Antigos Brasil Clássicos História Renault Volkswagen

Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

carros-pelados-passado-1 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Em decorrência da substituição das importações por produção nacional e posterior instauração do regime militar, a economia brasileira sofreu um enorme impacto negativo entre os anos de 1962 e 1968. Nesse período, a crise econômica produziu alguns carros extremamente “pelados”, limpos de quaisquer itens considerados “desnecessários”.



Para os (poucos) consumidores da época, quando não havia outra opção, o negócio era adquirir um carro simples, barato (em relação às demais ofertas)e robusto. Esses carros pelados eram fruto da política do governo na época, que criou um programa para incentivar as vendas com empréstimos acessíveis e juros subsidiados. Apesar de simples, muitos dos modelos disponíveis no mercado eram caros para a maioria dos brasileiros.

Na indústria, a resposta veio com o Volkswagen Fusca “Pé de boi”, DKW-Vemag “Pracinha”, Willys Gordini Teimoso e Simca Profissional. Todos eles tiveram muitos itens retirados de seus modelos originais, a fim de reduzir o preço nos revendedores. Dos quatro, foi o modelo da VW que popularizou o termo associado com a versão mais despojada do Fusca.

vw-fusca-pe-de-boi-1 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

“Pé de boi”

O Volkswagen Fusca, ao contrário do internacionalmente famoso Beetle, não era um carro barato no Brasil. Poucos podiam pagar pelo besouro alemão, feito na fábrica da Anchieta. Para atender ao programa do governo, a montadora cortou todo o “luxo” que existia no modelo e criou o “Pé de boi” (ou trabalhador incansável…). Por fora, os cromados sumiram e apareceram detalhes pintados de branco, tais como para-choques, aros dos faróis, maçanetas e calotas (sim, esqueceram de tirar isso).

O tradicional escape duplo foi simplificado para apenas uma saída. Também não havia tapetes, o revestimento dos bancos era o mais simples possível, tampa do porta-luvas, isolamento acústico, revestimentos diversos, medidor de combustível (havia uma vareta com essa função…) e repetidores de direção (ainda hoje tem quem use a mão). Tudo que era possível retirar, foi retirado. O painel era incrivelmente simples e mesmo os pedais não possuíam revestimentos.

vw-fusca-pe-de-boi-2 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

 

 

Com tanto corte, a Volkswagen se esqueceu – além das calotas – de retirar os quebra-ventos, limpador do para-brisa do lado direito e cromado do volante, mas se lembrou dos retrovisores. O Fusca “Pé de boi” era promovido como um carro extremamente robusto e feito para o campo, que podia enfrentar quaisquer situações típicas do cenário viário dos anos 60, que era verdadeiramente terrível. Custava 25% menos e durou três anos, sendo feito de 65 até 68.

Quando a economia voltou à acelerar, a Volkswagen retirou o “Pé de boi” do mercado, mas as revendas e lojas de autopeças logo agradeceram, pois muitas unidades foram reequipadas posteriormente com vários “acessórios”, entre eles os faltantes espelhos retrovisores e indicadores de direção. Mas, o Fusca mais pelado que talvez tenha existido, não viveu sozinho nos distantes anos 60.

dkw-vemag-pracinha-1 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

DKW-Vemag “Pracinha”

A Vemag era uma empresa nacional que fabricava carros sob licença da alemã DKW antes de sua aquisição pela VW. Eram modelos equipados com motor de três cilindros dois tempos, tração dianteira, três marchas e portas de abertura invertida, no caso da série 1001. No auge da crise dos anos 60, a montadora paulistana respondeu com uma versão “limpa” da tradicional perua Vemaguet, que era derivada da alemã 3=6, da família F-91.

dkw-vemag-pracinha-3 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Batizada de “Pracinha”, a Vemaguet pelada não escondia “suas vergonhas” ao trocar os detalhes cromados por peças de cor cinza, mas também tinha itens pretos, como a moldura do para-brisa e as calotas. Os para-choques pareciam mais robustos que os originais. Por dentro, o acabamento era igualmente espartano. Produzida apenas em 1965, ela foi direcionada para famílias grandes (podia levar seis) e operação comercial.

willys-gordini-teimoso-5 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

 

