
Uma recarga que deveria apenas garantir o restante do trajeto terminou com uma cobrança superior a US$ 400 (R$ 2.100) para um motorista de Michigan.
Stanley Kpenkann dirigia um Chevrolet Bolt alugado em uma noite do fim de agosto, depois de deixar um amigo no aeroporto, quando percebeu pouca autonomia restante.
Segundo Kpenkann, o carro indicava aproximadamente 20 minutos de bateria, levando-o a abrir o aplicativo da EVgo para localizar rapidamente um carregador próximo.
A busca apontou uma concessionária Hyundai na Hall Road, em Macomb Township, apresentada pelo aplicativo como local disponível para uso público por proprietários de EVs.
Kpenkann conectou o Bolt e permaneceu 44 minutos no equipamento, mas recebeu depois uma conta de US$ 418 (R$ 2.200) pela única sessão.

Inicialmente, ele acreditou estar diante de algum erro de faturamento, porém a EVgo confirmou posteriormente que o valor registrado pelo sistema estava correto.
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O equipamento instalado na concessionária mostra tarifa de US$ 5 (R$ 26) por quilowatt-hora somada a outros US$ 5 por minuto de utilização.
Kpenkann afirma que não percebeu esses preços antes de iniciar a recarga e comparou a experiência a encontrar combustível vendido muito acima da média esperada.
Na comparação feita pelo motorista, seria como entrar em um posto onde o combustível normalmente custa US$ 4 (R$ 21) e encontrar preço de US$ 25 (R$ 130) por galão.
Representantes da concessionária explicaram que o carregador é destinado aos próprios clientes e veículos do estabelecimento, embora apareça acessível para usuários no aplicativo da EVgo.

Gerentes gerais do local disseram ainda que as tarifas foram deliberadamente estabelecidas em patamar elevado justamente para desencorajar motoristas externos de utilizarem aquele equipamento.
Adrianne Merritt, moradora de Clinton Township entrevistada pela WXYZ-TV em uma estação de Utica, considerou difícil justificar uma cobrança tão elevada em uma concessionária que vende EVs.
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Merritt pagava US$ 0,50 (R$ 3) por quilowatt-hora naquela estação de Utica, sem qualquer tarifa adicional calculada pelo tempo em que o veículo permanecia conectado.
Questionada pela WXYZ-TV, a EVgo informou que mantém um acordo de roaming com a ChargePoint, empresa cujo nome aparece nos carregadores instalados naquela concessionária Hyundai.
Segundo um porta-voz da EVgo, o roaming permite iniciar sessões naquele endereço usando uma conta EVgo, mas os preços são definidos exclusivamente pela concessionária proprietária da estação.

Para Kpenkann, a lógica é contraditória, pois um equipamento destinado a uso restrito não deveria aparecer no aplicativo como uma opção pública disponível para recarga.
Depois de sucessivos contatos entre Kpenkann e a EVgo, a empresa concedeu um reembolso de cortesia de US$ 405 (R$ 2.100) sobre o total originalmente cobrado.
A EVgo manteve apenas US$ 13,27 (R$ 69), quantia que, segundo a companhia, corresponde ao custo normal daquela sessão considerando o plano de assinatura utilizado pelo motorista.
Kpenkann disse ter ficado satisfeito com a devolução, mas ressaltou que outros usuários de EVs deveriam conferir cuidadosamente as tarifas apresentadas antes de conectar seus veículos.
Ele também criticou o fato de a solução ter surgido somente após o envolvimento da WXYZ-TV, defendendo maior clareza sobre estações que aparecem como públicas nos aplicativos.






