Ranger Limited: fotos, detalhes, motores, desempenho

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A Ranger Limited é a versão topo de linha da picape média da Ford, que iniciou sua trajetória como opção mais completa do produto da marca americana em 2005 e dura até a presente data, na linha 2022.


Equivalente à High Country da Chevrolet S10 ou à SRX da Toyota Hilux, a Limited é uma opção para quem procura a Ford Ranger em sua configuração com tudo dentro, exibindo assim inicialmente luxo e comodidade.

Contudo, com o tempo, a Ranger Limited evoluiu e passou a incorporar itens de assistência ao condutor e mais segurança. Também na motorização a opção topo de gama da picape também não foi eclética, mas rendeu-se ao motor flex.

Entretanto, o motor diesel sempre foi o preferido da maioria e hoje volta a ser exclusivo da picape. No começo, era o International NGD 3.0 de fabricação nacional, mas depois foi o Duratorq 3.2 feito na Argentina.

Com motorização a gasolina, a Ranger Limited teve o Duratec 2.3, mas foi no Duratec 2.5 que aderiu ao sistema flex, permitindo assim usar tanto o derivado de petróleo quanto o combustível vegetal.

Ranger Limited – versão

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Na primeira geração, não havia transmissão automática, um erro que foi corrigido na segunda geração com uma caixa de seis marchas, que logo assumiu a opção manual e se tornou obrigatória com a mudança de perfil do cliente.

De até 163 cavalos com diesel e de 150 a 163 cavalos no etanol, a Limited sempre apresentou um bom conjunto, embora o mais eficiente sempre tenha sido o óleo combustível, que lhe dava ainda uma autonomia longa.

No conteúdo, a Limited sempre apostou no revestimento em couro para bancos, portas, volante e alavanca, assim como em vidros elétricos, retrovisores elétricos com rebatimento automático e travamento central eletrificado.

Além disso, o ar-condicionado era obrigatório, evoluindo para um automático, assim como a direção passou de hidráulica para elétrica. O sistema de som com CD player era uma atração inicialmente, mas a multimídia SYNC 3 é sem comparação.

Navegador GPS, câmera de ré, controle de cruzeiro adaptativo, leitor de faixa com correção da direção e vários airbags são alguns dos itens atuais, enquanto o sistema de tração 4×4 com reduzida e acionado por botão, se mantém o padrão.

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Há de se ressaltar que possua controle de descida e assistente de rampa, assim como o longevo bloqueio do diferencial traseiro e os freios com ABS, que acompanharam sempre a Ranger Limited, que custava R$ 98 mil em 2005.

Assim como no passado, a Limited é visível nas ruas por sua profusão em cromados, atualmente não tanto quanto no início, onde chegava a ter santantônio e estribos tubulares devidamente brilhantes.

Na topo da hierarquia, a Ranger Limited conviveu até agora com as XL, XLS e XLT, sendo a primeira focada no trabalho e às duas a seguir em algum luxo, mas nada como a mais completa. Mesmo opções como Sport ou Black, não se comparam.

A Limited nasceu a partir de outra versão, mas ganhou autonomia e hoje é o suprassumo da Ford Ranger, que continua a ser fabricada em General Pacheco, Argentina, a segunda geração com essa versão no mercado brasileiro.

Em 2022, surgirá a terceira geração da picape e espera-se que a versão topo de linha continue sendo a Limited, ainda que se fale na Storm, FX4 ou mesmo na Raptor, entre outras opções. Contudo, o luxo se concentra na versão desta matéria.

Mercado

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No mercado automotivo, a Ford Ranger Limited é uma opção considerável e buscada por muitos clientes do interior do Brasil, devido ao luxo apresentado aliado à robustez e confiabilidade do produto.

De todas as opções do mercado, quando usada, a motorização diesel é a preferida, não só pela valorização, mas pela economia, baixa manutenção e desempenho, sempre com a melhor resposta ao acelerador.

Com força para rebocar mais peso e também para enfrentar a dureza do fora de estrada, a Limited Diesel é também a mais cara. Seus preços, mesmo com idades e quilometragens altas ainda é considerado alto.

Por isso, no mercado de usados, é importante verificar se todos os itens funcionam e se o motor já foi retificado. Além disso, o estado da carroceria também conta, embora a suspensão sempre seja alvo de reparos necessários dado o uso.

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As versões a gasolina ou flex são as mais baratas, sendo a alta quilometragem algo ruim se comparadas ao diesel, que resiste muito mais quilômetros sem a necessidade de reparos.

