. Você é um exemplo a ser seguido! Se todo mundo fosse consciente como vc, nosso belo país seria outro!!

    • CharlesAle

      pois é Zé,aliás,isso é uma característica dos mineiros,minha família é de lá,e é comum ter "tudim"anotado,por isso a fama de povo"mão de vaca" hehehe…….

      • PONCIO PILATOS

        somente uma coisa a dizer: PARABÉNS. eu queria ter um filho assim..hehehhehehe, ou eu mesmo ser assim.

  • marcfreitaz

    Parabéns pela aquisição de um ótimo carro amigo, confiável econômico e pelos relatos, se seu trajeto fosse na cidade, aposto que os custos da manutenção seriam bem maiores.

    • Natalinus007

      Bota econômico nisso, na pior ele fez 10km/l no etanol, meu celta na melhor, faz isso, kkkk

      • marcfreitaz

        Cara, um amigo comprou um celta uns meses atrás 1.0, no trânsito da cidade (Fortaleza) apenas ele e a mulher dele e sem bagagem… tava fazendo 8,5 km/l…. consumo ridiculo, meu carro 1.6 ta fazendo 9,5 a 10 km/l e o meu antigo 2.0 (automático) fazia 8km/l…

        • Edson Roberto

          Sem transito com um rodar constante… o meu faz até 14km/l no etanol. Entretanto, situação completamente dificil de se fazer a não ser grandes feriados onde realmente a rua está vazia. O meu comum em transito rodando em baixa velocidade, é de 12km/l e com transito mediano 10km/l. Sem com etanol. Essas médias sempre são bem superiores no meu carro a gasolina.

          PS: C3 2008 1.4.

          • marcfreitaz

            Que ótimas médias na cidade.

  • Rodrigo_alr

    Bem interessante… Um relato bacana, esclarecedor em certas partes. Parabéns Rodrigo, já tive um clio, e acredito que pensaria em ter outro caso fosse trocar de carro… Ele é um carro simples e que cumpre o que se espera de um popular.

  • pririmarvil

    Realmente tem que ser muito organizado e disciplinado para seguir registrando tudo, parabéns!
    Além do mais é como foi relatado sobre a economia, com carro 1.0 não adianta afundar o pé pois aí ele bebe mais que carro 1.6 e dependendo do carro pode consumir até mais do que alguns 2.0 na cidade. Como é um carro voltado mais para economia não adianta correr como se estivesse apostando corrida para depois sair dizendo que deixou carros mais potentes para trás pois quem ficará para trás mesmo será seu bolso, o segredo é tratar o pedal do acelerador como se ele fosse uma princesa, com delicadeza e sem o uso de força além do necessário.

  • erickluuh

    Sensacional , o Cara ta de Parabéns, melhor que muitos estudos/previsões realizados por ai …

    • diogo_rs6

      A voz da experiência na prática sempre fala muito mais alto do que uma porção de estudos teóricos…..

  • vfreire85

    ótimo texto! vou fazer o mesmo quando comprar meu primeiro carro.

    • Jason

      Também fiquei partidário da ideia do autor do texto. Só espero ter tanta sorte como ele teve nas manutenções, pois o preço que minha mãe paga nas revisões do Gol G5 2009 dela são de fazer chorar;

  • JulioCMO

    Excelente post aqui no NA, um exemplo de proprietário automotivo!

    Também sou desses que gosta de ter tudo anotado, diário de bordo é algo que, a longo prazo, ajuda bastante na relação do dono com as finanças de seu carro. Muitas pessoas se espantam quando percebem a montanha de dinheiro necessário para deixar um carro andando, ou até mesmo guardar na garagem, mas a realidade é essa… nosso país não ajuda em nada para manter um simples carro popular.

    Particularmente eu considero a desvalorização algo natural, no entanto, os impostos (pra variar) são os que mais pesam na balança e deixam essa conta desequilibrada. A manutenção é um fator "curinga", não importa se é um Honda, um Fiat ou um Volkswagen, é necessário investir uma boa quantidade de dinheiro para deixar tudo em dia, não existe essa de "carro bom é aquele que não precisa fazer manutenção".

