
Uma disputa para substituir milhares de veículos utilitários do Reino Unido colocou a Ford Ranger no centro de um projeto que combina seis rodas, sistema híbrido e ampla capacidade de carga.
A proposta disputa o programa Light Mobility Vehicle, do Ministério da Defesa britânico, que pretende adquirir aproximadamente 2.500 veículos para renovar sua frota até 2030.
O investimento previsto chega a £ 4,8 bilhões (R$ 35,2 bilhões), enquanto os testes de avaliação estão programados entre outubro de 2026 e janeiro de 2027.
Entre os concorrentes aparecem o Land Rover Defender Wolf Series II e propostas de General Motors e Ineos, além da Ranger desenvolvida pelo novo grupo de parceiros.
Ford e a empresa de engenharia Ricardo trabalham nesse conceito desde 2023, mas agora recebem a General Dynamics Land Systems UK como terceira participante do projeto.

Segundo a General Dynamics UK, as três empresas querem entregar uma alternativa comprovada, escalável e de custo competitivo, adequada às necessidades operacionais do Exército Britânico.
Duas configurações da Ranger já foram apresentadas, sendo a primeira aparentemente baseada na versão Wildtrak, com proteção frontal, estrutura sobre a caçamba e acabamento externo específico.
A segunda chama mais atenção pelas seis rodas e combina carroceria semelhante à XLT de entrada com chassi derivado da Ranger Super Duty desenvolvida na Austrália.
Debaixo do capô está um V6 turbodiesel de 3,0 litros com 209 cv e 61,2 kgfm, trabalhando em conjunto com um sistema híbrido.
A Ricardo já havia informado que o motor elétrico instalado na traseira entrega 286 cv e pode operar em configurações 6×6 ou 6×4.

O conjunto recebe proteção de aço na parte inferior, caixa de transferência reforçada, diferenciais dianteiro e traseiro com bloqueio e suspensão preparada para utilização mais exigente.
A distância livre do solo chega a quase 30 cm, enquanto a capacidade declarada para atravessar trechos alagados alcança 85 cm de profundidade.
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Outro destaque está nos números de trabalho, pois a Ranger pode rebocar 4.500 kg, transportar 1.982 kg de carga e atingir 8.000 kg de massa combinada.
O interior mantém a tela multimídia original de 12 polegadas, mas recebe software tático de terceiros integrado diretamente ao sistema para auxiliar diferentes tipos de missão.
A fabricação também envolve várias instalações britânicas, com o motor turbodiesel produzido em Londres e o conjunto híbrido saindo da unidade de Halewood.

Dunton concentra engenharia de veículos comerciais, desenvolvimento técnico e projetos de conversão, enquanto Daventry funciona como centro logístico e de distribuição de componentes da operação.
A Ford já apresentou outras derivações da Ranger Super Duty voltadas a proteção reforçada, transporte de pessoal, apoio de equipamentos, utilidade e diferentes aplicações táticas.
O projeto atual também recupera uma ideia mostrada em 2023, quando Ford e Ricardo apresentaram uma Ranger de seis rodas com eletrificação e elevada capacidade de transporte.
Agora, a base mais robusta da Ranger Super Duty amplia essa proposta e coloca a picape diretamente na seleção que definirá parte da próxima geração de utilitários britânicos.