Willys Gordini Teimoso

Já conhecido como pelo jargão “leite Glória, se desmancha sem bater”, o Willys Gordini era uma versão nacional do Renault de mesmo nome, surgido em 1958. No Brasil, ele começou a ser feito em 1962. Equipado com motor traseiro de menos de 0.9 litro e com dimensões bem compactas, o sedã também entrou no grupo dos pelados dos anos 60.

willys-gordini-teimoso-3 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Tampa do porta-luvas, bancos com apenas uma capa como revestimento, ausência de medidor de combustível, retirada de indicadores de direção, muitos cortes de cromados, detalhes exteriores na cor cinza, entre outros. Mas a Willys superou as rivais em termos de baixo custo. Havia apenas um limpador de para-brisa, assim como não havia retrovisores. As rodas de aço eram sem calotas e com apenas três parafusos (que voltam em breve lançamento).

willys-gordini-teimoso-2 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Mas, a superação veio com a iluminação traseira. À noite, talvez o Willys Gordini Teimoso fosse confundido com uma moto, pois a montadora suprimiu as lanternas e converteu a luz da placa para essa função, inclusive com a luz de freio embutida. Com menos que o necessário – e a segurança em risco – o comprador pagava 60% menos nessa versão oferecida pela fabricante dos Jeeps da época. Ele chegou a ter uma versão atualizada em 66 e pesava 70 kg a menos. Foram feitas 8.967 unidades.

simca-profissional-2 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Simca Profissional

Mas se Volkswagen, DKW-Vemag e Willys criaram carros pelados derivados de modelos comuns, a Simca fez mais, ela criou uma versão simplificada de outra opção popular do clássico Chambord. O Alvorada era essa versão popular do elegante sedã, custando 30% menos. Porém, ela não caiu no gosto do brasileiro e saiu de linha.

simca-profissional-1 Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Em seu lugar, a Simca criou um substituto para o Alvorada, chamado Profissional. O modelo anterior já era muito depenado em relação ao Chambord, mas esta nova opção ia além, sendo destinado ao mercado de “carros de praça”, como eram chamados os táxis. O baixo custo foi ao extremo com esse carro, pois os bancos tinham revestimento de plástico e as portas vinham com molduras em papelão pintado!

simca-profissional Quatro nacionais que inauguraram a categoria dos carros pelados

Claro, no Simca Profissional não havia espaço para rádio ou tampa do porta-luvas, assim como muitos cromados, carpetes, esguichos de água no para-brisa, acendedor de cigarros, cinzeiro, hodômetro parcial, entre muitos outros itens, a maioria já retirada ainda no Alvorada. Lançado em 1965, essa opção não teve um número de vendas divulgado, mas sabe-se que 378 unidades do Alvorada foram feitas. Ele teve motor 2.4, câmbio de três marchas e tração traseira.

[Fonte: Jalopnik/Blog do Gordini]

Leia avaliações, notícias sobre carros e compare modelos em NoticiasAutomotivas.com.br.

  • invalid_pilot

    E eu achando que meu antigo Celta Super era pelado. Ele tinha limpador e desembaçador traseiro e conta giros kkk

    • francis

      Super era a versão top do 1.0, que ainda tinha a versão básica sem controle interno dos retrovisores e sem kit visibilidade….

      • invalid_pilot

        Sim sim , o meu não tinha o AC e nem a Direção que eram opcionais.

        Tinha conta giros, limpador traseiro e detalhes em cinza no interior além dos parachoques pintados kkkk

        • MMM

          Em 1997 eu sai de um Tipo 2.0 16V completo pra um Palio EL 1,5 q não tinha nem trava elétrica. E olha que era 4 portas!

          • duhehe

            e era o EL que era o completinho, triste mesmo era o ED e depois conseguiram piorar no facelift lançando o young que não tinha nem revestimento interno nas colunas.

            • MMM

              Não, o EL era 1.5 mas era tudo opcional.

    • Thales Sobral

      O meu não tinha nada disso, era o Life. Mas tinha o “botãozinho mágico”, aquele que você aperta e ele esfria o carro… rs

      • invalid_pilot

        Se tivesse AC provavelmente estaria com o meu até hoje kkk

  • Gu92

    O Kwid vai resgatar o limpador único do para-brisa e as rodas de três furos do Gordini dos anos 60!!