    O mais engraçado é que as contas mudam bastante de proprietário para proprietário, eu sou do tipo "instável", as vezes faço 6 km/l na cidade, outras vezes chego a fazer 8 km/l, é impossível dirigir como uma robô no dia-a-dia. As diferenças quanto aos hábitos ao volante e principalmente o humor vão fazer total diferença na hora de reabastecer. Eu tenho um padrão de troca de marchas à ~2500rpm, sei +/- onde devo mudar as marchas para economizar combustível, no entanto, há momentos em que ficamos com pé no saco e esquecemos disso, ou seja, não é o carro que precisa ser econômico, muitas vezes é culpa do motorista ! (tirando os Flex, que bebem por natureza rsrs')

    Mas enfim, excelente contribuição para nós leitores e entusiastas, é sempre bom ter contato com experiências diferentes no meio automobilístico, é a graça da interweb !

  • Focusman

    Adorei o texto.

    Adoro essas matérias do NA que ensinam o que todo brasileiro deveria aprender na escola: educação financeira.

    Parabéns pela iniciativa e parabéns também ao autor pelo belo trabalho.

  • rogeriulima

    Que relato fenomenal, parabéns.
    O custo de manutenção ficou bem em conta comparando com os concorrentes.

  • Adriano_Silva

    Ótima matéria e parabéns pela dedicação em relatar todos os fatos ocorridos em relação ao carro, me lembro de uma versão do modelo sedã Clio Egeus era muito bom.

  • shopfloor management

    parabens!!! otimo post, deu até saudade dos dois clios que tive (um 2007 e um 2010).
    e srs, não se esqueçam que o symbol nada mais é do que um clio sedan, inclusive com o painel do campus que era comercializado na europa. Muito provavelmente será minha proxima aquisição ja que o que me fez sair da linha clio foi a falta de um motor maior e mais opções como abs e air bag.

    • AntonioCarn

      Muito bom Post e excelente observação Shopfloor, estou lendo seu comentário com a Nota Fiscal do Symbol nas minhas mãos (após dias e dias de pesquisas). Pelo o menos através de relatos de amigos os que possuem Symbol e Clio é que são carros bem honestos. Espero não me arrepender.

      • shopfloor management

        cara, muito boa escolha…acho que é um carro que agrada no dia a dia… te da liberdade de viajar tranquilo com a familia e anda e bebe muito bem… não é visado… pra mim é melhor opção entre os carros na categoria…o ponto fraco é a desvalorização… se vc comprou usado (e desvalorizado) nota 10! se não 9,5 kkkk

        • AntonioCarn

          Comprei zero pois pretendo ficar alguns anos!

      • shopfloor management

        Sr Antonio, por favor, e o seguro..ficou em conta?

        • AntonioCarn

          Fiz o endosso de um seguro realizado para um C4 2009/2010 e nã0 paguei nada a mais, o seguro do C4 foi, nas minhas condições foi R$ 2.094,00.

      • Edson Roberto

        Antonio, se essa compra nao se basear na revenda e for realmente ficar mais de 4 anos com o Symbol, foi uma otima compra. Se for o tipo de compra para ficar até 2 anos… na revenda vc tomará um susto. Entretanto é um otimo carro.

        Vai se assustar com o silencio a bordo principalmente por causa do bom motor 1.6 16v.

        • AntonioCarn

          Já recebi o carro e realmente o conjunto é muito bom, pretendo passar mais de três anos com o mesmo, se Deus permitir.

          • shopfloor management

            bacana! parabens! e nos mantenha informado, rsrs

  • vitimsl

    Muito bom o relato, além de útil. Parabens ao autor.

  • MecanicoDigital

    Gostei muito. Parabéns Rodrigo! Um exemplo a ser seguido.

