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Renault Alaskan: primeira unidade sai da linha de montagem argentina

Renault Alaskan: primeira unidade sai da linha de montagem argentina

A Renault Alaskan já pode ser considerada um produto regional. A picape média da marca francesa teve a primeira unidade produzida em Santa Isabel, em Córdoba.


O veículo já havia sido mostrado oficialmente quando ainda era apenas a carroceria básica do produto, mas agora funcionários da instalação argentina, enviaram imagens da Alaskan nacional pronta.

Após paralisação de quase três meses, a fábrica argentina agora toma uma dimensão maior. O motivo é que a Renault-Nissan está abandonando a unidade de Barcelona, onde deixará de produzir picapes para a Europa.

Obviamente, a Tailândia é um player peso-pesado no que se refere à exportação de picapes e a Argentina não teria muitas chances contra o antigo Tigre Asiático.

Além dele, tem o México ainda, como um jogador mais forte. Apesar destes dois, o país vizinho garante a produção da Alaskan junto com sua prima Frontier.

Com a Alaskan, a Renault aproveita a popularidade alcançada com Logan, Sandero e Duster, além do Kwid, para se aproximar do consumidor de picapes médias, um mercado que é muito importante na região.

Renault Alaskan: primeira unidade sai da linha de montagem argentina

Ela ainda dispõe da Duster Oroch como modelo leve, tendo presença mediana no mercado, mas na parte comercial, se destaca com a Master, líder entre as vans. Isso deve ajudar para atingir frotistas com versão de trabalho.

Assim como a Frontier, a picape da Renault chegará com motores diesel 2.3 de 160 cavalos e 40,9 kgfm ou 2.3 biturbo com 190 cavalos e 45,7 kgfm.

O câmbio automático de sete marchas é uma vantagem, mas opção manual de seis velocidades deve ser oferecida, assim como tração 4×2 ou 4×4. Trazendo a Alaskan, a Renault amplia a oferta de produtos desse segmento, que ainda terá adição da Peugeot Landtrek, que será produzida no Uruguai.

Mais adiante, poderemos ver ainda uma rival da RAM, que trará ainda mais disputa ao mercado de picapes médias no Brasil e Mercosul.

[Fonte: Autoblog]

 

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Selsu Brass

    Hummm, uma Frontier com uma maquiagem da Renault. Vão aliar o preço das peças caras, pós vendas deficitário e outras cossitas más… Eu fora.

    • O pós-venda da Renault não é ruim, embora também não seja bom. É apenas mediano.
      As peças da Renault não são caras, vide seu sucesso dentre as empresas, logo, a Alaskan irá encontrar seu espaço no Brasil.

      • Selsu Brass

        É, mais ou menos assim, mas eu não levo muita fé nessa parceria entre e Nissan e a Renault. Tb não sou fã de duas turbinas em motores a diesel em terras brasilis… Se quando uma dá pau já te arrancam um rim na CSS, imagina o proprietário chegar com as duas pifadas em um balcão da CSS, vai ter que deixar o corpo inteiro p pagar hehe, sem contar que quando e somente a de baixa ou de alta começar a dar pau, o motor em si já vira uma nhaca. Depois da saída da garantia eu ficaria com um pé atrás com esses motores bi-turbos.

        • Renault e Nissan já confirmaram que não irão se separar (até pq a Renault não venderia sua participação na Nissan), especialmente pelo fato da pandemia, onde as duas tentam sobreviver a essa grave crise. Uma separação seria maiores custos para ambas. As duas caminham para uma fusão completa.

        • Paulo Lustosa

          Pra uma turbina dar problema rápido, o dono tem que ser muito negligente com a manutenção, e ainda vou lhe falar, como essas duas turbinas não são VGT, o custo dessas duas turbinas acaba sendo mais barato que uma turbina VGT de Hilux, Ranger e S10.

          • Selsu Brass

            Turbinas TGV se não me engano a última que usou foi a Ranger. O que é usado hj em dia é as com atuador de pressão eletrônico, bem diferente das TGVs. Vamos fazer uma cotação então nas CSS, as duas turbinas da Frontier-Amarok contra uma da S10-Hilux-Ranger?