O consumo é ligeiramente alto e a opção com etanol tem números ainda mais elevados. Outro ponto é que o peso do veículo continua alto em relação à potência e torque oferecidos, exigindo mais marchas para manter o ritmo.

Isso, aliado a giros mais altos, aumenta muito o consumo da Ranger Limited. Seja qual combustível, a opção desejável é a caixa automática de seis marchas, que garante maior conforto, especialmente no dia a dia.

Com a picape 0 km, apenas o diesel é oferecido atualmente e com câmbio automático, além do pacote completo, tornando-a muito sofisticada e segura. O preço é salgado e deve perder pouco de valor devido à crise dos chips na indústria.

Ranger Limited 2005 a 2012

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A Ford Ranger Limited surgiu no facelift da picape média da Ford em 2005. O modelo vinha com as opções XL, XLS e XLT, mas com a topo de linha sendo o destaque das versões.

Na atualização, a Ranger recebeu uma nova grade, muito maior e com entradas de ar nas laterais da mesma, que tinha elementos hexagonais ao centro com o logotipo da Ford. Todo o contorno era cromado na Limited.

Tinha rádio 2din com CD player e MP3, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico completo, airbag duplo, freios com ABS e EDB, rodas de liga leve aro 16 polegadas com pneus 245/70 R16, viva-voz e alarme.

Ela iniciou as vendas com o motor diesel chamado Power Stroke, que em realidade era o International NGD 3.0 E, feito pela Agrale em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.

Mais tarde, em 2010, a Ranger Limited passou a dispor da versão a gasolina 2.3 com motor Duratec, mas somente com tração 4×2. Na primeira, era equipada com tração 4×4 com reduzida.

Detalhes

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A picape ganhou ainda novos faróis duplos com máscara negra e parábolas cromadas, além de para-choque com parte cromada e na cor do carro, tendo ainda faróis de neblina circulares.

A Limited tinha ainda estribos e santantônio tubulares e cromados, bem como retrovisores e para-choque traseiro cromado. Por dentro, bancos, portas, volante e alavanca em couro, assim como painel com detalhes em cinza.

Com 5,143 m de comprimento, 1,763 m de largura, 1,825 m de altura e 3,192 m de entre-eixos, a Ranger Limited tinha uma caçamba com 844 litros e capacidade de carga de 1.060 kg, pesando assim 1.960 kg.

Ela tinha suspensão dianteira com duplo braço, mais molas helicoidais e amortecedores, enquanto a traseira, com eixo rígido vinha com feixe de molas semielípticas e amortecedores.

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Em 2010, a Ford Ranger recebeu um facelift e a versão Limited era o destaque com grade dotada de barras cromadas entrelaçadas e faróis grandes, com formato quadrado e lentes sobrepostas.

O para-choque ficou bem mais cromado e com uma parte preta acima. Os estribos passaram a ser de chapas metálicas, mas o restante permaneceu o mesmo. No interior, a Limited ganhou um novo volante de 4 raios e cluster revisado.

Em conteúdo, por exemplo, faltava-lhe um piloto automático, mas contava com os recursos básicos de comodidade, mais procurados por quem precisa de um veículo 4×4, incluindo capota marítima e grandes estribos para acesso.

Mesmo próxima da nova geração, a Ranger Limited ainda era bem “limitada” em conteúdo, sendo sua robustez e capacidade no fora de estrada, o destaque para se vender no mercado de picapes.

Motores

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A Ranger Limited estreou em 2005 quando o novo motor Power Stroke apareceu, sendo este o International NGD 3.0 E, feito pela Agrale no Rio Grande do Sul. Era um dos motores mais modernos da época e deu desempenho ao modelo.

Substituindo o antigo diesel 2.8 da MWM, que tinha 135 cavalos, o NGD 3.0 entregava uma potência que ainda hoje pode ser considerada padrão, tendo 163 cavalos a 3.800 rpm e 38,7 kgfm a 1.600 rpm.

Com injeção eletrônica Common Rail, turbo de geometria variável e intercooler, tinha duplo comando no cabeçote e 16 válvulas. Também era equipado com EGR, sendo a recirculação de gases de escape, atendendo ao Proconve mais atual.

Em 2010, a Ranger Limited ganhava uma opção a gasolina, inédita até então. Com motor Duratec 2.3 de quatro cilindros, o mesmo do Fusion da época, a picape tinha 150 cavalos a 5.250 rpm e 22,1 kgfm a 3.750 rpm. Era somente manual e 4×2.

Desempenho e consumo

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Infelizmente a Ranger nunca teve câmbio automático nessa geração, mas o manual de cinco marchas era bom. Com sistema de tração 4×4 acionado por botão, a picape fazia 8,9 km/l na cidade e 12,5 km/l na estrada.