  • Absinthe666

    Que texto, uma das melhores matérias que ja vi aqui no site
    parabéns, agora é de assustar o custo de manter um popular 0km por 80mil KM da para comprar outro e ainda sobra troco hehe
    ainda bem que rodo menos de 8mil km por ano e compro carros com +3~4 anos de uso que ja sofrem uma desvalorização maior e escapo um pouco disso, com quase 2 anos no meu KA a desvalorização foi de menos de 2mil reais (segundo tabela claro)
    sem falar no IPVA, nossa como é caro ai, aqui em Fortaleza não paguei nem 400 reais no meu KA e ainda reclamo todo ano

  • Ótima matéria, seria ótimo se mais gente tivesse esse carinho e compartilhasse as informações. Também tenho um Clio, é o meu xodó, tenho pena da depredação que o Clio sofreu…

  • BlueGopher

    Rodrigo, você está estudando (ou já se formou) em engenharia, economia ou administração de empresas?
    Este seu enfoque sobre os custos do veículo foi muito bom, racional e minucioso.
    Parabéns!
    E as suas análises sobre economia de combustível, a pouca necessidade de balanceamentos/alinhamentos dos pneus, e a durabilidade que obteve com as pastilhas de freio mostram seu bom senso ao dirigir, evitando desperdícios e poupando o carro.

  • pauloreis

    se vocês verem bem e saberem gastar o seu dinheiro, vai ver que ele rende.. a prova esta ai, com um orçamento apertado, gastou-se 30K em 4 anos, seu soubermos investir esse mesmo dinheiro nesses período de 4 anos ( de uma forma parecida que nosso amigo o fez), algum daria uma opinião de qual seria o valor do mesmo hoje?? Nós, brasileiros, somos ricos, ganhamos bem. O que nos acaba é o custo de vida, irreal demais, e a prova esta aqui. Acha que um carro americano de 16 mil dolares, além de seu um carro muito superior, teria esse custo em 4 anos??

    Parabéns pelo texto, como um disse aqui, uns dos melhores textos do NA. Alias fica aqui a dica: estatística e matemática financeira esta em alta no momento, há um grande procura por profissionais com essa habilidade, procurem fazer pós nestas áreas, claro, se você gosta.

  • Fábio Vicente

    Você é um grande exemplo meu jovem, não apenas para os leitores do blog, mas para esse país.
    Seus pais com certeza estão muito orgulhosos de você.
    E digo mais: você acaba de fazer um "senhor" de 34 anos sentir-se mal… Se na "ponta do lápis" vc concluiu que manter um popular 0 km não é barato, imagina quem tem um Escort Zetec 1.8 e uma Renault Megane Gran Tour 2.0, e nunca controlou os custos "a sério"?? Se for analisar esse cenário, daria para comprar um terceiro carro… :'(

  • cesdias

    Parabéns pelo relato, muito esclarecedor.
    Eu estou fazendo isso para o meu Nissan Versa, adquirido há 11 meses.
    Para isso, estou usando o programa aCar, para Android.
    Como está instalado no meu celular, cada despesa eu já faço o cadastro.
    O aCar já gera estatísticas instantâneas a cada despesa lançada, o que é bem interessante.

  • Long_life_tobigcars

    Enfim rodo bem pouco no meu carro. Coloco apenas R$ 80 reais por mês em seu tanque já que a distância do meu trabalho até a minha casa é de apenas 6 km. Em tese, rodo um pouco mais de 278 km por mês. Isso ajuda muito a reduzir os gastos já que eu e minha família não é muito de marcar presença todos os fins de semana em Shoppings ou praias.

  • Luis_Aires

    Rpz, só se for contigo. Tenho um do mesmo ano e com praticamente a mesma quilometragem. Inúmeros defeitos, desvalorização absurda, enfim. Quando olho pra esse carro, dá vontade de chorar de tão arrependido.