            • Edson Fernandes

              Na minha opinião, aí vale dizer que ser dono de um produto da marca ajuda. Se eu te disser que eu paguei no conjunto completo de amortecedor do Fluence, por R$871 (os 4 com coxim e tudo) vc vai acreditar?

              Que o preço de um coxim de cambio custa R$225 na concessionaria, que oleo para troca tem tido promoções que ficam entre 150 a 245 com filtro de oleo incluso, vc acredita? Meu carro tem hoje 139500km rodados. Normalmente o preço das peças por mtas vezes eu consulto a concessionaria porque chega a ser mais barato que fora dela. Peças como pastilha de freios, bobinas e velas são mais caros dentro dela.

              • oscar.fr

                Lá em casa, sempre compramos as peças do nosso Renault e fizemos os serviços na concessionária. Os valores pedidos sempre foram muito bons.

                • Edson Fernandes

                  Pois é. Penso pra mim que há muito achismo das pessoas que desconhecem atualmente o preço de serviço da concessionaria.

                  Como me mudei para o interior, estou pensando em ir fazer uma verificação do serviço na concessionaria. Quem sabe aqui tbm não seja interessante? (Indaiatuba-SP)

              • Guilherme Ferreira Lucio Lemes

                pra fazer uma manutenção similar no meu UP ficou 1.500,00. Que bom esses preços hein.

                • Edson Fernandes

                  A diferença no seu caso certamente é evitar outros gastos com o carro. Certamente vc tem uma economia incomparavel de combustivel, outras comparações podem ser atribuidas pelo peso… muito menos peças serão tão sentidas como em um sedan médio.

                  Possivelmente nesse aspecto vc possivelmente deve prolongar a necessidade de troca. E como a VW para o up não economizou em reforços, ouso dizer que o up é um carro de baixissimos problemas mecanicos, que suas peças se desgastam com tempo podendo trocar acima de 100000km por exemplo os amortecedores. Meu Fluence que peguei de primeiro dono, tive que trocar com 90000km rodados. Sem contar as trocas de oleo da transmissão CVT que custam entre 500 a 1300 reais(parcial ou completa)

                  Se colocar na ponta do lapis, vc de longe economiza muito mais no up em todos os sentidos. É que no meu caso, a opção pelo Fluence foi para ter mais recursos que eu já desejava mesmo mas que não faz milagres em um sedan pesado com motor 2.0 que está quase numa situação perante os players atuais defasado.

                  Gostaria que a Renault viesse com um sedan médio atualizado, mas sei que isso não será realidade. (por ser um dos adm do grupo do Clube do Fluence , tive contato com o vice presidente que me confirmou a não vinda de um substituto).

                  • Guilherme Ferreira Lucio Lemes

                    O meu UP já está com 110.000KM. Realmente é um bom carro, mas a suspensão dura incomoda um pouco. Barulhos internos nem ligo mais…agora o motor…esse é o destaque dele, sendo mais esperto e gostoso de dirigir que o Honda Fit 1.4 2007 manual que temos aqui em casa.

                    • Edson Fernandes

                      No meu caso eu queria um carro automatico, com alguns recursos porque dirijo mto em estrada. Então farol de xenonio, ar de duas zonas (que foi algo relativamente importante enquanto casado), entre outros pontos me fez a ideia.

                      Outro ponto que eu queria era me manter em um carro estavel e macio. Te entendo qdo vc fala da suspensão, pois é algo que eu levo muito em consideração em meus carros. No meu caso o carro tem 139700km, mas sinceramnete? Não penso em vende-lo porque me serve muito bem!

            • Paulo Lustosa

              Não, as últimas picapes de única turbina são TGV com atuador da válvula de alívio eletrônico, inclusive a S10, Ranger, Hilux, Amarok V6 e 2.0 140 cv, Frontier 2.5 de geração anterior (eu tive uma), Triton 3.2 e 2.4 MIVEC e todas as Land Rover. Quem não é TGV é apenas Amarok 180 cv e a Frontier 2.3 de 190 cv porque são duas turbinas pra não ter o lag em baixa que uma turbina com wastegate tradicional tem. TGV mecânico antigamente foi apenas a Ranger e o motor era uma porcaria completa.

