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Renault ainda não desiste de Alaskan feita na Argentina

Renault ainda não desiste de Alaskan feita na Argentina

A mudança de governo na Argentina vai mudar os planos de alguns fabricantes locais e parece que a Renault espera alterar sua programação para o país vizinho. Aparentemente, a mudança na tributação interna deverá favorecer a produção de picapes.


Juan Manuel Alliati, novo gerente de producto de Renault Argentina, disse ao site Autoblog que projeto da picape média Alaskan continua “mais vivo do que nunca”. O modelo da marca francesa deveria ter começado sua produção local em 2018, junto com a irmã Nissan Frontier.

Contudo, a crise econômica da Argentina jogou o esforço de fabricação em Santa Isabel, Córdoba, para baixo. Isto em parte também teria contribuído para a desistência da Mercedes-Benz em fazer a Classe X por lá (além da questão de custo com a Nissan).

Renault ainda não desiste de Alaskan feita na Argentina

Alliati disse que o projeto da Alaskan foi postergado e está longe de ser cancelado. O executivo enfatizou isso duas vezes, afirmando que a picape média está nos planos da Renault para produção argentina. Aqui, a picape média está em suspensão, assim como no mercado vizinho.

Obviamente, quando a produção se iniciar na Argentina, ela virá obrigatoriamente ao mercado nacional, visto que seria insustentável mante-la apenas para abastecer o país vizinho e outros da região. A Renault só aguarda condições econômicas e tributárias favoráveis para fazer a Alaskan no norte do país.

O executivo da Renault afirma que poderia lançar a picape “amanhã” se quisesse, desde que as condições para isso fossem favoráveis. Alliati vê vantagens em isenção de imposto interno para picapes e comerciais leves, o que já ajuda. A Alaskan até agora foi eliminada apenas do mercado australiano.

Feita atualmente apenas na Espanha e no México, a Renault Alaskan teve seu projeto ligado ao da Nissan Frontier e apresenta proposta equivalente, porém, na Europa, a marca foca em customizações de serviços para ampliar a oferta do produto, o que poderia ocorrer aqui com versões de cabine simples e focadas no trabalho, além da luxuosa e intermediária.

[Fonte: Autoblog]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • RKK

    É bom garantir a produção da sua primeira pickup antes que a aliança com a Nissan se desfaça…

    • Rogério R.

      Será? A Renault só tem 43,5% das ações(que valem muito) da Nissan e ainda tirou a marca japonesa da falência. Eu acho bem pouco provável que a aliança se desfaça.

  • Jonatas Pietr

    Tomara que tragam para o Paraná, de novo.

  • Rogério R.

    Está sendo um desafio para a Renault fazer as vendas da Alaskan deslancharem, ainda mais tendo a irmã NP300 como concorrente e com um nome mais consolidado no mercado, pois no México a picape onde é feita e vendida não aparece entre os 50 veículos mais vendos em 2019 de acordo com o Focus2move, já a irmã Nissan NP300 ficou em 4o no ranking geral, sendo a picape mais vendida lá. Na Colômbia onde a Alaskan chega do México ocorre o mesmo, pois a picape não aparece entre os 30 veículos mais vendidos de 2019(o Andemos só mostra o top 30), enquanto a Nissan NP300 ficou em 14o no ranking geral e também sendo a picape mais vendida por lá. Aqui e na Argentina o desafio será ainda maior, já que em ambos os países além da presença da Frontier(NP300), ainda tem o domínio da Hilux e da S10 no ranking de vendas. O mais interessante é que a Alaskan ficou mais bonita do que a NP300 o que até pode ajudar nas suas vendas aqui, já que aqui design conta muito na compra de um veículo, mesmo ela estando “escondida” no estande da Renault no salão a picape conseguiu chamar a atenção, o seu design pode ajudar a picape francesa de sangue japonês a vender aqui.

    • Paulo Lustosa

      Aqui acredito que venda mais que a própria Frontier, pois o pós venda da rede da Renault consegue ser melhor que a rede da Nissan

  • Vinicius

    Depois do nono calote da Argentina, precisa ter coragem para investir por lá, o cambio será uma eterna incógnita.

  • FocusMan

    Queria mesmo era que a Argentina voltasse a ser pujante… é a única forma do Focus voltar a ser fabricado na região.

    • Verdades sobre o mercado

      do que adianta produzir um carro cujo segmento está morto no BRasil ? Se não tem demanda no BRasil não compensa produzir na região. Que venha importado direto da Europa. PS: Vi o novo Focus ao vivo em setembro e ele está muito, mas muito bonito.

      • FocusMan

        O Focus nunca teve muita demanda no Brasil, assim como os 408 e demais PSA médios. Esses carros todos são feitos na Argentina porque lá vende bem.

        Antes da crise Argentina, Focus vendia no top10 de lá. Isso justificava o businness. Tanto que o Focus America Latina morreu já perto do início de sua fabricação, já que o projeto havia se iniciado 3 anos antes e a econômia da região estava outra coisa.

        O mesmo deveria ser lançado aqui em 2018 como modelo 2019…. foi realmente uma pena.

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