  • RicardoSuroieck

    Muito boa a sua contribuição. Muitas pessoas que estão pensando em comprar carros (e alguns que já compraram) precisam encarar esses números. Infelizmente, a grande maioria da população brasileira não tem condições de comprar e manter um veículo, por mais simples que ele seja, pois os carros em geral são caros e o salário em geral é baixo. Por isso as pessoas comprometem sua renda durante anos só com as prestações e sequer fazem manutenção do veículo (as vezes nem seguro fazem e tem o carro roubado, sobrando prestações para pagar).
    Quanto à manutenção, me impressionei com os freios. 80mil km sem ter nem que trocar pastilhas é bastante coisa. Talvez por você não rodar muito em centros urbanos e com tráfego intenso (acelera/freia) tenha conseguido essa façanha.
    Já quanto aos valores em si, uma coisa importante a levar em conta na desvalorização é a inflação. A desvalorização real a ser considerada não deve ser simplesmente a subtração do valor antigo pelo valor atual. Na prática, o seu dinheiro, 4 anos atrás, valia pelo menos 20% mais do que vale hoje (considerando 5% ao ano de inflação, mas é até mais que isso). Dessa forma os seus 26 mil de ontem teriam de ser pelo menos 31 mil hoje.
    Você também pode computar quanto o seu dinheiro renderia em determinado investimento.
    E se esse dinheiro fosse investido? Se os 26 mil fossem aplicados na poupança antiga, rendendo míseros 0,6% ao mês, em 48 meses você teria R$ 34.600.
    Elucubrando um pouco mais: se considerarmos ainda o que você gastou de custos operacionais tributos e seguro, o que soma 22.800, e supormos que você pudesse aplicar uma fração desse dinheiro todo mês por 48 meses (475/mês), você teria 26.300 ao final do período.
    Conta final:
    26.300 (ganho investindo o que gastaria com o carro) MAIS 34.600 (ganho investindo o dinheiro do carro) = 60.900
    Ou seja, o custo da sua decisão de ter um carro fez com que você deixasse de ter, 60.900 para ter 19.000, 3x menos poder financeiro. Isso se você conseguir vender o carro pelo preço da tabela, o que sabemos que é raro.
    É assim que os carros minam as riquezas dos menos favorecidos no país, que não se dão ao trabalho de fazer essas contas.
    Claro que as necessidades de alguns falam mais alto, que o veículo pode ser indispensável. Além disso, "na vida também precisamos viver", e não adianta ter dinheiro e não ter felicidade, e etc, etc, etc. Além disso, é preciso subtrair da conta outros gastos com transporte (ônibus, trem, taxis), enfim. Mas ainda assim, a conta sem dúvida ficará bem melhor sem o carro do que com o carro. E olhe que você nem computou ai estacionamento, que em alguns bairros de capitais pode chegar a R$ 400 ou mais por mês.

    • Teixeiracar

      Ricardo, seu comentário assim como o post do Rodrigo, acrescentou muitas informações utéis que no dia a dia não paramos para pensar, eu conheço muitas pessoas que passam o maior perrenque para manter seus carros em dia, inclusive tem pessoas que nem consequem devido as altas despesas que um automovél acarreta. Mas a mensagem é clara; temos que termos prioridades e planejamentos nas nossas vidas e, não darmos o passo maior que as pernas. Valeu!

  • aprs

    Os melhores textos saem dos carros mais injustiçados. Quem comprou Clio não foi pela beleza, porque valoriza, porque consegue manutenção em qualquer boca de porco, etc.

  • Ronnivox

    Belo trabalho, surpresa pra mim foi a manutenção do veículo, o danado não quebra ? rsrs

    Parabéns !!!

    • Rafael_rec

      É muito difícil, eu rodei 100.000 com um Clio 2003 e posso afirmar tudo o que foi escrito no texto.

      O Clio é a melhor opção do mercado até 30.000, pena ser injustiçado pelo mercado e pela própria Renault.

  • 72007998

    post sensacional amigo, valeu mesmo.

  • vviictor

    boa matéria! sugiro um complemento: a questão de trocar de carro agora, empatando X reais, ou ficar com ele mais algum tempo e gastando mais com manutenção. Deu pra perceber que o maior custo é mesmo do combustível. No meu caso, troquei minha moto Falcon 400 (carburada) que fazia 22km/h por uma XRE300 (injetada) que faz 30km/l. To muito satisfeito, na última viagem ( 430 km ) fez 33,18 km/l com garupa e baú!

  • tonyecs

    Além do ótimo texto, fiquei de cara ao ver custos tão baixos nas revisões. Tenho um GM Corsa Maxx 2008 1.0 8v completo e chegaram a ter a cara-de-pau de virem com orçamento na casa de R$ 1.500,00, claro, na base da "empurroterapia". Logicamente só fiz o que, de fato, era necessário, mas geralmente saía entre R$ 300 e R$ 400,00.