Ela ia de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos e atingia 165 km/h. Isso ainda era melhor que a versão a gasolina, que surgiu em 2010, unicamente vendida com tração 4×2. Nesse caso, a 2.3 Duratec fazia 6 km/l no urbano e 9 km/l no rodoviário.

Além disso, com um motor mais fraco, a Ranger Limited chega a somente 150 km/h, indo de 0 a 100 km/h em 13,9 segundos, o que ainda não era de todo ruim, visto ter apenas 4×2.

Ranger Limited 2013 a 2022

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Em 2013, a Ford lança a nova geração da Ranger Limited, conhecida globalmente como T6 e ainda atrelada à Mazda BT-50 na Ásia. Maior e mais sofisticada, ela media 5,351 m de comprimento, 1,850 m de largura e 1,848 m de altura.

Tinha ainda 3,220 m de entre-eixos, além de uma caçamba maior, com 1.180 litros e capacidade de carga variando de 1.002 kg até 1.261 kg. A Ranger mantinha o sistema 4×4 com reduzida por botão, mas adicionava bloqueio do 4×4.

Outra inovação foi o controle de descida, atrelado ao controle eletrônico de estabilidade e tração, assim como assistente de partida em rampa. Num salto gigante em relação à anterior, a Ranger Limited tinha ainda airbags laterais e de cortina.

Em 2019, recebeu faróis de LED com luzes diurnas em LED, lanternas em LED, controle de reboque e mudanças na suspensão, mais firme. No modelo 2022, ganhou partida remota via smartphone.

Detalhes

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Não ficava apenas nisso, pois, ganhara piloto automático, multimídia SYNC com tela de 5 polegadas, câmera de ré, volante multifuncional, sensores de chuva e crepuscular, banco do motorista com ajuste elétrico e rack no teto.

Mais poderosa, a nova Ranger Limited trazia ainda rodas aro 17 polegadas em liga leve, bem como ar-condicionado dual zone, que eram novidades, tendo ainda os já conhecidos Bluetooth, acabamento em couro, trio elétrico e sensor de ré.

Bem mais luxuosa e moderna, a Ranger Limited mantinha os cromados na grade e para-choque traseiro, além de faróis de neblina, estribos laterais cromados e santantônio personalizado, mas sem a capota marítima ao lado.

O novo visual era mais fluido, tendo ainda maçanetas e retrovisores cromados com rebatimento elétrico. Na frente, parte do para-choque era em cinza metálico. Por dentro, o ambiente vinha com cintos de 3 pontos e apoios de cabeça.

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A modernidade com cluster dotado de computador de bordo e visual de New Fiesta, trazia ainda ar dual zone com displays nos botões, bem como um complexo infotainment da SYNC com AppConnect. Mais robusta e confortável, peitava as rivais.

Sem mudanças mecânicas, a Ford Ranger recebeu facelift em 2017, mudando faróis, grade e para-choques. Ganhou multimídia SYNC 3 com GPS, Android Auto, CarPlay, tela de 8 polegadas, capota marítima e protetor de caçamba.

Com rodas aro 18, adicionou controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixa com correção e direção elétrica. Isso foi empregado também na flex, que custava R$ 118 mil e era o carro mais barato com essas tecnologias no mercado.

Motores

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Mas, no mercado, a nova Ranger Limited chegou com o novo motor Duratorq 3.2 de cinco cilindros e as mesmas tecnologias do NGD, porém, mais atual e com nada menos que 200 cavalos a 3.000 rpm e 47,9 kgfm a 1.750 rpm.

Desta vez, porém, a Ford atendeu os pedidos e trouxe uma caixa automática de seis marchas, que passou a ser oferecida na versão flex. Esta, por sua vez, usava o novo motor Duratec 2.5 com 168 cavalos na gasolina e 178 cavalos no álcool.

Tal como a anterior, a Limited Flex tinha apenas tração 4×2, reservando a 4×4 para a diesel. Isso é bom, visto que o torque do 2.5 era de 24,0/24,7 kgfm com gasolina/etanol. Nas duas, o automático era sequencial e recebeu paddle shifts em 2017.

Desempenho e consumo

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A Ranger Limited de nova geração faz de 0 a 100 km/h em 11,6 segundos e tem máxima limitada a 180 km/h. Na Flex, que saiu de linha em 2019, precisava isso em 12,5 segundos e 171 km/h.

No consumo, a diesel ainda faz 8,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada. Na Flex, eram 5,2 km/l e 7,6 km/l, respectivamente.

Ranger Limited – Fotos

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.