Montadoras/Fábricas Renault

Renault amplia produção de motores com investimento de R$ 750 milhões no Paraná

renault-fabrica-1 Renault amplia produção de motores com investimento de R$ 750 milhões no Paraná

Prestes à lançar o Kwid oficialmente no mercado brasileiro, a Renault amplia sua capacidade produtiva no país, onde tem sua base fabril – chamada Complexo Ayrton Senna, em Curitiba – anunciando um investimento de R$ 750 milhões, sendo R$ 350 milhões em uma nova planta industrial, a Curitiba Injeção de Alumínio (CIA). Além dela, a montadora francesa ampliou a capacidade da Curitiba Motores (CMO), que recebeu os outros R$ 400 milhões.



O anúncio foi feito em conjunto com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa, o presidente da Renault América Latina Olivier Murguet e o presidente da Renault do Brasil Luiz Pedrucci. A Curitiba Injeção de Alumínio é uma operação que envolveu 2 mil pessoas de outras plantas da Renault em todo o mundo, introduzindo novas práticas de injeção de alumínio em peças e componentes de motores. Com 14,5 mil metros quadrados, a instalação emprega equipamentos de alta tecnologia para esse tipo de produção.

A linha de produção da CIA começa a funcionar em janeiro de 2018 com os processos de injeção de alumínio de alta pressão para blocos do motor 1.6 SCe e de baixa pressão para os cabeçotes do mesmo propulsor, lançado no final de 2016, que equipa os modelos Sandero, Logan, Duster, Captur e Duster Oroch. A fábrica tem iluminação 100% de LED, bem como áreas de iluminação natural, redução na geração de resíduos, baixo consumo de energia e gás.

Já a Curitiba Motores tem sua fábrica expandida para a usinagem de blocos e cabeçotes em alumínio, bem como a produção de virabrequins de aço. A instalação produz os motores 1.0 SCe – que equipa o Kwid, Logan e Sandero – e o 1.6 SCe, mas a ampliação se dá nas linhas de fabricação deste último, que atende quase toda a gama da Renault. A CMO já produziu 3,5 milhões de motores desde 2001, sendo 40% destinados à exportação.

Com essa ampliação, a Renault continua com seu plano de investimentos no Brasil com foco na exportação para a América Latina, que respondeu por 35% da produção da montadora em 2016. Em Curitiba, a empresa emprega 6,3 mil pessoas somente no Complexo Ayrton Senna. A CIA vai gerar 150 novos postos de trabalho no Paraná.

Recentemente, a marca contratou 700 funcionários para o complexo industrial com o objetivo de ampliar a produção voltada ao mercado externo. Na área, também funciona a CVU, que é a fábrica de veículos comerciais, onde é feita a van Master, líder do segmento no mercado nacional. Para o Kwid, a Renault se prepara para uma grande ampliação na produção de veículos por conta da alta demanda esperada para o subcompacto, classificado pela emprega de SUV compacto, que tem preços de pré-venda entre R$ 29.990 e R$ 39.990. O lançamento ocorre nesta quarta (3).

Agradecimentos ao Renan Mantovani. 

 

  • Wellington Myph13

    Excelente, agora faz um cambio de 6 marchas pra eles…

    • Dula Bude

      Seria excelente!!
      Nisso a Chevrolet acertou na mosca.

      • Wellington Myph13

        Sim, além de ter ganho boas % de lucro com a baixa de consumo e isenção em outras coisas por usar câmbio de fabricação interna. Inovar auto, apesar de velho e cheio de furos, ainda serve pra algo…

    • Elfo Safadão.

      Um CVT já tava de bom tamanho, só de não ter que cambiar no trânsito pesado já é lucro.

      • Wellington Myph13

        Esse vem com certeza… Easy’R já está saindo de cena… Talvez fique só pro 1.0 do Kwid…

    • Rogério R.

      A Renault tem uma fábrica no Chile que só fabrica transmissões e a CMO no Brasil que é responsável pela fabricação de motores, ambas são responsáveis pela distribuição para toda a América Latina.

  • AntonioReis

    E a Renault-Nissan vai avançando…….

  • Rogério R.

    Muito legal a notícia, isso mostra que o Brasil e a região latino-americana tem um importantíssimo mercado para o grupo Renault-Nissan. Mostrando também que cada vez mais o grupo está fincando os pés aqui. Acho que essa ampliação também tem a ver com o futuro motor 1.3 TCe e também como o texto diz a Renault vai começar a exportar os novos motores SCe para a Argentina, Colômbia e México onde a Renault e a Nissan fazem carros.

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