    Infelizmente no Brasil temos a mentalidade de que só Gol, Celta, Uno e Palio prestam, pois são carros "mais fáceis de vender". Digo isso porque meu pai trabalha com carros e vive repetindo essa ladainha tão bizarra, porém recorrente em todos os cantos do nosso país. Dizem que carro importado não presta, que é difícil de revender, pois ninguém compra (daí vem a alta depreciação), é complicado encontrar peças, mas não levam em consideração que, em sua maioria são mais confortáveis, econômicos, seguros e bem acabados. Pra eles, isso tudo é secundário. Demover essa opinião formada, antiga e obsoleta dessa galera é algo muito complicado.

    Existem inúmeros bons carros em nosso mercado que simplesmente não caíram no gosto dos brasileiros, como exemplo, posso citar o Focus primeira geração, adorado pelos donos, mas odiado pelas revendas (pelo menos aqui em Salvador), pois são considerados carros de manutenção cara e de difícil revenda. Não analisam o tipo de carro que o mesmo se enquadra. O valor que você estará pagando por mais conforto, segurança, etc, etc e etc…

    Temos que ser menos passionais, parar de ficar defendendo montadora A, B ou C e escolher um carro que melhor se adeque às suas necessidades, como você fez, sem se deixar levar pelas opiniões alheias.

  • GusZanetti

    Ótimo post, parabéns! Só gostaria de pedir pra disponibilizar sua planilha, no texto diz 'Clique aqui' mas não tem como baixar…

    E sempre achei o Clio um ótimo carro, já aluguei alguns. Se tivesse que comprar um carro 1.0 com certeza seria esse!

  • jackson_sch

    Parabéns pelo excelente post, muito informativo e muito bem escrito. Também tenho os custos do meu carro. Todas despesas são anotadas numa planilha eletrônica e a gente realmente se surpreende com os gastos. O que a gente pode concluir é que o carro é uma família, é um filho. Se a maioria dos brasileiros colocassem suas despesas na ponta do lápis, muita gente não compraria carro. O problema é que brasileiro se deixa levar pela emoção, adquire, se endivida e depois se vê obrigado a se desfazer do bem. Novamente parabéns pelo texto, quizera todos fizessem o controle que tu fazes, mas tu não está sozinho nessa.

  • Skiegaard

    melhor relato que ja vi no NA, parabens ao dono.

  • jonathan1985

    ÓTIMO TEXTO!
    Faço algo parecido como o autor do post e tenho um Clio tambem, por cima, os números sao mais ou menos assim:
    35.000 rodados (o meu é 2004 e comprei com 41 mil, hoje está com 76, sou dono há 30 meses)

    combustível: aprox R$6.100
    Média geral: aprox 14,7 por litro.
    Manutenção: R$1.780 (troca óleo, filtros, bobina, velas, rodizio, geometria e balanceamento, ou seja TUDO)
    Aqui se tem um custo médio de 22 centavos por km.
    Se adicionar que nesses 30 meses gastei…
    Impostos: 1200
    Seguros: 4500
    Estacionamento: 2400
    Chego ao custo médio de 44 centavos por KM.

    Esses número que me deixam com receio de trocar de carro, ainda mais levando em conta todas as qualidades dele, bem descritas pelo autor do texto.

  • nightwishjp

    Acabei de comprar um clio (sedan, privillege 2004) e tbm é só elogios. Sai de um uno e fui pra um clio, a diferença é GIGANTESCA! Tô pensando em trocar a correia dentada dele (tá com 76mil km), acham que é realmente necessário? Estou seriamente inclinado em fazer, pois acho melhor prevenir…

    • jonathan1985

      Amigo, tenho um privilege 2004, tinha esse mesmo receio, troquei ela com 55mil justamente pra previnir, a original estava INTACTA… Mas, como vc nao sabe como era o outro dono, sugiro mesmo é levar num mecanico pra ver.

      A bobina, cabos de vela e vela ja foram trocados será? pq no meu com 70 mil km's tive que trocar…

      • nightwishjp

        Cara, acho que vou ter que trocar até porque aconteceu um problema comigo. Sexta passada fui lavar o carro e pedi completa, esqueci de dizer que não podia lavar motor! E já me disseram que não pode lavar o motor do clio que da defeito! Ele lavou e o carro tá cortando em menos de 2mil rpm na segunda! Aí vou ter que trocar a vela e manda limpar o bico. Acha que tem necessidade de trocar bobina e cabo?