      • Gran RS

        Exatamente, especialmente se a Renault cobrar menos que a sua irmã Frontier, e oferecer mais itens de série ou um acabamento melhorado.

    • Eng. Mecânica 2014

      Pós venda ruim é o da Ford, e nem por isso o pessoal deixa de comprar.

      • Selsu Brass

        Sim, mas estão quase fechando as portas no Brasil.

        • Paulo Lustosa

          Não porque vendem bem o Ka e o EcoSport, e ainda tem boas vendas com a Ranger. O resto dos importados são só pra encher linguiça.

      • Em sites e fóruns vejo muito cliente reclamando da Land Rover e Volvo, tem história bem cabulosas que não sei se é verdade, mas já vi de concessionária Land Rover cobrar 5 mil só pra analisar o carro e descobrir o problema (sem resolver de fato).

  • AlexM-XR3

    Por fora ficou tão bonita quanto a Frontier mas é incrível como a Renault não consegue um bom design interno.
    Se não tiver preço agressivo será mera coadjuvante no mercado.

    • Natán Barreto

      Por dentro ela é igual a Frontier, só muda o volante

  • rodrigosr

    Vem mais um flopão aí!

  • Tosca16

    Renault tem tudo pra ser a 4° em vendas, tranquilamente, e se duvidar passar a Ranger em alguns meses. Depena, tira tudo que for em acabamento, precifica por baixo, empurra vendas diretas. Quando a picape tiver com boas vendas, traz versões mais equipadas, por agora, só versão pra trabalho.

    • Tem que trazer tudo. As versões mais chamativas e as versões mais simples, pois a mais completa é o chamariz!

      • Tosca16

        Sinceramente, pra quem tem boa rede e um bom histórico com veículos de locação e trabalho eu apostaria tudo, ao menos agora, nas versões de trabalho. Trazer as demais versões vem da escolha da fabricante, mas dificilmente este produto disputaria com as líderes em suas versões mais completas, e não pelo produto em si ser inferior, muito pelo contrário, mas nem a própria Frontier tem tido vida fácil, sendo Nissan e já consagrada no mercado.

        • Edson Fernandes

          Se vc tira as versões de topo, vc limita o produto. Isso já aconteceu no passado com o Megane e do veio o motor 2.0, ele foi pouco receptivo porque a empresa perdeu o timing.

          Só olhar o que aconteceu com o 2008 sem o motor THP em versão automatica. Perdeu o momento de boas vendas por uma deficiencia em epoca. Preciso dizer sobre o 408 e 308 tbm? No entanto são otimos carros, porém sofreram com a demora em certas atualizações que no momento certo, teriam feito deles players mto mais competitivos.

          Se vc tem uma linha de produção pronta para qualquer versão, que traga todas. Muita gente opta pela versão de topo para uso proprio e aquela para trabalho apesar de ser o maior mix, não é o chamariz do produto. O consumidor que compra a picape de entrada, optou por ela por ver atributos bons na versão de topo que amanhã pode ser sua escolha. E como a Frontier é uma picape robusta, isso é bom para a Renault que é ligada nesse aspecto por causa de seus atuais produtos.

    • Verdades sobre o mercado

      A Renault hoje é muito dependente de locadoras e vai precisar ver como fica este mercado(locadoras) no pós-pandemia. Sem um volume significativo de compras das locadoras esqueça 4o lugar da Renault

  • David Diniz

    Que seja um sucesso de vendas se vier para cá e arrume seu espaço no mercado junto da Ford Ranger VW Amarok Chevrolet S10 e a futura RAM 1500.

  • Natán Barreto

    Já fazem logo um primeiro modelo basicão pra já poder trabalhar na fábrica

    • Verdades sobre o mercado

      Talvez para teste de impacto também

  • Dimitri Diegoli

    Não sei, para mim parece que a Alaskan já nasceu com o design “cansado”.

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