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Quantos carros são emplacados por dia no Brasil?

estrada-carros-transito-1024x409 Quantos carros são emplacados por dia no Brasil?

A recuperação do setor automotivo em 2017, depois de vários anos de retração, foi comemorada por muitos. Mas o aumento no número de carros circulando pelas ruas brasileiras também tem causado uma grande preocupação nos especialistas.



Especialmente nas grandes cidades, onde parece que a briga por um espaço na rua ocorre o tempo todo, existe uma forte tendência na busca por meios de locomoção individuais, ao invés dos coletivos. Veja, por exemplo, o caso de São Paulo, principal cidade do país.

Na capital paulista existem mais de 6 milhões de veículos registrados. Esse número absurdo representa 70% da frota em circulação, enquanto as tão criticadas motos respondem por apenas 13%. Quando levamos em conta que esse conjunto de carros (que cresce duas vezes mais rápido do que o número de habitantes) circula por vias que não são renovadas ou cuidadas na mesma velocidade, temos como resultado o trânsito caótico da cidade de São Paulo.

Isso tudo não é visto apenas nesse caso, ou em outras grandes capitais, mas sim em quase todos os municípios médios ou grandes do país. Mas quantos carros são emplacados por dia no Brasil? Quais são as regiões que mais acrescentam novas unidades à sua frota? E as motos, será que representam tanto quanto parece?



Quantos carros são emplacados por dia no Brasil?

estrada-carros-transito-1024x409 Quantos carros são emplacados por dia no Brasil?

O trânsito carregado da maioria das cidades médias ou grandes entrega que o número de carros emplacados por dia em nosso país é enorme. Somados aos que já estão em circulação, a frota de nosso país chegou no final de 2017 a 54,5 milhões de automóveis (com média de 14,4 anos), 8,4 milhões de comerciais leves (13,7 anos), 3,2 milhões de caminhões (19,4 anos) e 647 mil ônibus (16,3 anos).

Usando como base os dados fornecidos mensalmente pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), conseguimos determinar o número de emplacamentos com base nas vendas. É claro que isso representa uma média aproximada, já que os estados não fornecem dados exatos sobre os emplacamentos em si.

Abaixo vamos falar sobre os números referentes aos três primeiros meses desse ano, lembrando que eles se referem à soma de automóveis e comerciais leves.

  • JANEIRO – 5.663 emplacamentos por dia

O primeiro mês do ano terminou com 175.554 unidades vendidas, o que representou uma queda de 14,30% em relação ao mês anterior (dezembro de 2017), mas com alta em comparação com janeiro de 2017 (+ 22,29%.). Isso representou, portanto, uma média de 5.663 unidades emplacadas por dia.

A região que mais contribuiu para esse número foi a Sudeste, responsável por 49,11% dos emplacamentos. Depois aparecem as regiões Sul (18,96%), Nordeste (16,49%), Centro-Oeste (10,20%) e Norte (5,24%).

Unidades emplacadas por dia dos 5 modelos mais vendidos no mês:

1º Chevrolet Onix – 518/dia

2º Ford Ka – 247/dia

3º Hyundai HB20 – 240/dia

4º VW Polo – 214/dia

5º Chevrolet Prisma – 191/dia

  • FEVEREIRO – 5.417 emplacamentos por dia

O mês de fevereiro costuma ter vendas mais tímidas, especialmente depois de dois meses tão fortes, como dezembro e janeiro. Mesmo assim, por ser um mês mais curto, seus números diários não ficaram tão abaixo do que vimos em janeiro.

No total foram 151.691 unidades vendidas, entre automóveis e comerciais leves, um número quase 15% maior do que fevereiro do ano anterior. Falando sobre a representatividade de cada região do Brasil, a história se repetiu, com o Sudeste em primeiro (51,26%), seguido por Sul (18,40%), Nordeste (14,90%), Centro-Oeste (10,36%) e Norte (5,07%).

Unidades emplacadas por dia dos 5 modelos mais vendidos no mês:

1º Chevrolet Onix – 457/dia

2º Hyundai HB20 – 263/dia

3º Ford Ka – 235/dia

4º VW Polo – 176/dia

5º Renault Kwid – 161/dia

  • MARÇO – 6.455 emplacamentos por dia

As 200.101 unidades vendidas em março representaram uma alta significativa em qualquer uma das comparações que normalmente são feitas: alta de 31,93% em relação a fevereiro e de 8,86% em comparação com março de 2017. Isso tudo ainda fez o acumulado do ano ficar quase 15% acima do mesmo período do ano passado.