    • radioactive

      Limpador único o Etios já fez o favor de resgatar.

    • Tosca16

      O padrão de furação só é ruim pela falta de opções no mercado, se convencionou o padrão com 4 furos, mas 3 ou 4 ou 5 não tem lá diferença alguma para o consumidor.

      • Pedro Henrique

        dependendo do carro claro
        pra subcompactos e até alguns compactos leves 3 furos não tem nenhum problema
        agora médio e esportivos 3 furos não dá não… a menos que usem parafusos mais resistentes

        • oscar.fr

          Se for Toyota ou Honda dá. Eu iria confiar até com um único parafuso. Carro inquebrável e que valoriza com o tempo. Risos.

        • Tosca16

          Sei não, não vi até hoje nenhum dado a cerca disso, se tiver me mande .

        • ViniciusVS

          Depois que uma montadora usou fita dupla face na pinça do freio como solução de Recall eu não duvido de mais nada.

    • oscar.fr

      O elogiado e premiado Etios já é assim. A diferença, é que o Kwid é um subcompacto e o Etios, vendido como um premium (pois Toyota)

      • Gu92

        E por coincidência ou não ambos são projetos indianos!!!

        • oscar.fr

          Se colou, colou. Mas como o Etios é vendido por uma marca de luxo (risos), pode tudo. Até o câmbio de quatro marchas é elogiado.

          • NaoFaloComBandeirantes

            Isso sem falar que o Etios é feito de adamantium e não quebra, não precisa trocar óleo, tem um único limpador de para-brisas porque é muito melhor assim! Isso sem falar naquele parafuso aparente na maçaneta interna que foi deito assim para facilitar a personalização por um belo kit cromado.

    • francis

      Fiat Uno original tinha limpador único dianteiro, e o Etios igualmente tem, e os Corcel-Del Rey-Belina tinham rodas de 3 furos, resta saber se a furação será compatível…

      • Gu92

        Estes modelos Ford que você citou todos eles utilizavam a base do Renault 12 europeu por isso que tinham rodas de três furos!!

        • francis

          Sim, valeu pela informação…

    • Leandro

      Corcel, Belina, Pampa e Del Rey sempre tiveram 3 parafusos e ninguém nunca reclamou. Fiat Uno sempre teve um limpador de parabrisa e ninguém também nunca falou nada.

      • Tosca16

        Padrão de 3 furos por mais que venham dizer que é economia de energia e tempo na confecção das rodas e parafusos ao meu ver não impactaria o consumidor, se é claro fosse o padrão de mercado, sem ser padrão infelizmente a oferta de modelos compatíveis se torna um problemão ao consumidor, fora isso não tenho nada contra.

        • Leandro

          O problema é o pessoal reclamar por reclamar. Carros médios hoje em dia, o padrão é 5 furos, mas antes era 4, como Corolla Brad por exemplo.

      • Marcio Mendes

        Corcel, Belina, Uno e Del Rey tem mais de 35 anos! O mundo evoluiu desde então! Só falta vc justificar a volta do carburador e do platinado, também!

        • Leandro

          O mundo evoluiu mas parece que as pessoas não gostam de evolução. Todo site que eu vejo, sempre os mesmos comentários: “antigamente tinha carro de verdade, e não esses carros de plástico de hoje em dia.”

        • Leandro

          O Uno foi vendido até 2013, ou seja, não faz tanto tempo assim, mesmo sendo um projeto da década de 80. Mas a moda é reclamar de tudo na internet.

  • Mr. Car

    Eram mais depenados que os mais pelados de hoje, e nenhum deles agradou. É dificílimo ver um exemplar dentre os sobreviventes da época em suas versões normais.

  • francis

    Falta a parte 2 dessa matéria com os populares do início dos anos 90 sem retrovisor direito e totalmente espartanos….

  • RKK

    “Em decorrência da substituição das importações por produção nacional e posterior instauração do regime militar, a economia brasileira sofreu um enorme impacto negativo entre os anos de 1962 e 1968. Nesse período, a crise econômica produziu alguns carros extremamente “pelados”.” –> Já vimos este filme e suas consequências diversas vezes.