        • jackson_sch

          Eu acho besteira esse lance de falarem que lavar o motor do Clio dá problema. O problema são os caras que lavam os motores. Eles abrem a água no máximo e metem no motor. Querem tirar a sujeira com jato forte em vez de pegar um balde e pano para limpar. Eterna preguiça. O problema não é o lavar, e sim, o não saber lavar.

          • nightwishjp

            Pode até ser, agora, que ocorreu comigo… Sai do lava jato e o carro deu o problema. Só queria saber se teria que trocar tudo ou só limpar os bicos e trocar as velas.

  • rafaelbsr

    Poxa, tenho até uma certa inveja (no bom sentido claro), pois tenho um Gol Power 1.6 ano 2009 "G5" e, com 38 mil km, pouco antes de adquiri-lo, ele começou a apresentar um ruído na caixa. Comprei o carro sabendo do problema e quando fui ver tive que mandar abrir a caixa (com 41 mil km) e trocar a tampa da caixa, na qual ficam presos 2 rolamentos (um estava com problemas, gerando o ruído). Soube de outros casos do mesmo problema. Após algum tempo, o carro começou a falhar um cilindro. Resultado: as velas só são trocadas na revisão de 60 mil km, o carro com 43 mil já estava com as velas gastas e devido a isso um dos cabos de vela foi pro espaço. Sem contar a infinidade de barulhos (acabamentos, portas, até o banco do passageiro estava batendo). Não sou fã do Gol, comprei apenas pois foi uma boa oportunidade, o carro tinha procedência e consegui vender meu antigo carro (um Santana 2.0 1995) por um bom preço. Como me arrependo disso!! Pelo menos o Gol é mais econômico do que o Santana, porque de resto perde em tudo…

    • k3p13r

      Com toda sinceridade, você está correto nas suas observações a respeito do gol. Eu tive muitos problemas e até indagava: Poxa, mas é um gol, não é ? Foi quando cai na real de que fui mais um que foi levado pelo bom marketing da VW. Depois de me desfazer dele, resolvi comprar um carro semi novo, ao invez de outro VW zero. Comprei um toyota corolla, que sabemos ser um carro de outro nível, mas, em questão de economia de combustivel e durabilidade dá uma surra em qualquer carro popular. Se analizarmos o conforto e acessórios então, não tem como comparar. Hoje penso da seguinte forma: Melhor um semi-novo japones que um zero popular. Qualquer que seja a marca. Os preços são iguais, alguns populares completos até são mais caros do que um carro desses.

    • jackson_sch

      Eu também cometi o erro de trocar um Clio hatch 2005 por um Gol G5 em 2009. O Clio foi um sonho muito bom, agora o Gol foi aquele pesadelo que não acabava nunca. Agora em 2012 troquei o Gol pelo Fiesta hatch Rocam, voltei a sonhar.

  • ChalMust

    Belo trabalho!!!
    Fui proprietário de um Clio 2002 por quase 6 anos e o carro foi só alegria – disparado o que menos deu dor de cabeça e o mais econômico de todos.
    Valeu

  • suguii

    Na minha opinião, uma das melhores máterias postadas até hoje no NA! Confesso que sempre tive essa curiosidade de efetuar os controles de despesas, mas por falta de tempo (leia-se desleixo), acabei não fazendo-os.

    Atualmente possuo um 307 hatch, a única coisa que sei é que os gastos que tenho com esse em relação aos seus concorrentes é um pouco alto, estou esperando até o final do ano pra ver quanto vou ganhar de dinheirinho extra pra poder trocar de carro, mas é certo que vou me policiar mais até porque o carro que eu quero é de um nível superior……

  • Long_life_tobigcars

    Em fevereiro o Clio Campus 4 portas com AC estava em promoção, R$ 26 mil. Por pouco quase levei o modelo mas pela famosa "embalada" de contra indicações do carro pelos amigos e também acerca da depreciação, acabei desistindo. Mas tive a oportunidade de andar em um e achei um carrinho bem acertado na suspensão e na vibração do motor na direção. Depois de muitas avaliações acabei levando o Palio Economy. Enfim não me arrependo de ter comprado o Fiat ainda que não tenha me dado problemas até o momento que conta com apenas 2145km rodados com sete meses e meio de uso. Única coisa que tenho achado um pouco ruim foi o consumo que não passa de 8,5km/l usando gasolina aditivada e 7,5 com etanol (abasteci agora pela primeira vez).