Cada região acabou com a seguinte porcentagem: Sudeste – 52,74%, Sul – 18,01%, Nordeste – 15,02%, Centro-Oeste – 9,56% e Norte – 4,67%. Comparando os dados desse mês com os meses anteriores, vemos que a região mais populosa do país foi a única que sempre teve um crescimento, o que ajuda a explicar os congestionamentos cada vez maiores que vemos por aqui.

Unidades emplacadas por dia dos 5 modelos mais vendidos no mês:

1º Chevrolet Onix – 417/dia

2º Ford Ka – 316/dia

3º Hyundai HB20 – 297/dia

4º Chevrolet Prisma – 213/dia

5º Renault Kwid – 208/dia

Dados de 2017 – 5.951 emplacamentos por dia

As vendas de automóveis e comerciais leves sofrem com algumas variações durante o ano, o que acaba acentuando a diferença entre os meses mais aquecidos e aqueles com as concessionárias vazias. Sabendo disso, uma análise com os 12 meses dum ano pode nos dar uma ideia melhor sobre quantos carros são emplacados por dia no Brasil.

No total, em 2017, foram vendidos 1.855.874 automóveis e 316.361 comerciais leves. Somados, eles representam um conjunto de 2.172.235 novas unidades nas ruas (quase 10% a mais que 2016). Isso tudo mostra que, por dia, foram emplacados 5.951 unidades.

Achou esse número expressivo? Apenas para efeito de comparação, veja quantos veículos são emplacados por dia em outros países:

  • CHINA – 77.457 emplacamentos por dia
  • ESTADOS UNIDOS – 47.226 emplacamentos por dia
  • JAPÃO – 13.946 emplacamentos por dia
  • ALEMANHA – 10.139 emplacamentos por dia
  • ÍNDIA – 8.831 emplacamentos por dia

Carros x motos: qual tem mais emplacamentos?

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Toda vez que alguém fica preso num congestionamento, é comum ouvir reclamações em relação a outros tipos de veículos. Talvez você mesmo já tenha se irritado com os caminhões que ocupam muito espaço, o ônibus que não sai da frente ou as motos que apertam os carros quando passam no corredor.

Mas se fôssemos determinar quem tem mais culpa num congestionamento, isso com certeza recairia sobre os carros. Já citamos acima que, de uma frota total de quase 67 milhões de veículos, cerca de 54,5 milhões são automóveis (mais de 81%). Mas, e as motos?

Assim como houve uma queda considerável na venda geral de veículos, o mesmo ocorreu na comercialização de motocicletas. Em 2013, por exemplo, mais de 1,5 milhão de novas unidades foram pras ruas, enquanto em 2017 esse número caiu para 851.211 (2.332 por dia). Ou seja, pra cada moto emplacada existem 2,5 carros chegando na garagem de alguém.

Apesar disso a frota circulante de motos ainda é muito grande. São mais de 25 milhões de unidades em todo o país, divididas da seguinte forma entre as regiões:

  • Sudeste – 9,3 milhões
  • Nordeste – 7,3 milhões
  • Sul – 3,5 milhões
  • Centro-Oeste – 2,5 milhões
  • Norte – 2,4 milhões

Conclusão

O número de carros, motos e qualquer outro tipo de transporte nas ruas vai aumentar a cada dia, e isso não é ruim em si. São produtos que movimentam a economia, geram empregos e facilitam a vida de milhões de pessoas. A saída para um trânsito melhor está, na verdade, em medidas que nos ajudem a conviver com isso.

Segundo especialistas em transportes, ampliar a malha metroviária, melhorar a conservação dos ônibus (renovando a frota quando necessário) e até incentivar as pessoas a trabalhar em casa, quando possível, são alternativas à crescente frota brasileira. Os meios de transporte individuais não são os vilões. Nós é que precisamos usá-los de forma consciente.

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  • Tochio

    É inacreditável os números do mercado chines !!