    • ViniciusVS

      E tem gente que nasceu depois dessa época com “saudade” do que não viveu. lamentável…

    • celso

      Já vimos e estamos vendo…

  • Ricardo Blume

    Carro pelado é complicado. Hoje em dia no mínimo AC e DH; vale e muito o investimento. Chega de sofrer.

  • Janderson von Neumann

    Me lembro como se fosse hoje, nos anos 80 (eu ainda criança e já apaixonado por carros) sentava junto com meu pai para “montar” a lista dos opcionais que queria quando ele trocava de Chevette na época, me lembro de ir numa css. e o vendedor dava um folder (que eu colecionava com orgulho, ainda tenho vários) onde tinha as especificações técnicas e toda a lista de equipamentos que vinha de série e a lista dos opcionais com os códigos, etc…aí em casa a família decidia o que encomendaria no carro, porém chegava lá muitas vezes e se sentava junto ao vendedor e começava o “corte” dos extras devido ao valor final do carro ir subindo estratosfericamente, kkkk…ir comprar um carro naquela época significava ficar na mesa do vendedor “montando” o carro por pelo menos meia hora, tudo era opcional, no caso do Chevette tinha itens como pneus radiais, câmbio de 5 marchas, vidros verdes, vidro traseiro basculante e por aí vai…me lembro de um Chevette 82 que meu pai comprou, com vidros verdes e o traseiro basculante, e ainda com desembaçador do vidro traseiro, isso então era coisa da Nasa, kkkk, e quando compramos esse carro tínhamos praticamente o Chevette mais completo do bairro, o pessoal babava no nosso pois tinha vidros verdes, kkkk….

    • Edson Fernandes

      Não a toa o Monza era um carro de destaque: A versão Classic incorporava coisas que muitos poucos tiveram na epoca. (e meu tio teve um)

      Isso me marcou na infancia diante do que já tinha visto nos carros. Aquele veludo incrivel, ar condicionado, silencio a bordo e potencia (algo que tudo bem, não era raro a questão de potencia… mas o restante era incrivel no Monza).

      • Otavio Marcondes

        Detalhe no caso do Monza Classic: o Ar Condicionado era opcional. Lembro que tinha a opção de pintura “saia e blusa” durante alguns anos também.

        • MauroRF

          Meu pai teve um Classic 90 com pintura em dois tons, azul-escuro na parte de cima, azul-claro na parte de baixo, além de computador de bordo. Um acabamento impecável para a época. Ah, o ar-condicionado no Classic era praticamente item de série, um Classic sem ar era “mico”. Já o SL/E poderia vir desde o pelado, com retrovisor sem comando elétrico, até completão, com câmbio automático.

          • Otavio Marcondes

            Concordo, porém era opcional de fábrica, assim como ter a opção de 2 e 4 portas na época, coisa praticamente inaceitável na categoria sedan nos dias atuais.
            Ps. Papai teve 2 um 85 com “swap” de motor de 1.8 para 2.0 álcool e outro 89 a gasolina, este ele pegou por um tio ter um 90 com o computador de bordo (herdado dos Kadett da época) embutido no relógio ao lado do rádio.

      • MauroRF

        O mais bonito dos Monzas, na minha opinião, foi o 92 azul-claro na versão Classic MPFI com painel digital. Ô carro que eu adorava na época, e olha que eu tinha apenas 16 anos em 92, rs. Bons tempos. Meu pai teve um Classic 90 com pintura em dois tons (azul-escuro em cima, azul-claro em baixo) que jamais esqueço. Era bem isso que você disse mesmo. Nosso vizinho de vaga na época tinha um SL/E 88 “básico” (o dele nem espelho elétrico tinha), mas tinha o excelente acabamento do carro, com um banco com textura bem macia. O Monza e o Santana eram o Corolla e o Civic de hoje, e eu gostava do Monza (e hoje do Civic, rs, tanto que tive um).