  • AntonioCarn

    Parabéns, parabéns e parabéns! Contra dados não há argumentos! Informações deste tipo mudariam e muito a forma de consumo de veículos em nosso país e consequentemente a maneira de comercialização. Infelizmente a realizade é esta: Tudo aquilo que é consumido e possue um valor maior que o orçamento (geralmente compramos carros finanaciados) devem ser levado em consideração a razão e não a emoção. Sei que é muitíssimo difícil isso até mesmo pq um automóvel nos é colocado como um item de "desejo", mas deve ser exercitado a prática da adoção de dados para determinação de compra (consumo, manutenção, impostos, juros, taxas entre outros).Tentemos!

  • Felix_S

    Muito bom post! Eu já tive um Clio, que comprei usado com 70 mil km. Eu digo pra todo mundo que o carro é excelente, mas a maioria dos amigos não acredita….

  • AntonioCarn

    Escuto um monte de "sem noção" falando: Marca Y não presta, marca X presta, marca Z só quebra… Cadê os dados técnico para consubstanciar o posicionamento? Por isso antes de comprar um carro eu prefiro passar meses e meses pesquisando dados internos (fabricante) e externos (mercado, proprietários) sobre veículos que estão na minha margem de suporte financeiro. Apesar de ser tentador comprar um veículo de maior porte, para eu poder ter passar um certo "status". rs! Mas se não dá para comprar agora, dará um dia se HOJE eu for consciente com o meu bolso! Valeu NA pela espaço reservado para a matéria! Muito bom!

  • Daniel Ramos

    Excelente artigo Rodrigo, merece lugar de destaque nos meus favoritos, não vamos reclamar de "certos" absurdos em preços que temos aqui, não é hora pra isso, é hora pra lhe elogiar por esse belo tópico, obrigado! Meu bolso agradece.

  • zeuslinux

    Muito bom artigo ! Parabéns ao autor !

    O que a gente fica impressionado é que o governo garfa com impostos e taxas quase a metade de todos os custos em se manter um carro !

    Cada um tem custos diferentes com o seu carro. Eu p.ex. gasto muito pouco dinheiro com combustível proporcionalmente, porque apesar de ir para o trabalho de carro, ando apenas 14 km/dia. Por isso sempre compro carros com motorizações maiores, que são muito mais confortáveis e prazerosos de dirigir de modo geral e são proporcionalmente mais eficientes para andar na estrada, já que o consumo cai absurdamente andando a velocidades mais altas. Em compensação, perco mais dinheiro com desvalorização e taxas.

  • PabloRJ

    Um dos melhores textos que já li no NA. Excelente matéria, Rodrigo.

  • macaense

    Ótimo relato, salvo algumas ressalvas. O pessoal do NA, como blog formador de opinião, não pode deixar passar erros de português tão grosseiros como "regulagem de altura do sinto se segurança" ou "impurroterapia".

    Bom, no mais, é bom ressaltar o baixo custo das revisões do carro (foram feitas em concessionária?), se comparadas à tabela de preços fixo da Ford, o disparate é enorme. Também é revoltante ver o aumento abusivo no preço dos combustíveis em tão pouco tempo.

    Parabéns ao autor do post

  • Clock

    Não desmerecendo os outros donos, mas foi a melhora matéria que já li aqui no NA relatado por seu dono!
    PARABÉNS!

    Aqui em casa o campeão de durabilidade foi um Clio Sedan 2001, época que vinha com Air Bag Duplo de série.
    Foram 6 anos, 110.000km, trocamos apenas vidro elétrico do motorista com 75k e bobina com 90k… e claro o básico de desgaste natural.

    Vendemos com aperto o carro, em estado de novo!

  • LuccasVillela

    Tive um Clio/11 1.0 16V também, adorava ele. :(

    Conseguia 10/11 com etanol no transito do Rio, com o Picanto/13 que tenho atualmente consigo 9/10/11, achava o Clio mais eficiente. O picanto quando pega transito bebe horrores, quase um V8, hahaha. E não curtia nenhum dos dois com gasolina, o Clio até ficava legal, pelo sentido de ficar menos aspero, mas o Picanto com gasolina fica LENTÍSSIMO.