    • Diego

      Não queira estar lá.

      Fui uma vez a Pequim, simplesmente asfixiante, o cheiro de madeira queimada é muito forte, péssima qualidade do ar.

      • Tochio

        Estive em Hong Kong no ano passado, mas la é outro nível.

    • Luis Burro

      Pelo tamanho da população nem é tanto.Pior são os EUA três vzs menos gente,mas nem duas vzs menor.

  • Antonio_Brust

    Lembro uma vez que fui trabalhar e puxei engarrafamento da esquina da minha casa até a porta da firma, totalizando 1h40min de deslocamento num trecho de 25 quilômetros, onde eu não consegui colocar uma 4ª marcha. Observei ao meu redor e 80% dos carros tinha apenas uma pessoa dentro (inclusive eu), com muitas pessoas jovens (que não deviam ter nem 5 anos de carteira). Foi a última vez que fui de carro. Com o ônibus, nas faixas seletivas, o tempo é reduzido, porém quando a seletiva termina acontece um gargalo e o tempo acaba sendo um pouco alto também. Ainda não tenho recursos para adquirir uma moto e bicicleta me faz chegar pingando de suor. O ideal seria furar tudo de metrô, mas é um sonho distante.

    • Retrato do Papai

      e quando a faixa seletiva é aberta à circulação de veículos nos momentos de congestionamento? sim, na região de niterói-rj essa aberração existe… em uma certa via de 3km, na qual em dias complicados você facilmente perde 1h, quando há congestionamento nas duas faixas destinadas aos veículos, os agentes de trânsito liberam a seletiva para circulação geral… é ou não é pra cair o ânus das nádegas?

    • Luis Burro

      Compra uma bike elétrica!Não paga um monte de coisa,não precisa Cnh.Só é arriscado pq quase ngm respeita,mas como vai ter q prestar muita atenção em qlqr categoria hj,acho q vale a pena.

  • Louis

    Se quiserem que melhore o transporte público, deveriam acabar com os cartéis de empresas de ônibus. Por quê não abrir as linhas para “empreendedores individuais”? Uns tempos começaram a aparecer perueiros, e o cartel das empresas de ônibus deu fim neles.
    Eu nasci em São Paulo, mas não quero morar lá nunca mais. Gosto muito mais de cidades pacatas do interior.

  • Luis Burro

    Na vdd a culpa é de todos!
    Qual a taxa de ocupação nos veículos?A maioria q vejo tem no máximo até 2 lugares ocupados,compra uma moto então,ou uma bike elétrica(melhor ainda).
    A prefeitura permite muito tbm,duvido q um pedágio urbano já não resolvia o engarrafamento.Estipula uma área central só gratuita pra bicicletas e pro transporte publico e o resto q pague se quiser.
    E deveria ter muita concorrência no transporte público,com poucas empresas controlando fica difícil melhorar a qualidade.

  • Luis Burro

    É um dos poucos motivos de vantagem pra automóveis.Mas tbm depende do ladrão,se for um mais radical não vai querer perder.

  • Como deve ser bom ser dono de uma empresa que fabrica um produto com alto lucro e venda mais de 300 unidades por dia. Uma vez li certa frase atribuída ao dono da Gillette em que ele falava que acordava toda manhã muito feliz sabendo que no mundo inteiro mais de 50 milhões de homens faziam a barba todo dia com um produto da Gillette. (Não recordo com exatidão se o número era de fato 50 milhões ).

  • Guilherme

    Mesmo com esses problemas ainda sim prefiro ter o próprio veículo a andar de transporte público dividindo espaço com pessoas mal educadas e sem noção. Sem contar que você fica totalmente refém dos horários de ônibus e da precarização da frota (algo que seria facilmente reduzido se fosse aberta competição verdadeira com diminuição da regulamentação da área). Nesse sentido o Uber é muito melhor por ser infinitamente mais flexível do que o transporte público cartelizado.

    Se todo mundo que reclama do trânsito realmente largassem o conforto de seus carros e motos e andassem de bicicleta ou ônibus isso já teria sido resolvido mas na verdade querem que os outros façam esse sacrifício e é por isso que nem esquento a cabeça quando o assunto é esse porque rola uma hipocrisia monstra sobre o assunto.

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