        • Janderson von Neumann

          Mauro, vc. deve se lembrar, bons tempos da GM antigamente, podia praticamente personalizar o carro ao seu gosto, me lembro da linha Monza, Opala , Kadett e até mesmo o Chevette, podia escolher a cor do acabamento interno, me lembro ter cinza claro, preto, azul, cor de vinho, marrom, várias cores externas, e lindas, tinha cor base, metálica, perolizada, 2 ou 4 portas, motor 1.8 ou 2.0 no caso do Monza, alcool ou gasolina, diversos opcionais, enfim, bons tempos, e que carros bonitos podia-se montar, compramos um Chevette SL/E branco, motor 1.6/S , interior preto, teto aveludado preto, lindo, nosso amigo comprou um prata com interior monocromático cinza claro, lindo também, meu padrinho comprou um Opala azul metálico e interior grafite azulado, saudades desse tempo, hoje é 8 ou 80, eu por exemplo não gosto de carro muito claro por dentro, e me decepcionei com o Cruze, desde a primeira geração queria um Cruze, mas o LTZ, e esse só cinza por dentro , esperei a nova geração, e novamente cinza e cinza no painel, ainda uma tonalidade bem clara, sei lá, não curti, mas tem gente que adora, então porque pelo menos não oferecer a opção de 2 tons?, nos EUA o Cruze se não me engano tem interior cinza ou preto ou bege claro, porque não no Brasil?

    • ViniciusVS

      “ir comprar um carro naquela época significava ficar na mesa do vendedor “montando” o carro por pelo menos meia hora, tudo era opcional”

      Foi +- isso quando meu pai foi negociar um Voyage 1.6 em 2011. TUDO era opcional e por Códigos, lembro que o computador da Css tinha um sistema sem gráficos fundo preto com letras brancas e o vendedor ficava digitando os códigos e montando o “quebra cabeças” para achar um no estoque, pátio ou se teria que sair da linha de montagem.

      Hoje não sei como é, mas na época você podia pegar uma versão básica com roda de liga ou colocar só chave canivete como opcional, tinha uma liberdade bem grande, apesar de achar bem desorganizado e complexo.

    • MauroRF

      A GM era assim mesmo, principalmente no final dos anos 70 e nos 80. Você podia ter Chevette SL 88 com câmbio automático (e eu já vi alguns) ou Monza SL/E do mesmo ano sem espelho elétrico (como era o caso de um vizinho nosso na época). A GM devia ser a única a ofertar câmbio automático na linha toda como opcional nos anos 80. Mas tudo era opcional, claro, rs.

  • João Holmes

    Passaram 50 anos e nada mudou. Os Depenation Team das montadoras continuam tendo muito trabalho.

  • zekinha71

    E a mania da economia de palito continua firme e forte, sexta à noite vi um Captur estacionando e quando se engatou à ré surpresa, só tem uma luz de ré.
    Isso num carro “premium”, imagina o que eles economizam nos carros “dipobi”.

    • Douglas

      Em geral fazem isso nos carros com lanterna de neblina, de um lado tem a lanterna de neblina e do outro a luz de ré.

      • ViniciusVS

        O que não justifica muito. Meriva tinha no refletor por exemplo, Captur tem espaço para luz de ré dos dois lados e luz de neblina.

  • NaoFaloComBandeirantes

    Um pouco fora do tópico, mas de certa forma relacionado, lembro que 10 anos atras, tudo era opcional nos carros brasileiros.
    Aí, lembro que era possível comprar um Gol com limpador traseiro e sem desembaçador do vidro traseiro. E o contrario também.
    Imagina o cara que era responsável pela linha de produção do Gol. Que complexidade gerenciar tamanha diversidade de combinações.

    • MauroRF

      Até menos de 10 anos atrás. Essa moda do popular “completinho” desde as versões básicas começou com HB20 e Onix e depois o Novo Ka e o Sandero. Acho que, dessas montadoras tradicionais, apenas a VW e a Fiat ainda oferecem carros “pelados”.

  • Mr. On The Road 77

    “Em decorrência da substituição das importações por produção nacional e posterior instauração do regime militar, a economia brasileira sofreu um enorme impacto negativo entre os anos de 1962 e 1968.”
    Sei que estamos num site automotivo, mas não precisava resumir tão mal o que nos levou à crise econômica do início dos anos 60.

  • Marcio Mendes

    Nunca existiu esse “Simca Profissional”! O nome dele era Alvorada!

  • afonso200

    esse é o verdadeiro BRASIL, e os americanos com as banheiras V8

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Notícias por email

Send this to a friend