    E curti o consumo do C4hatch (1.6 16v) que eu tive, que fazia 7/8 com etanol na cidade.

  • sergiomalandro

    show de bola,cai a casa dos defensores do celta,palio

  • Jason

    Belo artigo, o autor mostra uma consciência muito rara do que o seu carro realmente é: Um bem de consumo, que está sujeito a depreciação, tem custos (altos) com consumo, impostos, manutenção; E, no entanto, é apenas um carro popular. Seria interessante estabelecermos um paralelo com um carro de custo e nivel maiores que o do Clio citado no artigo, e aliás, fica a dica aos leitores do NA.

    Já estou fomentando a ideia de, quando eu comprar o meu carro (embora o desejo seja comprar um antigo e reformar), anotar todos os custos, seus aumentos e quedas ao redor dos tempos.

  • PauloTAS

    Eu não sei se isso é um sinal ou o que.. kkk mas coincidentemente hoje estava pesquisando sobre o carro no qual vou adquirir como meu primeiro veículo, e como considerei um usado, o que mais me agradou esteticamente foi o Clio, e voçê meio que tirou as duvidas em relação á manutenção que eu tinha, acho que esse texto me ajudou á dar mais um ponto para o Clio. Obrigado ^^

  • mottervictor

    báh ,que texto bem escrito ! Meus parabens , pelo texto e pela avaliacao / empenho em registrar toda a vida do carro !

  • plextor2012

    Parabéns ao autor pelo texto, muito esclarecedor. Se 50% da população do país tivesse isso em mente, estaríamos, com certeza, em melhores condições.

  • anderson_sp

    Ótimo texto, parabéns !!!

  • rcm88

    Minhas SW4 2001 comprei ano passado por 45 mil e este ano ainda está valendo em média 52 mil (em SP, cor prata) – Tabela: 48.500.
    Não fiz nenhuma manutenção nela ainda depois de 15 mil km (comprei na Kia, totalmente revisada).

    Por essa e outras eu NUNCA comprarei um carro zero, ao menos que eu vire bandido ou político, porque dinheiro meu eu do valor!

    • Mc_

      Ótima escolha amigo!! Eu critico muito quem paga mais de R$100 numa SW4 ou Pajero 0km. Tenho certeza que você estará tão bem servido como quem comprou uma nova, e infinitamente mais satisfeito que quem gastou o mesmo que você num Ecosport ou Duster.

  • k3p13r

    Atentem para um fato : O Nissan March ( o segundo carro mais feio, pois, primeiro é o Etios ) tem a mecânica do Clio. Ouço muito falarem bem a respeito do March, mas quando falo que o motor é do Renault Clio alguns até contestam. O povo vai muito por marketing e pouco entendem de carro mesmo. (ressalva : March 1.0 )

    • Mc_

      Grande parte dos MECÂNICOS ainda acham que Peugeot/Renault/Citroen são importados… já ouvi os mais variados absurdos de gente que tinha a mínima obrigação de saber do que estava falando, então o que esperar do consumidor comum?

  • YukiOhashi

    Existe um site bem interessante (a nível mundial) para se compartilhar o consumo dos carros:
    https://www.fuelly.com/driver/yuki/jimny

  • oslo camargo

    Faltou só mencionar que a cada 5 anos tem a despesa com a renovação da carta! Ou dois anos dependendo da idade do condutor, sem ela não se dirige, não é mesmo! Fique na duvida da comparação dos gastos com o onibus, quase o dobro do preço, então apesar do custo alto do carro, se fossemos depender da condução, durante 5 anos, gastariamos quanto?

  • Ezequiel

    Parabéns cara! Ótima planilha!

  • JAFARIAF

    Ótimo texto, parabéns pela lucidez! Suas conclusões a respeito do Clio apenas vem confirmar que, apesar de defasado e desprezado pela imprensa especializada, ainda é o popular mais honesto do mercado.Se comprar um Clio, e não se importar de ficar com ele durante 4 anos, terá o melhor e mais barato 1.0 do mercado.

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