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Reino Unido testa novo carro autônomo em suas ruas

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O Reino Unido começou a ver em suas ruas os primeiros carros autônomos em testes. Claro, a Jaguar Land Rover já executa experimentos do tipo, mas em uma região com certas restrições. No caso do projeto da empresa Oxbotica, seus veículos já começam a rodar por ruas de uma cidade aberta, a famosa Milton Keynes.

Com mais de 184 mil habitantes, Keynes é sede da equipe de F1 Red Bull Racing e agora chama atenção pela circulação de carrinhos elétricos e autônomos. O veículo, que tem somente dois lugares, é baseado no Renault Twizy, mas diferente do pequeno francês em tandem, o inglês tem dois assentos lado a lado.

Por enquanto, o veículo autônomo da Oxbotica – que é sediada em Oxford – roda a apenas 8 km/h e automaticamente para nos cruzamentos e diante de pedestres. Desenvolvido dentro da Universidade de Oxford, o projeto é liderado por Neil Fulton, que diz: “O importante é que é a primeira vez que nós colocamos um veículo autônomo no Reino Unido em um espaço público”.

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O projeto faz parte do programa Transport Systems Catapult, que recebeu ajuda do governo britânico para sair do papel. Londres quer aplicar o equivalente a US$ 1,1 bilhão em projetos de veículos elétricos, autônomos e compartilhados até 2025.

Para Fulton, a iniciativa é mais do que válida, mesmo quatro anos antes dos carros autônomos estarem oficialmente nas ruas, pois “se as pessoas podem ver que estes veículos são capazes de dirigir-se, eles podem ganhar confiança neles”.

Utilizando um software dedicado, o sistema utiliza-se de câmeras e sensores para monitorar o ambiente em volta e assim guiar-se através de um mapa digital em 3D. Tudo é acionado por um tablete no painel do carro e ativado apenas com um toque.

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Autônomos britânicos

Para 2020, a Oxbotica prepara o Lutz Pathfinder, um veículo elétrico e autônomo que evoluirá do modelo atualmente em teste. Ele será menor e mais alto que o vigente e poderá alcançar 25 km/h com autonomia de 64 km. O projeto prevê 40 unidades em circulação por Milton Keynes.

O Pathfinder poderá rodar tanto de forma autônoma quanto guiado por uma pessoa. Mas não será o único nas ruas britânicas. O programa Transport Systems Catapult faz parte do maior UK Autodrive, que é um programa governamental para introdução de veículos autônomos no Reino Unido.

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Dele fazem parte as marcas Jaguar Land Rover e Ford. A primeira já está executando seus testes próximos de suas fábricas inglesas e prevê que no futuro até os utilitários esportivos tenham condução autônoma no fora de estrada, algo que até o momento apenas a empresa está focando.

Já a Ford está apostando seu futuro no mundo dos carros autônomos com a tecnologia LIDAR. No Reino Unido, a marca americana testará a partir desse ano o Fusion (Mondeo) equipado com os radares lasers, que esquadrinham todo o ambiente no entorno do automóvel, podendo inclusive guiar-se na completa escuridão (com os faróis desligados).

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Esses testes são um preparativo para o primeiro carro autônomo nativo da Ford, que será o futuro elétrico Model E, que será fabricado inicialmente no México. A Ford ainda não revelou seus planos para outros modelos projetados do berço para adotar a tecnologia.

Visualmente, o sistema LIDAR depõe contra a estética original do carro e, por enquanto, a única marca que deve utiliza-lo no futuro, já encontrou um meio de ocultar os tubos de laser. Estamos falando do Volkswagen ID Concept, que oculta seus quatro radares “LIDAR” dentro do teto, elevando-os apenas quando o modo de condução autônoma está ativado. Receita de estética para as demais?

[Fonte: Autocar/Auto Express/Auto News Europe]







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